FIAT UNO TURBO I.E.

E como eram os preços na altura ? Este tipo de carros estava tão acessível como estão os homólogos nos dias de hoje ?


Estas bombas são História, pena serem mal reputados junto do cidadão comum.
 
E como eram os preços na altura ? Este tipo de carros estava tão acessível como estão os homólogos nos dias de hoje ?

Eu já soube de cor os preços, mas já não me lembro bem.

Nos anos 80 os carros Italianos tinham muita vantagem pela Lira.

De qualquer modo o Turbo i.e. custaria menos do dobro do 45 S.
O R5 GT Turbo era bem mais caro, bem mais caro, julgo que quase triplicava o R5 mais barato.

Lembro-me do preço do Uno Turbo em Abril de 1988.
Preço final com respectivas despesas de versão metalizada = 1.866 Contos (9.310 €)
O 45 S não chegava a 1000.
Cor Sólida seria menos 30 ou 40 contos.
De revista, o preço devia ser 1800 redondos.

Ainda não havia o crédito que depois houve atenção.
E uns anos antes ainda se faziam era "letras" dos Bancos..
 
Última edição:
Então eram mais caros em termos relativos e mais inacessíveis por financiamento. Hoje em dia uma versão especial não duplica o valor da entrada de gama...
 
Então eram mais caros em termos relativos e mais inacessíveis por financiamento. Hoje em dia uma versão especial não duplica o valor da entrada de gama...

Sim, mas também as versões de entrada já não são 900 ou 1000 Aspiradas.
Estão agora a aparecer com essas cilindradas, mas turbo, portanto na pratica não são 1000.

E como disse as diferenças de configuração, componentes, material e equipamento não são nem por sombras as que existiam.
Basta imaginar jantes de ferro com pneus "de bicicleta" versus Jantes de Liga Leve.
Hoje praticamente todos os carros têm jantes de liga leve.
 
Muito Bom..Eu sou de 87..lembro-me de tudo o que aconteceu nos anos 90 e so tenho pena de nao ter nascido prai 10 anos antes para viver o que para mim foi os melhores anos de sempre..anos 90..grandes carrros, tecnologia toda a ser descoberta enfim..
 
Então eram mais caros em termos relativos e mais inacessíveis por financiamento. Hoje em dia uma versão especial não duplica o valor da entrada de gama...

Acho que é mais fácil pensares, que com a excepção talvez do 205 1.9, os pocket rockets ficavam pelo mesmo preço de um segmento C com o seu 1.4.
Havia algumas diferenças, o Swift, Corsa GT e depois o Turbo já noutro campeonato eram mais acessíveis, os franceses eram mais caros.
 
Não perco a ideia de um dia andar num Turbo IE, de preferência MKI.
Há um pormenor que aprecio imenso que é o spoiler traseira ser parte integral da porta da mala.[br:)]

fiat-uno-turbo-i-e-1-26741.jpg


Paulo, aquela luz vermelha no tipo direito é algum tipo de luz de aviso semelhante ao que existe no Alfa Control?
 
A luz vermelha de cima à direita assinala algo vermelho em conjunto.
Nem que seja uma porta aberta ou o travão de mão puxado.

Sem nada acesso, se ele carregar outra vez no botão, dá luz verde à esquerda. Isso o meu 55 Super já tinha.

No vídeo ele foi ligando os diversos sensores que davam para fazer e as luzes foram apagando, incluindo um farol desligado.

Quanto à porta da mala: é realmente deliciosa e extremamente leve, pois é em fibra. E não enferruja [:D]

A ideia do Spoiler em próprio formato da mala é genial.

Foi pena os MK2 perderem uma série de pormenores distintivos.
Alguns porque ficaram a fazer parte de todos os Unos. Exemplo: grelha na cor da carroçaria.

Sem dúvida que este primeiro foi um carro especial.
Enviado um Uno 70 para a Abarth, esses "meninos" conseguiram fazer um carro mítico, um poço de adrenalina.

Definiram as metas dos:
200 km/h
cerca de 8 segundos a 100 km/h
16 segundos a 400 m
30 segundos a 1000 m

Para tal afinaram aquilo e chegaram a ter 2 protótipos:
105 cv @ 5750, Turbo IHI 0,6 bar
115cv @ 6000, Turbo Garrett 0,8 bar

Acabaram por optar pela versão de 105cv, capaz de das tais metas, a beber menos e principalmente a sair de baixas que é uma coisa incrível.
Por mais espantoso que pareça, o Uno MK1 tem 845 kg e uns 105cv, hoje potência de muitos carros, mas aquilo para além de sair de baixas de uma maneira incrível, acompanha quase tudo até "ao fim" da 3ª.

Estes não tinham corte e fazem +8000 rpm, mas a rotação de potência máxima é 5750 e as trocas devem ser feitas na zona amarela do Conta Rotações, ali nas ~6000.

O carro é uma maravilha técnica e foi o "primeiro" caça a poder gastar efectivamente pouco, devido à i.e. e devido à excelente afinação promovida pela turbinagem do pequeno IHI.
Não sendo um Twin Cam e portanto também apenas um 2 válvulas por cilindro, este motor, o Lampredi SOHC 1301 tinha "tudo" como sabeis, cabeça de Alumínio, membrana de captação de ar, ar automático, etc... e até já tinha nesta versão turbo refrigeração por água do mesmo.
Veículo pequeno e leve já com discos ventilados + discos.

Este Monstro Sagrado:

Henri_Toivonen.jpg


Ainda andou a desenvolver o animal:

481505_451099288288412_1144871557_n.jpg



Mas dizia eu, que a Abarth depois de basear o Turbo i.e. num Uno 70 S, foram feitas uma série de alterações e incorporação de componentes de mais valia no carro, que realmente eram muito interessantes. Para além da mecânica:
Porta da mala em fibra, pára-choques diferentes, grelha, espelhos, quadrante, alcatifas, cintos, tecidos, volante, acelerador perfurado, forro do tecto borracha, cobertura da mala em borracha, jantes de liga leve com diferente ET, ponteira de escape, decorações exteriores, algumas cores específicas, etc.

No Japão o carro Chamava-se Abarth 1300 Turbo.

Abarth%201300%20Turbo%20(6).jpg


Os MK2 evidentemente que aumentaram a potência, até por uma questão de "novo" modelo.
Desta vez avançaram para a turbinagem Garrett 0,8 no bloco 1372 em vez de 1301. E 118cv em vez de 105cv.

Claro que a fundo as medições são superiores, mas não sai de baixas como o 1301.
O 1301 também sobe melhor de rotação e faz mais rotação. Mas isso já acontecia nos aspirados e carburados destes motores.

Na condução, o MK2 tem a diferença que passou a fazer corte pelas ~7200.
Claro que seria muito raro num MK1 andar nesses regimes, mas de vez em quando aquilo podia ir por ali fora a passar 8000 e depois passaram a cortar.
Em 2ª e 3ª por vezes dava jeito!

O MK2 engordou 80 kg e perdeu grande parte de alguns componentes exclusivos da versão Turbo MK1, destacando-se a porta da mala comum em vez de fibra.
O MK2 trazia um volante Momo melhor, isso sim.

A maior diferença global é que é relativamente fácil fazer um MK2 normal ter aspecto de MK2 Turbo.
E um MK1 normal parecer um MK1 Turbo é muito complicado e implica muitas diferenças.
 
Acho que é mais fácil pensares, que com a excepção talvez do 205 1.9, os pocket rockets ficavam pelo mesmo preço de um segmento C com o seu 1.4.
Havia algumas diferenças, o Swift, Corsa GT e depois o Turbo já noutro campeonato eram mais acessíveis, os franceses eram mais caros.

Sim.
Os Italianos tiveram ali uns anos em que colocavam em Portugal os carros a muito bom preço, jogando com a Lira.
Mais tarde encareceram.
Houve uma altura que o 33 1.3 S era dos carros mais baratos do segmento, com a percepção que gastava muito mas que em prestações concorria com outros 1.6 e 1.7.

A Renault tinha bons preços nos carros mais simples e montados cá; e foi a primeira a ter um crédito "moderno".
O R5 GT Turbo não era barato não e o R11 Turbo fez-lhe concorrência dentro da própria marca até pelo preço.

Nessa época era muito penalizante ser 1.6 em relação a 1.3 e o 205 GTi sofria muito no lombo por isso.
Quando apareceu o 205 Rallye / AX Sport tiveram um preço muito bom por exemplo.
Se o GTi 1600 sofria no lombo, o GTi 1900 tornava-se absolutamente proibitivo. Era em Portugal muito caro mesmo e por isso quase não vendeu, pois para esse dinheiro o pessoal pegou antes no 405MI16 e também no R21 2L Turbo.
Isto para não falar em outros veículos para esses preços, até Lancias.

Tínhamos ainda dois exemplos e que venderam muito, de 1600, que eram muito mais baratos do que o castigado 205 GTi 1900:
Escort RS Turbo e Delta HF Turbo.
 
Dos melhores e mais excitantes carros que já conduzi, quer o MKI, quer o MKII(o I era muito melhor a sair nas baixas, tinha mais saída no arranque, embora com menos potência tinha também menos kgs, o MKII era mais "estradista", em estrada aberta era mais máquina).

E naquela altura conduzi muita coisa "engraçada" - G40(excelente!), 5GTturbo(brutal), AX Sport e GTi, Punto GT, Corsa GT, 205gti(1.6), 309gti(1.9), ZX Coupé 2.016v, Swift GTi, A112 Abarth, Tipo 2.0 16v(aquilo em recta chegava quase aos 250), Civic VTi...

Alguns podiam ser mais estáveis, outros mais potentes, mais caros, mais 'carros', podiam ter mais velocidade de ponta, mas nenhum me deu a pica do turbo i.e., aquele esmagar de aceleração era uma coisa divinal.

Não esqueço BM's e Audi em AE a 180 e serem passados por uma caixa daquelas...alguns até abriam os olhos[:D] c'est pa posible![:D]

E como não esqueço numa nacional, salvo erro de Serpa, atrás de um Boxter, o homem a dar e eu sempre na cola, o gajo ia-se a passar, um Uno branco atrás dele(na verdade eu nunca o conseguiria ultrapassar, mas também não o largava!)...até que lá para as tantas atravessou-se um rebanho e o Porsche travou...e eu com eles na mão...até uma 1ª levou nos queixos, mas travou(embora eu naqueles segundos pensasse - ui ui ui já estás no pacote do Boxster![:D])
 
O carro em adrenalina é absolutamente fantástico sim.

O MK1 a sair de baixas... é tremendo realmente.
É um teste desgraçado a quem não conhece os carros, pois hoje há dezenas de modelos no mercado turbo diesel de 105cv e o TIE MK1 com os mesmos 105cv é de outro Planeta.
E não são os 845 kg que explicam tudo.
É conduzir sozinho e depois meter 5 pessoas e malas e comparar. Continua a não ter nada a ver.
 
Uno Turbo i.e. MK2 de 1989, dos primeiros dos MK2.
Há muito poucos de 1989.
E este veio equipado com Ar Condicionado de série, o que é muito raro e em Portugal talvez mesmo muito muito raro, ou possivelmente o único.
Já vi muitos e só conheço este com Ar Condicionado.

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Já nesta mesma altura existia também a versão do Uno TD que tinha bastantes semelhanças estéticas com o Turbo, quer a nível interior, quer do exterior. Claro que as performances não tinham nada a ver (não envergonhavam), mas os consumos eram facilmente de metade. O meu mano tinha um, mas teve um fim triste: partiu o motor literalmente! Com rombo no cárter e tudo, mas levava com cada escáfia e deitava fumo como se não existisse amanhã.

Cheguei a conduzir outro brinquedo da mesma altura com um motor também explosivo e num carro ainda mais leve: Autobianchi Turbo! Verdadeiro perigo para mãos como as minhas de jovem e calculo que para qualquer aspirante a piloto de fim de semana! Teve um fim triste em que o dono se espetou com ele e o carro foi para a sucata, mas o dono só partiu um braço e uma perna ou lá o que foi!
 
O Y10 turbo era bastante forte em semáforos, 1ª e 2ª muito rápidas, pneus "fininhos" e pequenos, etc.

Mas era um 1050 Turbo Carburado de 85cv.
 
Hehehe, muito bom. Nesses ultimos postados, so falta mesmo a telefonia, em vez desses radios "pomposos" :)

Também sempre tive o bichinho dos Tie, uma vez que o meu primeiro carro foi um 45S. Com todos os seus defeitos e virtudes, é uma máquina. Não tenho nem 1/10 dos conhecimentos sobre o mesmo como o nosso colega gtabarth, mas ainda assim deixa-me fascinado.

E o curioso...nunca andei em nenhum...uma pena.

Adorava seguir um DB com um dos apaixonados e dedicados que este forum tem, com um exemplar desses.
 
Eu já soube de cor os preços, mas já não me lembro bem.

Nos anos 80 os carros Italianos tinham muita vantagem pela Lira.

De qualquer modo o Turbo i.e. custaria menos do dobro do 45 S.
O R5 GT Turbo era bem mais caro, bem mais caro, julgo que quase triplicava o R5 mais barato.

Lembro-me do preço do Uno Turbo em Abril de 1988.
Preço final com respectivas despesas de versão metalizada = 1.866 Contos (9.310 €)
O 45 S não chegava a 1000.
Cor Sólida seria menos 30 ou 40 contos.
De revista, o preço devia ser 1800 redondos.

Ainda não havia o crédito que depois houve atenção.
E uns anos antes ainda se faziam era "letras" dos Bancos..


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Para ajudar aqui deixo fotos das tabelas de preços de novos da revista Auto Mundo nº296 de 15/12/86.

O meu em Julho de 86 custou-me 1.561.900 contos.

Repare-se que:

- Um Alfasud 1.3 com 86cv custava 1.802.222 contos (era o mais barato da Alfa)
- Um Fiesta XR2 com 96cv custava 1.698.524 contos
- Um Visa GTI com 105cv custava 1.941.399 contos
- Um Peugeot 205 GTI de 105cv custava 2.381.921 contos
- Um Renault 5 GT Turbo de 115cv custava 1.993.976 contos

Ou seja, não havia nada comparado aos 1.500 contos de um Uno Turbo sendo que realmente o que mais se assemelhava (5 GT Turbo) custava mais 500 contos...
Lembro-me perfeitamente de envergonhar (!!!) literalmente BMW's e inúmeras outras marcas e modelos de valores muito superiores.
Ainda ontem no regresso da Exponor veio na casa dos...é melhor não dizer, mas posso dizer que deixou muitos de queixo caído.
É fenomenal como em 5ª se passa de 140 para a centena seguinte e ver a falta de resposta dos outros. Considero-me um felizardo quer por o ter comprado como o ter conseguido manter em perfeita funcionalidade até hoje. Hoje já não é carro do dia a dia, mas foi-o durante 6 anos, hoje já tem direito a garagem mas continua a ser um dos carros que mais gozo me dá de conduzir.
 
Ver anexo 118026Ver anexo 118027

Para ajudar aqui deixo fotos das tabelas de preços de novos da revista Auto Mundo nº296 de 15/12/86.

O meu em Julho de 86 custou-me 1.561.900 contos.

Repare-se que:

- Um Alfasud 1.3 com 86cv custava 1.802.222 contos (era o mais barato da Alfa)
- Um Fiesta XR2 com 96cv custava 1.698.524 contos
- Um Visa GTI com 105cv custava 1.941.399 contos
- Um Peugeot 205 GTI de 105cv custava 2.381.921 contos
- Um Renault 5 GT Turbo de 115cv custava 1.993.976 contos

Ou seja, não havia nada comparado aos 1.500 contos de um Uno Turbo sendo que realmente o que mais se assemelhava (5 GT Turbo) custava mais 500 contos...
Lembro-me perfeitamente de envergonhar (!!!) literalmente BMW's e inúmeras outras marcas e modelos de valores muito superiores.
Ainda ontem no regresso da Exponor veio na casa dos...é melhor não dizer, mas posso dizer que deixou muitos de queixo caído.
É fenomenal como em 5ª se passa de 140 para a centena seguinte e ver a falta de resposta dos outros. Considero-me um felizardo quer por o ter comprado como o ter conseguido manter em perfeita funcionalidade até hoje. Hoje já não é carro do dia a dia, mas foi-o durante 6 anos, hoje já tem direito a garagem mas continua a ser um dos carros que mais gozo me dá de conduzir.

Só tens um post mas já sei quem és [:cool:]

O MK1 declara 105cv para 845 kg, mas sai de uma maneira que espanta!

Epá... como é que a gente não se encontrou na Exponor?

Eu na 6ª estive cerca de uma hora seguida a "chagar" a malta dos Integrales.
O Espanhol estava muito bom.
E o Martini 6, estive lá com o Senhor a ver aquelas particularidades todas. Só os tapetes [br:)] ou as assinaturas!
 
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