Falências e insolvências

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Olá a todos.

Vinha aqui pedir uma pequena ajuda só a esclarecer uma dúvida.

Estou a ponderar meter-me num negócio que vai exigir algum investimento. Todos já ouvimos falar em negócios que correm bem e também que correm mal.

Quando correm mal, por vezes ouvimos falar que fulano ficou sem carro, sem casa, meteu tudo em nome da mulher, etc etc.

O que eu queria saber é se antes de me meter num negócio posso precaver-me dessa situação. Ou seja, se é possível separar empresa e bens pessoais de maneira a que se o negócio não resultar e numa possível falência não me venham buscar os bens pessoais.
 
Se a empresa não tiver dívidas podes "fechar o tasco" e vir embora. Se tiveres dívidas só a fornecedores e não tiveres feito nenhum tipo de gestão danosa e a insovência for apenas "natural", em princípio os teus bens não entram na equação. O problema é que quando deixas dívidas ao fisco / Seg social, podes ser responsabilizado em termos individuais pela gestão da empresa. E nesse caso não podes fazer nada. A única forma é evitar ter essas dívidas. Outra situação que acontece com muita frequência é os sócios terem contratos pessoais no âmbito da empresa. Um exemplo clássico são empréstimos dos bancos que depois têm o sócio como avalista da empresa. Caso a empresa não pague, eles executam não só a empresa como também o avalista, neste caso o próprio sócio [;)]

este último exemplo é mesmo muito comum. Muitos bancos só fazem exmpréstimos à empresas nestas condições.
 
Olá a todos.

Vinha aqui pedir uma pequena ajuda só a esclarecer uma dúvida.

Estou a ponderar meter-me num negócio que vai exigir algum investimento. Todos já ouvimos falar em negócios que correm bem e também que correm mal.

Quando correm mal, por vezes ouvimos falar que fulano ficou sem carro, sem casa, meteu tudo em nome da mulher, etc etc.

O que eu queria saber é se antes de me meter num negócio posso precaver-me dessa situação. Ou seja, se é possível separar empresa e bens pessoais de maneira a que se o negócio não resultar e numa possível falência não me venham buscar os bens pessoais.

Acho bem que arrisques e é disso que precisamos.

Mas penso que estás já a partir de um pontod e partida errado, que é que podes abrir falência e não querem que te venham aos bens pessoais, mas se tiverem razões para vir é porque ficaste a dever algo a alguém... E então queres-te safar lixando outro gajo qq... Não me parece muito bem pensado.
 
Cuidado com este fórum. Começas a perguntar a forma como podes investir mas, e se correr mal, não te irem lixar a vida com a acusação que queres lixar a vida a outra pessoa. [:D]
 
Ele apenas se quer precaver dos seus bens pessoais porque toda a gente sabe como é difícil manter uma empresa a bombar bem. Se houver maneira de separar as águas, melhor.
 
Este fórum peca por demasiados moralismos. Deviam se preocupar com a m³rda que o Estado faz com a carga fiscal...mas isso não interessa.:sh)
 
Não quero lixar ninguém. Acho que se a empresa por alguma razão não resultar as dívidas têm de ser pagas. Mas teria de ser empresa a suportar esses custos. Não estou a fugir a responsabilidades nem quero cometer qualquer ilegalidade. Só não quero estar debaixo da ponte com os meus filhos daqui a algum tempo. Se eu tivesse uma almofada financeira era diferente mas se me meter nisto vai ser mesmo tudo ou nada. Daí as minhas dúvidas.
O meu atual patrão estava no outro dia a dizer-me que tem tudo em nome de sociedades unipessoais. Dizia-me ele que nunca ia arriscar contaminação de umas empresas para outras ou bens pessoais. Óbvio que vou ter de me informar melhor antes de dar este passo de gigante mas estou mais a ver se fico com uma ideia.
 
O que eu queria saber é se antes de me meter num negócio posso precaver-me dessa situação. Ou seja, se é possível separar empresa e bens pessoais de maneira a que se o negócio não resultar e numa possível falência não me venham buscar os bens pessoais.
É difícil... O que podes fazer é o clássico pôr dinheiro "lá fora"... Comprar ouro e diamantes e enfia-los num cofre... Havendo filhos passar o mais cedo possível os bens para o nome dos filhos... Sendo casado optar pela separação de bens, assim se algo correr mal só conseguem ir buscar metade, etc...

Em qualquer caso o risco faz parte da vida, é impossível garantir que tudo corra 100% bem, nunca conseguimos controlar tudo e por isso é melhor não nos preocuparmos demasiado. [;)]
 
Este fórum peca por demasiados moralismos. Deviam se preocupar com a m³rda que o Estado faz com a carga fiscal...mas isso não interessa.:sh)

Então vê a seguinte situação.

A empresa vai vender TV's.

Tu compras uma TV ao Power, pagas, mas entretanto n sabias já ele estava com a corda na garganta com a empresa (de onde saca salário) e não te entrega a TV e abre falência.
No final do dia tu perdeste 700€ e o power voltou para a sua moradia ver a sua TV como se nada tivesse acontecido.

Isto é ser moralista?
Isto é não estar preocupado com as *****s do estado?
Onde está a relação?
 
Não quero lixar ninguém. Acho que se a empresa por alguma razão não resultar as dívidas têm de ser pagas. Mas teria de ser empresa a suportar esses custos. Não estou a fugir a responsabilidades nem quero cometer qualquer ilegalidade. Só não quero estar debaixo da ponte com os meus filhos daqui a algum tempo. Se eu tivesse uma almofada financeira era diferente mas se me meter nisto vai ser mesmo tudo ou nada. Daí as minhas dúvidas.
O meu atual patrão estava no outro dia a dizer-me que tem tudo em nome de sociedades unipessoais. Dizia-me ele que nunca ia arriscar contaminação de umas empresas para outras ou bens pessoais. Óbvio que vou ter de me informar melhor antes de dar este passo de gigante mas estou mais a ver se fico com uma ideia.

E tens toda a razão, mas se a empresa não conseguir esses pagamentos, tu queres que não sejas tu (pessoalmente) a assumir! Mas alguém vai ter de assumir, ou seja alguém vai sair lixado...
 
Isso é certo, quando as coisas correm mal há sempre alguém, ou até muitas pessoas, que se lixam... A minha já longa experiência de vida não me permite ignorar o que presenciei nas várias assembleias de credores em que me vi envolvido, a primeira das quais ocorreu ainda na década de 80... [s)]
 
Então vê a seguinte situação.

A empresa vai vender TV's.

Tu compras uma TV ao Power, pagas, mas entretanto n sabias já ele estava com a corda na garganta com a empresa (de onde saca salário) e não te entrega a TV e abre falência.
No final do dia tu perdeste 700€ e o power voltou para a sua moradia ver a sua TV como se nada tivesse acontecido.

Isto é ser moralista?
Isto é não estar preocupado com as *****s do estado?
Onde está a relação?


Não te retiro a tua razão mas se ele parte de um ponto mau (pensar que vai correr mal, falência, blá blá), também se pode dizer que partiste de um pressuposto incorrecto (ele querer enganar pessoas).

Ele, como quem queira abrir um negócio precisa de saber com que linhas se coze. E como o país está todo o cuidado é pouco.
 
Acho que se a empresa por alguma razão não resultar as dívidas têm de ser pagas. Mas teria de ser empresa a suportar esses custos.

O problema é que, à partida, se a empresa não resultar é exactamente por estar numa posição em que não consegue pagar as dívidas.

Vida de empresário é assim mesmo, envolve riscos. Não é o mar de rosas de lucros estonteantes que muitos apregoam.
 
Olá a todos.

Vinha aqui pedir uma pequena ajuda só a esclarecer uma dúvida.

Estou a ponderar meter-me num negócio que vai exigir algum investimento. Todos já ouvimos falar em negócios que correm bem e também que correm mal.

Quando correm mal, por vezes ouvimos falar que fulano ficou sem carro, sem casa, meteu tudo em nome da mulher, etc etc.

O que eu queria saber é se antes de me meter num negócio posso precaver-me dessa situação. Ou seja, se é possível separar empresa e bens pessoais de maneira a que se o negócio não resultar e numa possível falência não me venham buscar os bens pessoais.



Julgo que estás a começar pelo fim, e assim deixo-te a sugestão seguinte:

Em primeiro lugar, deves certificar-te que a tua ideia (projecto) é válida, exequivel e geradora de valor (sucesso)

Depois certifica-te que tens as competências certas para empreender, como o saber fazer, o saber ser, e o saber estar. Se não as tiveres aconselho-te o passo seguinte.

A seguir faz um curso de empreendorismo (criação de empresas, plano de negócio, ou micro-negócio) irá permitir-te tomar consciencia dos factores criticos de sucesso.

Depois disto irás perceber, como separar ás "águas". [;)][:D]
 
Primeira coisa, não vás como empresário em nome individual, porque aí os teus rendimentos confundem-se com os das empresas.

Abre uma empresa de responsabilidade limitada, onde a responsabilidade dos donos acaba no tecto do capital social.

Mas depois cuidado com os esquemas, porque se fores contrair um empréstimo os bancos gostam de por em letras pequeninas uma cláusula onde os sócios se responsabilizam pelo pagamento do empréstimo em caso de incumprimento da empresa.... :rolleyes:
 
Julgo que estás a começar pelo fim, e assim deixo-te a sugestão seguinte:

Em primeiro lugar, deves certificar-te que a tua ideia (projecto) é válida, exequivel e geradora de valor (sucesso)

Depois certifica-te que tens as competências certas para empreender, como o saber fazer, o saber ser, e o saber estar. Se não as tiveres aconselho-te o passo seguinte.

A seguir faz um curso de empreendorismo (criação de empresas, plano de negócio, ou micro-negócio) irá permitir-te tomar consciencia dos factores criticos de sucesso.

Depois disto irás perceber, como separar ás "águas". [;)][:D]
Seria bom se fosse assim tão simples. [;)]

Já vi negócios irem a falência simplesmente porque os clientes desapareceram ou deixaram de pagar... Ou até porque um só cliente, mas de grande dimensão, não cumpriu... Uma empresa pode ir à falência até por causa do estado, ou de uma revolução, ou de um golpe de estado, etc... Enfim... Há imensas formas de se perder um negócio sem que isso ocorra por fraude ou incompetência do próprio.

Já vivi muito, já vi demais, já não tenho a ilusões de que alguém consiga controlar tudo, ou sequer quase tudo. [;)]
 
Não te retiro a tua razão mas se ele parte de um ponto mau (pensar que vai correr mal, falência, blá blá), também se pode dizer que partiste de um pressuposto incorrecto (ele querer enganar pessoas).

Ele, como quem queira abrir um negócio precisa de saber com que linhas se coze. E como o país está todo o cuidado é pouco.

Se ele admite que pode chegar a um ponto de falência e que não quer que haja penhoras, as penhoras só vão haver em casos de dívida. Logo ele admite que se chegar ao ponto de haver dívidas, que ele não quer levar com elas.
Por isso alguém irá sempre sair prejudicado dessa situação e não será ele.
 
Se ele admite que pode chegar a um ponto de falência e que não quer que haja penhoras, as penhoras só vão haver em casos de dívida. Logo ele admite que se chegar ao ponto de haver dívidas, que ele não quer levar com elas.
Por isso alguém irá sempre sair prejudicado dessa situação e não será ele.

Acontece que há muitas empresas a ir à falência por incumprimento de devedores, por vezes devido a falências. Não é justo que alguém fique na miséria porque outros anteriormente falharam. São situações que acontecem todos os dias.
 
É, só porque uma pessoa se quer proteger não podemos imediatamente entrar por um processo de intenções.

edit: Seria mais ou menos o mesmo que pensar que quem faz um seguro de vida é porque está a pensar ir-se atirar da ponte.
 
Última edição:
Bem vamos tentar então esclarecer isto. O meu pensamento é mal veja que a coisa está a dar para o torto, não arriscar mais. Definir um ponto em que ainda consigo vender a empresa (até ver não é previsível que a coisa mude muito no setor) e pagar as dívidas que poderão existir. Ou seja como o Silver disse, quero dar a televisão ao homem ou então o dinheiro.

Só não queria que me levassem o apartamento.

O negócio é rentável mas está a ser muito mal gerido e os atuais donos meteram-se noutros negócios que arrastaram tudo para o charco. Se eu acho que sou capaz? Sim.
 
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