Todos os países estão feitos com sangue e fogo, na maior o menor medida. E, no caso de Espanha, a união das coroas deviu-se às políticas matrimoniais dos Reis Católicos. Inclusive Manuel I de Portugal poderia ter herdado todas as coroas peninsulares sem não tivesse morto. Ainda que é certo que antes disso tivemos uma guerra civil em Castela.
Sempre há lutas atroces para a formação dos estados, mas acho que no nosso caso há sido mais ''pacífico'' que no caso francés, alemão, italiano, chino, russo o estadounidense (e outros tatos).
Eu não condeno as atrocidades cometidas por Espanha, ou por outra, condeno do ponto de vista dos princípios, mas reconheço que a realidade histórica daqueles tempos era mesmo assim. Infelizmente, ainda hoje se vê muito sangue por causa de questões destas, mas adiante!
O que pretendia sublinhar é que o projecto nacional chamado Espanha nunca se consolidou verdadeiramente, ao ponto de hoje em dia vermos catalães e bascos, que até aceitam estar integrados na União Europeia, mas não gostam muito de estar integrados num país chamado Espanha.
Por isso é que acho que não faria sentido Portugal integrar-se num país que tem, ele próprio, assuntos por resolver com algumas das "nações" que o compõem.
Mas para dizer a verdade, acho todas estas questões de nacionalismos um bocado estúpidas. Acho que a sociedade ocidental já devia ter maturidade suficiente para aceitar a co-existência de povos e culturas diferentes, sem caír na tentação de os arrumar em países. Porque, na verdade, o que separa cada um de nós, português, catalão, galego, francês, etc, é cada vez mais o nosso passado, e cada vez menos o nosso presente e o nosso futuro. Por isso acho que devemos respeitar o nosso passado, mas esforçar-nos por construir um futuro comum.