Faleceu Michael Jackson

Foi uma noticia que me deixou surpreso e por acaso até soube atravéz da TVE, quando andava a saltitar entre os canais. Lamento muito a perda...foi de facto um "génio" da musica pop e um "marco" para uma geração que atravessou os anos 80 e 90.

R.I.P. MJ
 
É muito português gostar, em certas ocasiões, de ser diferente, de opinar de forma diferente e "dar uma" de superior no plano moral e dos valores, ainda que a despropósito e sem conceder sequer numa separação das águas. É demonstrador de uma brutal falta de confiança. E de alguns complexos bem vincados.

Mesmo que seja a propósito da morte um MÚSICO/CANTOR/DANÇARINO mundialmente conhecido e apreciado pelas suas performances.

O problema - eu sei porque já fui adolescente e já passei por isso e, se essa é uma fase muito própria da adolescência, é lamentável na idade adulta - é quando, de um modo generalizado, não somos acompanhados naquela nossa demonstração de desprezo, naquele querer ser diferente.
Nessas alturas ou ficamos mais calados ou temos a sensação que escolhemos mal o campo.

O Governo do Japão manifestou igualmente pesar pela morte de Michael Jackson, que tinha uma legião de admiradores no arquipélago. "Estou triste, segui-o desde a sua estreia nos Jackson Five", declarou o ministro do Interior e da Comunicação, Tsutomu Soto, numa conferência de imprensa.
O seu colega da Defesa, Yasukazu Hamada, prestou também homenagem ao autor de "numerosas canções populares e emblema de uma geração"

Em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, considerou "lamentável" a notícia da morte de Michael Jakson, mas criticou os órgãos de informação por lhe darem demasiada importância.

"Perdemos um herói do mundo", afirmou o antigo presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que se encontrara com o cantor.


No Brasil, o cantor e antigo ministro da Cultura Gilberto Gil manifestou também o seu pesar. "Entristece-me muito ver um tão grande e incrível talento deixar-nos tão cedo - um talento que nos deu a todos alguns momentos maravilhosos", disse à Folha Online. "Vou ter saudades do Rei da Pop", acrescentou Gilberto Gil.

O actor Jamie Fox, que soube da notícia quando estava a ser entrevistado pela cadeia de televisão NBC, disse esperar que se recorde dele como "um músico brilhante" e não pelo "número de circo" que se tornara a sua vida.

"Não consigo parar de chorar... sempre admirei Michael Jackson", escreveu Madonna num comunicado. "O mundo perdeu um dos muito grandes, mas a sua música viverá para sempre".

Uma foto extraordinariamente elucidativa acerca do fenómeno Michael Jackson:
(uma loja na Indonésia, dizia a legenda)


Michael Jackson a dada altura converteu-se ao Islão, nesses países islâmicos - como a Indonésia - ele passou de "americano inimigo e infiel" a ídolo, nesse caso mais do que a música é mais uma vez a religião a ditar as preferências das massas.
 
Não sei se é verdade mas aqui fica:

Médico de Michael Jackson desaparece após morte de ícone​


A polícia de Los Angeles tem estado a tentar entrar em contacto com o médico de Michael Jackson depois de a família do ícone do pop ter sugerido que a sua morte foi causada por uma overdose de medicamentos.

O rei do pop sofreu um ataque cardíaco na quinta-feira em casa, em Holmby Hills, e foi levado de urgência para o hospital UCLA, onde acabaria por ser declarado como morto.

Segundo testemunhas, Michael Jackon recebia diariamente uma injecção de Demerol, uma droga sintética semelhante à morfina, mas a dose terá sido exagerada na quinta-feira.

A polícia de Los Angeles tem estado a tentar interrogar o médico – que vivia com a estrela e lhe administrava as injecções – mas ainda não o conseguiu encontrar.

Jermaine Jackson, irmão de Michael Jackson, confirmou a morte da estrela, aos 50 anos, após mais de uma hora de tentativas de reanimação. O corpo foi transportado de helicóptero do hospital para o Instituto de Medicina Local, onde deverá ser examinado ainda esta sexta-feira.

fonte
 
25/06/2009 - 20:31
GIRA MONDO, GIRA

SÃO PAULO - Escrevo antes da confirmação da morte de Michael Jackson, o que diante do espetáculo midiático que se monta passa a ser quase um detalhe. A batalha pela informação, para mim que nunca fui exatamente um fã, é o que mais empolga nessas horas. A morte ao vivo. MJ está morrendo como morreu Senna, com imagens aéreas de helicóptero transmitidas pela CNN.
Qualquer informação, qualquer uma, ganha enorme importância antes de o fato se consumar. Um diz que está em coma. Outro, que a família já está chorando. Outro ainda, que já não respirava quando o resgate chegou. A hora da ligação, as vans das TVs chegando ao hospital da UCLA, a multidão se aglomerando, é dia em LA, há tempo suficiente para mostrar tudo.
Não culpo a imprensa, esses grandes acontecimentos (a morte do cara que fez o disco mais vendido de todos os tempos é um grande acontecimento) exigem isso. Todos se atiram na notícia, a cobertura ganha contornos épicos, jornais preparam cadernos especiais, capas de revista são mudadas, imagens de arquivo são recuperadas, nessas horas o jornalismo é um show à parte.
Michael Jackson é um símbolo de uma era maluca. Atravessou os anos 70 como menino-prodígio, um “Mozart do soul”, como disse Ed Motta à GloboNews, explodiu como estrela pop nos 80, começou a definhar nos 90 como personagem emblemático de si mesmo, enriqueceu e quebrou, virou um espectro, vítima da máquina de moer gente em que o mundo se transformou.
Vítima voluntária, alguém poderá dizer, porque há dezenas de exemplos de ídolos pop que sobreviveram ao massacre e estão aí até hoje cantando, tocando, na estrada. Mas ele se transformou num cara esquisito, quis ficar branco, acusam, talvez fosse mesmo doente, nunca se saberá, pois se fechou numa reclusão que a necessidade que as pessoas têm de simplificar as coisas entendeu como mera excentricidade.
Por que esse rapaz virou o que virou é um mistério que perdurará para sempre. Seu último ato foi derrubar o Twitter.
No mesmo dia, morreu de madrugada Farrah Fawcett, outro ícone dos anos 70, produto da TV, a mais linda das Panteras, o sorriso mais cheio de dentes da América, os cabelos mais cacheados, o extrato da beleza.
Doente, esquecida e solitária aos 62 anos.
Será pé de página. O Ratzenberger de Michael Jackson.
Estranho mundo, o nosso.
Enviado por: Flavio Gomes - Categoria: Gira mondo

Flavio Gomes - GIRA MONDO, GIRA
 
Bem, isto dos sites de celebridades tais como o TMZ e o ET tem atingido uma novo patamar, inacreditável quanto a mim.

Agora já ronda na net a chamada do 911 (112 americano) efectuada da caso do MJ ontem...

Incrível, nunca pensei que este tipo de imprensa chegasse a tão baixo. Sinceramente...
 
Bem, isto dos sites de celebridades tais como o TMZ e o ET tem atingido uma novo patamar, inacreditável quanto a mim.

Agora já ronda na net a chamada do 911 (112 americano) efectuada da caso do MJ ontem...

Incrível, nunca pensei que este tipo de imprensa chegasse a tão baixo. Sinceramente...

É a liberdade de informação...
Nada de anormal nos EUA, essas chamadas são tornadas públicas muito rapidamente.
Basta ver o caso do Airbus no rio Hudson...
 
Sinceramente, já esperava desde ontem a noite este tipo de acontecimentos, onde isto vai parar??
Até teorias da conspiração a dizerem que o Michael Jackson está vivo apenas encontra-se escondido...enfim
 
Morreu um pedaço importante da cultura mundial dos últimos 40 anos.

Gosto da sua música. A personagem é-me um pouco indiferente, mas não o seu estatuto, impacto e influência em tudo o que hoje se faz em alguns sectores da música.

Isto é um acontecimento. Já não há "superstars" assim, talvez, como hoje ouvi na rádio, a Madonna.

Conhecido como ninguém, adorado e alvo de chacota também como ninguém, o Michael Jackson é, goste-se ou não, um ícone dos nossos tempos, tempos em que ícones vão faltando, pelas características do mundo de hoje.

Todo o mundo (literalmente) conhece músicas do Michael Jackson. Nos últimos 40 anos, poucas pessoas não terão dançado ao som de alguma música sua. Os seus movimentos, gritinhos e canções ficarão na memória de todos.

Não sei se era boa pessoa ou não. Uns dirão que sim, outros que nem por isso. É inegável que MJ foi fruto de um conjunto muito difícil de circunstâncias de vida (e porque o dinheiro não é tudo).

Sinceramente, não interessa. Porque poucos deixam o seu legado ao nível da cultura dos últimos 40 anos, nomeadamente ao nível da música, da dança, da imagética associada aos videoclips e aos grandes concertos.

MJ foi, sobretudo, um grande entertainer. Não tinha uma voz fenomenal, não tinha técnica de dança estupenda, mas era um bom compositor e tinha uma noção inata do showbiz. Compreendia de forma ímpar o impacto do espectáculo no mundo e nas pessoas.

E se duvidam desse impacto, assistam a todas as reacções ao seu desaparecimento.

Não costumo participar em tópicos destes, mas o Michael Jackson é um "acontecimento" demasiado importante. O mundo não acaba, nem sei se fica mais pobre, porque creio que não teria muito mais para oferecer.

Ainda assim, não haverá outro MJ. Este homem foi uma revolução.

E o que mais me impressiona em tudo isto, é ver o MJ com 11 anos a liderar os Jackson 5. Aquilo é uma dose de génio misturada com muito trabalho.

Adeus, e até um dia destes, MJ. Obrigado por tudo, pelos sons, pelas imagens, pelas recordações únicas e inconfundíveis.

Apetece dizer... "morreu uma estrela do Universo". E como são poucas.

Um abraço

MMC
 
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