Claro que faz a diferença! [

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A embraiagem é o elemento que faz a comutação entre o eixo motriz do motor e a caixa de velocidades. Em plena aceleração são atingidos valores de binário (à saida do motor) muito intensos. O disco da embraiagem tem que aguentar com todo esse binário e converte-lo em igual proporção para a caixa. Aqui é que reside toda a especificidade deste orgão. Ligeiras percas de tracção serão suficiente para transmitir menos carga (binário) à caixa e consequentemente às rodas.
Um disco nas lonas implicará perdas de rotação (patinagem) sendo que a força (binário) e a rapidez (movimento) serão inferiores. Normalmente esforços muito grandes quando as embraiagens são novas (cargas de aceleração muito intensas (repros) ou nos pesados, o transporte de cargas muito pesadas) podem danificar definitivamente o disco (vidragem). Consiste em que devido ao atingimento de altas temperaturas o material de que é revestido o disco, fica polido, implicando perdas de tracção muito significativas.
Como os materiais dos discos de embraiagem utilizam compostos semelhantes aos das pastilhas dos travões, estes sintomas são idênticos.
Lanço só mais uma questão para o debate: e as embraiagens de dulpo disco e triplo disco? Quais as vantagens?
boa explicação Monica, nunca me desiludo contigo
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Mas eu também nem me vou alongar demais nisto,
A medida de "medição" para uma embraiagem, é de facto o Binário!
A fórmula é
T = P x F x N x R
sendo que:
T = binário (torque)ft-lbs
P = peso em (pounds) de força de "aperto"
F = coeficiente de fricção
N = número de superficies(normalmente duas )
R = raio de giro(raio da superficie de fricção)
em que cada variavel tem um efeito igual no binário , e cada uma tem vantagens e desvantagens ao incrementar e diminuir!
T= ao utilizar uma embraiagem que tem uma capacidade em termos de binário, acima da necessária , podemos diminuir o tempo de vida da transmissão assim como dar mais desgaste a certas peças ligadas á embraiagem
P= alterar a força das molas, diminuimos ou aumentamos o espaço entre as superficies, e damos mais desgaste á embraiagem
F= quanto mais elevada a fricção, mais elevados o desgaste e pior a qualidade do acoplamento (vibração)
N= (e respondendo á monica) aumentando o número (ex:dobro ou seja 4) dos discos, aumentamos N a 4, ou seja a capacidade para o dobro do binário. Soa bem, mas o problema é que por exemplo um disco duplo de competição não separa as superfícies, e numa transmissão sincronizada........começam os problemas , para tal poder ser utilizado tem que existir um mecanismo de compensação de desgaste, o NSX chegou a ter esta solução, rápidamente abandonada no 6v para uma embraiagem de disco único. O porche 928 também experimentou essa solução....voltando rapidamente á base
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um factor de peso nos carros comerciais é o ruido, uma embraiagem multi discos tende a ser ruidosa com a vibração quando a embraiagem desengata .....na competição ultrapassam em parte isto, com embraiagens de carbono....mas essas chegam a custar (6000€ ou bem mais)!
R= o tamanho da embraiagem pode ser mudado , embora não seja de todo uma opção prática , ganhando binário e resistência ao aquecimento, por outro lado, mais inércia = mudanças mais lentas e mais peso
HÁ Muito mais a ser dito........mas .....epá.....chega de mariquices
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