alguns numeros
70 - Este foi o número de vezes que Charles Pic foi ultrapassado ao longo da temporada do ano passado. O maior número da história - e o mais estarrecedor é que ele não inclui as vezes que o francês cedeu passagem em bandeira azul para quem vinha lhe dar uma volta. Será que a “porteira de Montelimar”, agora na Caterham, ficará ainda mais escancarada neste ano?
15 - A posição final de Pastor Maldonado ao final da última temporada entra para a história para a pior de um piloto vencedor de corridas no ano. Fruto da sucessão de erros cometidos pelo venezuelano em outras provas. Triste, tão triste quando o feito de Jean-Pierre Jabouille em 1979: venceu o GP da França dando à Renault sua primeira vitória na F-1, mas não conseguiu pontuar em nenhuma outra etapa daquele ano. Ele ficou em 13º naquele Mundial.
3 - O triunfo em Abu Dhabi viu Kimi Raikkonen celebrar uma vitória pela terceira escuderia diferente. Parece normal, mas não é: ao longo de 63 campeonatos que celebraram o triunfo de 104 pilotos diferentes, apenas 14 conseguiram este feito - menos do que 15%. O difícil, para Kimi ou qualquer outro, é igualar ao feito de Stirling Moss: vencedor com cinco times diferentes: Mercedes, Maserati, Vanwall, Cooper e Lotus.
0 - Este é o número de vitórias do campeão Sebastian Vettel em provas europeias no ano passado. Tudo bem que elas são cada vez menos no calendário. Mas é a primeira vez na história da categoria que isto acontece. Sinal mais inequívoco de como a categoria está cada vez mais rompendo os laços com seu berço não há.
16s83 - Esta foi a duração do pitstop mais rápido de um ano em que a F-1 quebrou todos os recordes nesse quesito. Foi o que durou uma das passagens de Jenson Button nos boxes de Hockenheim, da linha branca de entrada até a linha branca de saída - ou seja, durante todo o tempo de ação do delimitador de velocidade. A troca de pneus em si durou 2s31, também um recorde histórico. Para este ano, fala se em abaixar de dois segundos. Será que conseguem?
36 - Foi o número de corridas disputadas que separou o ferrarista Felipe Massa do pódio no GP da Coreia do Sul de 2010 ao do Japão do ano passado. O tamanho do tabu fica ainda mais claro quando olhamos para o segundo da lista de pilotos do time italiana que ficaram tanto tempo sem sentir o gosto da champanhe: Gilles Villeneuve, 19 corridas longe de pódio entre 1980 e 81.