Eutanásia

Há aqui pessoal, e no Parlamente, muito ignorante que não faz a mais pequena ideia do que é verdadeiro sofrimento, especialmente quando esse sofrimento é acompanhado de falta de esperança (medicamente fundamentada).
É de uma parvoíce atroz não permitir a alguém decidir quando e como quer morrer, escudando as suas opiniões em (reais) necessidades de melhorias de cuidados paliativos e pseudo-pressões para o doente decidir a favor da morte.
Como se uma coisa invalidasse a outra.
Devem estar à espera de um milagre divino nos últimos dias de vida do doente...

Pobreza de espírito na sua forma mais pura.
 
Há aqui pessoal, e no Parlamente, muito ignorante que não faz a mais pequena ideia do que é verdadeiro sofrimento, especialmente quando esse sofrimento é acompanhado de falta de esperança (medicamente fundamentada).
É de uma parvoíce atroz não permitir a alguém decidir quando e como quer morrer, escudando as suas opiniões em (reais) necessidades de melhorias de cuidados paliativos e pseudo-pressões para o doente decidir a favor da morte.
Como se uma coisa invalidasse a outra.
Devem estar à espera de um milagre divino nos últimos dias de vida do doente...

Pobreza de espírito na sua forma mais pura.
O problema não será a pessoa decidir quando e como quer morrer. Já tem várias opções, desde a suicídio, greve de fome, ortotanásia, etc.

O problema é que agora querem passar o problema dessa decisão e actuação para terceiros, escudando-se numa eventual pseudo avaliação clínica para justificar as suas pretensões, que podem sofrer todo o tipo de pressões.

Porque na verdade não é a própria pessoa que decide se deve ou não morrer, mas sim a equipa médica. A pessoa até pode solicitar o processo de pedido só numa de ver se é elegível, porque pode desistir a qualquer momento.

Isto tem tanto por onde correr mal, que seria preferir primeiro legalizar as drogas ou tirar os limites de velocidade na estrada e cada um usar a sua liberdade para decidir o melhor para si.
 
a compaixão para com o sofrimentos dos outros é algo que me parece bom, mas na verdade as pessoas não querem morrer, querem apenas não sofrer e isso é possível com cuidados paliativos adequados

mas não posso ignorar, como parece que muitos ignoram que em culturas aonde a eutanasia era permitida que não existia uma pseudo-pressão para o doente decidir a favor da morte, existia mesmo uma forte pressão

não é por acaso que entre os quase 200 paises do mundo, das mais variadas culturas e religiões (alguns até sem religião ou com população maioritariamente sem religião, como a republica checa ou as ditaduras comunistas) muito poucos, uma meia duzia permitem a eutanasia
porque é facil resvalar da permissão da eutanásia para a pressão para pedir a eutanasia, coisa que se manifesta na evolução dos numeros da eutanasia na belgica e nos paises baixos
 
a compaixão para com o sofrimentos dos outros é algo que me parece bom, mas na verdade as pessoas não querem morrer, querem apenas não sofrer e isso é possível com cuidados paliativos adequados

mas não posso ignorar, como parece que muitos ignoram que em culturas aonde a eutanasia era permitida que não existia uma pseudo-pressão para o doente decidir a favor da morte, existia mesmo uma forte pressão

não é por acaso que entre os quase 200 paises do mundo, das mais variadas culturas e religiões (alguns até sem religião ou com população maioritariamente sem religião, como a republica checa ou as ditaduras comunistas) muito poucos, uma meia duzia permitem a eutanasia
porque é facil resvalar da permissão da eutanásia para a pressão para pedir a eutanasia, coisa que se manifesta na evolução dos numeros da eutanasia na belgica e nos paises baixos

Pronto, descobriu-se.

Tu achas que sabes melhor do que quem está nessas situações a sua vontade, logo condicionas todo o teu discurso com base nisto.
 
Claro e a morte é uma das saídas.
Exacto, a morte é uma das saídas para inúmeras situações. O que significa que ninguém quer a morte per si, mas que encontra na morte uma solução para os seus problemas. A pessoa não quer morrer, mas sim livrar-se dos problemas.
 
Experimentem vir com essa conversa dos cuidados paliativos a quem está acamado para o resto da vida. Infelizmente falo com conhecimento de causa que tenho um familiar assim. Está acamado há 36 anos.

Muito mas muito sinceramente, gostaria de ver quem é contra a eutanásia a ter uma conversa com esse meu familiar e a ter a arrogância de dar a ideia que percebe mais da vida dele do que ele próprio!!

"Meu amigo, eu sei que tu não sais da cama e não vives. Não sabes o que é o amor com um mulher há 36 anos. Não podes ir à praia e nem sequer podes bater palmas à vitória do teu clube de futebol porque os teus braços não mexem. Para saíres de casa de vez em quando, precisas de quem te leve practicamente ao colo e nesses momentos choras como choraste muitas vezes. Mas fica aí acamado a olhar para o teto que eu entretanto vou jantar fora e vou desfrutar da minha vida. Mas EU é que sei que tu estás melhor vivo. EU é que sei"

Sinceramente, já levei o meu primo ao colo inúmeras vezes!! Um homem que fruto do meu pai ter morrido quando eu era bebé, sempre tentou ser a minha referência masculina. E ao estar com ele ao colo enquanto as lágrimas lhe caem pela cara e depois ler os argumentos dos cuidados paliativos e enquanto há vida há esperança só me apetece... é melhor nem dizer o que me apetece.

"pimenta no ** dos outros para mim é refresco"
 
Demoneeth, não sei de forma é que estás a ver os argumentos, mas, pelo menos da minha parte, não é essa visão.

Se a pessoa não tem capacidade de cometer suicídio, então terá de existir alguém a cometer homicídio. O problema está nisto, e pouco tem a ver com o EU é que sei como é a minha vida.
 
E já agora, essa pessoa que está há 36 anos acamada quer mesmo morrer?

Já experimentou deixar todos os tratamentos médicos e deixar de comer? Já demonstrou vontade de ser feito algo e já foi feito realmente algo?
 
Demoneeth, não sei de forma é que estás a ver os argumentos, mas, pelo menos da minha parte, não é essa visão.

Se a pessoa não tem capacidade de cometer suicídio, então terá de existir alguém a cometer homicídio. O problema está nisto, e pouco tem a ver com o EU é que sei como é a minha vida.

Lá estás tu a disparar a palavra "homicídio" a torto e a direito...

Se é por te fazer confusão que alguém fique nessa situação, isso será sempre escolha de quem fará o procedimento. Não percebo tanta celeuma.
Se a tua consciência não o permite, ao menos admite que outros o fariam sem esse peso.
 
Tanta gente ignorante a debitar m***a neste tópico...

Isto:

Experimentem vir com essa conversa dos cuidados paliativos a quem está acamado para o resto da vida. Infelizmente falo com conhecimento de causa que tenho um familiar assim. Está acamado há 36 anos.

Muito mas muito sinceramente, gostaria de ver quem é contra a eutanásia a ter uma conversa com esse meu familiar e a ter a arrogância de dar a ideia que percebe mais da vida dele do que ele próprio!!

"Meu amigo, eu sei que tu não sais da cama e não vives. Não sabes o que é o amor com um mulher há 36 anos. Não podes ir à praia e nem sequer podes bater palmas à vitória do teu clube de futebol porque os teus braços não mexem. Para saíres de casa de vez em quando, precisas de quem te leve practicamente ao colo e nesses momentos choras como choraste muitas vezes. Mas fica aí acamado a olhar para o teto que eu entretanto vou jantar fora e vou desfrutar da minha vida. Mas EU é que sei que tu estás melhor vivo. EU é que sei"

Sinceramente, já levei o meu primo ao colo inúmeras vezes!! Um homem que fruto do meu pai ter morrido quando eu era bebé, sempre tentou ser a minha referência masculina. E ao estar com ele ao colo enquanto as lágrimas lhe caem pela cara e depois ler os argumentos dos cuidados paliativos e enquanto há vida há esperança só me apetece... é melhor nem dizer o que me apetece.

"pimenta no ** dos outros para mim é refresco"

Está tudo dito. Podem fechar o tópico.
 
Demoneeth, não sei de forma é que estás a ver os argumentos, mas, pelo menos da minha parte, não é essa visão.

Se a pessoa não tem capacidade de cometer suicídio, então terá de existir alguém a cometer homicídio. O problema está nisto, e pouco tem a ver com o EU é que sei como é a minha vida.

Se ele não se mexe do pescoço para baixo, como é que se suicida? Conclusão, não se suicida.
Pedindo ele para a medicina o ajudar a deixar este mundo, a resposta é que não. Porque os cuidados paliativos, porque o juramento de não sei quê, porque a religião diz que não se pode, porque o valor da vida, porque enquanto há vida há esperança, porque, porque, porque.

Como se nos hospitais portugueses a vida fosse esse valor tão elevado que é respeitado ao máximo!! Basta irmos à sala de espera das urgências para vermos o quanto se respeita a vida, inclusive pela classe médica!

Além do mais, quem é contra a eutanásia fala do suicídio com uma leveza que sinceramente me faz impressão.
 
E já agora, essa pessoa que está há 36 anos acamada quer mesmo morrer?

Já experimentou deixar todos os tratamentos médicos e deixar de comer? Já demonstrou vontade de ser feito algo e já foi feito realmente algo?


Vontade de morrer!!!! Nem fazes tu ideia da vontade que ele tem há muito tempo.
Tetraplégico. Tratamentos, só às escaras!
Queres que ele faça o quê ou que façamos o quê? Que lhe deixemos de alimentar? Temos de responder por homicídio!!

O que é que queres dizer por "foi feito realmente algo"?
 
Lá estás tu a disparar a palavra "homicídio" a torto e a direito...

Se é por te fazer confusão que alguém fique nessa situação, isso será sempre escolha de quem fará o procedimento. Não percebo tanta celeuma.
Se a tua consciência não o permite, ao menos admite que outros o fariam sem esse peso.

Não é um homicídio?

A mim o que me faz confusão é de não chamarem as coisas pelos nomes. Poderíamos chamar "assassinar" ou "aviar" ou mesmo "procedimento", que isso sim seria disparar "termos" com eventuais conotações, sejam negativas ou de relativização do acto. Mas o simples acto de uma pessoa matar outra pessoa tem um termo perfeitamente definido que é homicídio. Qual é o celeuma disso?
 
Vontade de morrer!!!! Nem fazes tu ideia da vontade que ele tem há muito tempo.
Tetraplégico. Tratamentos, só às escaras!
Queres que ele faça o quê ou que façamos o quê? Que lhe deixemos de alimentar? Temos de responder por homicídio!!

O que é que queres dizer por "foi feito realmente algo"?

E se ele não quisesse ser alimentado? Não teriam de usar violência e serem condenados na mesma?

Dentro da vontade dele, pode escolher não ser alimentado, e penso que nenhuma lei obriga ninguém a alimentar outra pessoa usando violência. Isso já foi explorado?
 
E se ele não quisesse ser alimentado? Não teriam de usar violência e serem condenados na mesma?

Dentro da vontade dele, pode escolher não ser alimentado, e penso que nenhuma lei obriga ninguém a alimentar outra pessoa usando violência. Isso já foi explorado?

Então, dizes não a eutanásia. Uma solução para acabar com o sofrimento, mas mesmo assim és contra. Em contra-partida sugeres a pessoa não se alimentar, o que vai fazer com que sofra mais :confused:

Se calhar já devias ter idade para ter juízo ou então ainda és um miúdo que não sabe o que fala...
 
E se ele não quisesse ser alimentado? Não teriam de usar violência e serem condenados na mesma?

Dentro da vontade dele, pode escolher não ser alimentado, e penso que nenhuma lei obriga ninguém a alimentar outra pessoa usando violência. Isso já foi explorado?

Portanto, morrer à fome, é menos violento que um "homicídio" com uma substância que põe a dormir?
Tens cá uma coerência, tecnicamente já não é homicídio, já se pode fazer, apesar de ser pior para todas as partes? Credo...

E deixar de alimentar também pode ser considerado homicídio por negligência.

A celeuma de usares homicídio é que não o fazes de maneira inocente.
O móbil da morte é o suicídio, não o homicídio, pois não acontece dolo voluntário ou não, acontece apenas que a pessoa não tem os meios para o fazer autonomamente.
 
Portanto, morrer à fome, é menos violento que um "homicídio" com uma substância que põe a dormir?
Tens cá uma coerência, tecnicamente já não é homicídio, já se pode fazer, apesar de ser pior para todas as partes? Credo...

E deixar de alimentar também pode ser considerado homicídio por negligência.

A celeuma de usares homicídio é que não o fazes de maneira inocente.
O móbil da morte é o suicídio, não o homicídio, pois não acontece dolo voluntário ou não, acontece apenas que a pessoa não tem os meios para o fazer autonomamente.

Já estive 5 dias efectivamente sem comer, sei bem o que é a violência da fome.

O que digo é que se a vontade de comer é superior à vontade de morrer, então é porque a vontade de morrer não é assim tão grande. Se recusares quaisquer tratamentos, se recusares comida, e se recusares ser alimentado por outras vias, vais conseguir o que queres. Ainda não perceberam que estou a colocar a questão, não na violência em si do acto, mas em quem provoca essa violência.

Não coloco nenhuma conotação em chamar homicídio, mas parece que existe algum problema em chamar as coisas pelos nomes. Pedires a alguém para premir o gatilho porque não consegues, é muito diferente, independentemente da motivação ser a mesma. Chama-lhe homicídio a pedido do próprio, porque não consegue cometer suicídio, mas não deixará de ser homicídio (que tem muitas formas de ser, até mesmo homicídio na forma tentada apenas).
 
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