Conforama: fogo posto?

Calculo que os jornalistas não tiveram nenhuma surpresa nem deixaram de ter, apenas veicularam a informação transmitida pelos bombeiros.

Se alguém se deu ao trabalho de andar a regar a loja com gasolina, é natural que os bombeiros (desconhecedores desse facto) achem que o fogo se propagou demasiado depressa para uma loja de móveis.

A acreditar numa noticia que li por aí, que o incêndio já estaria a lavrar há cerca de 1h30, é normal essa velocidade de evolução, ainda para mais com o tipo de materiais armazenados. Isto porque o calor libertado pelo incêndio vai pré-aquecer (radiação, condução, convexão e projecção de matéria) os materiais adjacentes. E aí a gasolina, a menos que pré-posicionada em reservatórios, já não terá grande influência.

O que acontece é que, acreditando mais uma vez na noticia que li, eles chegaram na fase de maior velocidade de propagação do incêndio.
 
Não sei se corria assim tão mal. No último ano acabei por ir a essa loja algumas vezes comprar algum artigo. Aquilo andava sempre cheio de gente. Se isso se traduzia de facto em vendas ou eram só mirones, isso não sei, mas pelo menos a casa parecia composta. Os vendedores andavam sempre ocupados, era complicado chegar à fala com um.

Ainda assim, se a ideia era receber dinheiro do seguro, a coisa foi muito mal feita...

Fui lá meia dúzia de vezes e do que vi, a maioria eram só mirones (fim de semana).

Idêntico ao movimento de várias lojas moviflor que visitei e que agora é o que se vê...

Mas é apenas um palpite...
 
As lojas que fechou julgo que foram há alguns anos. Lembro-me de a loja de Aveiro ter fechado (mas aquilo estava de facto às moscas).
Quantas/quais lojas fecharam?

Eles em PT têm apenas 4 lojas, não contando com a de Aveiro que realmente fechou há uns tempos.

O que acontece é que têm vindo a fechar lojas na Europa, desde Portugal (Aveiro), a Espanha, Itália, etc, desde que iniciou a crise em 2008.

Considerando que em PT já têm lojas na zona de Lisboa, Porto e Faro, estou um pouco céptico quanto a esses tais 20 milhões de investimento. Ainda para mais com a experiência de Aveiro.
 
Por isso eu digo que nao acho nada descabido eles quererem apostar em abrir novas lojas e quase de certeza nos mesmos locais onde a moviflor fechou,ou esta para fechar.
É do domínio publico que o edifício onde se situa a moviflor no Porto,esta a venda e até a um preço bem simpático,e a moviflor perante a situação em que esta ( PER ) vai ser obrigada a vender para realizar dinheiro,quem sabe se nao seria mais rentável a conforma adquirir as instalações...
 
Mas se o fogo começou no interior da loja foi necessário alguém entrar na loja para o deflagrar...entrou com bidões de gasolina?

Porque teria necessidade essa empresa de ter bidões de gasolina lá dentro? Se as carrinhas andam a gasoleo e ainda por cima têm em frente uma bomba de gasolina?
[;)]

Bem visto. O que estava a gasolina a fazer lá?
 
Por isso eu digo que nao acho nada descabido eles quererem apostar em abrir novas lojas e quase de certeza nos mesmos locais onde a moviflor fechou,ou esta para fechar.
É do domínio publico que o edifício onde se situa a moviflor no Porto,esta a venda e até a um preço bem simpático,e a moviflor perante a situação em que esta ( PER ) vai ser obrigada a vender para realizar dinheiro,quem sabe se nao seria mais rentável a conforma adquirir as instalações...

também é outra boa possibilidade. Nos tempos de crise se fazem bons negócios.
 
Eu só acho estranho é como é que investigações, supostamente a decorrer, acabam, invariável e repetidamente, comentadas na comunicação social e ninguém é responsabilizado... Isto independentemente do que é comentado ser ou não correspondente à verdade!
 
A loja de Gaia vai ser reconstruida e ha planos que visam a abertura de mais lojas.

Liquidez nao é um problema para esta empresa.

Um esquema primario com o seguro como alguns sanguinarios ja querem explorar é apenas e só aproveitamneto jornalistico e material fabuloso para as conspiracoes de café.
 
Eu só acho estranho é como é que investigações, supostamente a decorrer, acabam, invariável e repetidamente, comentadas na comunicação social e ninguém é responsabilizado... Isto independentemente do que é comentado ser ou não correspondente à verdade!

Desta vez não foi assim... e ainda bem! [;)]
 
Eu só acho estranho é como é que investigações, supostamente a decorrer, acabam, invariável e repetidamente, comentadas na comunicação social e ninguém é responsabilizado... Isto independentemente do que é comentado ser ou não correspondente à verdade!

Que punam os fugas de informação dentro da PJ...
 
Conforama reabre em Gaia, maior e com mais funcionários > TVI24


"A loja da Conforama de Gaia, destruída num incêndio em fevereiro, reabre em novembro ampliada e com a recuperação de todos os postos de trabalho e integração de novos colaboradores, no total de 57 pessoas.


Numa nota de imprensa enviada à Lusa, a empresa anuncia a reabertura da loja da Afurada, em Gaia «no próximo mês, dentro do prazo previsto» desde que, a 12 de fevereiro, um fogo de grandes dimensões com início pelas 05:30 destruiu a loja e o armazém de móveis, que vende igualmente eletrodomésticos, têxteis e outros artigos para o lar.


A Conforama, que na altura do incêndio indicou empregar 40 pessoas, diz que a reabertura garante «a recuperação de todos os postos de trabalho aos trabalhadores que os ocupavam antes de ter encerrado», bem como «a integração de novos colaboradores, num total de 57 postos de trabalho».


Nesta reabertura, a loja de Gaia vai também ter um espaço maior, contando com “«mais de 5.100 metros quadrados de exposição», diz a Conforama.


As instalações contavam antes com uma área de 12.057 metros quadrados, dividida por três pisos.


O diretor-geral da Conforama Ibérica, Manuel Estévez, relembra que, após o incidente, foi assumido «o compromisso com a região» de que «tudo seria feito para que, ainda este ano, os dias voltassem à normalidade, com os postos de trabalho restituídos e a oferta à população do Porto novamente respondida».


O Ministério Público acusou dos crimes de incêndio e de furto os três alegados autores do assalto às instalações da lojas de móveis da Conforama, em Gaia, na madrugada de 12 de fevereiro deste ano.


De acordo com nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, cada um dos arguidos vai responder pela prática, em coautoria, de um crime de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, um crime de furto qualificado na forma tentada e um crime de furto.


Ainda de acordo com a acusação, as chamas colocaram também em perigo as habitações existentes nas traseiras das instalações comerciais da Conforama, obrigando mesmo à evacuação de três casas.


«Só por si, o valor dos prejuízos reportado ao valor dos bens que se encontravam para venda nas instalações atinge 1,5 milhões de euros», refere a nota da Procuradoria.


Um dos arguidos está em prisão preventiva à ordem deste processo e os outros dois cumprem pena à ordem de outros processos."
 
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