do deus dinheiro

Aí temos o poder neste século é o dinheiro, e o Deus também, pode não ser o único, mas determina aquase tudo á nossa volta!

Nem por isso.
Se assim fosse os países mais poderosos fariam como o antigo império romano, arrasavam países inteiros e reduziam os seus povos à escravidão.
É a cultura, o sistema de valores, o sistema politico criado que depois determina o que alguém faz com o poder que tem. Esse poder tanto poder ser a instrução, o conhecimento, como uma arma ou o dinheiro.
Outro exemplo, a pedofilia e pornografia infantil. Persistiu muito tempo no Japão até que foi extinta por pressão dos paises ocidentais. Culturas diferentes. Não vejo razões economicas para isso ter ocorrido, mas sim culturais.
Porque razão não é legal a poligamia e a poliandria? Razões culturais e não economicas.
Porque existe um SNS como temos? Razões culturais e não economicas, os sistemas de saude são muito diferentes nos paises asiaticos longe da influência cristã.

Porque vivemos em democracia? Por razões economicas? Não culturais, está enraizado o conceito de que todos os Homens nascem com igual dignidade. A democracia só tem entrado nos paises não ocidentais com bastante dificuldade.

Já que estamos num forum auto uso uma comparação com um automovel, o poder, seja ele o dinheiro ou outro (posso explicar melhor este ponto mas já me alongo demais), é como o motor do carro, a cultura de alguém, o seu sistema de valores é o volante. Mais potência no motor dá a possibilidade de andar mais depressa, mas é volante que decide para onde o carro vai.
 
Última edição:
O volante significa os teus valores, a tua forma de estar e ver a vida.
O poder que tiveres, seja ele dinheiro, capacidades, politico, militar, relacionamentos, instrução vai ser usado como? para quê?
Um carro pode ser mais ou menos potente, mas como o vais usar, para ir aonde?
 
Leio por aqui opiniões muito extremistas, quer para um lado quer para o outro...

Como vulgarmente se diz, "no meio está a virtude". Há sempre as duas faces de uma moeda.

Na minha modesta opinião, o segredo está no equilíbrio dos pratos da balança. Falo com conhecimento de causa uma vez que quando era muito jovem a minha família era bastante abastada e vivíamos uma vida de luxo, com empregadas/os para tudo e mais alguma coisa, condições muito acima do comum... Entretanto as coisas modificaram-se radicalmente e repentinamente por razões que não vêm agora a propósito.

Isto para dizer que já estive nos dois lados da barricada.

Sem sombra de dúvida que o dinheiro comanda o mundo, ou antes, a "cobiça" pelo dinheiro tem por trás apenas uma coisa muito mais importante: o poder. É para se conseguir poder que tanto se luta pelo dinheiro! E é por isso mesmo que quem tem muito dinheiro não pára de procurar aumentar a fortuna, porque quanto maior a fortuna, maior o poder. O dinheiro é apenas o meio para lá chegar.

A felicidade é algo muito subjectivo e discutível. O que pode significar felicidade para uns, para outros pode não ter grande ou até nenhum significado. Uma pessoa de parcas posses pode encontrar um momento de felicidade com a aquisição de um simples telemóvel enquanto que outros não ligarão nenhuma a isso. Outros poderão encontrar a felicidade num carinho sentido de uma criança, outros não ligarão nada a isso.

Obviamente que os pilares da sociedade estão alicerçados na economia, no capitalismo, todos os factores que levam ao poder, seja o poder de se comprar um avião, um barco, uma casa, um simples biscoito... tudo isto reflecte, de algum modo, uma forma de poder.

Quando se mistura o poder com a parte sentimental começa a estragar-se o desenho! São dois aspectos normalmente antagónicos.

Arriscaria dizer que o poder não tem amigos; tem apenas os interessados em apanhar as "migalhas" para tentarem, também, chegar ao mesmo patamar. Diria que é o meio mais hipócrita que se pode conhecer. Mas não que esses mesmos detentores do poder (leia-se "dinheiro") não o saibam, simplesmente têm que viver com isso.

À medida que aumenta o poder (dinheiro) aumentam as preocupações. Desiluda-se quem pensa o contrário. E pior do que isso, quando se perde o poder a vida fica muitíssimo mais difícil do que se nunca o tivesse tido!

A manutenção do poder (dinheiro) não dá grande espaço de manobra. Cria pessoas implacáveis e calculistas, mesmo que não o queiram ser e ainda que não o notem. Não significa que sejam pessoas "más" ou insensíveis; simplesmente não têm outra forma, em geral, de conduzirem as coisas de forma diferente.

Para terminar, que isto já vai longo e depois ninguém lê, ter dinheiro q.b. é o ideal para uma vida tranquila, feliz e saudável, quer a nível pessoal quer socialmente. Termino como comecei: o equilíbrio é a base da felicidade.

Grande post, parabéns! Tenho andado a ler este tópico mas não me tinha pronunciado (até porque estava assim meio novela...).
O meu pensamento sobre a questão está reflectida neste teu post (se calhar o teu post vai um pouco mais além).
Referes que há um equilíbrio, e mesmo esse equilíbrio é relativo porque cada um de nós, certamente saberá onde ele se encontra.
 
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