Explicação para a morte de Michael Jackson condicionada à toxicologia
Os relógios da Costa Oeste dos Estados Unidos marcavam as 12h21 de quinta-feira quando os operadores do serviço de emergência 911 receberam a chamada de um homem anónimo. Michael Jackson, dizia a voz ao telefone, perdera a consciência e não estava a respirar.
Excertos do telefonema, entretanto revelados pelas autoridades norte-americanas, indiciam que o médico pessoal do músico procedeu a várias manobras de reanimação. Transportado sem sinais vitais para o Centro Médico da UCLA, Jackson, com 50 anos, não voltaria a respirar.
Um porta-voz do Departamento da Polícia de Los Angeles adiantou que os investigadores conseguiram falar por breves instantes com o médico de Jackson, identificado pelos órgãos de comunicação norte-americanos como Conrad Murray, um cardiologista de Houston, no Estado do Texas. Um carro do especialista foi mesmo rebocado para as instalações da polícia. Por agora, o médico pessoal da estrela da música não é alvo de qualquer investigação criminal. Contudo, os investigadores querem voltar a ouvi-lo. Para tal terão de apurar o seu paradeiro.
Especulação em crescendo
Enquanto a notícia do desaparecimento de Michael Jackson atravessa o Mundo, numa vaga de choque transversal às artes e aos poderes políticos, cresce a especulação em torno das causas da morte. Uma fonte policial garantia nas últimas horas à estação norte-americana ABC que o artista de Indiana era "altamente dependente" dos fármacos analgésicos Oxycontin e Demerol.
Entrevistado no programa The Early Show, da norte-americana CBS, o advogado Brian Oxman, antigo representante legal dos Jackson, revelou que o recurso quotidiano a analgésicos era há muito uma fonte de preocupação para quem rodeava o cantor: "Não quero apontar o dedo a ninguém, porque quero saber o que dizem os testes de toxicologia e o médico legista, mas o facto é que Michael Jackson tinha medicamentos de prescrição médica à sua disposição a qualquer altura".
Uma outra fonte, identificada pelo portal TMZ.com como um "elemento próximo" dos Jackson, teria revelado que Michael recebeu uma injecção de Demerol cerca de 30 minutos antes de entrar em paragem cardíaca.
Para já, as autoridades escudam-se nos resultados inconclusivos da autópsia. A determinação da causa da morte, indicou Craig Harvey, porta-voz da Medicina Legal do Condado de Los Angeles, "foi retardada, o que significa que o examinador médico ordenou testes adicionais, tais como toxicologia e outros estudos". As autoridades prevêem receber resultados dentro de "quatro a seis semanas", segundo o mesmo porta-voz.
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