Nem a apresentadora da televisão saudita Rotana Khalijiyya TV queria acreditar quando o seu convidado, o historiador Saleh al-Saadoon, tentou justificar o injustificável, transformando a entrevista numa cena surreal, em que defendeu que ao conduzirem as mulheres estrangeiras ficam expostas a violadores.
O assunto era a proibição das mulheres conduzirem na Arábia Saudita e o facto de noutros países isso não acontecer. Saleh al Saadoon começou então a expor a sua teoria: "Elas não se importam se forem violadas à beira da estrada, mas nós sim".
Chocada, a apresentadora reagiu perguntando-lhe: "Quem lhe disse que elas não se importam de ser violadas à beira da estrada?"
O historiador fugiu à pergunta argumentando apenas que "para elas não é muito importante, tirando os danos para a sua moral". "No nosso caso, porém, o problema tem uma natureza social e religiosa", continuou.
Segundo ele, a proibição de conduzir pode ser vista como um privilégio para as mulheres do seu país, que podem assim ser tratadas como "rainhas", pois basta-lhes fazer um gesto para os que os seus pais, tios, filhos e sobrinhos lhes sirvam de motorista.
Num gesto que denunciava o horror que estava a sentir pelas palavras do seu interlocutor, a apresentadora chegou a tapar a boca com as mãos quando ouviu a resposta à sua questão sobre se não haveria também riscos de os motoristas masculinos, violarem as mulheres sauditas.
Al-saadoon admitiu que essa era uma possibilidade, mas que tinha uma solução: "trazer mulheres motoristas estrangeiras para conduzir as nossas mulheres". Só lamentava que nem as autoridades governamentais, nem as clericais, quisessem ouvir falar disso.
As penas para as mulheres que ousem desafiar a interdição de conduzir, na Arábia Saudita, são duras, mas há quem arrisque. Neste momento há duas jovens presas, por terem sido apanhadas ao volante. Para este tipo de audácia, o chicote é um dos castigos previstos.
Condutoras
O assunto era a proibição das mulheres conduzirem na Arábia Saudita e o facto de noutros países isso não acontecer. Saleh al Saadoon começou então a expor a sua teoria: "Elas não se importam se forem violadas à beira da estrada, mas nós sim".
Chocada, a apresentadora reagiu perguntando-lhe: "Quem lhe disse que elas não se importam de ser violadas à beira da estrada?"
O historiador fugiu à pergunta argumentando apenas que "para elas não é muito importante, tirando os danos para a sua moral". "No nosso caso, porém, o problema tem uma natureza social e religiosa", continuou.
Segundo ele, a proibição de conduzir pode ser vista como um privilégio para as mulheres do seu país, que podem assim ser tratadas como "rainhas", pois basta-lhes fazer um gesto para os que os seus pais, tios, filhos e sobrinhos lhes sirvam de motorista.
Num gesto que denunciava o horror que estava a sentir pelas palavras do seu interlocutor, a apresentadora chegou a tapar a boca com as mãos quando ouviu a resposta à sua questão sobre se não haveria também riscos de os motoristas masculinos, violarem as mulheres sauditas.
Al-saadoon admitiu que essa era uma possibilidade, mas que tinha uma solução: "trazer mulheres motoristas estrangeiras para conduzir as nossas mulheres". Só lamentava que nem as autoridades governamentais, nem as clericais, quisessem ouvir falar disso.
As penas para as mulheres que ousem desafiar a interdição de conduzir, na Arábia Saudita, são duras, mas há quem arrisque. Neste momento há duas jovens presas, por terem sido apanhadas ao volante. Para este tipo de audácia, o chicote é um dos castigos previstos.
Condutoras