Doença Bipolar

A minha namorada infelizmente sofre dessa doença.

É como tive se dupla personalidade por umas horas, pode estar normal e derrepende começa a discutir,acusar,dizer coisas sem sentido,agressiva. que deixa qualquer um chatiado.

De inicio ficava chatiado, contra argumentava etc chegava a haver chatices graves.
Isto porque é dificil destingir se é mesmo ela a falar ou efeitos da doença.
Quando ela caía em sí pedia me desculpa...

Agora chegei ao ponto que quando ela começa, eu nao ligo e ignoro, por vezes custa não responder.
 
Cresci com um primo que é bipolar,tão de pressa éramos amigos como passado 5minutos estáva-me atirar com os brinquedos mas desde que começou a ser medicado é uma pessoa normal .
Cheguei a temer que estava igual ,mas tudo não passou de um susto[;)]


MS: este é um grande tópico como já nos habituaste[;)]
 
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Reações: MS
tenho uma colega de trabalho que tem.
Está-se sempre a queixar que está sozinha e que não tem ninguém para sair. Teve muitos problemas de uma relação anterior..
Quando a convido para sair nunca vem, diz que não pode, não consegue,etc..
Mete-me muita pena v~e-la assim, mas sinceramente acho que não posso fazer mais nada...
 
Ola pessoal!

Infelizmente sofro deste mal...
Embora esteja bem e no meu caso não necessite de mediação tenho de andar vigiado e tenho plena consciência que por vezes para os meus familiares é complicado. Quando tenho crises elas podem ser crises de alegria ou pleno choro.. Há alturas em que nem me apetece ver ninguém e parece que o mundo todo está contra nós outras de repente sente-se uma alegria de tal forma que parece que nos apetece berrar de alegria sem saber bem porquê... Outro sintoma é gastar compulsiva/ dinheiro... São os únicos sintomas acentuados que sinto mas que sei plenamente controlar.. De resto sei bem que a minha esposa "sofre" um pouco queixa-se que sou muito teimoso e por vezes incompreensívo devido a isto, pois nesta doença achamos sempre que sabemos tudo na perfeição e que a razão está sempre do nosso lado. Felizmente hoje em dia não tomo medicação mas já passei bastante no período da adolescência.. Depois fui melhorando e o médico tirou-me a mediação.. Mas não é fácil pra nós controlar o "bichinho" mas eu reconheço que os meus amigos (que sabem e graças a Deus compreendem) e família que por vezes é complicado lidar comigo...

Eu próprio por vezes não me sinto bem comigo mesmo porque tão depressa estou bem a rir como 5 minutos depois estou de "trombas" é um pouco complicado explicar...

Mas está um bom tópico!

Cumps :)
 
Deixo-vos um texto que encontrei sobre as doenças mentais. Tem dados interessantes sobre o que se passa em Portugal e no mundo.
Bastante pertinente o teu comentário, e poder divulgar dados sobre este aspecto para termos a noção do problema que nos confrontamos.

Como sempre tenho tentado realçar, as condições a que se devem ser criadas para o acompanhamento e suporte as estes doentes, como a uma consciencialização maior a que se sintam integrados e poder levar a vida na sua normalidade mediante os contornos da doença.

Criar actividades e apoios a que essas pessoas se possam sentir uteis á sociedade, como também um esforço de todos nós para que isso se possa proporcionar.

O apoio do Estado tem um papel fucral aqui, e não deverá minimizar isto, por outro lado, deverá sim, ser interventivo no criar de condições e alicerces para as causas que nos deparamos.

Sigo a minha opinião que estas pessoas deverão ser seguidas em ambulatório e tentando conciliar com uma vida normal e sentir-se integrados na comunidade que em muito ajudará a superar as suas dificuldades, mesmo por que vezes existindo um certo perconceito, será aqui essencial uma necessária prevenção e a mesma consciencialização das pessoas.
 
Conheço um casal em que "ela" sofre dessa doença. Infelizmente divorciaram-se...
Ela tornou a casar, mas pouco depois divorciou-se de novo.
Acredito que seja extremamente complicado lidar com doenças do foro psicológico, muito devido ao estigma social...
Para mim, encaro-o como uma doença como tantas outras, mas nem toda a gente tem o mesmo ponto de vista.
 
Atenção de da bi-polaridade à esquizofrenia, vai uma enorme distância, e uma série de etapas até lá.
Um esquizofrénico, pura e simplesmente nao consegue viver em sociedade, nem medicado, quando aceita medicação. Antes disso há várias "fases" de distúrbios de personalidade e de paranóia, só mesmo no fim, é que se chega à esquizofrenia.
 
Obrigado pelas vossas participações. Apesar de estar com pouco tempo para participar, tenho lido com toda a atenção. :)

Quando tiver maior disponibilidade, passo por cá para contar a minha (má) experiência com esta doença!
 
Eu também tenho uma GRANDE AMIGA, daquelas que uma pessoa pode contar para a vida com a mesma doença. Actualmente está a fazer de tudo para "se libertar". Já tentou uma vez e recaiu:( Actualmente como da primeira vez dou-lhe todo o apoio que merece e que consigo dar, mas como conheço pouco desta temática nunca sei como ajuda-la. Por mais que a elogie para se sentir em cima não chega.
Aquilo que mais gostaria era de a ver como quandoa conheci com aquele sorriso que ainda hoje a caracteriza apesar de tudo.
Nunca me ei-de esquecer de uma foto dela em que estava com um sorriso enorme. Por isso é que deixo aqui também o post para "me ajudarem" já que Psicologia não é o meu forte.
 
Atenção de da bi-polaridade à esquizofrenia, vai uma enorme distância, e uma série de etapas até lá.
Um esquizofrénico, pura e simplesmente nao consegue viver em sociedade, nem medicado, quando aceita medicação. Antes disso há várias "fases" de distúrbios de personalidade e de paranóia, só mesmo no fim, é que se chega à esquizofrenia.


Ou não![;)]
 
Em Portugal, há mais de 100 mil pessoas que sofrem de algum tipo de distúrbio bipolar; uma perturbação psíquica que se caracteriza por oscilações acentuadas do humor com crises repetidas de depressão e de euforia. Cada um dos doentes tem uma forma particular de manifestar a bipolaridade e de reagir ao diagnóstico, à terapeutica e ao estigma.

Pedro Paixão tinha 19 anos quando lhe foi diagnosticada a doença maniaco-depressiva. Em 1976, era esta a designação da doença bipolar. Só aos 30 anos, é que o então professor universitário de Filosofia, começou a ser acompanhado regularmente por um psiquiatra e aderiu à terapeutica. Hoje, o escritor - que abandonou a vida académica em 2005 por causa da doença - garante que aprendeu a lidar melhor com os seus humores.

No mesmo ano em que Pedro Paixão recebeu o diagnostico nascia Maria da Glória, a segunda filha de Cristina e Mário Beja Santos. Depois de uma adolescência turbulenta, Glória entraria na idade adulta no mesmo desassossego. Aos 26 anos e depois de seis meses de avaliação psiquiátrica, seria diagnosticada com a doença bipolar Tipo 1, a mais grave.
Entrava nas estatísticas da perturbação psíquica que afecta uma em cada 100 pessoas.

Grande Reportagem SIC Mentes inquietas 10-03-2009 | Vídeos Notícias | SIC Online
 
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