Engatar a 80km\h, sim ou não??

cloverleaf

Well-known member
Li na semana passada na revista AH uma resposta no “correio dos leitores” que continha informações relativas à engrenagem de uma mudança a 60 ou 80 km\h. O assunto referia-se ao facto de um leitor questionar a revista sobre as hipotéticas poupanças de combustível quando se coloca o carro em ponto-morto nas descidas.

Passando a parte da resposta, o editor da revista referiu que engatar o carro a 60 ou 80 km\h acentua o desgaste dos sincronizadores da caixa de velocidades.

Ora, fiquei a pensar nisso e acabo por ter muitas dúvidas relativamente a esta matéria:

Se o carro for por exemplo a 70km\h desengatado, e a essa velocidade corresponder a 4ª velocidade às 1500rpm, se se engatar a 4ª nessa altura, qual será o estrago? Concordo que a passagem de ponto-morto, ou seja, 900-1000rpm, para as 1500rpm possa per um pouco brusco, mas na prática isto não pode ser equiparado à passagem de 3ª para 4ª? É que aí, se se demorar um pouco mais com o pedal da embraiagem pisado, a rotação também cai para as 900-1000rpm e depois volta a subir! Em relação à caixa de velocidades os procedimentos são idênticos: pisar o pedal para trocar de mudança! Existirão diferenças em passar de ponto-morto para 4ª em vez de 3ª para 4ª que danifiquem os sincronizadores?

Qual é a vossa opinião?
 
Tenho ideia que se acelerar o suficiente para acertar as rotações do motor com as rotações que o motor terá quando estiver engatado numa mudança, o desgaste não será assim tanto!
 
NUNCA se deve circular em ponto-morto, o carro só é colocado em ponto-morto quando está parado ou quando se pretende por o motor em funcionamento.
A maior parte das vezes ganha-se (pouco) no consumo de combustivel mas perde-se em desgaste de pastilhas e calços de travões, não esquecer que o motor também serve de travão.

No entanto se o fizermos a uma velocidade mais elevada, para que a engrenagem não seja abrupta e violenta no momento de engatar uma velocidade devemos elevar a rotação do motor acelerando para que o acoplamento seja mais suave.
 
Última edição:
Também li mas não acredito, as novas caixas automaticas da mercedes fazem precisamente isso, desengatar o carro para existir menos atrito e assim o carro conseguir ir mais longe, depois engatam novamente seja a que velocidade for.
 
Estás a falar de coisas diferentes.
Passar de uma mudança para outra não é o mesmo que de ponto-morto para uma mudança.

Mas por exemplo, ao passar de 3ª para 4ª:

1.desengatas a 3ª
2."passas" rapidamente pelo ponto morto, e aqui as rpm podem chegar ao ralenti
3.Engatas a 4ª e a rotação sobre novamente

Será assim tão diferente se fizeres estes 3 passos com alguns segundos de diferença, ou seja, apanhas a descida, desengatas (já sei que não se deve fazer, mas basta apanhar uma fila para inconscientemente se fazer...), e voltas a engatar a 4ª passado uns segundos ainda na descida mas a uma velocidade maior ?
 
Mas por exemplo, ao passar de 3ª para 4ª:

1.desengatas a 3ª
2."passas" rapidamente pelo ponto morto, e aqui as rpm podem chegar ao ralenti
3.Engatas a 4ª e a rotação sobre novamente

Será assim tão diferente se fizeres estes 3 passos com alguns segundos de diferença, ou seja, apanhas a descida, desengatas (já sei que não se deve fazer, mas basta apanhar uma fila para inconscientemente se fazer...), e voltas a engatar a 4ª passado uns segundos ainda na descida mas a uma velocidade maior ?

Toda a caixa está construída para uma acção contínua, daí as inclinações variaveis dos seus componentes.
Se tentares meter mudanças sem embraiagem, verás que é muito mais fácil "a subir" do que a reduzir.
 
Toda a caixa está construída para uma acção contínua, daí as inclinações variaveis dos seus componentes.
Se tentares meter mudanças sem embraiagem, verás que é muito mais fácil "a subir" do que a reduzir.

O que é isso das inclinações variáveis? Por acaso já notei que as mudanças entram melhor em linha recta que em curva (não sei se será psicológico ou não...), mas devo estar a dizer uma grande asneira!
 
Variáveis pode ter sido mal escolhido.
Já reparaste que os dentes dos carretos têm uma inclinação? Todas as transmissões mecânicas que devem engrenar-se em movimento devem ter ângulos que favoreçam o seu engrenamento. Os das caixas normalmente favorecem o engrenamento a "subir".
 
que asneirada que vocês andam para aí a dizer.

Ponto 1 - Meter ponto morto com o carro em andamento GASTA gasolina/gasóleo.
Ponto 2 - Se o carro fôr em compressão, a descer NÃO GASTA GOTA.
Ponto 3 - Os Sincronizadores só se gastam se a mudança fôr metida forçada.
Ponto 4 - A caixa é para se usar sempre foi sempre será.
 
Variáveis pode ter sido mal escolhido.
Já reparaste que os dentes dos carretos têm uma inclinação? Todas as transmissões mecânicas que devem engrenar-se em movimento devem ter ângulos que favoreçam o seu engrenamento. Os das caixas normalmente favorecem o engrenamento a "subir".

isso é psicológico.

O que acontece são os sincronizadores trabalharem mais rapido pois perde-se velocidade a subir mais facilmente.

E podes perguntar a qualquer perito de mecânica.
 
Convêm é que o perito em mecânica saiba a teoria de engrenagens mecânicas e que perceba que quando diga subir não é no plano vertical.
Repara numa engrenagem de rodas dentadas.
 
Pessoalmente só meto em ponto-morto quando estou a chegar a semáforos. Não sei se faço bêm ou mal.

Isso de não gastar desengatado não varia sendo carro de carburador ou injecção?
 
que asneirada que vocês andam para aí a dizer.

Ponto 1 - Meter ponto morto com o carro em andamento GASTA gasolina/gasóleo.
Ponto 2 - Se o carro fôr em compressão, a descer NÃO GASTA GOTA.
Ponto 3 - Os Sincronizadores só se gastam se a mudança fôr metida forçada.
Ponto 4 - A caixa é para se usar sempre foi sempre será.

O tópico não é sobre o consumo de combustível em ponto morto, isso está mais que esclarecido e também foi respondido na revista! A minha questão tem a ver com o possível desgaste dos sincronizadores das caixas ao engatar uma mudança a 70 ou 80km\h depois de circular "à deriva". E não digo engatar uma 2ª, mas uma marcha consentânea com a velocidade a que se está a rolar, que faz com que a rotação vá ali para as 1500\1700rpm.

A questão permanece, o técnico da revista AH tem razão ou não??
 
O tópico não é sobre o consumo de combustível em ponto morto, isso está mais que esclarecido e também foi respondido na revista! A minha questão tem a ver com o possível desgaste dos sincronizadores das caixas ao engatar uma mudança a 70 ou 80km\h depois de circular "à deriva". E não digo engatar uma 2ª, mas uma marcha consentânea com a velocidade a que se está a rolar, que faz com que a rotação vá ali para as 1500\1700rpm.

A questão permanece, o técnico da revista AH tem razão ou não??

E tens parte da resposta.

A força que usas para levar a alavanca a meio caminho, tem que ser a mesma que a usas para a engrenar. Aí não estás a lixar os sincronizadores.

O técnico não tem razão nenhuma ;) A não ser a teoria dele fôr do tipo: "Sentar no carro e rodar à chave já estás a gastá-lo".
 
nos carros com IE em descida e engatado sem pisar o acelerador o CB marca 0.0 L/100 Km.

nem todos, o fiat GPunto 1.2 nessas condições marca 2L de consumo instantâneo..

no meu old school quando ando desengatado quando volto a engrenar subo as rotações do motor para as aproximadas que teria se estivesse engatado..
 
Estás a falar de coisas diferentes.
Passar de uma mudança para outra não é o mesmo que de ponto-morto para uma mudança.
Era exactamente disso que falava, passar de ponto morto para engatado com o motor ao ralenti e o carro embalado a cerca de 80 km/h.
Se lhe engrenarmos uma velocidade vamos ter um aumento intantaneo das rpms do motor, e se for uma relação de caixa muito baixa para a velocidade a que se circula, a rotação ainda mais bruscamente subirá, lógico que a marcha engrenada entrará sem custo pois para isso é que lá estão os sincronizadores, mas não é uma boa prática de condução, pessoalmente não gosto de fazer isso, sinto alguma insegurança e o carro "solto" em demasia.
Como aqui já foi referido, a caixa de velocidades é para ser usada sempre, o ponto-morto é utilizado somente com o carro parado e ao iniciar/terminar a marcha.
 
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