Esta será sempre a eterna questão. Creio que não se pode generalizar e os casos devem ser analisados individualmente e tendo em conta vários fatores. A escolha de um motor a diesel ou a gasolina deve ser feita em função da utilização do carro e do número de quilómetros anuais para se ver até que ponto compensa optar por um combustível em detrimento do outro. Tendo em conta a diferença de preço de um carro novo, entre um motor a gasolina e um diesel, e tendo em conta o valor das manutenções e consequentes reparações, creio que quem fizer menos de 10 mil quilómetros anuais e quiser ter um carro durante mais do que uma década, não compensa ter um carro a diesel. É a minha modesta opinião. Eu optei recentemente por um carro a gasolina precisamente por isso mesmo - vendi um carro com 15 anos com 109 mil quilómetros e o carro da minha esposa, com oito anos e utilização diária, tem 69 mil quilómetros. Nas minhas circunstâncias, não me compensa um carro a diesel. Por outro lado, também temos de ter em linha de conta que nos últimos anos assistiu-se a uma grande evolução dos motores a gasolina, que têm cada vez menor cilindrada e maior número de cavalos, e isso permite consumos mais económicos e sem afetar o rendimento do carro. Diria que as diferenças em termos de consumo médio entre os dois combustíveis são cada vez menores. Por outro lado, eu reconheço que os carros a diesel têm um maior valor comercial e mais procura no mercado. A questão dos motores é uma moda. Depois de décadas em que os carros só tinham motores a gasolina, assiste-se, agora, à fase do diesel que, na minha modesta opinião, tem os dias contados. Os carros do futuro vão ter energias alternativas e creio que as grandes apostas das marcas vão passar pelos modelos híbridos, provavelmente já a partir da próxima década.