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Aí temos o poder neste século é o dinheiro, e o Deus também, pode não ser o único, mas determina aquase tudo á nossa volta!
Leio por aqui opiniões muito extremistas, quer para um lado quer para o outro...
Como vulgarmente se diz, "no meio está a virtude". Há sempre as duas faces de uma moeda.
Na minha modesta opinião, o segredo está no equilíbrio dos pratos da balança. Falo com conhecimento de causa uma vez que quando era muito jovem a minha família era bastante abastada e vivíamos uma vida de luxo, com empregadas/os para tudo e mais alguma coisa, condições muito acima do comum... Entretanto as coisas modificaram-se radicalmente e repentinamente por razões que não vêm agora a propósito.
Isto para dizer que já estive nos dois lados da barricada.
Sem sombra de dúvida que o dinheiro comanda o mundo, ou antes, a "cobiça" pelo dinheiro tem por trás apenas uma coisa muito mais importante: o poder. É para se conseguir poder que tanto se luta pelo dinheiro! E é por isso mesmo que quem tem muito dinheiro não pára de procurar aumentar a fortuna, porque quanto maior a fortuna, maior o poder. O dinheiro é apenas o meio para lá chegar.
A felicidade é algo muito subjectivo e discutível. O que pode significar felicidade para uns, para outros pode não ter grande ou até nenhum significado. Uma pessoa de parcas posses pode encontrar um momento de felicidade com a aquisição de um simples telemóvel enquanto que outros não ligarão nenhuma a isso. Outros poderão encontrar a felicidade num carinho sentido de uma criança, outros não ligarão nada a isso.
Obviamente que os pilares da sociedade estão alicerçados na economia, no capitalismo, todos os factores que levam ao poder, seja o poder de se comprar um avião, um barco, uma casa, um simples biscoito... tudo isto reflecte, de algum modo, uma forma de poder.
Quando se mistura o poder com a parte sentimental começa a estragar-se o desenho! São dois aspectos normalmente antagónicos.
Arriscaria dizer que o poder não tem amigos; tem apenas os interessados em apanhar as "migalhas" para tentarem, também, chegar ao mesmo patamar. Diria que é o meio mais hipócrita que se pode conhecer. Mas não que esses mesmos detentores do poder (leia-se "dinheiro") não o saibam, simplesmente têm que viver com isso.
À medida que aumenta o poder (dinheiro) aumentam as preocupações. Desiluda-se quem pensa o contrário. E pior do que isso, quando se perde o poder a vida fica muitíssimo mais difícil do que se nunca o tivesse tido!
A manutenção do poder (dinheiro) não dá grande espaço de manobra. Cria pessoas implacáveis e calculistas, mesmo que não o queiram ser e ainda que não o notem. Não significa que sejam pessoas "más" ou insensíveis; simplesmente não têm outra forma, em geral, de conduzirem as coisas de forma diferente.
Para terminar, que isto já vai longo e depois ninguém lê, ter dinheiro q.b. é o ideal para uma vida tranquila, feliz e saudável, quer a nível pessoal quer socialmente. Termino como comecei: o equilíbrio é a base da felicidade.