Devo abater o meu cão?

Viva!
Antes de mais obrigado por todos os posts, não estava à espera de ter que ler tanto hoje [;)]
O cão voltou hoje do veterinário, o inchaço lateral eram apenas gases (pois come e faz a digestão deitado), e esvaziaam-lhe a bexiga.
Ele mostra sinais de evolução, abana o rabo, tem reflexos nas patas traseiras e sente todos os dedos, apenas ainda nao tem sensibilidade no fundo das costas. Continuamos com fisioterapia que ele já se habituou, e um conhecido que a faz tem realmente muito jeito e experiência pois teve que fazer o mesmo com a cadela dele que hoje em dia já corre e salta. Mas tinha 1 ano.

O cão nao me parece estar em sofrimento. Nunca gane, está espertinho, tem apetite, e gosta muito de ir à rua. Acho que ainda é muito cedo para tomar una decisão, ele foi operado há pouco mais de 10 dias
 
Acho que nesta, como na maioria dos dilemas semelhantes, é necessário fazer um balanço, mas não é um balanço muito objectivo de se fazer. Há que ver se o sofrimento por que passa tem algum benefício ou não, e há que ver se o sofrimento suplanta a vivência normal.

Vou tentar exemplificar o que estou a dizer. Imaginemos que falamos de um cancro que se sabe possibilitar, regra geral, um ano de vida. Com tratamentos e sofrimento que daí advém consegue-se extender esse prazo em mais um ano. Valerá a pena extender a longevidade para prolongar o sofrimento? Eu acho que não. Mas este caso não me parece assim tão óbvio. Pelo que depreendo das tuas palavras existem alguns episódios de sofrimento, mas esporádicos e que não traduzem de forma nenhuma a maioria do tempo. Dessa forma, acho que enquanto as condicionantes se mantiverem assim não é necessário abatê-lo.
 
Se é assim não o mates.
Para que matar o cao se ele não tem dores?

Ontem quando fiz o post a coisa estava complicada, ele estava muito inchado. Também me custa imenso vê-lo ali no parque dele dias a fio, e o arrastar das duas patas traseiras como se fossem sacos de carne também não é uma coisa que eu goste de ver. Por momentos pensei que hoje não ia voltar com ele do veterinário.

Agora estou mais calmo e o cão está melhor. Vou dar uma oportunidade à fisioterapia. Também já pensei em comprar uma coisa destas, o que acham? Assim sempre fazia algum exercício, ia à rua. Acho que era uma ajuda enorme para o cão não perder a vontade de viver.
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Custam uns 150€ e são indicadas para cães exactamente no mesmo estado que o meu.
 
A cadeira de rodas foi a minha sugestão, é perfeitamente indicado para casos como o teu, mas tens de ter vários cuidados com a dita, um deles é nunca deixar o cão na cadeira sem supervisão.

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Última edição:
Pouco mais te posso dizer do que tudo aquilo que já aqui foi dito e que manifesta a conflitualidade de estados de espírito que assola qualquer pessoa nestes casos.
Esperares para ver como evolui a situação foi a melhor opção e uma atitude de bom senso.

Essa atitude, o facto de pedires conselhos e de teres gasto dinheiro na cirurgia e recuperação, são por si só de louvar e merecem todo o meu aplauso.

Há muita gente que à 1ª dificuldade abandonam o animal à sua sorte ou o mandam logo abater.
A tua preocupação com o cãozinho deixa qualquer um de nós com grande tranquilidade por saber que está entregue em boas mãos.

Dar-lhe uma oportunidade de viver é tão nobre quanto adormece-lo caso ele sofra dores e comece a definhar. No meio deste drama, acaba por ser um cão com sorte por ter uma família assim.[;)]
Aguarda e deixa o tempo ajudar na tua decisão.
 
Pelo que se lê aqui, parece confirmar-se a "teoria" de que os cães de raça normalmente têm uma saúde mais frágil que os "rafeiros". [s)]

É verdade.
Décadas de incesto dentro de uma raça, arrastaram imensos problemas genéticos de trás. Quanto mais puro for o cão, hoje em dia, mais propenso a problemas será.



O que dizem o fisioterapeuta e o veterinário? Se for indicado para o problema que ele tem, força nisso.
A cadeira de rodas foi a minha sugestão, é perfeitamente indicado para casos como o teu, mas tens de ter vários cuidados com a dita, um deles é nunca deixar o cão na cadeira sem supervisão.

Já falei com a minha irmã sobre isso. Parece que não é mesmo a melhor ideia.
Essas cadeiras de rodas são indicadas para cães que perderam permanentemente a mobilidade traseira, ou que partiram as patas.
Se o meu cão a começasse a usar ele iria basicamente esquecer-se que tinha patas traseiras, os músculos iriam continuar a atrofiar e ele nunca mais andaria.
Agora é fulcral fazer exercício às patas traseiras do cão e quase que obrigá-lo a tentar manter-se de pé e a não se arrastar. Não se pode esquecer das patas traseiras para as ir começando a usar novamente à medida que ganha força.



Pouco mais te posso dizer do que tudo aquilo que já aqui foi dito e que manifesta a conflitualidade de estados de espírito que assola qualquer pessoa nestes casos.
Esperares para ver como evolui a situação foi a melhor opção e uma atitude de bom senso.

Essa atitude, o facto de pedires conselhos e de teres gasto dinheiro na cirurgia e recuperação, são por si só de louvar e merecem todo o meu aplauso.

Há muita gente que à 1ª dificuldade abandonam o animal à sua sorte ou o mandam logo abater.
A tua preocupação com o cãozinho deixa qualquer um de nós com grande tranquilidade por saber que está entregue em boas mãos.

Dar-lhe uma oportunidade de viver é tão nobre quanto adormece-lo caso ele sofra dores e comece a definhar. No meio deste drama, acaba por ser um cão com sorte por ter uma família assim.[;)]
Aguarda e deixa o tempo ajudar na tua decisão.

Muito obrigado [;)]
Para as pessoas que consideram o cão como um elemento importante da família, acho que fariam o mesmo dentro das suas possibilidades.
Tenho a sorte de ter crescido rodeado de animais e de ter uma irmã veterinária que realmente está a dar um acompanhamento extraordinário ao cão.
 
Depois de ler só pergunto uma coisa... Só por ser um animal, não merece ser levado um sacrifício de recuperação até ao fim como se fosse um ser humano? Por muito difícil que esteja, só se desiste no fim. E se vai tendo melhorias na sensibilidade nas patas, é sinal que está a andar para a frente. Da-lhe uma oportunidade, vai-te ficar grato para o resto da vida. [;)]
 
Depois de ler só pergunto uma coisa... Só por ser um animal, não merece ser levado um sacrifício de recuperação até ao fim como se fosse um ser humano? Por muito difícil que esteja, só se desiste no fim. E se vai tendo melhorias na sensibilidade nas patas, é sinal que está a andar para a frente. Da-lhe uma oportunidade, vai-te ficar grato para o resto da vida. [;)]

O problema é que nos humanos muitas vezes se leva o sacrifício longe demais. Prolongar vida com alguma qualidade sim. Prolongar só para se causar sofrimento, não.
 
É verdade.
Décadas de incesto dentro de uma raça, arrastaram imensos problemas genéticos de trás. Quanto mais puro for o cão, hoje em dia, mais propenso a problemas será.

Desculpa mas isso é mentira.

Nos primórdios da canicultura, houve efectivamente muita criação com recurso a cruzamentos entre familiares, houve muita consanguinidade, mas hoje em dia, salvo algumas excepções, os criadores cada vez mais trabalham no sentido de abolir determinados problemas genéticos. Infelizmente ainda há é demasiados criadeiros de vão de escada que não têm qualquer cuidado nem tão pouco critérios na criação, e quem paga são sempre os mesmos.

O meu dobermann mais velho faleceu com 14 anos, é uma linda idade para um cão de porte grande.

Todos os cães têm problemas, as diferenças são que muitos acabam por morrer, por vezes sem nunca ter conhecido um dono, e aí prevalece a lei do mais forte, a natureza em toda a sua plenitude.
 
Daquilo que sei a "teoria" pode ter algum sentido, mas a perspectiva não é bem essa. A Natureza tem por costume fazer com que os machos tentem dissiminar a sua génese pelo maior número de fêmeas possível, criando misturas de ADN muito variadas. Isto serve o propósito de criar combinações com mais qualidade que surgem depois pela selecção natural propriamente dita. As misturas de ADN servem também para criar "soluções" para alguns problemas genéticos fornecendo possibilidades de correcção de defeitos que de outra forma se propagariam sem fim. Claro que também cria outros, mas num global trará mais benefícios que malefícios.
 
Daquilo que sei a "teoria" pode ter algum sentido, mas a perspectiva não é bem essa. A Natureza tem por costume fazer com que os machos tentem dissiminar a sua génese pelo maior número de fêmeas possível, criando misturas de ADN muito variadas. Isto serve o propósito de criar combinações com mais qualidade que surgem depois pela selecção natural propriamente dita. As misturas de ADN servem também para criar "soluções" para alguns problemas genéticos fornecendo possibilidades de correcção de defeitos que de outra forma se propagariam sem fim. Claro que também cria outros, mas num global trará mais benefícios que malefícios.

A natureza há muito que não interfere na multiplicação dos cães, as raças foram criadas pelo Ser Humano e este é o único responsável pelo que faz, na natureza existe apenas o Canis lupus familiaris.[;)]
O inbreeding é um método ainda usado, mas tem de ser BEM usado e por quem efectivamente sabe o que está a fazer, e pode ser benéfico. Conhecimentos de genética são fundamentais para esta prática.
 
Desculpa mas isso é mentira.

Nos primórdios da canicultura, houve efectivamente muita criação com recurso a cruzamentos entre familiares, houve muita consanguinidade, mas hoje em dia, salvo algumas excepções, os criadores cada vez mais trabalham no sentido de abolir determinados problemas genéticos. Infelizmente ainda há é demasiados criadeiros de vão de escada que não têm qualquer cuidado nem tão pouco critérios na criação, e quem paga são sempre os mesmos.

O meu dobermann mais velho faleceu com 14 anos, é uma linda idade para um cão de porte grande.

Todos os cães têm problemas, as diferenças são que muitos acabam por morrer, por vezes sem nunca ter conhecido um dono, e aí prevalece a lei do mais forte, a natureza em toda a sua plenitude.

Eu tenho 4 cães, todos eles de raça.
Tenho este Teckel que sempre teve problemas de costas. Toda a raça tem problemas crónicos de costas pois tens uma coisa chamada "Kennel Club" que é uma organização que define as característicasde cada raça. No caso do teckel e dos salsichas no geral, perna curtas, dorso longo e peito inchado são a receita de um teckel de concurso. Portanto, após anos de cruzamentos na estupida tentativa de perseguir esse ideal de cão hoje temos uma raça com problemas crónicos.
Tenho dois Bracos Alemães, um com 11 e outra com 5 anos. Nunca me deram o mínimo problema, são cães estupendamente felizes e saudáveis, mas é óbvio que são de uma raça muito robusta. Uma raça em que os ideais perseguidos foram esses mesmo da robustez, força e longevidade.
A mais nova adição é a cadela da minha irmã, uma Cavalier King Charles. Quando a comprou todos os seus colegas veterinários disseram que estava maluca. Pois é talvez das raças mais propensas a problemas. 90% dos cães desta raça desenvolvem problemas graves de coração até aos 2 anos. Problemas oculares e craniais também são muito comuns. Graças a Deus a nossa já vai com 3 ou 4 anos e sem qualquer problema, além de ter energia que parece que não acaba. [:D]

Cada caso é um caso, e eu sei que hoje em dia tens criadores que são pessoas conscientes e adoram tanto como nós os animais. Mas grande parte dos estragos já estão feitos. São poucos os cães de raça que não têm genes com problemas. E, num animal que tem um traço genético de pais e filhos tão linear, é praticamente impossível impedir que os cachorros nasçam propensos a ter problemas iguais.

Aconselho-te a ver um excelente documentário da BBC (penso eu) infelizmente não sei o nome mas é qualquer coisa relacionada com "Dog Breeds" Evolution ou uma coisa do género. Fala destes mesmos problemas, explica as suas raíze e o que está a ser feito para o evitar.
 
Eu tenho 4 cães, todos eles de raça.
Tenho este Teckel que sempre teve problemas de costas. Toda a raça tem problemas crónicos de costas pois tens uma coisa chamada "Kennel Club" que é uma organização que define as característicasde cada raça. No caso do teckel e dos salsichas no geral, perna curtas, dorso longo e peito inchado são a receita de um teckel de concurso. Portanto, após anos de cruzamentos na estupida tentativa de perseguir esse ideal de cão hoje temos uma raça com problemas crónicos.
Tenho dois Bracos Alemães, um com 11 e outra com 5 anos. Nunca me deram o mínimo problema, são cães estupendamente felizes e saudáveis, mas é óbvio que são de uma raça muito robusta. Uma raça em que os ideais perseguidos foram esses mesmo da robustez, força e longevidade.
A mais nova adição é a cadela da minha irmã, uma Cavalier King Charles. Quando a comprou todos os seus colegas veterinários disseram que estava maluca. Pois é talvez das raças mais propensas a problemas. 90% dos cães desta raça desenvolvem problemas graves de coração até aos 2 anos. Problemas oculares e craniais também são muito comuns. Graças a Deus a nossa já vai com 3 ou 4 anos e sem qualquer problema, além de ter energia que parece que não acaba. [:D]

Cada caso é um caso, e eu sei que hoje em dia tens criadores que são pessoas conscientes e adoram tanto como nós os animais. Mas grande parte dos estragos já estão feitos. São poucos os cães de raça que não têm genes com problemas. E, num animal que tem um traço genético de pais e filhos tão linear, é praticamente impossível impedir que os cachorros nasçam propensos a ter problemas iguais.

Aconselho-te a ver um excelente documentário da BBC (penso eu) infelizmente não sei o nome mas é qualquer coisa relacionada com "Dog Breeds" Evolution ou uma coisa do género. Fala destes mesmos problemas, explica as suas raíze e o que está a ser feito para o evitar.

Há raças que são "aberrações" como o bulldog inglês por exemplo, que nem sequer se consegue reproduzir de forma natural e os partos acabam 90% das vezes em cesarianas, e os pequenois que têm problemas respiratórios graves por razões óbvias, etc etc...

Essa reportagem da BBC, que eu obviamente conheço e já vi, é das coisas mais facciosas, falsas e estúpidas que eu alguma vez vi. Eles conseguem reunir numa só reportagem, TUDO que o que há de PÉSSIMO na canicultura, conseguem reunir tudo o que há de errado na canicultura, conseguem mostrar de uma forma muito condensada tudo o que os bons Criadores e defensores da verdadeira canicultura abominam e lutam diariamente para abolir. Essa não é a regra, felizmente, já há muito bons Criadores em todo o mundo de todas as raças[;)]
 
A natureza há muito que não interfere na multiplicação dos cães, as raças foram criadas pelo Ser Humano e este é o único responsável pelo que faz, na natureza existe apenas o Canis lupus familiaris.[;)]
O inbreeding é um método ainda usado, mas tem de ser BEM usado e por quem efectivamente sabe o que está a fazer, e pode ser benéfico. Conhecimentos de genética são fundamentais para esta prática.

Isso não se aplica aos rafeiros. Os rafeiros beneficiam da mistura. Mas como disse, nem sempre é benéfico. Às vezes é a mistura que provoca fragilidade.
 
Há raças que são "aberrações" como o bulldog inglês por exemplo, que nem sequer se consegue reproduzir de forma natural e os partos acabam 90% das vezes em cesarianas, e os pequenois que têm problemas respiratórios graves por razões óbvias, etc etc...

Essa reportagem da BBC, que eu obviamente conheço e já vi, é das coisas mais facciosas, falsas e estúpidas que eu alguma vez vi. Eles conseguem reunir numa só reportagem, TUDO que o que há de PÉSSIMO na canicultura, conseguem reunir tudo o que há de errado na canicultura, conseguem mostrar de uma forma muito condensada tudo o que os bons Criadores e defensores da verdadeira canicultura abominam e lutam diariamente para abolir. Essa não é a regra, felizmente, já há muito bons Criadores em todo o mundo de todas as raças[;)]

Eu sei e concordo contigo.
Estou do teu lado quando dizes que a reportagem é facciosa. Sim, foi feita de forma a chocar mas não acho que isso a invalide. Claro que é preciso ter o senso e perceber o que foi colocado para impressionar e o que realmente é conteúdo útil.
 
Eu sei e concordo contigo.
Estou do teu lado quando dizes que a reportagem é facciosa. Sim, foi feita de forma a chocar mas não acho que isso a invalide. Claro que é preciso ter o senso e perceber o que foi colocado para impressionar e o que realmente é conteúdo útil.

Há de tudo no mundo da canicultura, e espanta-te, até há criadores que depois de exporem um cão da sua criação, que recolheu pontos suficientes para se sagrar campeão de Portugal, em pleno Agosto, foi pôr o cão e a cadela no carro e foi almoçar com os "camaradas" de exposição. Resultado -> Campeão de Portugal morto dentro do carro por insolação e uma cadela internada com problemas muito graves da mesma natureza. Tudo porque o "camarada" foi a uma almoçarada com os compadres[8b]

Portanto há de tudo...
 
Eu já tive uma cadela, rafeira, exatamente com o mesmo problema nas pernas, e assim andou a arrastar-se sempre a acompanhar a minha mãe pelos campos, pelas vinhas, milherais etc. Passaram-se muitos meses e ela recuperou quase completamente pelo seu próprio esforço e mérito. Portanto acho que não deverias perder a esperança, visto que ele até está a ser acompanhado por um fisioterapeuta.
 
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