Eutanásia

O problema é que cada um, que quer decidir por si, tem de meter ao barulho médicos e outros profissionais, que também querem decidir por si. E o problema é que depois haverá médicos com consciência e outros não.

Afinal, como é que um médico pode ter certeza que a vontade do paciente é genuína e verdadeira e que não está a ser "afectada" pela doença? As respostas não são simples.

Estas questões e similares que eu saiba são sempre compostas por equipas, alguem de entidade ética, equipa médica, etc.
 
Para isso terias de pedir a médicos que acabassem com a tua vida. Qual é mesmo o juramento deles?

É que uma coisa é não receberes tratamentos e morreres "naturalmente" e outra bem diferente é o médico ser parte activa na tua morte.

O juramento deles é salvar vidas, não é fazer milagres.
 
Tenho muitas reservas, sobretudo nos casos em que a pessoa visada não tem o poder de decisão (por estar em estado vegetativo, por não estar na posse das suas faculdades mentais...).

É uma questão altamente polémica.

Com um pouco de sorte, liberalize-se o aborto até antes do nascimento e, já agora, matem-se os velhinhos (são uns inúteis, só comem e dão despesas...), os deficientes não produtivos, os criminosos mais graves, os vagabundos, as pessoas que têm doenças incuráveis, nomeadamente as que são transmissíveis e, numa fase seguinte, todos os que não forem loiros, com pele clara e de altura superior a...

Se vier a ser referendado, salvo melhor opinião/informação votarei contra!

O tópico foi criado há quase 12 anos, sendo que fiz uma citação a mim próprio dessa altura!

Curioso que nesta dúzia de anos a minha opinião pouco mudou! As mudanças são mais ao nível corporal: mais uns kg's, uns cabelos brancos e por aí adiante!

PS: a diferença foi de apenas 5 votos, pelo que ouvi. É natural que para a próxima votação a coisa avance!!!
 
Uma pessoa deve ter o direito a decidir quando quer deixar de viver, mas um médico também deve poder ter o direito a recusar-se tirar a Vida a essa pessoa.
 
Mas neste tema, em que só quem passa por elas é que sabe, acho que numa sociedade moderna e país de 1º mundo devia ser naturalmente aprovada.....

Sorte daqueles que não sabem o que é ter um familiar às portas da morte com apenas uns meses de vida e a sofrer constantemente......até hoje nunca ví uma família a desejar que o sofrimento continuasse....
Se está a sofrer é porque anda nos médicos errados. A medicina hoje em dia permite aliviar o sofrimento.

Se estás a falar em sofrimento mental, mais uma razão para a pessoa não se levar em conta uma decisão tomada nesse estado, com as implicações que tem.
 
Entra sempre ao barulho pelo menos um médico especialista da patologia e um psiquiatra. Os psiquiatras que conheço, nenhum consegue tomar uma decisão de plena consciência e cientificamente objectiva com alguém afectado num quadro de doença grave. Principalmente pelas consequências da decisão.
Estas questões e similares que eu saiba são sempre compostas por equipas, alguem de entidade ética, equipa médica, etc.
 
Uma pessoa deve ter o direito a decidir quando quer deixar de viver, mas um médico também deve poder ter o direito a recusar-se tirar a Vida a essa pessoa.
E depois basta procurar médicos que saibas que não se recusem a tirar a vida.

Aqueles que recusam nem precisam de o fazer muitas vezes porque deixarão de serem procurados.
 
Para mim, será sempre um voto de fé excessivo na espécie humana, permitir que tenha o poder de decisão de vida ou morte na própria ou de outrem.

Despenalizar a eutanásia, sem esperar que decorram daí abusos, é um julgamento que ninguém consegue que seja feito.

Como a vida para mim é um dos valores que fala mais alto, não consigo sequer conjecturar que alguém perca a vida em vão ou veja a sua vida encurtada de forma indevida.

Assim, sou contra a despenalização da eutanásia, mesmo conhecendo o que isso possa acarretar para quem possa estar a sofrer. Por isso, acredito que os cuidados paliativos devem ser explorados até ao seu limite a fim de dar cobro às situações de sofrimento dos enfermos.
 
Muito gosta o português de decidir sobre a vida dos outros...


Uma pessoa deve ter o direito a decidir quando quer deixar de viver, mas um médico também deve poder ter o direito a recusar-se tirar a Vida a essa pessoa.

Não consigo conceber esse direito à recusa. Com uma futura despenalização da eutanásia, deverá fazer parte do seu leque de funções, logo deverá ser incumbido de o fazer nas situações permitidas pela lei. Era bonito eu também alegar objecção de consciência para não visitar matadouros na minha profissão, porque sou contra...
 
Muito gosta o português de decidir sobre a vida dos outros...




Não consigo conceber esse direito à recusa. Com uma futura despenalização da eutanásia, deverá fazer parte do seu leque de funções, logo deverá ser incumbido de o fazer nas situações permitidas pela lei. Era bonito eu também alegar objecção de consciência para não visitar matadouros na minha profissão, porque sou contra...

O que te impede de fazer isso?

O facto de ser legal, não significa que seja obrigatório, e tal como no aborto, a eutanásia é uma questão eticamente muito sensível, e por isso sujeita a objecção de consciência.

Mas isso também não é impeditivo de nada. Basta procurar um médico que não seja objector...:sh)
 
O que te impede de fazer isso?

O facto de ser legal, não significa que seja obrigatório, e tal como no aborto, a eutanásia é uma questão eticamente muito sensível, e por isso sujeita a objecção de consciência.

Mas isso também não é impeditivo de nada. Basta procurar um médico que não seja objector...:sh)

Brio profissional, aquilo que falta a muita gente. :rolleyes:
 
Se está a sofrer é porque anda nos médicos errados. A medicina hoje em dia permite aliviar o sofrimento.

Se estás a falar em sofrimento mental, mais uma razão para a pessoa não se levar em conta uma decisão tomada nesse estado, com as implicações que tem.

Eu nem acredito que estás a dizer uma coisa dessas.....
 
Entra sempre ao barulho pelo menos um médico especialista da patologia e um psiquiatra. Os psiquiatras que conheço, nenhum consegue tomar uma decisão de plena consciência e cientificamente objectiva com alguém afectado num quadro de doença grave. Principalmente pelas consequências da decisão.

Ó obtuso quando há situações bicudas já viste bem a equipa que é constituida ? Inclusive ministério público quando necessário...

De qualquer forma a pessoa tem o direito de querer ou não viver..
 
Exacto. Empurrar para o precipício é contra o princípio que rege a medicina. É o médico desistir e ajudar a pessoa a desistir.

Então se os médicos dizem que a pessoa tem 6 meses de vida e cada vez mais dolorosos e deprimentes, achas razoável uma pessoa não ser autorizada a decidir se quer acabar de vez com sofrimento?

E para dizeres isso de que a medicina permite não sofrer.....olhe que não é bem assim.....
 
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