[Economia] Dívidas

Meu Caro

Não sei, naturalmente, a idade, rendimento, despesas e padrão de vida da senhora - nem sei se ela tem propensão para a asneira.

Penso que a saída certa é a insolvência. É duro, muito penoso, mas dá à pessoa um recomeço ao fim de uns cinco anos, com exoneração do passivo. Claro que a casa vai à vida.

Eu, no teu caso, consultaria de imediato um advogado, para te aconselhares. Não será uma, duas ou três consultas que te vão levar à falência. Tens que estar bem seguro nisto tudo, porque o que está mal pode sempre piorar.

A tua sogra terá uma capacidade grande de persuasão sobre a tua mulher - e está desesperada. Se não tomas as atitudes certas, arriscas-te a acabar sem mulher e com dívidas. Claro que nesse caso ficas sem sogra também, mas isso nem é mau.

E nunca esqueças que há gente com propensão para criar dívidas. Vocês podem entalar-se para lhas pagar e ela criar novas dívidas mais depressa do que vocês as pagam. Nesse aspecto uma insolvência pode ser uma segurança.

Situações muito difíceis exigem actuação inteligente e rápida.
 
acho engraçado as várias opiniões que dizem : "ainda se fosse a tua mãe"

para mim o casal é uno, e ser a mãe de um ou a de outro é perfeitamente igual para as decisões,

como a maioria concordo que não deves meter o vosso (casal) pescoço no cepo com créditos para resolver estes créditos,

eu dividiria as responsabilidades em 3 categorias e 3 tratamentos diferentes

- as bancárias - que se amanhem, deixava cair tudo

- as particulares - teriam de ser cuidadosamente analisadas ,
. foi a uma D Branca, com juros agiotas? que se amanhe como os bancos
. foi a uma pessoa amiga, que até fez um esforço para fazer o tal empréstimo, com juros razoáveis ou até nulos? assumam o seu pagamento faseado sem ir ao banco pedir, simplesmente tomem a posição da sogra

- o fiador , de acordo com ele deixem que as reponsabilidades caiam sobre ele e em simultáneo paguem-lhas, isto é o banco cai com 200€ ou 300€ mensais em cima do fiador, vocês dão 200 ou 300 ao fiador

deste modo encontram uma saída minimamente honrosa, sem ir pedir novos créditos,

os acordos para estes dois possíveis pagamentos devem ser verbais e não assumir posições contratuais, se houve confiança para emprestar e ser fiador também a haverá para aceitar essa palavra, não são vocês que vão pagar as dívidas, vão é dar à sogra , mensalmente, o necessário para suprir esses compromissos entregando directamente aos credores o tal valor

se, no futuro, algo não vos correr bem (salvo seja) , volta tudo á estaca zero , mas as responsabilidades são ainda da sogra

isto a minha opinião, com base nos dados presentes, e vale o que vale
assumo claro que para pagar estas coisas à sogra não ficam tesos e apesar de não ser pera doce não seja algo que comprometa a vossa vida

força com isso,

trek
 
Última edição:
Tenho acompanhado e apesar de já terem dito tudo, mais uma opinião é dada.

Podia fazer quote de N de posts que muitos users disseram e muito bem, do que acham que se devia fazer, mas vou tentar ser breve.

NÃO METAS O TEU NOME AO BARULHO, POR CAUSA DE FAMÍLIA DE "CONVENIÊNCIA"/EMPRESTADA, NEM QUE FOSSE FAMÍLIA DE SANGUE.

Ainda para mais sendo o motivo das dívidas pouco esclarecedor, provavelmente quando o descobrires, vais-te arrepender por cobrires indirectamente pessoas que usufruiram do dinheiro (que agora assobiam para o lado), para além da tua sogra.
 
Ele há histórias do diabo. Provavelmente a sogra andou a sustentar um marmanjo, a jogar nas slots, a pagar à bruxa ou a dar para a IURD.

Mantém-te longe da sogra, nem que para isso tenhas que empandeirar a Maria. Caso contrário, ainda acabas sozinho e com as dívidas da sogra.

Um em cada dois casamentos acaba em divórcio, de per si. Não precisas de uma sogra a ajudar a que isso aconteça. Mantém a distância. As mulheres são capazes de coisas inimagináveis.
 
Última edição:
Ele há histórias do diabo. Provavelmente a sogra andou a sustentar um marmanjo, a jogar nas slots, a pagar à bruxa ou a dar para a IURD.

Mantém-te longe da sogra, nem que para isso tenhas que empandeirar a Maria. Caso contrário, ainda acabas sozinho e com as dívidas da sogra.

Puro e duro, mas tal como tu penso o mesmo.
 
Actualizando:

Após termos discutido entre nós o que fazer, chegamos à conclusão de que os particulares para já iriam ficar a arder (e iríamos pagando à medida que desse) e que iríamos tentar negociar com os bancos e com as instituições de crédito imediato. Se quanto ao banco onde está o crédito habitação correu ou está a correr tudo bem, uma vez que está encaminhado um pedido de carência de 12 meses que permitirá baixar bastante a mensalidade, dinheiro esse que poderá ser utilizado para pagar parte das outras prestações, no que concerne às outras instituições parece que o tiro acaba por saír pela culatra.

Tinhamos ideia de que acima de tudo eles prefeririam resolver as coisas a bem, nem que isso tivesse de implicar uma renegociação dos valores, dilatando o prazo dos empréstimos, pelo que fizemos contas e decidimos propôr que em 2 ou 3 desses empréstimos (que são verdadeiramente assassinos, com juros na volta dos 30%) se passasse a pagar cerca de 1/3 da mensalidade. Valor que poderia ser garantido pelos filhos. Ora, parece que eles fecharam a porta a essa hipótese.

E com isto voltou ou vai voltar para cima da mesa a pior hipótese possível: empréstimo de um dos filhos, no caso a minha esposa, para pagar a dívida desses empréstimos.

Entretanto há aqui um pormenor que creio ainda não ter dito e que pode estar a induzir em erro algumas opiniões. É que quando falo em esposa, na verdade apenas estamos a viver em regime de união de facto. E daí o facto de eu ter dito que no meu nome não ia pedir nada, estando a fazer o máximo dos máximos para também não ser pedido nada em nome dela. Já consegui fazer com que ela falasse com uma amiga, para ver qual a opinião dela, que obviamente foi igual à minha e à da maior parte das pessoas que comentaram aqui.

Mas a corda está a esticar. Sobretudo porque a advogada que nós arranjamos, após conhecer o caso e sabendo da vontade (óbvia, digo eu) dos filhos em ajudar, disse que a melhor opção era não levar o caso para a insolvência.

A senhora entretanto se não está com uma depressão para lá caminha a passos largos.

A minha dúvida agora é esta: será que estas instituições de crédito (uma delas é o Citibank) não estarão apenas a esticar a corda, e que se nós decidirmos mesmo não pagar para já enquanto eles não acederem a rever as condições contratuais não acabam por aceitar em sentar-se a uma mesa para discutir as possíveis soluções para este caso?

Ou será que irão imediatamente para a justiça e para a penhora do ordenado da senhora?
 
Acho dificil uma instituição de credito partir para o contecioso quando existe vontade do cliente em resolver a situação, eles só activam letras e livranças quando o cliente não dá mesmo feeback ou mostra indisponibilidade em tentar resolver a situação....

Ele querem mesmo é o dinheiro....bens e chatisses, só mesmo em ultimo caso.
 
Acho dificil uma instituição de credito partir para o contecioso quando existe vontade do cliente em resolver a situação, eles só activam letras e livranças quando o cliente não dá mesmo feeback ou mostra indisponibilidade em tentar resolver a situação....

Ele querem mesmo é o dinheiro....bens e chatisses, só mesmo em ultimo caso.

É ou era exactamente essa a minha ideia. Mas há pouco liga-me a minha esposa muito chorosa a dizer que 2 delas rejeitaram liminarmente. Nomeadamente o Citibank.
 
Então pergunta-lhes qual é a solução que eles propoem....!!! DIz-lhes directamente que a Srª não pode pagar, qual é a solução que eles propoem....passa a bola para o lado deles.
 
Actualizando:

Após termos discutido entre nós o que fazer, chegamos à conclusão de que os particulares para já iriam ficar a arder (e iríamos pagando à medida que desse) e que iríamos tentar negociar com os bancos e com as instituições de crédito imediato. Se quanto ao banco onde está o crédito habitação correu ou está a correr tudo bem, uma vez que está encaminhado um pedido de carência de 12 meses que permitirá baixar bastante a mensalidade, dinheiro esse que poderá ser utilizado para pagar parte das outras prestações, no que concerne às outras instituições parece que o tiro acaba por saír pela culatra.

Tinhamos ideia de que acima de tudo eles prefeririam resolver as coisas a bem, nem que isso tivesse de implicar uma renegociação dos valores, dilatando o prazo dos empréstimos, pelo que fizemos contas e decidimos propôr que em 2 ou 3 desses empréstimos (que são verdadeiramente assassinos, com juros na volta dos 30%) se passasse a pagar cerca de 1/3 da mensalidade. Valor que poderia ser garantido pelos filhos. Ora, parece que eles fecharam a porta a essa hipótese.

E com isto voltou ou vai voltar para cima da mesa a pior hipótese possível: empréstimo de um dos filhos, no caso a minha esposa, para pagar a dívida desses empréstimos.

Entretanto há aqui um pormenor que creio ainda não ter dito e que pode estar a induzir em erro algumas opiniões. É que quando falo em esposa, na verdade apenas estamos a viver em regime de união de facto. E daí o facto de eu ter dito que no meu nome não ia pedir nada, estando a fazer o máximo dos máximos para também não ser pedido nada em nome dela. Já consegui fazer com que ela falasse com uma amiga, para ver qual a opinião dela, que obviamente foi igual à minha e à da maior parte das pessoas que comentaram aqui.

Mas a corda está a esticar. Sobretudo porque a advogada que nós arranjamos, após conhecer o caso e sabendo da vontade (óbvia, digo eu) dos filhos em ajudar, disse que a melhor opção era não levar o caso para a insolvência.

A senhora entretanto se não está com uma depressão para lá caminha a passos largos.

A minha dúvida agora é esta: será que estas instituições de crédito (uma delas é o Citibank) não estarão apenas a esticar a corda, e que se nós decidirmos mesmo não pagar para já enquanto eles não acederem a rever as condições contratuais não acabam por aceitar em sentar-se a uma mesa para discutir as possíveis soluções para este caso?

Ou será que irão imediatamente para a justiça e para a penhora do ordenado da senhora?

Em primeiro lugar não deves em caso algum emprestar dinheiro. O problema da tua sogra só a ela e quanto muito aos filhos diz respeito, nunca a ti.

Mas já sabes a que se devem as dívidas? Caso não saibas, acho sinceramente que estás com as prioridades trocadas.
É óbvio que a primeira coisa é saber onde a tua sogra estourou o €€€, se ela não quiser dizer isso, nem apoio moral dás, é tão simples como isso.

E mais, tu nem sequer estás casado... Vais-te meter em chatices por causa de uma pessoa que a ti não te diz nada, que nem sequer se dá ao trabalho de dizer onde estourou o €€, e que depois faz-se de vítima quando lhe perguntam?

A tua mulher (que não é tua mulher mas pronto), quiser fazer alguma coisa isso é lá com ela, mas agora tu nunca mas nunca te metas nisso, mas pela tua conversa vejo que mais cedo ou mais tarde irás ceder.

Quanto a essas instituiçoes financeiras, são os chamados "subprime lenders", que emprestam dinheiro a pessoas que não arranjariam crédito de outra forma, cobrando juros altíssimos (cobrem assim o risco). Quanto a elas serem "ilegais", só vai lá quem quer. Quem saiba fazer uma multiplicação vê logo quanto vai pagar a mais...

Cumprimentos.
 
continuo sem perceber a razão de não deixarem isto ir para tribunal.
não tem como pagar e perante a idade da senhora,mais vale ser assim,sem lixar a vida a ninguém da família.

para ajudar na festa nem sabem e pelos vistos nem nunca vão saber onde foi esse dinheiro todo,ou seja isso e metade do valor de uma casa, para a maior parte da população de Portugal,consegue muito a rasca uma casa de 100mil(na minha zona)

ou seja esse valor e qualquer coisa como 20 anos de prestações ao banco (renda da casa) em um empréstimo a 40 anos[;)]

ou seja alguém levou uma **** de vida pelos vistos a comer lagosta todos os dias, e agora que esta com os pés na reforma,além de não se chibar do que fez e onde estourou,vai meter os restantes membros da família ao barulho[8b]

eu tinha vergonha mesmo muita de saber que ia entalar a minha filha em dividas,para eu ficar safo os restos dos dias (vá mais uns 10 anos) enquanto ia continuar há grande ,a minha filha e restantes iam se afundar em dividas[8b][8b][8b][8b][8b]

sem comentários que ate fico doente.
SupermanTorras companheiro salta desse barco,antes que te arrependas e muito.

se quem esta a partilhar a tua vida não compreender então tens bom remédio,custa,doí,mas no fim passa e segues para outra.


 
Última edição:
Isto é off-topic mas faz-me impressão esta maneira de pensar. Se ela vive com ele, dorme com ele, partilha a vida com ele, não é por não ter assinado a porcaria de um papel que deixa de ser mulher dele.

Claro que é completamente diferente, está comprovado em vários estudos que tudo corre bem na união de facto, mas no casamento 1 ou 2 meses e separam-se. Conheço N casos, e nas resvistas das especialidades, e na internet encontras milhares de casos assim. Pois é assim amigo, viver junto é uma coisa, mas quando assinas o papelzinho, é completamente diferente, mas completamente.

Tudo muda, no plano psicológico então é uma mudança brutal, pois aquela mulher é tua até ao fim da vida (ou até ao divorcio, mas pronto).

Não compares uma coisa com a outra, pois é completamente diferente.

Cumprimentos.
 
Já exploraram soluções de crédito consolidado? Falem com uma dessas agências de aconselhamento financeiro a ver o que eles conseguem arranjar.
 
Sem saber onde foi usado o dinheiro, eu nem sequer me preocupava com a senhora.

Sejas tu ou a tua "esposa" a se comprometeram tanto faz. Mesmo que não te metam ao barulho, se vives com ela vives em economia comum. Se ela meter uma dívida às costas vai estar a sobrecarregar-te a ti indirectamente (e isto seria inaceitável, a não ser por comum acordo dos dois).

De qualquer modo, sem saber para onde foi o dinheiro, nunca aceitaria que directa ou indirectamente fosse envolvido na resolução da situação.

Boa sorte!
 
Não se precipitem, primeiro ponderem todas as saídas. Pede aconselhamento à Deco, pois eles tratam de imensos casos de sobreendividamento.
 
Vou ser curto e grosso: SE AINDA FOSSES CASADO, era uma coisa,mas sem seres casado nem pensar!

Além disso, uma pessoa minimamente idónea e honesta não arrastava a filha e muito menos um "companheiro" da filha, para este imbróglio sendo mais um imbróglio financeiro!:sh)

Ajudar sim, com ajuda nos processos, com disponibilidade, com perdas de tempo, isso sim, acho que fazes bem pois sempre é a mãe da pessoa com quem compartilhas a tua vida (estou na mesma situação e compreendo-te), agora contrair dividas por ela, nem pensar!

Ainda mais não se sabendo a historia toda...:sh)

E mesmo a tua companheira, ajuda-a aconselhando-a também pois isto pode ser extremamente danoso (já deve estar a ser) para a vossa relação tanto a curto-médio prazo como até a longo...Têm que pensar também em vocês!
 
Ainda ontem se contactou a advogada e enviou-se um e-mail com todas as dívidas existentes para com estas empresas de crédito imediato, para verificar a viabilidade de ser esta a entrar em contacto com aquelas para se tentar arranjar uma solução de compromisso, isto é, a diminuição das mensalidades de forma a que a minha sogra e os respectivos filhos consigam fazer face às mesmas. E repare-se que já nem se está a pensar (salvo seja) nas imensas divídas a particulares. Que também terão de ser resolvidas.

Eu entendo as opiniões que se dizem, nomeadamente aquelas que quase que diabolizam a senhora, mas isso só acontece porque não conhecem o caso. É óbvio que é criticável mas não creio que haja aqui o factor negativo que lhe querem dar. Isto pelos vistos é uma bola de neve que se arrasta desde meados de 2006, e tendo em conta alguns acontecimentos surgidos nessa altura (na esfera familiar) tudo indica que a sua ajuda monetária para com algumas pessoas era um facto. E quando não tinha para ajudar, pedia emprestado....é ridículo, bem sei, sobretudo porque algumas destas taxas de juro só são aceites por pessoas que ou estão muito desesperadas ou que têm muita falta de discernimento no que à gestão do seu dinheiro diz respeito. Se não ambas.

A minha posição de mau da fita cá continua, mas mais esbatida, uma vez que entretanto uma outra amiga da minha esposa já a aconselhou igualmente e também esta referiu que pedir um empréstimo era a última coisa que se deveria fazer.

IIdEvIlFiReII, não se pode ir para a justiça porque há um fiador envolvido. Fiador esse que não querem(os) prejudicar.
 
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