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FIA alarga zona de ultrapassagem na Fórmula 1 no GP da Austrália
A FIA alargou a zona de ultrapassagem autorizada para antes da última curva de traçado de Albert Park, em Melbourne. Essa zona, que será a única onde os pilotos terão a possibilidade de utilizar a asa ajustável, começará imediatamente antes da entrada na reta da meta.
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A zona será marcada com uma linha colorida e fica exatamente 867 metros antes da curva 1, o que permitirá a utilização da asa assim que entrarem na reta. Com esta modificação a FIA passou a zona de 'deteção', onde se 'decidirá' quais os pilotos que estão em condições de utilizar o sistema, já que têm de estar a um segundo ou menos do pilotos que rode à sua frente, para antes da curva 14.
Desta forma, os pilotos têm mais alguns segundos para serem notificados que estão em condições de manusear a asa ajustável e dessa forma, ficarem em melhor posição para ultrapassar o piloto à sua frente.
Grande possibilidade de haver controvérsia
O sistema pensado pela FIA parece ser interessante, mas o modo de utilização das asas traseiras móveis em corrida vai ser um autêntico quebra-cabeças que as equipas vão ter de aprender a gerir, ao mesmo tempo que deverão contribuir para alguma confusão junto dos espetadores e, claro, controvérsia quanto baste, pois o seu policiamento não vai ser fácil.
A título experimental, nas primeiras três corridas do ano, os pilotos vão ser cronometrados na entrada da última curva de cada circuito (já existe esta exceção para o GP da Austrália) e, se estiverem a menos de um segundo do carro que os precede, poderão acionar o sistema móvel nos últimos 600 metros da reta da meta. Uma regra que não se aplica nas duas primeiras voltas, mas que vale a partir da terceira volta.
Tanto o ponto em que os tempos serão tirados como o ponto em que se pode acionar o sistema móvel da asa traseira vão estar assinalados nas pistas, mas está-se mesmo a ver que não vai ser fácil saber se alguém acionou o sistema cinco ou dez metros antes da linha, o que promete alguma controvérsia.
Acresce que os pilotos que estarão a ser atacados, sem puderem acionar o mesmo sistema, vão passar a retardar ao máximo a mudança de trajetória a que têm direito, optando por manobras mais bruscas do que no passado, situação que diminui a segurança de todos. Daí que exista muita apreensão quanto a este sistema que facilita as ultrapassagens, sobretudo nas pistas mais estreitas e/ou entre muros.