Fim das Praxes?

Eu custa.me a entender uma coisa. Mesmo que a praxe fosse só e apenas colocar os caloiros a declarar amor às vendedoras da praça e a dizer as horas a toda a gente que entra na cantina, como podem considerar isso normal? Como pode isso ser integrador? E estavam os praxistas calados a ver isto ou a rirem.se na cara destes caloiros. E se se estavam a rir deles, estavam ou não a ridicularizar estes miúdos?

Porque não admitem que é mesmo de propósito para fazer com que is caloiros passem por um mau bicado., ficava melhor a estas pessoas defensoras das praxes.
 
Eu custa.me a entender uma coisa. Mesmo que a praxe fosse só e apenas colocar os caloiros a declarar amor às vendedoras da praça e a dizer as horas a toda a gente que entra na cantina, como podem considerar isso normal? Como pode isso ser integrador? E estavam os praxistas calados a ver isto ou a rirem.se na cara destes caloiros. E se se estavam a rir deles, estavam ou não a ridicularizar estes miúdos?

Porque não admitem que é mesmo de propósito para fazer com que is caloiros passem por um mau bicado., ficava melhor a estas pessoas defensoras das praxes.

Na minha opinião não são maus bocados, mas sim bons bocados. A praxe não é só integração, é diversão também.
 
Sabes, uma vez que nunca fiz queixa nem conheço ninguém que tenha feito, não me vou pronunciar muito sobre o assunto. Mas o tribunal de praxe serve para alguma coisa, como resolver eventuais abusos. Se é eficaz ou não depende de instituição para instituição.
Se achar que foi injustiçado de alguma forma, está no direito de nunca mais aparecer numa praxe.
É como os tribunais normais de justiça.
Um exemplo, podes e deves fazer queixa de qualquer roubo, no entanto em 10 queixas só 1 vai preso e com alguma sorte.
 
Eu custa.me a entender uma coisa. Mesmo que a praxe fosse só e apenas colocar os caloiros a declarar amor às vendedoras da praça e a dizer as horas a toda a gente que entra na cantina, como podem considerar isso normal? Como pode isso ser integrador? E estavam os praxistas calados a ver isto ou a rirem.se na cara destes caloiros. E se se estavam a rir deles, estavam ou não a ridicularizar estes miúdos?

Porque não admitem que é mesmo de propósito para fazer com que is caloiros passem por um mau bicado., ficava melhor a estas pessoas defensoras das praxes.

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Isto é absolutamente ridículo. Que visão intolerante e preconceituosa. Não consegues entender que nem toda a gente pensa da tua maneira e há pessoas com diferentes percepções e sentido de humor? Não consegues perceber que há pessoas que acham piada a essas actividades feitas em conjunto e numa lógica de divertimento e integração? Sem sentimentos negativos mas na lógica da brincadeira? Estamos a entrar num domínio que extravasa o razoável. Agora toda a sociedade tem de ser "saneada" de acordo com os teus padrões de moralismo extremo? Custa-te a entender porque tens uma maneira de ser específica e se calhar nunca entraste nesta brincadeiras. No meu caso toda a gente se divertiu, caloiros, "doutores", vendedores, não há nada de extraordinário. Ninguém andou nas praxes com atitudes persecutórias.
 
Fala por ti, não fales pelos outros.

Eu fui de livre e espontânea vontade, e sou sincero quando te digo que passei momentos bem engraçados.

Pá, já todos aqui percebemos que adoraste a coisa, que estavas ansioso por ser praxado ainda antes de entrar, que nunca viste abusos nem humilhações, que foi um máximo, etc etc.

Como eu disse, a persuasão existe caso não tenhas reparado não falei apenas na minha experiência pessoal mas sim na de outros que conheço e que frequentaram outros cursos, outras universidades, etc. Por isso, lá porque na adoraste, te digo eu a ti: fala por ti, não pelos outros.
 
Pá, já todos aqui percebemos que adoraste a coisa, que estavas ansioso por ser praxado ainda antes de entrar, que nunca viste abusos nem humilhações, que foi um máximo, etc etc.

Como eu disse, a persuasão existe caso não tenhas reparado não falei apenas na minha experiência pessoal mas sim na de outros que conheço e que frequentaram outros cursos, outras universidades, etc. Por isso, lá porque na adoraste, te digo eu a ti: fala por ti, não pelos outros.

Mostra aí exemplos de técnicas de persuasão utilizadas pelos trajados então, estou curioso.

Já agora, também não conheço ninguém que tenha sido praxado e não tivesse gostado.
 
A praxe é de tal maneira "maravilhosa" que nos últimos dias, no Porto não se vê ninguém trajado...
Isto, pelo menos na zona da Asprela e confirmado por seguranças das Universidades.


Quanto aos "Duxes" toda a gente ficou escandalizada com o número de matrículas, mas seria extremamente pedagógico saber o número de disciplinas que os "meninos" já fizeram...
 
A praxe é de tal maneira "maravilhosa" que nos últimos dias, no Porto não se vê ninguém trajado...
Isto, pelo menos na zona da Asprela e confirmado por seguranças das Universidades.


Quanto aos "Duxes" toda a gente ficou escandalizada com o número de matrículas, mas seria extremamente pedagógico saber o número de disciplinas que os "meninos" já fizeram...

Devem ter mais cadeiras feitas que o Miguel Relvas...
 
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Isto é absolutamente ridículo. Que visão intolerante e preconceituosa. Não consegues entender que nem toda a gente pensa da tua maneira e há pessoas com diferentes percepções e sentido de humor? Não consegues perceber que há pessoas que acham piada a essas actividades feitas em conjunto e numa lógica de divertimento e integração? Sem sentimentos negativos mas na lógica da brincadeira? Estamos a entrar num domínio que extravasa o razoável. Agora toda a sociedade tem de ser "saneada" de acordo com os teus padrões de moralismo extremo? Custa-te a entender porque tens uma maneira de ser específica e se calhar nunca entraste nesta brincadeiras. No meu caso toda a gente se divertiu, caloiros, "doutores", vendedores, não há nada de extraordinário. Ninguém andou nas praxes com atitudes persecutórias.

Eu sei que ha pessoas que acham piada. Não são é os caloiros...
Podes crer que não fui praxado, não o permiti ou não seria congruente com o que aqui digo. E adivinha lá, fiz amigos, usei traje, fui as festas e tudo o resto com excepção das praxes. Ah e integrei caloiros nos anos posteriores, dei a conhecer a universidade, os colegas mais velhos, Cedi material e apontamentos etc. Tratei as pessoas como tal. Deve ser una noção estranha para alguns praxistas mas é possível integrar tratando bem as pessoas. Ajudando de facto.
 
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Isto é absolutamente ridículo. Que visão intolerante e preconceituosa. Não consegues entender que nem toda a gente pensa da tua maneira e há pessoas com diferentes percepções e sentido de humor? Não consegues perceber que há pessoas que acham piada a essas actividades feitas em conjunto e numa lógica de divertimento e integração? Sem sentimentos negativos mas na lógica da brincadeira? Estamos a entrar num domínio que extravasa o razoável. Agora toda a sociedade tem de ser "saneada" de acordo com os teus padrões de moralismo extremo? Custa-te a entender porque tens uma maneira de ser específica e se calhar nunca entraste nesta brincadeiras. No meu caso toda a gente se divertiu, caloiros, "doutores", vendedores, não há nada de extraordinário. Ninguém andou nas praxes com atitudes persecutórias.

Eu sei que ha pessoas que acham piada. Não são é os caloiros...
Podes crer que não fui praxado, não o permiti ou não seria congruente com o que aqui digo. E adivinha lá, fiz amigos, usei traje, fui as festas e tudo o resto com excepção das praxes. Ah e integrei caloiros nos anos posteriores, dei a conhecer a universidade, os colegas mais velhos, Cedi material e apontamentos etc. Tratei as pessoas como tal. Deve ser una noção estranha para alguns praxistas mas é possível integrar tratando bem as pessoas. Ajudando de facto.
 
Sempre gostei do "ninguem é obrigado a ir no praxe".

Pois, mas pergunto-me, o que acontece se optas para não ser praxado?

Nada.

Só existe um caloiro que se declarou anti-praxe no meu ano. Não lhe aconteceu absolutamente nada. Integrou-se como qualquer outro. Passadas as praxes já ninguém se lembrava sequer que ele era anti-praxe.
 
Nada.

Só existe um caloiro que se declarou anti-praxe no meu ano. Não lhe aconteceu absolutamente nada. Integrou-se como qualquer outro. Passadas as praxes já ninguém se lembrava sequer que ele era anti-praxe.

Mencionas um, eu ja ouvi o contrário, que quem opta para não ser praxado não se pode integrar nas activdades da vida académica(ou seja, apenas podes estudar).

Mas pronto, tambem pode ser caso a caso, ou neste sentido, escola a escola. Claramente vai haver histórias variadas dependendo de quem foi estudar para onde e talvez a altura em que foi estudar.
 
Eu sei que ha pessoas que acham piada. Não são é os caloiros...
Podes crer que não fui praxado, não o permiti ou não seria congruente com o que aqui digo. E adivinha lá, fiz amigos, usei traje, fui as festas e tudo o resto com excepção das praxes. Ah e integrei caloiros nos anos posteriores, dei a conhecer a universidade, os colegas mais velhos, Cedi material e apontamentos etc. Tratei as pessoas como tal. Deve ser una noção estranha para alguns praxistas mas é possível integrar tratando bem as pessoas. Ajudando de facto.

Os caloiros que TU conheces, não acham piada. Eu conheço caloiros que gostam e também outros que desgostam. Então mas agora todo o mundo académico tem que ser "formatado" de acordo com a tua maneira de ser e pensar? Há aqui alguém a defender a praxe a todo o custo? Tu é que queres impor os teus princípios.

Mas quem é que aqui está a defender que só sendo praxado é que podes fazer isso? Não li ninguém a dizer que só te integras, se fores à praxe. Já repeti a mesma coisa centenas de vezes. No meu caso ajudou à integração mas não foi a condição principal. Tanto que já disse "ene" vezes que a praxe até é a vertente da tradição académica que menos me cativa. Prefiro muito mais as serenatas, a benção, o rasganço etc etc. A praxe tem uma duração limitada se comparares com a tua carreira académica e com a duração do ano lectivo. É possível praxares e ajudares as pessoas nessas mesmas premissas que enumeras. Eu consigo aceitar quem não ache piada à praxe e quem goste de praxar (dentro dos limites aceitáveis).
A noção estranha para ti (na tua visão preconceituosa) é que é possível praxar, tratar bem e ajudar as pessoas. Mas é algo que a tua intolerância não te permite portanto é mais fácil generalizar e meter tudo no mesmo saco.
 
Mencionas um, eu ja ouvi o contrário, que quem opta para não ser praxado não se pode integrar nas activdades da vida académica(ou seja, apenas podes estudar).

Mas pronto, tambem pode ser caso a caso, ou neste sentido, escola a escola. Claramente vai haver histórias variadas dependendo de quem foi estudar para onde e talvez a altura em que foi estudar.

Eu posso falar no meu caso. Não me declarei anti-praxe porque não era anti-praxe, simplesmente fui algumas vezes às praxes (apesar de não estar a gostar, continuei a dar oportunidades por pensar que talvez depois aquilo mudasse) até que cheguei a um ponto em que me perguntei porque raio me estava a sujeitar àquela aberração e a permitir que tipos que nem conhecia me insultassem porque sim. A partir desse dia, deixei de aparecer nas praxes simplesmente.

E tive que aturar muita coisa por isso, como por exemplo:
- Estar a ser constantemente chateado por colegas que insistiam para que fosse à praxe;
- Ser, desde o primeiro dia, "informado" que quem não participava na praxe seria excluído, não seria ajudado pelos colegas, não poderia trajar, não poderia participar em nenhuma actividade académica (jantares de curso, festas, etc), teria o nome publicado na AE da escola como "anti-praxe" para toda a gente ver que se achava mais do que os outros, etc etc;
- Ser provocado pelo pessoal trajado várias vezes: por exemplo, estar uma vez a almoçar com colegas na cantina e chegar um dos praxantes e perguntar a um tipo que estava connosco e ia às praxes o seguinte: "porque raio estás a almoçar com estes vermes? A gente na praxe fala!".
- Ter conhecimento que o pessoal que ia à praxe era ordenado a excluir os anti-praxe e era castigado se fosse visto a falar com pessoal que não frequentava as praxes (foi quando percebi o porquê de uns tipos que falavam comigo no início na boa de repente deixarem de me cumprimentar)
- Podia continuar.

Claro que, passado 1 semestre, tudo isto acabou. Mas é um clima difícil de suportar e muitos cederam, quanto a mim, orgulho-me de não ter cedido a este tipo de pressão, que sei que acontece noutros lados.
 
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