Como combater o sobreendividamento?

Falando um pouco das casas compra/aluguer.

Como exemplo tenho os meus pais, que pagam de empréstimo bancário 450€ mensais actualmente, por um T3 que vale 90.000€ (média).

Acho um bom valor a ser dado, mediante o valor do apartamento e do espaço.

Chega-se a verificar rendas no valor de 450€, MAS para T2 com um valor de mercado de 60/70.000€, coisa que nunca será nossa.

O arrendamento compensa provisóriamente (máximo de 3/4 anos) e com rendas justas, tectos máximos de 350€ mensais para um T2 como referi, mais do que isso é deitar dinheiro ao "lixo".

Não nos esqueçamos que quem tiver um pé de meia, poderá utilizá-lo para dar de entrada, reduzindo e bem a prestação mensal ao banco...
 
Como combater o sobreendividamento? Fácil, não endividar-te por mais do que podes pagar. Chama-se senso comum.

Nem todos podem comprar uma casa nova e nem todos podem conduzir um BMW Serie 5 e nem todos podem viajar até a Tailandia. Aceitam essa realidade e o crédito "prededor" deixa de ser uma problema.
 
Aos defensores do "arrendar"...ou andam bastante iludidos ou então moram em casas arrendadas baratuchas no "judas ass"...[:D]

Uma casa arrendada num local minimamente decente (limpo e calmo com alguma qualidade de vida) com transportes e escolas perto nunca vos custa menos de 500€/600€ por mês para um T2 (para T3 então nunca menos de 650€/700€)...quanto a vocês não sei, mas quando comprei casa fiquei bastante desiludido com os arrendamentos disponíveis....[:vm)]

Compreendo a vossa opção.....mas analisem bem os valores cobrados pelos senhorios e vejam se esses valores são justos face às casas que oferecem....como exemplo, em Camarate numa zona que de calma e limpa tem muito pouco já pedem 400 a 500€ por mês e são casas que 200€ por mês seria mais que suficiente atendendo às casas que são...

Têm liberdade para sair quando quiserem? Sim.....mas será que essa liberdade vale a qualidade de algumas casas para arrendar que vejo por aí?


É uma questão de se procurar bem, tal como há carros usados que nao valem o dinheiro que pedem...

Tenho liberdade de sar quando quiser, nao pago contribuição autarquica, não pago condominio, não pago pinturas e arranjos do predio, não pago a chulisse das escrituras e restante papelada na compra, não tenho de gramar os vizinhos toda a vida..

Há vantagens e desvantagens, claro.
 
Na zona onde vivo, por 600 euros mês arranjavas um apartamento dividido em 4 de outro com uma cozinha, um quarto e uma casa de banho minuscula e a sala era o hall de entrada.
Tudo devido á especulação... agora.. essas casas estão por 300 euros com gastos incluidos e ninguem lhes pega.
Eu pago 500, mas estou num apartamento com acabamentos de luxo, garagem e piscina. isto á cerca de um ano era impensável.
O mercado está a mudar, porque as imobiliarias estão com muitas casas nas mãos e a unica forma de tirar rentabilidade é o arrendamento. Ora o mercado inundado por essas casas vai baixar os valores.

Depende da zona que és, por aqui vejo é muita casa para vender e que ninguem hes pega. Vejo anuncios á mais de 1 ano ..

O arrendamento não esta a descer, as casa com preços de 500/600€ são logo absorvidas pelo mercado, por muitos que tiveram de vender a casa e agora tiveram de arrendar uma mais pequena.

E basta ver que o nº de arrendamentos subiu, logo nem faz sentido que quando a procura aumenta o preço diminua..
 
No money, no fun!



O problema é quando não há money e continuam a querer o fun (consumismo).

No money, no funny! Assim fica mais engraçado e rima [:D] Farto-me de dizer esta frase, e toda a gente se ri da forma como o digo...

O que me faz confusão é malta jovem andar a pedir empréstimos para ir pra Tailândias, Cancuns, Republicas Dominicanas, Brazius, etc... Com tantas belas praias por cá e endividam-se para ir tão longe. Essas viagens fazem-se quando já se tá na reforma, quando já se tem algum posto de parte...Enfim...

Quanto a pedir empréstimos para electrodomesticos, objectos de lazer ( pc, consolas, LCD, Plasmas, etc) isso é outra asneira. Coisas dessas pago sempre a pronto.

Outra coisa que me faz impressão é de haver tantos carros de marcas caras num país tão pequeno e supostamente com uma economia pequena. É porsches, audis, mercedes, bmws... Da última vez que passei férias no Canadá, mais especificamente em Vancouver que é chamado o Hollywood canadiano, devido a muitos filmes e séries lá filmados, não vi nem metade dos carros de luxo que já vi por cá, alias conto pelos dedos os que vi...

Quanto a casas, eu também julgo que há beneficio em arrendar. As leis de arrendamento é que ainda são um bocado más, especialmente se termos em conta casas arrendadas antes do 25 de Abril ( a minha avó que o diga)... Agora quem tem uma profissão que exige muita mobilidade julgo que o arrendamento é uma solução muito viável e mais económica.

P.S.: Por causa dessa do " No money no funny" lembrei-me dum episódio que aconteceu da ultima vez que tive de férias no Canadá. Ia com um primo meu e passamos por uma zona onde normalmente estão as "hookers" (prostitutas), ele diz "Olha vou meter-me com esta", encosta o carro, abre o vidro e começa a fazer a conversa do costume, quanto levava e tal. Depois pergunta-lhe " E sem preservativo?" E vai ela ( e bem) . "No Glove? No Love!" Fartamos de rir e fomos embora! Desde aí volta e meia digo essa do "No glove No love".
 
Espero, e acho, que esta mentalidade está a mudar!

Comprar casa, não está nos meu horizontes!:sh)

A vida é mais do que dar o meu r@binho todos os meses a um banco[:vm)]

Assim dás o rabinho -e o resto- ao proprietário do imovel. E um dia que saias, ele tem a casa, com dinheiro que TU lhe deste. E tu tens o quê? NADA![:D]
 
É uma questão de se procurar bem, tal como há carros usados que nao valem o dinheiro que pedem...

Tenho liberdade de sar quando quiser, nao pago contribuição autarquica, não pago condominio, não pago pinturas e arranjos do predio, não pago a chulisse das escrituras e restante papelada na compra, não tenho de gramar os vizinhos toda a vida..

Há vantagens e desvantagens, claro.

Não pagas nada. É só vantagens. Não tens é nada. O que é -para ti- uma optima vantagem. Como já referi, esqueces-te é que andas a vida toda a pagar uma renda, de algo que nunca é teu. Isso já não é chulisse. É só vantagens.[:D]

Eu adorava ter que pagar milhões de euros de IMI, de IVA, e de escrituras. Sou do contra.[:)]
 
Só ainda não entendi porque é que alguém não pode pedir fazer um empréstimo para fazer umas férias que sempre quis fazer, ou comprar aquele plasma que queria, ou mesmo comprar aquele BMW ou Mercedes XPTO.
 
Só ainda não entendi porque é que alguém não pode pedir fazer um empréstimo para fazer umas férias que sempre quis fazer, ou comprar aquele plasma que queria, ou mesmo comprar aquele BMW ou Mercedes XPTO.

Pedir um empréstimo, todos podem! Mas será que todos teem capacidade para paga-lo? Será que os bancos preocupam-se em investigar se a pessoa que pede o emprestimo terá rendimentos futuros para poder pagar aquilo que pediu emprestado? É que o facto de não haver essa preocupação de nenhuma das partes foi um dos motivos que levou a que chegassemos à crise que estamos a passar agora...
 
Pagar a pronto.
comprei um sofá e foi a pronto
comprei dois portateis e foram a pronto
a unica prestação que detenho é mesmo a do carro.
Assim não existem dissabores em meses maus, junta-se o dinheiro e paga-se na hora.
o erro de muitos foi comprar o mais diverso material a prestações " são só mais 50€ ao mês" esquecendo-se que iria juntar aos outros 250 de outros creditos.

Assim é que deve ser, acho que as pessoas deviam seguir o exemplo, mas infelizmente é o aposto.

No money, no fun!

O problema é quando não há money e continuam a querer o fun (consumismo).

X2, a maioria das pessoas são demasiado consumistas, e não conseguem acabar com os caprichos, uma vez não terem possibilidades para tal.

Espero, e acho, que esta mentalidade está a mudar!

Comprar casa, não está nos meu horizontes!:sh)

A vida é mais do que dar o meu r@binho todos os meses a um banco[:vm)]

Compreendo o teu ponto de vista, mas repara como já foi dito, tu estas a pagar por algo que nunca vai ser teu. Ao comprares uma casa, demore o tempo que levar a paga-la sabes que no final é tua, e a meu ver comprar uma casa é o melhor investimento que uma pessoa pode fazer. Embora implique passar por alguns obstáculos, no final compensa.
 
Pedir um empréstimo, todos podem! Mas será que todos teem capacidade para paga-lo? Será que os bancos preocupam-se em investigar se a pessoa que pede o emprestimo terá rendimentos futuros para poder pagar aquilo que pediu emprestado? É que o facto de não haver essa preocupação de nenhuma das partes foi um dos motivos que levou a que chegassemos à crise que estamos a passar agora...

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Temos que partir do princípio que são adultos que pedem os créditos não são criancinhas, e os bancos não são também propriamente entidades incentes. As pessoas sabem gerir a sua vida e os bancos sabem gerir os seus negócios, e ambos devem assumir as responsabilidades das decisões que tomam.

O que me impressiona são discursos demagógicos que tentam normalizar e emitir juízos de valor sobre comportamentos. Se alguém quer ter um M3 à porta e comer canja todos os dias, ninguém tem nada a ver com isso. Lá porque eu não faria essa opção de vida eu não sou ninguém para dizer que isso está bem ou está mal.

Este tipo de atitudes e de julgamento prévio é que leva à actual esquizofrenia regulamentar que actualmente vivemos. Já nem podemos comer uma bola de berlim na praia.[8b] Se começamos com o tipo de discurso que se verifica neste tópico, qualquer dia temos o governo a dizer-nos que nós só podemos gatar até 30% do rendimento em habitação, 20% em alimentação, 25% em educação e 10% em saúde. E como até é um bom governo até nos deixa gastar 15% do rendiemnto no que quisermos.

Temos que partir do princípio que as pessoas são racionais e que são diferentes entre elas. Bem como muito cuidado ao emitir juízos de valor porque a liberdade individual é um bem que deve ser preservado e estimado.
 
Isto de comprar e arrendar não tem solução única.

És Funcionário Publico? Compra.

Agora se trabalhar numa entidade privada é complicado.

Amanhã aparece 1 proposta aliciante noutra cidade e o que se faz À prestação mensal?

E isto pensando optimista. Porque é mais ficas sem emprego e depois?

E no arrendamento existe o porta65 até aos 30 anos. Isso é que está mal.

Desempregados de empresas que foram à falencia deviam ter acesso ao mesmo.

Subsidio de deslocação e realojamento só para quem vem de zonas consideradas com alta taxa de desemprego (na situação que estamos todas as zonas são de desemprego).

O que tem de mudar são as leis. Especialmente o IRS que em vez de anual devia ser mensal como a Irlanda ou no minimo trimestral.

Não tens despesas de IMI, condominio, arranjos.

Se formos analisar o que está mal nunca mais saiamos daqui
 
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Temos que partir do princípio que são adultos que pedem os créditos não são criancinhas, e os bancos não são também propriamente entidades incentes. As pessoas sabem gerir a sua vida e os bancos sabem gerir os seus negócios, e ambos devem assumir as responsabilidades das decisões que tomam.

O que me impressiona são discursos demagógicos que tentam normalizar e emitir juízos de valor sobre comportamentos. Se alguém quer ter um M3 à porta e comer canja todos os dias, ninguém tem nada a ver com isso. Lá porque eu não faria essa opção de vida eu não sou ninguém para dizer que isso está bem ou está mal.

Este tipo de atitudes e de julgamento prévio é que leva à actual esquizofrenia regulamentar que actualmente vivemos. Já nem podemos comer uma bola de berlim na praia.[8b] Se começamos com o tipo de discurso que se verifica neste tópico, qualquer dia temos o governo a dizer-nos que nós só podemos gatar até 30% do rendimento em habitação, 20% em alimentação, 25% em educação e 10% em saúde. E como até é um bom governo até nos deixa gastar 15% do rendiemnto no que quisermos.

Temos que partir do princípio que as pessoas são racionais e que são diferentes entre elas. Bem como muito cuidado ao emitir juízos de valor porque a liberdade individual é um bem que deve ser preservado e estimado.

Claro que uma coisa tem a ver com a outra. Se as coisas fossem assim tão simples e lineares como tu queres pintar, e todos fossemos adultos, então não seriam precisos policias por exemplo. Todos somos humanos e cedemos a desejos materiais, mas uns mais que outros, porque alguns tem a consciencia de pensar onde vai arranjar o dinheiro para pagar o emprestimo, ou se acontecer uma infelicidade como perder o emprego ou pior, se terá possibilidade de continuar a pagar.

Os bancos claro que não são inocentes, mas em Portugal, pelo menos da experiência que eu tenho, nem puxam muito para o crédito, mas pode ser que comecem com esta crise. Nos EUA, até estudantes universitários que não trabalhavam os bancos chateavam, resumindo, muitos estudantes ainda antes de começarem a ter rendimentos já teem dívidas na casa dos milhares de dolares. Bonito não é? Afinal nem todos são assim tão adultos, mesmo tendo idade de adulto.

O exemplo que dás do M3 desculpa que te diga é um bocado ridiculo, porque nesse caso não temos que ter em conta só a prestação do carro, mas também a sua manutenção ( gasolina, mecanico, possiveis gastos em acidentes, seguro...) Basta acontecer um imprevisto e passa de comer canja todos os dias, para ir comer à sopa dos pobres ou passar a fazer sopa de pedra em casa. É que grandes gastos normalmente trazem outros pequenos atrás que por vez "esquecemos". E depois dá barraca..."Shit happens" como dizia o outro.

Eu acho que ter cuidado e algum receio em pedir um emprestimo não é ter um comportamento esquizofrénico, é ser um bocado racional e ponderado. É que para alguém que não nasceu rico, pedir um emprestimo hoje em dia é um risco um bocado elevado, sendo o risco proporcional ao montante pedido, pois de um dia para o outro quem trabalha no privado pode perder o emprego e arranjar outro pode-se tornar complicado. Agora se trabalhares para um banco já consigo compreender essa tua reacção e opinião. É o caso?

Tens razão por um lado, não devemos deixar o Governo ou as entidades bancárias, mais estas últimas, condicionarem o que gastamos, por isso mesmo é que devemos ponderar bem que emprestimos é que pedimos, senão ficamos mesmo condenados a gastar apenas o necessario e viver tipo à "ucraniano que gasta só o essencial para mandar o resto pra terra" sendo neste caso " a terrinha" a prestação do carro, plasma, casa, etc.
 
Bancos tardam em reflectir as descidas do indexante
Taxa de juro dos empréstimos à habitação está três pontos acima da Euribor

28.04.2009 - 22h01
Por Rosa Soares, José Manuel Rocha
A taxa de juro implícita do conjunto de contratos de crédito à habitação está em queda há três meses consecutivos. Mas a um ritmo que fica muito aquém da descida das taxas Euribor, que servem de indexante à maioria dos empréstimos em Portugal e que estão em correcção acelerada há quase sete meses.

Calculada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) – a partir da totalidade dos contratos à habitação activos nas instituições financeiras – a taxa atingiu em Março o valor de 4,749 por cento, cerca de três por cento mais que a média mensal da Euribor a seis meses do mesmo mês – 1,775 por cento.

Em resultado da crise financeira internacional, as taxas Euribor (que reflectem o preço a que um alargado conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro entre si ) têm registado uma queda vertiginosa nos últimos meses. Para os níveis mais baixos desde a sua criação. Apesar dessa queda frenética, o diferencial entre a taxa implícita apurada pelo INE e a Euribor a seis meses não era tão elevado desde 2006, como se pode verificar no gráfico abaixo.

De um diferencial entre 0,9 e 1,3 por cento até Novembro de 2008, passa-se em Dezembro para um fosso de 3,6 por cento. Em Janeiro e Fevereiro de 2009 a distância encolhe para 3,3 por cento e fixa-se em cerca de três por cento em Março.

O que é que explica esta diferença? Em primeiro lugar não estamos a falar de taxas iguais. A Euribor a seis meses é de longe o indexante mais utilizado no crédito à habitação em Portugal, mas ao qual que é somado o spread, ou margem dos bancos, cujo valor pode variar entre 0,25 por cento e 3,30 por cento, conforme o risco do cliente. O spread também varia em função da evolução das taxas e do risco económico geral, verificando-se que, depois de uma queda acentuadas nos últimos anos, os bancos estão, desde o Verão do ano passado, a aplicar spreads mais altos.

A taxa implícita do INE reflecte a relação entre os juros totais vencidos no mês em referência e o capital em dívida no início desse mês. Assim, a taxa do INE inclui o spread aplicado pelos bancos, contratos de taxas variáveis, ou seja, indexados à Euribor (a larga maioria) e taxas fixas, contratos muito antigos e os mais recentes (realizados até Fevereiro).

Outra salvaguarda a fazer prende-se com os prazos de revisão da taxa dos contratos indexados à Euribor, que é feita no mesmo prazo do indexante. Nos contratos que utilizam a Euribor a três meses, a actualização da taxa é mais rápida, mas o mesmo não acontece nos que utilizam a taxa a seis e 12 meses – ou seja, aqueles que foram revistos em Outubro e Novembro ainda não beneficiam da acentuada descida das taxas fixadas no mercado interbancário.

Níveis de Janeiro de 2007
Ao cair 0,566 por pontos percentuais em Março, para 4,749 por cento, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação recuou para valores de Janeiro de 2007. E corrigiu 1,228 por cento face ao máximo atingido em Dezembro do ano passado, nos 5,997 por cento. Apesar de as taxas de mercado terem iniciado uma queda acentuada a partir de Outubro de 2008, a primeira queda das taxas implícitas só aconteceu em Janeiro de 2009, o que é explicado pela lentidão da revisão das taxas e de um menor peso dos contratos novos face aos acumulados.

Não obstante a tendência recente de subida dos spreads por parte das instituições de crédito, a redução mensal da taxa de juro implícita nos contratos em vigor ocorreu nos três prazos considerados : três, seis e 12 meses. A redução mais elevada registou-se no prazo de três meses (realizados entre Dezembro e Fevereiro), que teve um decréscimo de 0,857 pontos percentuais, para 4,306 por cento. Nos contratos celebrados nos últimos seis meses (entre Setembro de 2008 e Fevereiro último), a taxa implícita caiu 0,704 pontos percentuais, para 4,443 por cento.

A queda das taxas implícitas em Março e face ao mês anterior aconteceu em todos os destinos de crédito, mas em valores diferentes, segundo os dados revelados ontem pelo INE. No caso da aquisição de terreno para construção de habitação caiu 0,576 pontos percentuais, para a construção do imóvel 0,544 pontos percentuais e para aquisição de habitação 0,571 por cento.

O valor médio do capital em dívida no total dos contratos em vigor foi de 55.107 euros, menos 28 euros que em Fevereiro. O valor médio da prestação vencida (soma do valor médio do capital amortizado com o valor médio de juros vencidos) registou um acréscimo mensal de 44 euros, para o valor de 62.821 euros.
ECONOMIA - PUBLICO.PT


[;)]


Já agora:Bancos continuam a cortar na avaliação das casas

As pessoas deviam adiar ao máximo a compra de casa, já que isso vai contribuir para baixar para valores correctos.
 
Última edição:
Compreendo o teu ponto de vista, mas repara como já foi dito, tu estas a pagar por algo que nunca vai ser teu. Ao comprares uma casa, demore o tempo que levar a paga-la sabes que no final é tua, e a meu ver comprar uma casa é o melhor investimento que uma pessoa pode fazer. Embora implique passar por alguns obstáculos, no final compensa.


Não digo que não, mas tens que ver que não é necessariamente obrigatório se comprar casa nos primeiros anos de vida activa[;)]

E esses primeiros anos são sempre os mais incertos e nunca se sabe o dia de amanha em termos laborais como pessoais!

Acho que não é necessariamente prudente jovens na casa dos 25-30 anos se irem enfiar em empréstimos malucos quando nem sabem o que lhes vai acontecer no mês seguinte...

Mesmo depois dos 40 anos, pode-se comprar uma casa[;)]
 
Assim dás o rabinho -e o resto- ao proprietário do imovel. E um dia que saias, ele tem a casa, com dinheiro que TU lhe deste. E tu tens o quê? NADA![:D]

Mentalidade tipicamente tacanha dos portugueses[:D][:D]

Como ja disse, acho que nos primeiros anos, é muito arriscado!

Mudando a frase:

"Assim dás o rabinho -e o resto- ao Banco. E um dia que não pagues a prestação, ele retira-te a casa, e fica com dinheiro que TU lhe deste. E tu tens o quê? NADA!"

[:D][:D]

Vai dar ao mesmo!!!Mas assim sempre tiveste os primeiros 1 a 2 anos sem pagar juros ou escrituras...:sh)

Já nem digo que por vezes a prestação inclui a TV cabo, condomínio, todos os impostos e arranjos são por conta do Senhorio!!!

Tem-se tempo para comprar casa, não é necessário ir a correr espetar-se num crédito a 50 anos...
 
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Isto de comprar e arrendar não tem solução única.

És Funcionário Publico? Compra.

Agora se trabalhar numa entidade privada é complicado.

Amanhã aparece 1 proposta aliciante noutra cidade e o que se faz À prestação mensal?

E isto pensando optimista. Porque é mais ficas sem emprego e depois?

E no arrendamento existe o porta65 até aos 30 anos. Isso é que está mal.

Desempregados de empresas que foram à falencia deviam ter acesso ao mesmo.

Subsidio de deslocação e realojamento só para quem vem de zonas consideradas com alta taxa de desemprego (na situação que estamos todas as zonas são de desemprego).

O que tem de mudar são as leis. Especialmente o IRS que em vez de anual devia ser mensal como a Irlanda ou no minimo trimestral.

Não tens despesas de IMI, condominio, arranjos.

Se formos analisar o que está mal nunca mais saiamos daqui


Tinha pensado nisto mas até me tinha esqueci de colocar nos meus post´s!!!
 
Não digo que não, mas tens que ver que não é necessariamente obrigatório se comprar casa nos primeiros anos de vida activa[;)]

E esses primeiros anos são sempre os mais incertos e nunca se sabe o dia de amanha em termos laborais como pessoais!

Acho que não é necessariamente prudente jovens na casa dos 25-30 anos se irem enfiar em empréstimos malucos quando nem sabem o que lhes vai acontecer no mês seguinte...

Mesmo depois dos 40 anos, pode-se comprar uma casa[;)]
Isso não faz sentido.

Então se não se compra casa no inicio da vida compra-se quando? Aos 40, aos 50?

E em quanto fica a prestação de uma casa comprada quase no fim da vida activa, por comparação com outra comprada no inicio?

E se a meio da vida activa surgir o desenprego (como é cada vez mais comum), como vais ser? Viver o resto da vida em casa alugada ou talvez numa roulote alugada?

Por oposição a uma casa que tendo sido comprada no inicio da vida activa, no final desta ou já está paga ou, não estando, tem uma prestação baixíssima.

Tendo em conta a incerteza generalizada, o passo mais prudente é mesmo comprar casa, desde que, as pessoas saibam qual é o limite tendo em conta o seu vencimento, claro.
 
Aos defensores do "arrendar"...ou andam bastante iludidos ou então moram em casas arrendadas baratuchas no "judas ass"...[:D]

Uma casa arrendada num local minimamente decente (limpo e calmo com alguma qualidade de vida) com transportes e escolas perto nunca vos custa menos de 500€/600€ por mês para um T2 (para T3 então nunca menos de 650€/700€)...quanto a vocês não sei, mas quando comprei casa fiquei bastante desiludido com os arrendamentos disponíveis....[:vm)]

Compreendo a vossa opção.....mas analisem bem os valores cobrados pelos senhorios e vejam se esses valores são justos face às casas que oferecem....como exemplo, em Camarate numa zona que de calma e limpa tem muito pouco já pedem 400 a 500€ por mês e são casas que 200€ por mês seria mais que suficiente atendendo às casas que são...

Têm liberdade para sair quando quiserem? Sim.....mas será que essa liberdade vale a qualidade de algumas casas para arrendar que vejo por aí?


E para quem defende a compra, dar 150 ou 170 mil € por um T2, que vos parece? Com a avaliação dos bancos dar ai 10 a 15% desse valor logo à cabeça, mais burocracias, vê em quanto te fica a brincadeira antes sequer de pores 1 pé dentro de casa. Isso prende-te a essa casa, principalmente agora que as coisas não estão para brincadeira. Se o preço do arrendamento é um abuso (e concordo contigo, há casas a 500 e 600€ que não valem 300), na compra não é melhor. Cabe a cada um decidir pela opção que vai mais ao encontro das tuas exigências.

No meu caso é arrendamento, se bem que não seja por motivos financeiros, mas sim por fins profissionais. Claro que quando os fins profissionais forem os que quero, a compra será a solução. O que quero dizer é que hoje o preço de compra além de absurdo, é raro emprestarem a totalidade, os novos créditos são um abuso (spreads upa upa), e como se tem visto permutar ou vender é dose, ou se perde dinheiro, ou não se vende. No meu caso, dar mama ao banco, e daqui a uns tempos perder, mais vale arrendar [;)]
 
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