Escolas e Professores

Não sabia que os professores não gostavam de fazer trabalhos "menos nobres".

Ou será que não têm formação para isso?

Eu com a minha formação no meu cargo e minha posição na empresa que possuo, desempenho muitas vezes funções de administrativo, se tiver tempo e não houver funcionários disponíveis.
Tirar fotocopias, ordenar e arquivar facturas e recibos, porque não? Nunca me caiu nada.

Não, um professor não tem formação para trabalhos administrativos, alias, poucas pessoas terão. E o que são trabalhos "menos nobres" já agora? Os únicos menos nobres que conheço prendem-se com actividades fora da lei.
 
Regras? Mais algumas:

É regra geral que quem se pronuncia acerca de professores (mesmo quando o faz relativamente a um problema administrativo) usa de enorme hipocrisia e, acima de tudo o resto, ignorância.

São criaturas que não usam de moderação nas suas criticas, nunca reconhecem que poderão estar equivocadas ou que não possuem o mínimo de competência para se pronunciar acerca de alguns assuntos.

São, igualmente, encarregados de educação que raramente metem os pés numa escola, que se esquecem dos filhos na hora do regresso a casa, que barafustam com os 5 euros que pagam na matrícula mas não com os 200 euros do telemóvel que o filho não desliga nas aulas e que nunca assumem a falta de educação e orientação que os seus rebentos mostram.

Como você disse atrás, e cito:

"Dava vontade de despedir alguns. Caso pudesse. As pessoas são feitas de experiências, como já disse atrás, devo ter tido azar."

1º Os professores ensinam.

2º Os pais educam.

Aos pais que competia educar não o fizeram. Então o professor demiti-se da sua função. Sendo que no final do mês leva o ordenado na mesma.

"usa de enorme hipocrisia e, acima de tudo o resto, ignorância"
 
Funcionários públicos, sejam professores ou secretariado, grande parte está lá para cumprir calendário fazer o mínimo e receber ao fim do mês e com a perspectiva de uma boa reforma. Nesta altura do ano então é um verdadeiro encher de barriga de nada fazer. Conheço alguns casos que mete impressão a aspereza como somos tratados se importunamos o seu descanso.

Por mim as avaliações os prémios por mérito ou processos disciplinares, só pecam por tardias


Um trabalhador do sector privado não tem metade das regalias dos públicos e não se queixam.

Ultimamente uma das regalias dos professores é morrer a trabalhar.[8b]
Eu só acho que se há dor de cotovelo porque raio não foram para professores?[8b]

Eu também concordo com as avaliações, mas por aquilo que tenho visto ultimamente (caso dren) se não fores da cor do partido do poder , podes ser o melhor professor deste planeta e arredores que não vais lá...
 
E acha que é através de um exame que isso se vai fazer?


"(...) o sucesso de um professor não está apenas nas suas capacidades didácticas, nem nas suas capacidades científicas, mas também na capacidade de comunicar e entrar em relação com os outros. De facto, ensina-se o que se sabe com aquilo que se é!"
B. Mérenne-Schoumaker, 1999


Sabia que apenas uma minoria será afectada por esse exame? Sim, é que quem tem mais de 5 anos de serviço docente, com uma avaliação de bom (satisfaz pelo antigo E.C.D.) fica dispensado da sua realização.
Aqueles que têm menos de 5 anos, saíram certamente há pouco tempo da faculdade, estão motivados e sedentos por vingar na vida activa. Prémios de reconhecimento público ou benefícios para estes jovens? Desconheço!

Por experiência, a única gratificação que tenho tido é o carinho, palavras de apoio e agradecimento dos meus alunos, bem como de alguns colegas e encarregados de educação. Tudo o resto (entenda-se sacrifícios) prefiro nem os inumerar, estou certa de que não iria acreditar. Mas, é por gosto que aqui estou e continuarei, para lhe provar, quem sabe um dia, que no ensino há bons profissionais.

Acha que tudo isto pesa na minha avaliação ou progressão?!
É tudo "para inglês ver"!
Não se iluda.

Métodos de avaliação não os vou discutir. Seja de Professores ou alunos.

Todos nós os pomos em causa. Por inadaptação, desconhecimento ou simplesmente porque estão completamente errados. Não conheço os métodos mais recentes.

Sei que foi extensamente discutido avaliação de Educador/Professor. E a postura era, esqueçam o educador. Eu sou daqueles que acha que os professores tinham saído a ganhar em maior parte dos casos.

Verdade que haveriam excepções. Mas não são estas que fazem a regra?

Será que foram estas e outras decisões tomadas pelos professores que os colocou no limbo em que estão hoje?

Em relação aos sacrifícios e bom nome. Não iria duvidar, quando muito elogiar. Enquanto profissional que fui de várias áreas. De todas elas trouxe sempre comigo a convicção que dei o meu melhor. E quando não consegui, demiti-me.

Não acreditaria se lhe dissesse algumas em que o dinheiro falava mais alto que a competência. Mesmo assim a consciência levou a melhor.

Ressalvo aqui que Juízes, Médicos ou Professores. Têm no estado a maior parte do trabalho que se desenvolve e não é tão fácil optar. Demonstrar é poder.
 
Não, um professor não tem formação para trabalhos administrativos, alias, poucas pessoas terão. E o que são trabalhos "menos nobres" já agora? Os únicos menos nobres que conheço prendem-se com actividades fora da lei.


Os professores não têm formação, coitados.

Olha, eu também não tive e faço-o.

Porque?

Porque me interesso e não ando aqui apenas para passar tempo e tirar o meu salário.

Se não sabemos aprendemos, só custa no inicio, andamos aqui para isso.

E isso das profissões menos nobres foi um comentário jocoso, pois, normalmente é uma justificação dada por quem não o quer fazer.
Mas existem sim, profissões mais e menos nobres, sem ser as referidas, essas não são pouco nobres, mas sim criminosas.
 
Ultimamente uma das regalias dos professores é morrer a trabalhar.[8b]
Eu só acho que se há dor de cotovelo porque raio não foram para professores?[8b]

Eu também concordo com as avaliações, mas por aquilo que tenho visto ultimamente (caso dren) se não fores da cor do partido do poder , podes ser o melhor professor deste planeta e arredores que não vais lá...


Não sou por varias razões.

1º Não necessito
2º Ganha-se pouco
3º Não quero

Não estou a dizer que são todos assim, atenção a esse pormenor.

Tenho uma familiar que é professora até.
 
Não, um professor não tem formação para trabalhos administrativos, alias, poucas pessoas terão. E o que são trabalhos "menos nobres" já agora? Os únicos menos nobres que conheço prendem-se com actividades fora da lei.

Eh pá, isso é mesmo mentalidade à funcionário público. [:)]

Se não tem formação pergunta e/ou aprende com quem sabe.
 
Não sabia que os professores não gostavam de fazer trabalhos "menos nobres".

Ou será que não têm formação para isso?

Eu com a minha formação no meu cargo e minha posição na empresa que possuo, desempenho muitas vezes funções de administrativo, se tiver tempo e não houver funcionários disponíveis.
Tirar fotocopias, ordenar e arquivar facturas e recibos, porque não? Nunca me caiu nada.

E claro leva o computador da empresa debaixo do braço; leva DIARIAMENTE trabalhinho que tem de apresentar no dia seguinte; centenas de folhas para ler/corrigir, actas para "alinhavar"; elaborar planos; confirmar faltas e redigir cartas aos encarregados de educação...

Sim, é que dentro nosso horário realizar todas estas actividades é IMPOSSÍVEL! Acredite que já dei comigo a pensar - "se tivesse um filho não tinha tempo para ele!". É ridículo, mas é verdade.

Querem mesmo que o professor se limite a cumprir o seu horário?!

(Isto para não falar das condições - ou melhor falta delas - que muitas vezes nos oferecem.)
 
Não sabia que os professores não gostavam de fazer trabalhos "menos nobres".

Ou será que não têm formação para isso?

Eu com a minha formação no meu cargo e minha posição na empresa que possuo, desempenho muitas vezes funções de administrativo, se tiver tempo e não houver funcionários disponíveis.
Tirar fotocopias, ordenar e arquivar facturas e recibos, porque não? Nunca me caiu nada.

Cá está um exemplo típico de alguém que escreve do que não conhece.

Começa por insinuar que os professores não gostam de realizar tarefas "menos nobres". Fica a critica. Desenvolvimento: nas sua posição na empresa desempenha muitas vezes funções de administrativo. Brilhante.

Deve, então, um professor, quando lhe apetece, chamar a si certas tarefas, que não lhe tinham sido atribuídas, e, de moto próprio, avançar contra a burocracia que o rodeia.

Se esta atitude for contestada pela secretaria da escola, que trata desses problemas, e que, repentinamente, se vê a braços com alguns free lancers de transferências escolares, é favor colocá-los no lugar dizendo que nenhum professor deve recusar tarefas "menos nobres". Certamente que o funcionário se acalmará...

Só um último pormenor, que é uma pergunta. Alguém aqui faz ideia da quantidade de papelada com que um professor (que seja, por exemplo, também director de turma) tem que lidar (muita a expensas próprias)? Falemos de números. Quem insinua que um professor nem fotocópias se digna a tirar que agora responda a esta pequena questão.

Demos a palavra aos ressabiados que nunca na vida aceitariam ser professores (nem o conseguiriam, certamente) mas que tão bem caracterizam quem o é.
 
Funcionários públicos, sejam professores ou secretariado, grande parte está lá para cumprir calendário fazer o mínimo e receber ao fim do mês e com a perspectiva de uma boa reforma. Nesta altura do ano então é um verdadeiro encher de barriga de nada fazer. Conheço alguns casos que mete impressão a aspereza como somos tratados se importunamos o seu descanso.

Por mim as avaliações os prémios por mérito ou processos disciplinares, só pecam por tardias


Um trabalhador do sector privado não tem metade das regalias dos públicos e não se queixam.

Então porque é que amanhã eu vou estar no serviço das 22h à Uma da manha, sem alguma remuneração?
 
Os professores não têm formação, coitados.

Olha, eu também não tive e faço-o.

Porque?

Porque me interesso e não ando aqui apenas para passar tempo e tirar o meu salário.

Se não sabemos aprendemos, só custa no inicio, andamos aqui para isso.

E isso das profissões menos nobres foi um comentário jocoso, pois, normalmente é uma justificação dada por quem não o quer fazer.
Mas existem sim, profissões mais e menos nobres, sem ser as referidas, essas não são pouco nobres, mas sim criminosas.

A formação deveria ser um direito. Infelizmente não ajuda o facto das pessoas não terem formação. Até podem ter apetências. Mas sem formação, nem que seja básica. Difícil.
 
Lá vamos nós outra vez.

Regra - Os professores estão mal habituados e demonstram incompetência. A minha experiência enquanto aluno foi má. Enquanto Pai ainda não. Vamos ver se mudo de opinião. Tenho vários professores na família, mesmo sendo família. Dava vontade de despedir alguns. Caso pudesse. As pessoas são feitas de experiências, como já disse atrás, devo ter tido azar.

Excepção - Pessoas competentes e profissionais como a professora da minha filha em que quero acreditar serem mais do que eu imagino. Pois é uma classe Profissional. E como tal acho que gostariam de ser tratados como tal.

Demonstração - Trabalho numa empresa( não é difícil de adivinhar qual é), em que as pessoas ao ouvir falar dela a primeira palavra que lhes sai da boca é "Cambada de Chulos". Poderia fazer o choradinho e dizer, "Há lá pessoas competentes." Isto seria verdade, mas é tanto verdade como a que ouço dizer. Pois é na verdade uma cambada de chulos, de c.............s e de chupistas. Como ouvi alguém dizer uma vez. Verdade que não me sinto bem neste papel. Mas para o alterar resta-me admitir a verdade e lutar por politicas verdadeiras. Que premeiem a competência. Estou de consciência tranquila. É o que tenho feito. Ainda esta semana anulei a sindicalização. Daria outra história, mas quem quer ver, vê. Quem não quer fecha os olhos.

Em relação à minha filha como criança que é, nem sequer irá compreender as palavras escritas acima que sem fundamento nenhum. Demonstram uma maldade terrível.

Mas "Há males, que vêm por bem". Já dizia a minha avó. E se em bom tempo elogiei quem devia. Aqui peco por defeito sem duvida, cada vez mais acho que as pessoas devem ser pro activas nas convicções, e não passivas e queixosas. Serei eu sem duvida que também utilizarei dos métodos ao meu alcance para fazer a vida negra a quem quiser atravessar-se no meu caminho.

Mais digo, enquanto aluno consegui que uma professora se demitisse por incompetência. Acha que não o consigo enquanto pai? Resta-me a esperança de não ter que usar esta arrogância toda.

E que este tópico sirva de informação a quem tiver que passar pelo mesmo.

P.S. Se eu fizesse um livrinho de professores, empresas publicas e instituições de interesse publico. Uiiii, poderia não dar em nada. Mas curiosidades haviam de surgir muitas. Portanto, como disse em cima. As considerações ficam para quem as quiser ter.

O que é que os professores têm haver com os serviços administrativos?
O que é que o teu caso tem haver com os professores?
 
As Regras De Matrículas E Transferência De Alunos São Produzidas Pelos Serviços Centrais...

É o Renas no seu melhor...

Vai para o privado!
 
Eh pá, isso é mesmo mentalidade à funcionário público. [:)]

Se não tem formação pergunta e/ou aprende com quem sabe.

Ou seja, que vá trabalhar para a secretaria, certo? Que deixe de lado as suas obrigações e as suas tarefas e que vá fazer outro tipo de trabalho porque afinal de contas, "não custa nada"? Entendi.
 
Cá está um exemplo típico de alguém que escreve do que não conhece.

Começa por insinuar que os professores não gostam de realizar tarefas "menos nobres". Fica a critica. Desenvolvimento: nas sua posição na empresa desempenha muitas vezes funções de administrativo. Brilhante.

Deve, então, um professor, quando lhe apetece, chamar a si certas tarefas, que não lhe tinham sido atribuídas, e, de moto próprio, avançar contra a burocracia que o rodeia.

Se esta atitude for contestada pela secretaria da escola, que trata desses problemas, e que, repentinamente, se vê a braços com alguns free lancers de transferências escolares, é favor colocá-los no lugar dizendo que nenhum professor deve recusar tarefas "menos nobres". Certamente que o funcionário se acalmará...

Só um último pormenor, que é uma pergunta. Alguém aqui faz ideia da quantidade de papelada com que um professor (que seja, por exemplo, também director de turma) tem que lidar (muita a expensas próprias)? Falemos de números. Quem insinua que um professor nem fotocópias se digna a tirar que agora responda a esta pequena questão.

Demos a palavra aos ressabiados que nunca na vida aceitariam ser professores (nem o conseguiriam, certamente) mas que tão bem caracterizam quem o é.

Bem aqui faço dois comentários.

Se têm trabalho demais alguma coisa está mal. Ou são ineficientes, ou lidam com burocracia que não lhes devia estar destinada. Julgo, do que vi(experiência). A 2ª hipótese é mais plausível. Aqui ressalvo ainda, que num dos trabalhos mais recentes em que estive quando ceguei tinha que fazer um trabalho de 2 semanas em 1. Quando saí, tinha mais funções. E fazia num dia. Se quiserem posso explicar mas não adianta. Não deixei de fazer nada. Procurei tornar-me eficiente. Acho que consegui.

Em segundo nunca na vida aceitaria ser professor. Vi vários colegas optarem por esta via. Era a mais fácil de obter o tão desejado canudo e logo a seguir eldorado. Poucos foram os que vi optarem pelo ensino como convicção. é desses que tenho pena.
 
1º Os professores ensinam.

2º Os pais educam.

Aos pais que competia educar não o fizeram. Então o professor demiti-se da sua função.

Então, teve um momento de menor lucidez, não?

Aqui só os pais se demitem da sua função. Os professores, NÃO.
Não lhes é facilitada a vida com a sobrecarga de ter que dar alguma educação na escola a quem não a recebe em casa, mas não conheço nenhum professor que deixe de ensinar uma turma porque os pais dos meninos são criaturas que não educam os filhos. Se assim fosse, já pouco se fazia neste país, em matéria de educação.

Lindo era ler, um dia talvez, a assumpção desta miséria que é o falhanço total na funcão de educar um filho. Isso é que era lindo. Ainda se ouve, volta e meia, uma mãe dizer-nos que já não tem mão no filho e para vermos o que nós, professores, podemos fazer. Mas assumir que falharam? Mais facilmente era a culpa da vizinha.

Mas vamos ser hipócritas, então, e continuar a culpar professores por tudo o que se passa à nossa volta. Nem que seja um atendimento telefónico menos satisfatório...
 
As Regras De Matrículas E Transferência De Alunos São Produzidas Pelos Serviços Centrais...

É o Renas no seu melhor...

Vai para o privado!

Serviços Centrais??? De quê???

Agora só podes estar a brincar. Sim é o Renas no seu "Pior". Pior do que não conseguíres fazer, é não poderes fazer.

As regras são produzidas pelos serviços centrais. Mas qual é a tua questão? Não devem estas regras ser conhecidas pelos serviços escolares? É que sendo assim vou inscrever-me na 1ª classe. Se calhar aceitam-me!
 
Então, teve um momento de menor lucidez, não?

Aqui só os pais se demitem da sua função. Os professores, NÃO.
Não lhes é facilitada a vida com a sobrecarga de ter que dar alguma educação na escola a quem não a recebe em casa, mas não conheço nenhum professor que deixe de ensinar uma turma porque os pais dos meninos são criaturas que não educam os filhos. Se assim fosse, já pouco se fazia neste país, em matéria de educação.

Lindo era ler, um dia talvez, a assumpção desta miséria que é o falhanço total na funcão de educar um filho. Isso é que era lindo. Ainda se ouve, volta e meia, uma mãe dizer-nos que já não tem mão no filho e para vermos o que nós, professores, podemos fazer. Mas assumir que falharam? Mais facilmente era a culpa da vizinha.

Mas vamos ser hipócritas, então, e continuar a culpar professores por tudo o que se passa à nossa volta. Nem que seja um atendimento telefónico menos satisfatório...

Chutar a culpa para os pais parece-me fácil. O meu momento de menor lucidez não se resume a isto. Enfim, não vale a pena aprofundar.

Em relação à hipocrisia. Resumir isto a um telefonema, é hipocrisia total. Ou analfabetismo. Bastava ler!
 
Serviços Centrais??? De quê???

Agora só podes estar a brincar. Sim é o Renas no seu "Pior". Pior do que não conseguíres fazer, é não poderes fazer.

As regras são produzidas pelos serviços centrais. Mas qual é a tua questão? Não devem estas regras ser conhecidas pelos serviços escolares? É que sendo assim vou inscrever-me na 1ª classe. Se calhar aceitam-me!

As tais regras burocráticas, ineficientes, sem sentido, horrorosas... Estas regras é que são o inimigo... Não é o funcionário que é obrigado a seguir essas regras...

É como tirar o cartão de utente num centro de saúde... Já tinha o cartão, mas como agora tenho médico de família tenho de mudar de cartão e entretanto ando com um papel durante meses... É estúpido e lento...
A culpa é de quem? Da funcionária?[8b] [8b]
 
Julgo que há uns tempos foi levantada esta questão, e à qual respondi prontamente.

Para mim a diferença está no poder de execução. Ou seja, enquanto um professor no privado sujeita-se a regras rígidas, contratos precários e mesmo assim tem de demonstrar competência. Caso contrário estão 20 para ocupar o lugar dele.

Muitas dessas regras rígidas passam, muitas vezes, pela imposição do ensino tradicional - com o professor-debitador à frente de uma sala de aulas, que descura os conhecimentos prévios que a sua filha leva para a escola e coloca todos os alunos ao mesmo nível (não planifica as atividades de acordo com as dificuldades manifestadas pelos seus alunos) - será este para si o professor competente?


Sabia que há vários colégios que nem pagam alguns salários aos seus docentes? Conheço vários casos que ficaram com cerca de 3 meses sem receber ou depararam-se com "cheques-carecas" na hora de depositar o ordenado. Acha que estes professores estão motivados? Considera que um professor que trabalhe nestas condições dá o melhor de si?

Quanto aos "20 para ocupar o lugar", saiba que há muitos que o abandonam com muito gosto.



No publico acontece exactamente o inverso.

Suponho que opina baseado no "ouvi dizer que..."; todavia, como essa é a minha área e meio de trabalho, logo falo por experiência, só posso aferir que está enganado.

Desde o Jardim de Infância até à conclusão da minha licenciatura, passei 20 anos da minha, ainda curta, vida "nas mãos" de educadores e professores de estabelecimentos públicos e, como menos competente, só tenho a apontar o dedo a 1 professor!



Será que a maior parte dos professores no ensino público tem esta mesma sensação? Da minha experiência a maior parte quer "dar" a matéria como diziam. E não "leccionar" a matéria.

Eu nem uma, nem outra!
Quero simplesmente desenvolver competências (saber, saber-fazer e saber-ser) nos meus alunos!
 
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