No final de Agosto acaba a garantia oficial da marca por norma da união europeia - 2 anos, como em ano e meio ultrapassei os 100.000km, logo não vou ter direito a 3 anos de garantia. As garantias de fábrica são uma tanga, constatei recentemente que a mazda, ou merzda com muitos lhe chamam tem uma característica ingrata. O veículo tem mais de 100.000km, pois bem a garantia acabou, tenha ele um ano, dois anos (conforme a legislação EU) ou 3 anos segundo a marca. A política varia de concessão para concessão, uns são mais permissivos que os outros. Já tive de efectuar troca de peças no motor durante a garantia, mas as semanas em que o carro esteve parado por FALTA DE PEÇAS nunca foram pagas ou existiu uma viatura de cortesia. Enfim, saiu tudo do bolso. Para quem faz 6000 km mensais, custa. A meu ver as garantias da marca e tendo em base a minha experiência são boas enquanto duram por motivos de segurança e confiança do consumidor, no entanto OBRIGAM-NOS a recorrer e a PAGAR a assistência e o SAV da mesma. Como em tudo os carros são uma questão de sorte. Um carro reprogramado ou mexido tem tendencialmente um desgaste maior, sofre mais exigências do condutor, poderá estar sujeito a um nível de rotação e utilização diferente, no entanto o saber tirar partido e dar uso à máquina tem as suas virtudes.
Experimentem nos novos motores diesel, que a meu ver são frágeis, demasiado rotativos e voláteis, nomeadamente os turbos e os injectores. A minha viatura em 22 meses fez 130 M km, reprogrameio aos 19 M km e a meu ver foi a melhor coisa que fiz, hoje consigo fazer subidas mais à vontade, posso utilizar o AC em qualquer circunstância, pois o motor agora sim tem binário suficiente para o utilizar e não consumir desalmadamente como antes.
O mecânico que faz as revisões sabe que o carro está reprogramado, inclusivé ele tem um modelo igual ao meu e está a ponderar colocar uma box, no entanto ele na oficina não consegue detectar a reprogramação do meu carro, apenas quando o conduz. Tive inúmeras falhas com o medidor de massa de ar, a resposta da Mazda foi efectuar limpeza, mas tal como eu, todos os outros condutores da mesma altura tiveram o mesmo problema e não tinham os carros deles modificados. Vejam que neste momento estamos a encontrar diversas marcas amigas da reprogramação e que a mesma tem de ser invisível e/ou indetectável. Para variar, que desenvolvimento da mesma temos em Portugal? Um "curioso" e diversos importadores com algum know-how. Noutros países da Europa Central a reprogramação ou a adicção de caixas para aumentar a potência é banal, lá os seguros, os impostos calculam-se pela potência declarada, não como aqui que impostos pela cilindrada e seguros pelo valor e afins. Há todo o interesse em que um carro reprogramado não seja detectável no sistema informático de controlo e check-up.
As marcas fazem-no e recorrem a estas e outras oficinas para verificações e testes, mas nunca com os carros dos clientes.
Vejam o caso da PowerBox da Toyota, das caixinhas da BMW, da Mercedes, entre outros. Aumentam o preço em troca da garantia, para que continuemos a alimentar o SAV, que é onde as marcas e qualquer empresa consegue fazer algum dinheiro. Hoje não é a vender bens que se faz fortuna mas sim a vender serviços e complemtentos. Já ponderaram que o combustível acaba por ser a despesa corrente que temos uma expectativa mais certa e nunca ponderamos os custos de manutenção, desvalorização, seguros, entre outros. A malta pensa no factor consumo e poucos passam em diante nas contas.
Se conduzirem um carro com a centralina correctamente modificada da mesma forma que conduzirem o carro normal e derem os devidos cuidados e manutenção irão ver que ambos terão a mesma durabilidade e fiabilidade.