Começando pela Mercedes...pois, lá está, não começa bem! O despiste do Hamilton leva a que, pelo segundo dia consecutivo, não rodem mais. A equipa precisa de peças e de tempo para reparar o sistema hidráulico (segundo indicações no site do Autosport britânico).
É mau. Muito mau! Há equipas que, em dois dias, já levam mais de 100 voltas feitas e a Mercedes pouco mais que uma dúzia, o que num cenário de poucos dias para testes de pré-temporada, a deixa em desvantagem pois todo o tempo em pista é essencial. E mais o é quando tem um novo piloto que precisa de se adaptar ao carro e à metodologia de pista da equipa. Sem esquecer que os dois problemas decorrem de questões de falta de fiabilidade. Ontem com a cablagem eléctrica / electrónica (que motivou o princípio de incêndio) e hoje com a ligação (tubagem) que vai até à "brake assembly" traseira direita.
Para quem tem de fazer muito mais este ano, a Mercedes começa mal.
Quanto às restantes, sabendo que estes testes pouco dizem, dado os diferentes programas e pesos, pelo que se vai lendo parece que o Renault começa muito equilibrado no seu comportamento, não necessitando de muito para fazer bons tempos. O mesmo parece apresentar o McLaren, que mesmo tendo tido problemas, parece estar rápido. Aliás, o Button ontem pouco tinha rodado (e logo não devia ter um setup muito trabalhado) e fez logo o melhor tempo. E hoje o Perez não está longe do topo, sendo que é a primeira vez que roda com a equipa.
O Sauber também parece ser bem nascido, assim como o Force India (interessante e vísivel numa foto acima, o trabalho feito na cobertura dos travões das rodas traseira, ali com uma profusão de aletas) e o Red Bull (que este ano parece ainda não ter dado problemas de fiabilidade). Destaco o Toro Rosso, que parece estar melhor que no ano transacto e que, segundo notícias, está a deixar muito animados os pilotos e os técnicos.
Os restantes, pronto, Williams com carro "híbrido" (chassis do ano passado mas peças deste ano) e as equipas da cauda do pelotão.
Última palavra para a Ferrari. Parece estar melhor do que no ano passado (e o Massa assim confirmou). Dá a sensação que não estão atrás de tempos. Aliás, olhando para o relato dos testes (via Autosport), parece estar em trabalho aerodinâmico, a usarem muitos sensores e fazerem partes da pista a ritmo lento de modo a fazerem várias medições.
Se os testes fossem mais fidedignos (pelo que já falei acima, ou seja, programas distintos entre as equipas), já se poderia dizer que vai haver (novamente) muito equilíbrio, pois ali do 1º ao 7º vão 8 décimos[

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