Eutanásia

Isso não é eutanásia. Isso é tratar adequadamente o doente.

Anda-se a pedir eutanásias porque há muito médico com medo ou preconceito de colocar uma perfusão de morfina para tratar um doente terminal. Ainda pode ficar dependente...

Tenho muitos doentes que provavelmente a depressão respiratória da morfina ajudou no processo de morte. Não interessa. É um efeito secundário da medicação, a prioridade é tratar a dor, a falta de ar ou a angústia de um doente terminal.

A eutanásia é completamente diferente.



Não sou da área da saúde, mas a morfina faz maravilhas, nessa fase mais terminal...
Em todo o caso, e para o que interessa a esta discussão, estamos a falar de terríveis retrocessos civilizacionais, em nome de uma ideia de dignidade que é o seu oposto, de uma liberdade que é o seu oposto, de noções de qualidade de vida que são tão variáveis como as cores do arco-íris... os valores perenes não contam para nada contra a cultura generalizada da dita qualidade de vida, e, receio que em pouco tempo, de ideias que vão roçar a insanidade...
Nunca pensei que matar, ou antecipar a morte, institucionalizadamente pudesse vir a ser legal.
Se a vida não é defendida intransigentemente, o que será então?
Cumptsm,
 
Não tenho disponibilidade para debater com tempo um tema que devido à sua complexidade merece ter.

No entanto, para mim, só conceitualizo a eutanásia como um acto de misericórdia e não como uma liberdade que muitos gostam de fazer crer.


Única perspectiva que consigo ter sobre o assunto tambem, como já aqui o disse.
A liberdade individual não tem nada a ver com o valor inquestionável da vida.
Cumpts,
 
Não sou da área da saúde, mas a morfina faz maravilhas, nessa fase mais terminal...
Em todo o caso, e para o que interessa a esta discussão, estamos a falar de terríveis retrocessos civilizacionais, em nome de uma ideia de dignidade que é o seu oposto, de uma liberdade que é o seu oposto, de noções de qualidade de vida que são tão variáveis como as cores do arco-íris... os valores perenes não contam para nada contra a cultura generalizada da dita qualidade de vida, e, receio que em pouco tempo, de ideias que vão roçar a insanidade...
Nunca pensei que matar, ou antecipar a morte, institucionalizadamente pudesse vir a ser legal.
Se a vida não é defendida intransigentemente, o que será então?
Cumptsm,
Aprovados os 5 projectos por larga maioria (Antena 1).
 
Parlamento a representar a maioria do país. Não é algo que se veja todos os dias.
Aí é que não sei...
Hoje a Antena Aberta foi uma sondagem sobre eutanásia. E dos 20 participantes, penso que 13 disseram contra...

Vale o que vale, mas é certo que quer sondagem das legislativas aqui do tasco também dava n votações ao CHEGA e IL :-)
 
Este era um daqueles casos em que o barulho estava claramente do lado do Não, porque a tendência de voto no Parlamento era conhecida. Por isso é que a igreja católica queria um referendo: para ter tempo de minar os crentes.
Kinje a jero.
 
[h=1]Eutanásia: Sim ou Não? | A Eutanásia e os alicerces da Civilização[/h]
[FONT=&quot]A questão da legalização da eutanásia e do suicídio assistido assume uma particular relevância, uma relevância que não têm muitas outras questões políticas que marcam a atualidade. Estão em jogo dois princípios básicos, verdadeiros alicerces, que têm estruturado a nossa civilização e a nossa ordem jurídica. O primeiro desses alicerces é o da proibição de matar (o não matarás do decálogo judaico-cristão, refletido no princípio da inviolabilidade da vida humana consagrado no artigo 24.º. n.º 1, da nossa Constituição) – não podemos branquear a realidade através de eufemismos (“morte assistida”, “morte digna”, “antecipação da morte”); do que se trata é de provocar a morte (não apenas de a aceitar como fenómeno natural, quando não pode ser evitada, renunciando a tratamentos inúteis e desproporcionados). O segundo desses alicerces é o de que não há vidas mais ou menos dignas, mais ou menos merecedoras de proteção; a dignidade da vida é algo de intrínseco, não se perde com a doença ou a deficiência.[/FONT]
[FONT=&quot]Com a legalização da eutanásia, ao princípio da proibição de matar contrapõe-se a absolutização da autonomia. Ou seja: já não será proibido matar sempre, será proibido matar apenas quem quer viver (como se o mandamento passasse a ser: não matarás quem quer viver). O consentimento da vítima justificará o homicídio (passa a ser lícito o homicídio a pedido nalgumas situações). Mas não é correto colocar o valor da autonomia acima do valor da vida, porque a vida é o pressuposto de todos os bens terrenos, e também da liberdade e da autonomia, a vida é a raiz e a fonte da liberdade e da autonomia, sem vida não há liberdade e autonomia. Da mesma forma que não se justifica a escravidão consentida, porque dessa forma a liberdade se auto-destrói.[/FONT]
[FONT=&quot]A vida é um bem indisponível. O artigo 24.º, n.º 1, da Constituição declara-a inviolável sempre, mesmo que o seu titular consinta na sua violação. Por isso, são punidos o homicídio a pedido e o incitamento e a ajuda ao suicídio. E há outros bens indisponíveis: não são admissíveis, mesmo com o consentimento da vítima, ofensas graves à saúde e à dignidade da pessoa, assim como o trabalho em condições degradantes, ou com violação de direitos básicos do trabalhador.[/FONT]
[FONT=&quot]Por outro lado, pode questionar-se se o pedido de eutanásia e de auxílio ao suicídio corresponde à autêntica e mais genuína vontade da pessoa. Pode ser um pedido ambivalente: mais do que morrer, a pessoa quer viver sem o sofrimento ou a solidão que experimenta e o seu pedido é um alerta desesperado de chamada de atenção para esse sofrimento ou essa solidão. Também há que considerar que a vontade do doente terminal é muito volátil, oscila entre esse desespero e o apego à vida, sendo a decisão de pôr termo à vida é a mais irreversível de todas (dela nunca pode voltar-se atrás). Nunca saberemos se a pessoa que pede para morrer não mudaria de ideias e não se arrependeria do que disse em situação de desespero (como se arrependem muitas pessoas que tentam suicidar-se e disso são impedidas). Poderemos alguma vez ter certezas a este respeito? Deve valer aqui a máxima: in dubio pro vita.[/FONT]
[FONT=&quot]De qualquer modo, as propostas de legalização da eutanásia e do suicídio assistido não levam às últimas consequências a prevalência do valor da autonomia sobre o valor da vida. Se o fizessem, deixariam de ser crime, em quaisquer circunstâncias, o homicídio a pedido e o auxílio ao suicídio. O que se propõe é que o deixem de ser apenas em determinadas circunstâncias, aquelas em que a vida “perde dignidade” (é esta a expressão usada nalgumas dessas propostas) e deixa de merecer proteção. É, assim, derrubado o segundo dos alicerces a que me referi de início: o de que a vida nunca perde dignidade e valor (não há “vidas indignas de ser vividas”) e nunca deixa de merecer proteção.[/FONT]
[FONT=&quot]Dir-se-á que com a eutanásia e o suicídio assistido se pretende eliminar o sofrimento. Mas, se virmos bem, a eutanásia e o suicídio assistido não eliminam o sofrimento, eliminam a vida da pessoa que sofre (da mesma forma que não se combate a pobreza eliminando a vida dos pobres, ou – como por vezes se advoga – impedindo que eles nasçam). Trata-se de desistir de combater e aliviar o sofrimento, apresentando a morte provocada como resposta para esse sofrimento. O modo de combater e aliviar o sofrimento passa pelo recurso aos cuidados paliativos (que permitem eliminar o sofrimento insuportável) e pelo amor para com quem sofre.[/FONT]
[FONT=&quot]Dir-se-á que, mesmo assim, há sofrimentos que não podem ser evitados. Dar sentido ao sofrimento inevitável é o desafio próprio da condição humana, um desafio com que cristãos, crentes de várias religiões, agnósticos e ateus serão sempre confrontados e a que não podem escapar: em qualquer fase da vida, na saúde ou na doença, o sofrimento, físico, psíquico ou espiritual, é incontornável. Muitas respostas podem ser dadas nessa busca de sentido. A morte provocada é que não pode ser uma resposta: será o maior dos fracassos nessa busca.[/FONT]
[FONT=&quot]A legalização da eutanásia e do suicídio assistido em situações marcadas pela doença, pela deficiência e pelo sofrimento tem um alcance que vai muito para além de casos isolados, tem um alcance social e cultural. Não se trata apenas de respeitar a vontade das pessoas que pedem para morrer nessas situações. O Estado, a ordem jurídica e os serviços de saúde, ao satisfazer tal pedido, estão a afirmar que nessas situações a vida perde dignidade e deixa de merecer proteção (é precisamente por isso que passa a ser lícito suprimi-la). Subjacente à legalização da eutanásia e do suicídio assistido está uma mensagem cultural de desvalorização da vida nessas situações. E isto tem consequências de vasto alcance. As pessoas que experimentam a doença e o sofrimento não são encorajadas, como não são encorajadas as suas famílias e todas as pessoas que delas cuidam, quando se afirma que a vida perde valor e dignidade nessas situações e quando se apresenta a morte provocada como resposta para elas. Perante o desespero de quem pede a morte por considerar que a sua vida não tem valor, ou que é um peso para os outros (dizem as estatísticas do primeiro Estado norte-americano que legalizou o suicídio assistido, o Oregon, que essa motivação é mais frequente do que a relativa ao sofrimento para o próprio), a resposta da sociedade e do Estado não pode ser a de confirmar essas ideias, satisfazendo tal pedido, deve ser, pelo contrário, a de recusar tal pedido, precisamente porque a vida dessa pessoa não deixou de ter valor, ela não é um peso para os outros, e a morte não é a resposta para os seus problemas.[/FONT]
[FONT=&quot]Não é por acaso que associações de pessoas com deficiência (designadas Not dead yet – mortos ainda não) se opõem com firmeza à legalização da eutanásia e do suicídio assistido. Porque, mesmo que cada um dos membros dessas associações opte pela vida, o clima cultural que essa legalização favorece, ao apresentar a morte como resposta aos seus problemas (como se fosse melhor para elas que morressem, como se estivessem better off dead), afeta todas as pessoas com deficiência.[/FONT]
[FONT=&quot]Quando se derrubam os alicerces de um edifício, ele acabará por cair, não é possível conter a derrocada. Porque a legalização da eutanásia e do suicídio assistido abala os dois referidos alicerces, também não será possível limitá-la a casos excecionais. Progressivamente, o seu campo de aplicação vai-se estendendo (como sugere a imagem da rampa deslizante, onde se desce sem ser possível travar), mesmo que a lei pretenda restringi-lo a casos excecionais. Esse alargamento pode dar-se através de uma interpretação lata das normas, de um seu incumprimento sem consequências, ou de uma posterior alteração da lei num sentido mais permissivo. Isso verificou-se na Holanda e na Bélgica. É uma consequência lógica e previsível, não um acaso. Uma consequência do derrube de cada um desses dois alicerces.[/FONT]
[FONT=&quot]Se se derruba o alicerce da proibição de matar em nome da prevalência do valor da autonomia sobre o valor da vida, a consequência lógica será a de estender as situações da licitude da eutanásia e do suicídio assistido da doença terminal para a doença crónica, do sofrimento físico para o sofrimento psíquico, e até das situações de doença para as situações de simples vontade de pôr termo à vida (discute-se atualmente na Holanda uma proposta de legalização da eutanásia de qualquer pessoa com mais de setenta anos, mesmo que não esteja doente). Afinal, se o que justifica a eutanásia e o suicídio assistido é a autonomia da pessoa, porque é que esta só há de prevalecer em situações excecionais, em situações de doença terminal, ou em situações de doença?[/FONT]
[FONT=&quot]Se se derruba o alicerce do princípio de que a vida humana nunca perde dignidade e nunca deixa de merecer proteção, se passa a considerar-se que a morte provocada pode ser um ato de compaixão quando a vida perde dignidade; pode justificar-se a eutanásia mesmo quando a pessoa tem incapacidade para exprimir a sua vontade, porque se parte do princípio de que essa morte será preferível à sua vida marcada pela deficiência, a doença e o sofrimento. E se essa morte é um bem, porque é que há de ser exigido o consentimento quando a pessoa é incapaz de o dar? Por isso, na Holanda é lícita a eutanásia de crianças recém-nascidas com deficiência graves e é frequente a prática da eutanásia em pessoas com deficiências profundas ou com demência, incapazes de exprimir a sua vontade. Está aberta a porta à eutanásia não voluntária.[/FONT]
[FONT=&quot]É tudo isto que está em jogo quando se discute a legalização da eutanásia e do suicídio assistido.[/FONT]

a votação está feita, mas a reflexão nunca acaba
[FONT=&quot][/FONT]
 
Não deixo de notar que sabes zero sobre o que disseste.

O maior medo é saber que ele é médico.



Mudando tema: se fosse a referendo, eu votada a favor.
Refleti e bastou-me ver um doente paliativo para ter a certeza que, basta 1 pessoa a querer, teria de ser despenalizado.
E votava eu e a maioria das pessoas deste país.
Solução sensata de não ter ido a referendo.

O PAN, mais uma vez, a mostrar que é um partido pequeno mas muito grande!!!

O PAN representa aquelas empresas em que poucas pessoas brilhantes conseguem segurar uma empresa, o resto é paisagem. Orgulho!

Vitória para a democracia.
 
Última edição:
Da facto há muito boa gente de dentro e de fora da área da saúde que precisa de ir estagiar para Hospitais Veterinários.
 
Ontem, na Antena 1, falaram de um estudo (penso que da Ordem dos Médicos) em que a maioria dos médicos que votou sim à eutanásia não trabalham com doentes em fase terminal...

Quer-me parecer (e usando um exemplo semelhante aos teus[:D]) que é a mesma coisa que pedir opinião a um otorrino a opinião sobre uma entorse num dedo...
Queria encontrar a entrevista de hoje à Antena 1 de uma senhora da Associação Pró-Vida e um médico que ajudou o BE a fazer o seu projecto-Lei...
Do que vi no site da Ordem dos Médicos, com aquele nome, nenhum médico lida com casos em fase terminal...
Mais: A senhora da Associação Pró-Vida que deveria só usar dogmas para enfatizar a sua posição, não! Disse claramente que a ciência (Ordem dos Médicos/Advogados/Enfermeiros e CNECV) diz que da forma que estão os diplomas não podem ser votados favoravelmente.
O curioso é que esse "médico" que ajudou o BE a fazer o Projecto-lei vai buscar os dogmas... "Ah e tal, as pessoas votaram na composição deste Parlamento e na sua maioria, os deputados que compõem a AR são favoráveis à eutanásia".

Ou seja: Um gajo estudado, das ciências, fia-se em dogmas e falácias... Uma senhora que devia falar em dogmas e falácias... Vai à ciência...

Já estou a ver a ordinária da Isabel Moreira, mal seja aprovada a lei, a sair da AR e ir tatuar na testa a data de hoje...
Edit:

Na Antena 1, estão os 5 diplomas em votação:

PAN (Pessoas Animais Natureza)
-Projecto de Lei n.º 67/XIV/1ªRegula o acesso à morte medicamente assistidaExposição de motivos-

http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs...d296d28a_26c7b2648f08eb003955c4c3355ae456.pdf

BE (Bloco de Esquerda)
-DEFINE E REGULA AS CONDIÇÕES EM QUE A ANTECIPAÇÃO DA MORTE,POR DECISÃO DA PRÓPRIA PESSOA COM LESÃO DEFINITIVA OUDOENÇA INCURÁVEL E FATAL E QUE SE ENCONTRA EM SOFRIMENTODURADOURO E INSUPORTÁVEL, NÃO É PUNÍVELExposição de Motivos-
http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs...27bb7269_2c1542999fee862e3f4f0ac4ee60c6a2.pdf

PS (Partido Socialista)
-Procede à 50.ª alteração ao Código Penal, regulando as condições especiais para aprática de eutanásia não punívelExposição de Motivos-
http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs...3361d80a_68dc63d92c01394bcb56acfff2f11517.pdf

PEV (Partido Ecologista "Os Verdes")
-DEFINE O REGIME E AS CONDIÇÕES EM QUE A MORTE MEDICAMENTEASSISTIDA NÃO É PUNÍVEL-
http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs...ac292e7d_c10ffe5815526a076e574ea567a41832.pdf

IL (Iniciativa Liberal)
-REGULA A ANTECIPAÇÃO DO FIM DA VIDA,DE FORMA DIGNA, CONSCIENTE E MEDICAMENTE ASSISTIDAExposição de Motivos-

http://img.rtp.pt/icm/noticias/docs...4f7c3106_51dfad186ce9d28feabd36828c7076cf.pdf

Não temos quase médicos nenhuns especializados em paliativos e temos imensos médicos generalistas a fazer trabalho para o que não estão habilitados. Assim é fácil emitir opiniões.

Se alguém está em sofrimento duradouro e insuportável, como refere o bloco, por exemplo, então significa que os cuidados médicos não estarão a ser bem prestados.
 
Por acaso o parlamento teve muito medo de não representar o país. Foi despachar o assunto, ainda na sombra da discussão do orçamento, e quando se sabia reunida uma maioria política para tanto.
Mas é como é.
Cumpts,

O pessoal do Não estava mais preocupada com os resultados do referendo do que os do Sim. Só insistiram no mesmo para ganhar tempo.
Hoje ganhou a maioria e a democracia. E já agora o respeito pelos direitos de outros.
 
A eutanásia não tem cor partidária não é ser Esquerda ou Direita nem religião é da consciência de cada um, só não vê quem não quer ou por conveniência que é o caso dos hospitais privados, era o que mais faltava era os outros decidirem pela minha vida, eu para estar acamado a sofrer e a minha família a sofrer por eu não conhecer ninguém, não falar e só estar vivo por estar ligado á máquina quando tenho uma doença que é incurável, antes quero morrer que estar ligado a uma máquina meses e até há casos de anos, deveriam era esclarecer as pessoas melhor e dizer que a lei não obriga ninguém a morrer simplesmente dá a escolher o que a pessoa quer fazer da sua vida, ninguém é dono da vida de ninguém

Mas só as vidas descartáveis e de segunda categoria é que podem pedir a eutanásia.

E ninguém quer decidir nada da vida de ninguém. O processo da eutanásia é que quer meter médicos a decidir a vida das pessoas que façam os pedidos...
 
Não estás a falar de eutanásia, estás a falar de ortotanásia. Faz o testamento vital e tens o teu problema (no exemplo) resolvido.
É tão ridículo que hoje no parlamento davam exemplos para a eutanásia que seriam resolvidos com ortotanasia. Anda tudo trocado e só mostra que não sabem o que estão a fazer. Que vergonha esta AR.
 
Curioso, como profissional de Saúde, não consigo formar uma opinião quanto a este assunto!

Por princípio sou de acordo com a eutanásia. Devemos ser livres de escolher quando morrer. Devemos ser livres de escolher o que fazer com a nossa vida e, se a escolha for terminar, então devemos ter essa possibilidade, senão voltamos ao século XVIII onde tentativa de suicídio era crime.

Agora, claramente, para que se despenalize Homicídio a pedido da Vítima, tem de haver claras questões morais a considerar, nomeadamente a nível de esperança de vida e qualidade de vida da pessoa em questão.

Por outro lado, sou, por princípio, contra a eutanásia, porque tirar uma vida é, sempre, tirar uma vida. E a vida humana é para ser preservada e tem de ser avaliada como a mais importante de todas as equações.

Se por um lado, em situações muito específicas, tenho que dar a mão à palmatória e admitir que concordo com a eutanásia, na minha vida pessoal, nem com os meus cães alguma vez tomei em consideração a morte assistida, e, todos eles morreram ou nos meus braços ou nos da minha mulher, de causas naturais.

Mais, em determinadas circunstâncias, sei que, mesmo proibida, se pratica uma sub-forma de eutanásia/morte assistida em casos muito específicos de doenças terminais, normalmente por sobre-dosagem de morfina ou análogos da mesma.
E não posso moralmente dizer que sou contra isso, porque não o sou...
A questão da morfina não é eutanásia porque não é ela que provoca a morte, apenas potencia a doença natural.

Quando muito seria mais próxima à ortotanasia no sentido de permitir que a morte de causas naturais chegue mais rápido.
 
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