CP em greve permanente?

também nunca andei na heroina, mas ja tive amigos que andaram e vi-os a ressacar a minha frente
não quer dizer que por nao ter andado nao saiba menos como é: a ressaca, o preço da droga, onde se compra, quanto custa.
o mesmo de pessoal em delirum tremens, nunca tive mas sei o que é, já vi pelos outros.
o mesmo acontece com algumas profissoes que tneho amigos que as exercem
 
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Transpobres públicos
 
"(...)Mantendo “o investimento” e o serviço já existente, da Transtejo/Soflusa, a presidente dos centristas afirmou que “se os privados entenderem que interessa virem trabalhar e fazer essa travessia, devem poder fazê-lo”.​

“A concorrência... eu acho que é benéfica”, afirmou Cristas, que é também vereadora do partido na Câmara de Lisboa, dando o exemplo da TAP e das empresas que também operam no sector dos transportes.

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A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por fazer a ligação entre o Barreiro e Lisboa, sendo ambas geridas pelo mesmo conselho de administração."

Cristas propõe abertura da travessia fluvial do Tejo à concorrência dos privados
 
[FONT=Roboto_slab]"Os barcos que fazem a ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa estão outra vez encostados: os mestres decretaram uma greve total durante três dias, em cima de uma outra às horas extraordinárias, iniciada no sábado e que se prolonga até ao fim do ano. Querem que o Governo e administração da Transtejo/Soflusa cumpram o acordo firmado a 31 de maio e que lhes dá mais 60 euros no subsídio de chefia.
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[FONT=Roboto_slab]Esse subsídio foi suspenso porque não tem cobertura do Acordo de Empresa e, consequentemente, ocobertura rçamental. Há uma "guerra" contra o Governo e administração, mas também contra outra classe profissional da tripulação: os maquinistas.
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[FONT=Roboto_slab]Esta "guerra" sem fim atinge, sobretudo, as dezenas de milhares de passageiros que todos os dias precisam de atravessar o Tejo - dizem-se "fartos" dos mestres e da Administração, que consideram incompetente e incapaz de resolver o problema.
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[FONT=Roboto_slab]Entretanto, começam a ouvir-se as acusações que, até há pouco tempo, eram apenas “cochichadas”: há um grupo de mestres que impõe as regras para a efetiva concretização das formas de luta que decide. A bem ou a mal.
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[FONT=Roboto_slab]O poder do “grupo de Sarilhos”…
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[FONT=Roboto_slab]Desde 10 de maio que os passageiros da Soflusa vivem uma espécie de lotaria diária, sem nunca saber se, de manhã, têm barco para ir para Lisboa trabalhar, estudar ou tratar da sua vida e se, ao fim do dia, conseguem regressar a casa, tantas são as supressões e atrasos nas carreiras devido a falta de pessoal para completar tripulações ou às greves dos mestres.[/FONT]
[FONT=Roboto_slab]Certo é que têm que contar, agora, com muito mais tempo para as suas deslocações entre as duas margens. E a questão tem sido discutida (também) em sessões de câmara - algumas extraordinárias - e na Assembleia Municipal.
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[FONT=Roboto_slab]Na sessão de 26 de junho deste último órgão autárquico, o deputado municipal socialista Isidro Heitor acabou por fazer uma afirmação que se tornou viral: “Temos um problema sindical e laboral na Soflusa e os barreirenses vão sofrer muito com isso. As pessoas têm que saber que, por vezes, a vida de milhares de barreirenses se decide por meia-dúzia de pessoas, num café de Sarilhos.”
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[FONT=Roboto_slab]Isidro Heitor, também antigo administrador da Transtejo/Soflusa, afirmou, assim, publicamente, o que já se ia ouvindo, aqui e ali, há muito tempo, mas “à boca pequena” sobre o imenso poder de um pequeníssimo grupo dentro de uma categoria profissional com pouco mais de duas dezenas de trabalhadores.
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[FONT=Roboto_slab]Mais de metade dos mestres da Soflusa nasceu, vive ou tem relações familiares ou muito próximas na localidade de Sarilhos Pequenos, no concelho da Moita. Boa parte chegou à empresa fluvial por influência de um antigo mestre, há mais de vinte anos. E, entre eles, há um “núcleo duro” que foi ganhando peso dentro do Sindicato dos Fluviais e Costeiros e impõe formas de luta sucessivamente mais “pesadas”, com o objetivo de pressionar a administração da empresa para a obtenção das suas reivindicações, mas que acabam por afetar os utentes.
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[FONT=Roboto_slab]… e as alegadas pressões
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[FONT=Roboto_slab]Nem todos os trabalhadores, e mesmo alguns dos mestres, apoiam formas de luta tão intensas e prolongadas. Embora sem querer dar a cara ou a voz, várias pessoas têm referido à Renascença as pressões a que alguns trabalhadores serão sujeitos para não “furar” as greves. Mas Paulo Rodrigues, maquinista e coordenador da comissão de trabalhadores da Soflusa, dá a voz e assume que “há, sem dúvida pressões”, acrescentando que “nesta empresa, um colega que não faça o que os outros estão a fazer é sempre muito mal visto”.[/FONT]
[FONT=Roboto_slab]No entanto, este sindicalista recusa-se “a especular sobre eventuais ameaças físicas ou de outro género a trabalhadores ou pessoas próximas”. Entre os três membros da Comissão de Trabalhadores inclui-se um mestre e o coordenador considera que para ele “também é muito difícil gerir a situação”.

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[FONT=Roboto_slab]Mestres incómodos
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[FONT=Roboto_slab]Cada tripulação tem um mestre, um maquinista e dois marinheiros. Para garantir a realização de todas as carreiras, a Soflusa devia ter 48 marinheiros, 24 maquinistas e 24 mestres. Mas estes últimos são apenas 21 e alguns estão de baixa por doença há algum tempo. Recentemente, segundo apurou a Renascença, um dos mestres reformou-se. Também faltam marinheiros.
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[FONT=Roboto_slab]A custo e depois de greves dos mestres, a administração presidida por Marina Ferreira conseguiu autorização do Ministério das Finanças para contratar seis marinheiros e abriu concurso interno para quatro mestres (que evoluem da categoria de marinheiro). A Renascençaapurou que concorreram sete marinheiros, mas dois chumbaram. Entre os restantes, quatro já estarão em formação para reforçar as tripulações em breve.
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[FONT=Roboto_slab]A vida dos passageiros complicou-se especialmente a partir de maio e a insatisfação de algumas pessoas mais exaltadas está marcada nas instalações destruídas no Terminal do Barreiro, mas revela- se também nas redes sociais, com o governo, a administração e os mestres como alvos privilegiados. Não faltam desabafos mas também insultos, provocações e até apelos à violência, particularmente no grupo do Facebook “Contra os abusos da Soflusa aos passageiros”.
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[FONT=Roboto_slab]O mal-estar levou os mestres a responder pela mesma via, com um “Esclarecimento aos utentes” em nome da sua “honra e dignidade”, lembrando que têm família “para quem não é agradável ver os comentários e os adjetivos usados para denegrir a sua imagem”.
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[FONT=Roboto_slab]No entanto, mesmo no meio sindical, o Sindicato dos Fluviais e Costeiros e muito especialmente a autodenominada “Comissão de Mestres”, criada há pouco mais de três meses, são cada vez menos tolerados. Os outros sindicatos associados da FECTRANS, liderada por José Manuel Oliveira, nomeadamente os que também representam interesses de outras classes profissionais da Soflusa, contestam a atitude dos mestres, por exigirem uma valorização salarial exclusiva. Mesmo para a CGTP é uma situação muito incómoda: por um lado, o direito de um grupo de trabalhadores a lutar pelos seus interesses; por outro, o facto de com as suas formas de luta, os mestres prejudicarem muitos milhares de outros trabalhadores, para além do aceitável e razoável, chegando ao ponto de haver pessoas a ter o seu posto de trabalho em risco ou não conseguir emprego… por morar no Barreiro.
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[FONT=Roboto_slab]Mestre ou maquinista: afinal, quem é mais importante a bordo?
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[FONT=Roboto_slab]Os mestres são os representantes da empresa (armador) a bordo, chefiam a tripulação, coordenam o serviço a bordo e assumem as responsabilidades sobre o que se passa dentro do navio perante as autoridades policiais e marítima. É o que frisam no “Esclarecimento aos utentes da Soflusa” já referido e justificam por isso, o “prémio de chefia” que a empresa decidiu atribuir-lhes em 2005 (na altura 43 euros) que é, atualmente de 49,44 euros.
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[FONT=Roboto_slab]Por seu turno, os maquinistas reivindicam para si o trabalho de maior responsabilidade a bordo e num outro esclarecimento do SITEMAQ – Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia – que representa a maioria dos profissionais desta categoria na empresa fluvial, deixam claro que o mestre “não chefia o Chefe de Máquinas e muito menos a vasta secção de Máquinas, por falta de capacidade profissional, habilitação ou reconhecimento legal”, resultando assim duas chefias autónomas, uma do Convés, outra de Máquinas. E especificam as diferenças de habilitações académicas e horas de formação, além dos anos de embarque necessários para chegar ao topo da carreira: o dobro para o maquinista (cerca de seis anos) em relação ao mestre (três anos), no mínimo. Em qualquer caso, sem promoções automáticas, sujeitos a concurso e aprovação.
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[FONT=Roboto_slab]O mestre apenas pode comandar embarcações no tráfego local (neste caso concreto, no Tejo,) mas o maquinista pode exercer a sua profissão em qualquer navio ou lugar. Paulo Rodrigues vai mais longe e frisa que os maquinistas são os primeiros a entrar no navio para ligar motores e confirmar todas as condições de segurança na operação. O mestre só pode sair do pontão quando o maquinista o informar que está tudo a postos e “na ponte há duas cadeiras, uma para o mestre e outra para o maquinista, sendo que este último tem que sair para a Casa das Máquinas em caso de alerta do sistema de segurança”. Além disso, argumenta que o maquinista pode fazer leme mas o mestre não sabe mexer nas máquinas e revela que “há um mês, quando o mestre se sentiu mal a meio do percurso, foi o maquinista que atracou o barco em segurança, ainda por cima, de noite”.
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[FONT=Roboto_slab]Mestres agora ganham mais mas nem sempre foi assim
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[FONT=Roboto_slab]As ligações entre as duas margens do Tejo remontam a meados do sec. XIX e eram feitas em barcos a vapor. Mas só se tornaram regulares quando o Barreiro se impôs como terminal da rede de caminhos de ferro para o sul do país, em fase de construção nos anos 60-70 de 1800. No início do séc. XX, ainda em plena monarquia, a Companhia dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste tinha dois barcos – o D. Afonso e o D. Carlos – com 16 tripulantes, entre os quais, dois mestres e dois maquinistas. Os mestres ganhavam 1$000 (mil réis) por dia e os maquinistas, 1$100 réis.
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[FONT=Roboto_slab]A diferença manteve-se com a República, até 1940, altura em que as duas categorias passaram a receber um salário base igual. Ainda assim, os maquinistas tinham um acréscimo de 15%, com o subsídio de gases.
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[FONT=Roboto_slab]Em 1975, a OMS – Organização Mundial de Saúde - classificou este tipo de ambiente de trabalho nas máquinas como “tóxico” e os maquinistas passaram a receber igualmente 1,3 litros de leite para atenuar os efeitos. O que provocou uma questão logística: o leite azedava rapidamente e, por outro lado, não era propriamente a bebida preferida dos trabalhadores, que nem sempre a levantavam. Para facilitar a vida a todos, passaram a receber o equivalente, em dinheiro. E foi nessa altura, já em plena Democracia e segundo o presidente do SITEMAQ, Alexandre Delgado, com a “solidariedade dos maquinistas”, que se criou um “subsídio de nivelamento” para os mestres.
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[FONT=Roboto_slab]Durante 30 anos foi assim, até que Albano Rita, na altura presidente do Sindicato dos Fluviais e Costeiros – e que tinha captado boa parte dos mestres para o sindicato – após um longo período de greves, lhes conseguiu a atribuição de um “subsídio de chefia”. As ligações tinham passado a ser feitas em catamarãs, as tripulações foram reduzidas e os mestres passaram a “fazer leme”, o que não acontecia antes. Com o valor inicial a rondar os 43 euros, foi subindo (mesmo no período de crise em que houve congelamento de salários) até aos atuais 49,44 euros que os mestres querem ver substancialmente aumentado. Há quase dois anos começaram por propor mais de 200 euros e acabaram a aceitar 60, num acordo com o secretário de Estado adjunto e da Mobilidade, José Mendes. Mas que foi suspenso, levando às greves em curso.
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[FONT=Roboto_slab]Mestres e maquinistas têm o mesmo salário base, à volta de mil euros mas pode atingir os 1.700 ilíquidos com todos os subsídios associados. E sem contar com o trabalho extraordinário. A diferença está no subsídio de chefia.
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[FONT=Roboto_slab]Acordo de 31 de maio: armadilha ou ignorância?
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[FONT=Roboto_slab]Depois de várias greves, na tarde de dia 31 de maio, em que os representantes do Sindicato dos Fluviais negociaram sozinhos com o governo e administração, “conquistaram” um aumento de 60 euros no subsídio, o que o eleva para 109,44 euros, quando entrar em vigor. Todas as greves anunciadas foram desconvocadas mas os protestos dos outros trabalhadores e dos seus sindicatos representativos - nomeadamente da FECTRANS, de que o Sindicato dos Fluviais faz parte - surgiram de imediato: o que tinha sido proposto pela empresa na véspera incluía a negociação de um Acordo de Empresa, com revalorização salarial para todos os trabalhadores da Soflusa e não apenas para os mestres. Abriu-se a “caixa de Pandora” e o SITEMAQ anunciou intenção de avançar com paralisações nas outras categorias profissionais por altura do Santo António (posteriormente, adiadas para a semana seguinte).
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[FONT=Roboto_slab]No dia 17 de junho todos os sindicatos voltaram à sede da empresa no Cais do Sodré para negociar, mas confirmou-se o que alguns já sabiam: a atribuição do subsídio de chefia aos chefes em 2005 foi um “ato de gestão” da administração e nunca chegou a fazer parte da remuneração, contemplada no Acordo de Empresa. Como tal, não tem cobertura orçamental. Para que tal aconteça, o Acordo tem que ser negociado e só depois pode entrar em vigor e começar a ser pago. A ilegalidade foi confirmada pelo consultor da Transtejo/Soflusa, que admitiu a complexidade da negociação, conforme a ata da reunião a que a Renascença teve acesso. Documento que também revela que, com esse dado na mesa, os outros sindicatos defenderam a “suspensão do aumento atribuído até ser enquadrado no AE” e como acabou por ser suspenso, o SITEMAQ desconvocou a greve.
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[FONT=Roboto_slab]Uma questão se coloca: ninguém entre os protagonistas da negociação, nomeadamente da administração da Soflusa, sabia que o subsídio para os mestres não podia ser aumentado e entrar em vigor sem enquadramento legal? Ou foi apenas para travar o impacto que as greves parciais e às horas extraordinárias estavam a provocar na operação, levando à supressão de carreiras e ao descontentamento crescente dos utentes, que além das “explosões” locais e dos desabafos nas redes sociais (nomeadamente na página do Facebook – Contra os abusos da Soflusa aos passageiros) têm inundado a empresa de queixas?
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[FONT=Roboto_slab]E quando é que isto acaba?
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[FONT=Roboto_slab]Para já, a situação está num impasse, com uma greve total de três dias a decorrer até quarta-feira feira à meia noite. Para o dia seguinte (11 de julho) está marcada uma nova reunião com a administração. A “Comissão de Mestres” do Sindicato dos Fluviais insiste numa diferença salarial de 109 euros em relação aos maquinistas e a última vez que a Renascença conseguiu falar com um dos sindicalistas, tal foi bem frisado, “referindo que “se for necessário, ainda serão realizados mais dias de greve enquanto o aumento de 60 euros não for pago”. Os outros sindicatos e a Comissão de Trabalhadores exigem a valorização salarial de todas as carreiras da Soflusa (e não apenas dos tripulantes, em que também se incluem os marinheiros). E consideram que a proposta apresentada pela administração no dia 30 de maio é “um bom princípio de negociação: criação de mais uma diuturnidade para os trabalhadores que tenham a antiguidade necessária; garantir que na aplicação do novo Regulamento de Carreiras todos os trabalhadores da Soflusa e Transtejo terão uma progressão a partir de 2020, independentemente dos tempos previstos e a integração do prémio dos mestres na remuneração base.
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[FONT=Roboto_slab]Para os passageiros continuam os dias de “pesadelo” e “desespero”, como os classifica o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa. Os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral incluem apenas duas carreiras de ida e volta em cada um dos dias de greve: quem vai às 5 da manhã só pode regressar à 1h00 do dia seguinte. Segundo o Acórdão, visam “população com menores recursos económicos, nomeadamente dos sectores das limpezas e segurança e que tem de viajar em horários matutinos e noturnos, sem alternativas de transporte”. Pouco mais de 500 pessoas “contempladas” – é a lotação do barco – num universo de mais de 30 mil que atravessam o rio diariamente.
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[FONT=Roboto_slab]Por isso, a própria empresa – ao contrário do que tem acontecido noutras paralisações – providenciou autocarros a partir do Terminal do Barreiro para o do Seixal e aumentou o número destas carreiras fluviais para o Cais do Sodré. Por seu turno, a autarquia do Barreiro reforçou a carreira dos Transportes Coletivos que faz a ligação à estação ferroviária de Coina, onde os passageiros podem usar o comboio da Fertagus. Seja qual for a alternativa, exige muito mais tempo em deslocações e transporte em piores condições. Ainda assim, o impacto é menor porque é tempo de férias."

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Greve na Soflusa. Como a vida de milhares de barreirenses é decidida num café de Sarilhos
 
Os transportes públicos devem pertencer ao mesmo patrão que as Conservatórias e o SEF...

Experimentem escrever ao SEF... ao fim de 3 meses mandem o mesmo email novamente! Mais 3 meses... e mais 3 meses... e... sim... vão esperando sentados no sofá pela resposta que nunca vai acontecer!

Agora... são refugiados? Vão precisar de apoios da Segurança Social? Aí... já são uns coitados e o SEF é dos 1os a dar apoio!


Mas se querem abrir negócio em Portugal? Gastar o vosso mais de meio milhão de euros e não dar despesa na Segurança Social e ainda pagar IMENSOS impostos?

Os impostos podem pagar... porque alguém tem de pagar a quem vem para Portugal viver à custa dos que cá vivem! Só que telefonemas, e-mails, formulários de internet... a gente não tem tempo para vos responder... estamos muito ocupados com os que vivem com os impostos que vocês já pagaram! Seus tansos!!!
 
"Dois anos depois de ter fechado para obras de reabilitação, a estação do metro de Arroios, em Lisboa, continua encerrada, estando em análise sete candidaturas para novo contrato, após rescisão com o anterior empreiteiro por atrasos, segundo a transportadora.

A estação de Arroios encontra-se fechada desde 19 de julho de 2017 para obras de ampliação, de modo a permitir a circulação de comboios com seis carruagens em toda a Linha Verde.

Inicialmente estava previsto que as obras terminassem em janeiro deste ano, mas foram sofrendo atrasos e passaram a condicionar igualmente o comércio local.
Em janeiro deste ano o Metropolitano de Lisboa rescindiu o contrato com o empreiteiro da obra devido ao atraso dos trabalhos, indicando que seria lançado novo concurso público para a escolha de outro empreiteiro.

Este novo concurso público para a ampliação e reformulação da estação de Arroios foi publicado em fevereiro e em 28 de março expirou o prazo para apresentação das candidaturas, segundo fonte do Metro de Lisboa.

De acordo com a mesma fonte, em 22 de abril foi enviado aos candidatos, entre os mais de 20 interessados, o Relatório Final da Fase de Qualificação.
“Atualmente, está em curso a análise, pelo júri, dos documentos comprovativos do cumprimento dos requisitos de capacidade técnica e financeira apresentados pelos candidatos”, referiu a empresa, adiantando que, dos interessados, apenas sete apresentaram candidatura, tendo sido qualificados.

Assim que concluída a fase de concurso, o procedimento será remetido para visto prévio do Tribunal de Contas e, após a emissão deste parecer, será agendada a consignação da empreitada, desconhecendo-se ainda quando tal acontecerá.

Os comerciantes da Praça do Chile, onde se encontra uma das saídas da estação, desesperam há dois anos – primeiro pelo início das obras e agora pela sua conclusão, dado que a colocação de tapumes de segurança levou ao fecho de algumas das lojas na zona que ficam ‘escondidas’.

“É imperativo que as obras comecem e terminem. É uma situação que causa transtorno à população de Arroios. Apesar de ter havido uma inversão demográfica, ainda existe uma população idosa que usava o metro como meio de transporte durante o dia”, explicou à agência Lusa Luís Castro, coordenador do grupo Vizinhos de Arroios.

De acordo com Luís Castro, “ficar na Alameda ou ficar nos Anjos [as outras estações mais próximas] pode não ser opção para chegar à Praça do Chile”, frisou.
O responsável adiantou ainda ter conhecimento da “falência de pelo menos três empresas” junto à estação do metro, acrescentando que outras se encontram em obras depois de terem sido vendidas, na sequência do impasse.

De acordo com a presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), Maria de Lourdes Fonseca, estima-se que “cerca de 20 estabelecimentos comerciais já tenham encerrado portas, por verem a sua atividade sem viabilidade económica, e muitos outros têm tido uma diminuição grande dos seus rendimentos”.

Em declarações à Lusa por escrito, a representante adiantou que têm sido efetuadas várias reuniões entre os lojistas a Administração do Metro, a Câmara de Lisboa e o Governo no sentido de ser encontrada uma solução para minorar os prejuízos que as obras têm estado a provocar.
“Até este momento os empresários destas zonas têm confiado neste diálogo e nas instituições para alcançar uma solução, apesar de para alguns já se revelar tardia”, esclareceu.

Apesar de considerar que “o desenvolvimento e modernização da cidade de Lisboa é fundamental”, Maria de Lourdes Fonseca considerou a necessidade de existirem “mecanismos oficiais instituídos que apoiem os empresários a resistir às dificuldades provocadas por situações como estas, em que a capacidade de intervenção por parte dos empresários é nula”.

Previstas para durarem cerca de 18 meses, as obras na estação do metro de Arroios, que previam uma ampliação do cais para os 105 metros, de forma a permitir a circulação de comboios com seis carruagens, teriam um custo de mais de sete milhões de euros.

Em 11 de junho passado, em reunião de Assembleia Municipal, os deputados municipais aprovaram uma alteração ao regulamento de taxas do município que isenta do pagamento de taxas de publicidade situações como a dos comerciantes afetados pelas obras no metro de Arroios.

Com a proposta do vice-presidente e vereador das Finanças, João Paulo Saraiva (Cidadãos por Lisboa, eleito na lista do PS), o regulamento passa a prever “a aplicação de reduções, isenções ou suspensões temporárias das taxas” aos comerciantes “provocadas por intervenções diretas do município”.

Esta medida vem ao encontro das pretensões dos comerciantes que se queixam de perder clientes, considerando ser injusto pagar uma taxa por uma publicidade que fica “escondida” pelos tapumes da obra.

Apesar de a medida ter já sido aprovada em Assembleia Municipal, Maria de Lourdes Fonseca avançou que “ainda não foi aplicada”, existindo empresários que “já, inclusive, receberam notificações de coimas”.

“Se mecanismos instituídos existissem, não estaríamos a referenciar situações destas e nestas circunstâncias o mais pequeno detalhe torna-se importante para a sobrevivência até ao termino das obras”, frisou, salientando que a zona, após as obras, poderá “sem dúvida potenciar a sua atividade económica”.

Porém, a UACS questiona como vão os empresários resistir até que a empreitada termine."

Obras na estação de Arroios motivam críticas
 
"(...)"Se se continuar a manter o foco e o investimento no setor ferroviário vamos demorar dez anos, pelo menos, a recuperar para bons níveis de pontualidade, regularidade e fiabilidade, mas ainda assim estaremos longe dos países desenvolvidos - estamos a anos-luz de Espanha", alertou o gestor.

"Estamos ao nível da Roménia e da Bulgária, que é um nível baixíssimo", rematou.

De quem é a responsabilidade do desinvestimento na ferrovia? "Dos sucessivos governos", respondeu Nogueira, que lamentou as sucessivas mudanças na companhia. "Não se pode andar no faz e desfaz. A CP não é uma empresa, é uma organização indefinida.(...)"

Ex-presidente da CP: “Na ferrovia estamos ao nível da Roménia e da Bulgária”
:eek::eek:
 
CP em greve permanente?

Estamos ao nível da Bulgária, quando a Grécia inaugurou o alfa pendular em 2018.

Para um país pequeno, a ferrovia de média distância não consegue competir com o autocarro.
 
Última edição:
"(...)Com os novos passes, o que a Fertagus e os restantes operadores “recebem desses títulos de transporte é a receita de 2018 acrescentada do aumento de tarifário [mais 2%, em 2019, para a Fertagus]”, disse Cristina Dourado à rádio Observador. “Quer se transporte muito, quer se transporte pouco, será em primeiro lugar essa a receita que recebemos.”

Por isso, a administradora-delegada respondeu que a Fertagus não tinha lucrado nada com a greve da Transtejo — tiveram mais clientes, mas não venderam mais títulos de transporte.

Se houver um acréscimo de proveitos, esses proveitos são repartidos pela AML (que é quem está financiar este programa) e os operadores que tiveram crescimento — 35 e 65%, respetivamente.

A Fertagus existe há 20 anos. Na altura transportavam 27 mil pessoas por dia, hoje transportam 83 mil. A partir de outubro, a empresa espera ter mais 10% de oferta, sem alterar o número de comboios: vão trocar comboios simples por comboios duplos em alguns horários, reformular horários e aumentar o número de ligações a Setúbal."

Passes de Lisboa foram "mau negócio" para Fertagus
 
Desenterrando este tópico:

================ GREVE DE 16 a 22 de AGOSTO, 2021 ================



No site da CP lê-se uma coisa bizarra:

Greve - Possíveis alterações de material circulante de 16 a 22 de agosto

Informamos que, por motivo de greve convocada para o período de 16 a 22 de agosto e que afetará o serviço de manobras, alguns comboios normalmente realizados com locomotiva e carruagens, poderão ser realizados com composições diferenciadas. Lamentamos os incómodos gerados e tudo faremos para minimizar o impacto no serviço prestado aos clientes.

Lido e relido fica-se com a impressão que simplesmente podem ter de fazer as viagens com outro tipo de material. Mas nada falam sobre supressões e/ou atrasos e eu precisava de viagem para sexta ou sábado.

Malta que tem usado (ou tentado usar) comboios da CP há dois dias para cá: como estão a correr as coisas? Supressões? Atrasos?
 
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