Doente cospe e leva bofetada

Estás a divagar. Não sabes se foi isso que aconteceu, logo não podes tirar pseudo-conclusões desse pseudo exemplo .

Não entendeste... Apenas estou a dizer que há população/clientes especiais e que por vezes, podem estar num estado tal de desorientação, que não sabem o que fazem.

A notícia não explica bem, mas se a senhora tivesse um doença neurodegenerativa, pode ter, muito bem provocado uma desorientação, e a outra como Enfermeira devia saber isso melhor do que eu, ou tu.
 
Agiu bem.

Se posso compreender a bofetada?...até compreendo, somos humanos, mas não é aceitável.

Se a paciente apresenta problemas de saúde que desculpem a cuspidela e eventual agressão, uma pessoa só tem de comer, calar e para a próxima precaver esse tipo de situações.
Se a paciente é mais uma "vaca", processo judicial em cima, coima e proteger os funcionários de futuras agressões.

Ora aqui está exatamente o que eu penso.
 
Acho que hipoglicemia é uma situação diferente de uma doença mental. De qualquer das formas não digo que lhes fosses responder agressivamente com o intuito de o magoar, mas naquele momento não me parece nada estranho se reagisses instintivamente e te defendesses. Afinal de contas o doente é humano com instintos básicos mas o profissional também.

Agora quando falamos de doentes mentais as pessoas gostam logo de lhes deixar fazer o que quiserem sob o pretexto de "ele não sabe o que faz", e com isso não concordo. Afinal de contas um doente que sabe andar e falar tem claramente um mínimo de capacidade de aprendizagem, e como tal também aprenderá que se for agressivo com outras pessoas estas vão responder na mesma moeda. Não tenho dúvidas que há casos de doentes que acabam "mimados" (tal como uma criança) porque as pessoas lhes dão carta branca.

Podem vir com toda a psicologia e liberalismos do mundo, se um doente se virasse a mim eu defendia-me. E sim, considero uma cuspidela uma agressão. É uma situação que considero gravíssima, um insulto indescritível, e uma das poucas situações em que acho que, mesmo não havendo propriamente agressão física, esta justifica-se em auto-defesa. Para não falar na grosseira falta de higiene que envolve, possivelmente arriscando até a transmissão de doenças.

Por causa da preocupação com o politicamente correcto, e o perdão imediato ao mínimo indício de problemas mentais, é que tantos assassinos e violadores se safam da prisão.

Sim... hipoglicémia nem doença é. É sim um sintoma, normalmente associado a algum problema metabólico/disturbio alimentar. Mas a questão é que existe desorientação, e o mais clássico disso são os doentes com alzheimer ou com esquizofrenia.
 
Mais um tópico para encher chouriços.
Sabem o que vos digo. Há coisas que me preocupam e de que pouco se fala. Há 15 dias estive nas urgências durante a noite e vi pessoas à espera (incluindo eu). No entanto entrou uma cigana que berrou, ameaçou e insultou e os médicos, e estes passaram o marido à frente. Estive depois lá dentro ao pé dele. Resultado - álcool a mais e o homem falava e esteve sentado aparentando que nada tinha. Porra, fiquei pior que estragado! Casos mais graves ficaram para trás, mas pelos vistos isto é recorrente.
A minha filha conhecia os médicos e de pois de falar com eles disse-me o motivo (como se fosse preciso) - MEDO.

Quanto ao caso, nada se conhece entre aquilo que o cunhado disse (um estupor de enfermeira que agrediu gratuitamente uma paciente) e a condenação por parte do hospital.
Não se sabe se ela o fez gratuitamente sabendo da situação clínica da paciente.
Não se sabe se ia a passar e desconhecendo a situação foi agredida e respondeu com um gesto reflexo de defesa.

Porém, se o hospital agiu daquela forma, pressupõe-se que tenha muitos mais dados do que nós que apenos nos estamos a cingir a uma notícia.
De qualquer forma, a agressão física é sempre inadmissível num local onde estão pessoas em sofrimento.
Em defesa da integridade física é uma coisa. Agressão gratuita sem ética profissional é outra bem diferente. por algum motivo são profissionais pagos para desempenhar uma certa função que não cabe a qualquer um.
 
Porque caso contrário, saberias que há uma população especial, pelo menos eu aprendi isso tanto no curso SBV-DAE como no TEM-TAT.

E dou-te aqui um exemplo: Ainda aqui à tempo fomos chamados para uma adolescente que estava bastante agressiva, e tinha até batido na mãe. A GNR já estava lá. Após eu ter feito a pesquisa da glicémia capliar, voilá... glicémia a 50 mg/dL. A agressividade e a fúria dela, eram uma reação fisiológica do organismo à hipoglicémia.

Imagina também um doente com historial de esquizofrenia e que vai na volta, tem uma crise e dá-me um murro bem valente em cima dos queixos (nunca me acontecei, apenas a supor). Achas que eu deva chegar ao pé dele, e responder igualmente com um murro??

Como deves calcular, e será natural que assim seja, a maior parte dos users desconhece o significado das siglas que usas frequentemente.

Porque não usar palavras simples? Ou então descodificar os acrónimos.

Lá porque eu ou tu ou o Zé Manel sabem, não significa que todos saibam.

Basta por-mo-nos do "outro lado".

Tal como no caso da Sra. Enfermeira em questão.

Notícias do Correio da Manhã, já se sabe como é.

Resta saber se a doente era assim tão perturbada ou se é mais uma das situações do costume contra os funcionários dos hospitais.
 
Como deves calcular, e será natural que assim seja, a maior parte dos users desconhece o significado das siglas que usas frequentemente.

Porque não usar palavras simples? Ou então descodificar os acrónimos.

Lá porque eu ou tu ou o Zé Manel sabem, não significa que todos saibam.

Basta por-mo-nos do "outro lado".

Tal como no caso da Sra. Enfermeira em questão.

Notícias do Correio da Manhã, já se sabe como é.

Resta saber se a doente era assim tão perturbada ou se é mais uma das situações do costume contra os funcionários dos hospitais.

Peço desculpa então: Aqui vai:

SBV-DAE: suporte básico de vida-desfibrilhação automática externa. Para quem não sabe o que é, são compressões no tórax do doente, para tentar assim "fazer" o trabalho de um batimento cardíaco em vítimas de paragem cardíaca, mais as ventilações "artiíficais" para o doente que não respira. A desfibrilhação é aquilo que as "maquinetas" chamadas de desfibrilhadores fazem, onde emite choques elétricos para tentar reverter certas arritmias malignas específicas das paragens cardíacas.Peço desculpa se não me fiz entender, mas não consigo explicar de uma forma mais fácil.

TEM-TAT é a sigla do curso técnicas de emergência médica para tripulantes de ambulância de transporte.
 
Os comportamentos dos doentes desorientados (seja por que razão for) são quase sempre virados para a maldade, sejam cuspidelas, tentativas de agressão física - murros, pontapés, mordeduras, etc, insultos verbais - e é com cada termo!... Custa muito cuidar de um doente assim, muitas vezes o que apetece mesmo é dar o troco na mesma moeda a alguém que não está a reconhecer minimamente o que se está a fazer por ele. Há algo cá por dentro que se revolve mas temos de ter um grande auto-controlo, pensar precisamente que aquela pessoa está doente e esse comportamento deriva disso. Há que tomar medidas para prevenir agressões e "fazer ouvidos moucos". É difícil mas vai do hábito! [:D]

Quanto à notícia, acho muito redutora. Se o hospital tomou tal decisão provavelmente terá outro tipo de informação que nós não sabemos. Mas neste momento não temos a versão da Enfermeira. Para julgar alguém temos de ouvir as duas partes!
 
Última edição:
Desapareceu o 24 Horas, foi substituído pelo Correio da Manhã... Este jornal é como a TVI, cria ignorantes e ponho tudo em causa o que aí aparece como notícia! Não interessa o conteúdo, quem tem culpa ou deixa de ter, o que interessa é vender com títulos de notícias escandalosas e estilo tablóide !

Ponho em causa a veracidade da notícia, pois toda gente sabe que todas as histórias têm duas partes! Qual delas a verdadeira?

Atiro para o ar, se calhar sem razão, mas vindo de onde vem a notícia, apenas a parte da utente está testemunhada e provavelmente a declaração foi alterada pelo jornal...!

É o que temos![8b]
 
Obrigado.

"O exterior de uma casa nada diz sobre a qualidade do seu interior". - O interior é naturalmente feito por quem lá habita.
Não me interpretes mal, até porque és dos users que abre dos tópicos mais interessantes do fórum.

Mas tens de compreender que a falta de alguma informação neste tópico (por falta de informação do hospital) propicia que se dê largas à imaginação, pois não temos depoimentos ou alegações de uma das pessoas visadas e também não há descrições de testemunhas oculares exteriores à família.
Podemos imaginar, conjeturar, mas nunca ir além disso, podendo correr o sério risco de estarmos a proferir falsos juízos de valor.

É óbvio que nenhum profissional pode agredir um paciente. Mas alguém sabe a versão completa dos factos? Segundo o familiar, foi violência gratuíta por parte da enfermeira. Mas segundo se leu na notícia também houve agressão para com ela. É uma boa notícia para refletir e supormos, mas da minha parte não dá para mais.

Sem ressentimentos.[;)]
 
Última edição:
Não me interpretes mal, até porque és dos users que abre dos tópicos mais interessantes do fórum.

Mas tens de compreender que a falta de alguma informação neste tópico (por falta de informação do hospital) propicia que se dê largas à imaginação, pois não temos depoimentos ou alegações de uma das pessoas visadas e também não há descrições de testemunhas oculares exteriores à família.
Podemos imaginar, conjeturar, mas nunca ir além disso, podendo correr o sério risco de estarmos a proferir falsos juízos de valor.

É óbvio que nenhum profissional pode agredir um paciente. Mas alguém sabe a versão completa dos factos? Segundo o familiar, foi violência gratuíta por parte da enfermeira. Mas segundo se leu na notícia também houve agressão para com ela. É uma boa notícia para refletir e supormos, mas da minha parte não dá para mais.

Sem ressentimentos.[;)]

Permite-me que pegue no teu tópico, isto são sempre aquelas questões que nunca se sabe sempre a verdade, porque cada um pode inventar o seu lado.
É como quando a polícia faz rusgas. Quando os jornalistas vão entrevistar as pessoas, eles dizem que logo que levaram porrada dos pés à cabeça, mas depois quando se vai a ver a verdade, ou andarama provocar a polícia, ou oferecem resistência, ou o diabo a 7.
 
Hoje li uma notícia interessante no Público... Lembrei-me de imediato da "bofetada"!

Um médico tem 15 acusações de ter molestado as pacientes... Repito, 15 (quinze, XV, 10+5)! A Ordem dos Médicos diz que não pode actuar porque nada foi provado...
Uma enfermeira é acusada de enfiar um chapo depois de levar uma cuspidela e recebe a abertura de um processo disciplinar.
Uma professora é proibida de leccionar após acusação de ter colocado fita-cola na boca de um aluno.

Tenho imensa pena desta classe social que é tão marginalizada... Muito gostava de ser ministro e tratar esta Ordem dos Médicos com o respeito que merece...
 
Mais um tópico para encher chouriços.
Sabem o que vos digo. Há coisas que me preocupam e de que pouco se fala. Há 15 dias estive nas urgências durante a noite e vi pessoas à espera (incluindo eu). No entanto entrou uma cigana que berrou, ameaçou e insultou e os médicos, e estes passaram o marido à frente. Estive depois lá dentro ao pé dele. Resultado - álcool a mais e o homem falava e esteve sentado aparentando que nada tinha. Porra, fiquei pior que estragado! Casos mais graves ficaram para trás, mas pelos vistos isto é recorrente.
A minha filha conhecia os médicos e de pois de falar com eles disse-me o motivo (como se fosse preciso) - MEDO.

Quanto ao caso, nada se conhece entre aquilo que o cunhado disse (um estupor de enfermeira que agrediu gratuitamente uma paciente) e a condenação por parte do hospital.
Não se sabe se ela o fez gratuitamente sabendo da situação clínica da paciente.
Não se sabe se ia a passar e desconhecendo a situação foi agredida e respondeu com um gesto reflexo de defesa.

Porém, se o hospital agiu daquela forma, pressupõe-se que tenha muitos mais dados do que nós que apenos nos estamos a cingir a uma notícia.
De qualquer forma, a agressão física é sempre inadmissível num local onde estão pessoas em sofrimento.
Em defesa da integridade física é uma coisa. Agressão gratuita sem ética profissional é outra bem diferente. por algum motivo são profissionais pagos para desempenhar uma certa função que não cabe a qualquer um.
É uma vergonha o que se passa nos nossos serviços de urgência hospitalar em relação ao atendimento dos indivíduos de étnia cigana.Não sei o que é mais chocante,se o desplante,a falta de respeito pelos outros doentes,e a agressividade com que estes individuos irrompem por ali dentro,ou se é a passividade da autoridade?(já os vi a rir da situação) presente só para vista,e o medo do pessoal médico,que os vai atender de rabo entre as pernas.
É o portugal decadente e sem lei nem roque no seu melhor.[:vm)][:vm)]
 
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