Eutanásia

Sim claro que é non sense velhos serem roubados pelos familiares e abandonados no meio do mato e hospitais.
Falta é vida a muita gente. Ver o pais real.
Eu nem sou a favor nem contra, mas é o que é. Da mesma forma que roubam os velhos ( heranças, patrimonio) - a darem papeis para assinar de cruz tb metem uma minuta de eutanasia nas maos.
Já que és medico, ainda gostava de saber o valor que tem a assinatura dum doente mental / alcoolizado que assina a minuta do inem a dizer que se responsabiliza e podem ir embora ( mesmo com a cabeça toda aberta com um buraco de 10 cm).
 
https://www.ufrgs.br/bioetica/eutanasi.htm

[FONT=&quot]Distanásia: [FONT=Arial, Helvetica, sans-serif]Morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento. Alguns autores assumem a distanásia como sendo o antônimo de eutanásia. Novamente surge a possibilidade de confusão e ambigüidade. A qual eutanásia estão se referindo? Se for tomado apenas o significado literal das palavras quanto a sua origem grega, certamente são antônimos. Se o significado de distanásia for entendido como prolongar o sofrimento ele se opõe ao de eutanásia que é utilizado para abreviar esta situação. Porém se for assumido o seu conteúdo moral, ambas convergem. Tanto a eutanásia quanto a distanásia são tidas como sendo eticamente inadequadas.

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[FONT=&quot]Ortotanásia: é a atuação correta frente a morte. É a abordagem adequada diante de um paciente que está morrendo. A ortotanásia pode, desta forma, ser confundida com o significado inicialmente atribuído à palavra eutanásia. A ortotanásia poderia ser associada, caso fosse um termo amplamente, adotado aos cuidados paliativos adequados prestados aos pacientes nos momentos finais de suas vidas.

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[FONT=&quot]Mistanásia: também chamada de eutanásia social. Leonard Martin sugeriu o termo mistanásia para denominar a morte miserável, fora e antes da hora. Segundo este autor, "dentro da grande categoria de mistanásia quero focalizar três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de má-prática por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos. A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana".[/FONT]
 
É um tema sensivel.
E muita gente fala um bocado a toa..
Eu posso dizer que ja vi pessoas a morrer de cancro, em que os ultimos dias de vida foram de uma dor atroz em que nem a morfina ja fazia efeito.
Acho a eutanasia toleravel casos de doenca terminal, em que a pessoa ja esta numa dor atroz e nao ha cientificamente modo de atenuar a dor.
 
É médico e vive numa espécie de redoma.
Vê o que aparece, o que não aparece não dá para ver, como é óbvio.
Quem é de classe média e sempre viveu assim protegido do mundo não entende certas coisas... porque felizmente não passou por elas e não vê. Um pouco como alguns juizes que estão a julgar pessoas de um "pais" [estrato social] que desconhecem por completo.
 
Como opera (vai operar) a eutanásia a um "doente mental" [ou que está incapacitado momentaneamente] mas que, para todos os efeitos, tem plena capacidade de exercício de direitos (porque pode pender perícia \ ação)?
E como se reverte?
 
Eu acho que eutanasia nao se baseia em assinar um papel e ta feito.. Acho que teria de haver uma junta medica e verificar se de facto a ciencia medica ja nao tem solucao para atenuar o sofrimento.
 
Como opera (vai operar) a eutanásia a um "doente mental" [ou que está incapacitado momentaneamente] mas que, para todos os efeitos, tem plena capacidade de exercício de direitos (porque pode pender perícia \ ação)?
E como se reverte?

Sabes ao menos do que se está aqui a falar e como se processa? Podes começar por aí para tentar encontrar resposta para as tuas duvidas
 
Eu acho que eutanasia nao se baseia em assinar um papel e ta feito.. Acho que teria de haver uma junta medica e verificar se de facto a ciencia medica ja nao tem solucao para atenuar o sofrimento.

Não, basta ser um dos familiares ou o dono do lar onde o velhote (como se estivessemos a falar apenas de velhotes mas enfim) assinar um papel e siga, é para despachar em 2h e está feito

E quem diga que não é isto é porque é um gajo da cidade de classe média.
 
Sei . É eutanásia.
Não sou contra, mas essas coisas vão acabar por acontecer.
Não dá para avaliar o discernimento com fiabilidade, só a percepção de "sofrimento" (se é que isso vai ser requisito).
 
Não, basta ser um dos familiares ou o dono do lar onde o velhote (como se estivessemos a falar apenas de velhotes mas enfim) assinar um papel e siga, é para despachar em 2h e está feito

E quem diga que não é isto é porque é um gajo da cidade de classe média.

desculpa la.. Estas a dizer isso com essa convicao mas como e possivel, pegares num papel, para um velhote com saude assinar, que quer morrer e vai la um medico e mata-o.. Tens nocao do que tas a dizer?
 
Sei . É eutanásia.
Não sou contra, mas essas coisas vão acabar por acontecer.
Não dá para avaliar o discernimento com fiabilidade, só a percepção de "sofrimento" (se é que isso vai ser requisito).

Aconselho-te a pegares nesse conhecimento do mundo real e a confrontá-lo com a definição de eutanásia. Faz benchmarking legal, informa-te, antes de escrever coisas que te fazem parecer fracamente alienado e desinformado.

Daí o meu medo dos referendos.
 
Não, basta ser um dos familiares ou o dono do lar onde o velhote (como se estivessemos a falar apenas de velhotes mas enfim) assinar um papel e siga, é para despachar em 2h e está feito

E quem diga que não é isto é porque é um gajo da cidade de classe média.

Não tenhas a menor dúvida que em lares sociais e das misericórdias não aconteçam “situações estranhas”, um lar privado sem qualquer apoio social custa no mínimo 2500€ por mês, não está ao alcance da maioria da população. E mesmo nesses acontece muita coisa pouco ortodoxa.
 
Não tenhas a menor dúvida que em lares sociais e das misericórdias não aconteçam “situações estranhas”, um lar privado sem qualquer apoio social custa no mínimo 2500€ por mês, não está ao alcance da maioria da população. E mesmo nesses acontece muita coisa pouco ortodoxa.

O que é que isto tem a ver com a implementação ou não da morte medicamente assistida?
 
não confio muito nas pessoas, nem nos familiares, que em muitas situações irão coagir os doentes a pedirem para morrer, nem nos administradores hospitalares que são pressionados pelo governo ou pelos concessionários do hospital para reduzir despesas

quando se junta a fome com a vontade de comer, ou seja quando uma pessoa extremamente frágil é coagida pela família e quem deveria avaliar a correcção de todo o processo só tem a ganhar com a morte rápida do doente a honestidade facilmente passa para segundo plano

se tivéssemos uma rede de cuidados sociais e paliativos minimamente decente o doente teria mais capacidade de decidir livre de pressões, mas não temos

o que temos é muito pouco e depois de aprovada a eutanásia a vontade de melhorar diminuirá muito

quem tem dinheiro sempre pode ter acesso a cuidados paliativos. quem não tem terá de optar entre a dor e a morte, sendo que em cada vez mais situações a família, a sociedade e até o próprio sistema de saúde tenderão a empurrar o doente para uma morte barata
 
e parece - me uma ingenuidade por várias razões

porque ao longo do tempo criam-se redes de cumplicidade,

porque o sistema nacional de saúde e em particular os administradores hospitalares têm a ganhar se um doente dispendioso morrer mais depressa, quanto mais depressa mais barato fica

muitas famílias também terão vontade de se verem livres do doente

porque um administrador hospitalar tenderá a favorecer os médicos que ajudem a baixar a despesa, ou seja ajudem a fazer o maior número possível de eutanásias

não tenho em grande conta grande parte das pessoas, a ganância compra muitas consciências

e com o passar das décadas e algumas mudanças culturais a eutanásia deixa de ser um direito e passa a ser uma obrigação moral para todos os que estão dependente

mas ainda antes disso tratamentos caros, como a hemodiálise começarão a ser recusados aos doentes mais idosos

vamos ter a eutanásia

e muitas outras coisas de brinde
 
Por outro lado temos as farmacêuticas e produtores de material hospitalar a quem interessa que os doentes fiquem vivos. Menos.

Gostava de tentar iniciar a discussão pelo lado que, no meu ponto de vista, mais importa: o doente.
 
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