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Cientista português recebe prémio milionário
Já não o fazia há algum tempo, mas na semana passada António Jacinto abriu uma garrafa de champanhe. A ocasião não era para menos. Especialista em genética, líder de um grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, António Jacinto ganhou um dos prémios científicos mais importantes (e um dos maiores) a nível internacional: o Human Frontier Science Program Award, o que quer dizer um milhão de dólares (cerca de 700 mil euros).
Havia no entanto outra razão forte a pedir o champanhe. É que esta era a terceira vez que o cientista português estava concorrer a este prémio. E para dar razão ao adágio, "à terceira foi mesmo de vez", como diz o próprio António Jacinto a rir.
O dinheiro, que premeia um projecto e tem obrigatoriamente que ser investido na investigação científica, vai ser repartido entre os três grupos que colaboram no projecto. Um é o do IMM, liderado por Jacinto, outro está na universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e é coordenado por Shane Hutson, e o terceiro, liderado por Wayne Brodland, é da universidade canadiana de Waterloo.
"Estamos agora a discutir entre nós como vamos distribuir o dinheiro do prémio", adianta António Jacinto. Mas, uma coisa o investigador português sabe. Parte da verba que cabe ao seu grupo já tem destino. "Vamos comprar um microscópio mais sofisticado e mais potente para desenvolver a nossa parte do trabalho", diz.
Mesmo não tendo a totalidade do dinheiro, a parte que aí vem "é uma boa folga, que permite um investimento um pouco maior do que o habitual, já que os financiamentos correntes são sempre à conta".
Depois, há o prestígio que um prémio como este confere. "Havia mais de 500 candidatos, fomos um dos 25 projectos premiados", explica António Jacinto.
Haverá a cerimónia internacional de entrega do prémio e, depois, mãos trabalho. Há ali pesquisa (e verba) para três anos de actividade.
A ideia do projecto é compreender e, a partir daí, construir um modelo teórico que descreva (e permita portanto fazer previsões) sobre um processo que é ainda muito obscuro para os cientistas: o da reparação dos tecidos orgânicos quando eles são danificados por uma ferida, por exemplo. Os três grupos envolvidos no projecto vão utilizar embriões de moscas da fruta - "muito cómodos porque nos permitem fazer manipulações genéticas", nota António Jacinto - para trabalhar nesta questão minuciosa e complexa.
A parte genética será feita no IMM pelo grupo português, os canadianos e americanos vão contribuir com a parte computacional do projecto. "Graças a um software desenvolvido por um dos outros grupos, vamos poder modelizar o processo de reparação dos tecidos e trabalhá--lo a nível computacional", explica o investigador português.
Dentro de três anos, os cientistas esperam ter feito descobertas significativas, que se traduzam na publicação de artigos científicos com impacto nos conhecimentos nesta área da ciência. Sem dúvida, boas metas.
Fonte
Muitos parabéns.
A prova final que os Portugueses quando tem meios são produtivos.
Um exemplo para todos.
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Já não o fazia há algum tempo, mas na semana passada António Jacinto abriu uma garrafa de champanhe. A ocasião não era para menos. Especialista em genética, líder de um grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, António Jacinto ganhou um dos prémios científicos mais importantes (e um dos maiores) a nível internacional: o Human Frontier Science Program Award, o que quer dizer um milhão de dólares (cerca de 700 mil euros).
Havia no entanto outra razão forte a pedir o champanhe. É que esta era a terceira vez que o cientista português estava concorrer a este prémio. E para dar razão ao adágio, "à terceira foi mesmo de vez", como diz o próprio António Jacinto a rir.
O dinheiro, que premeia um projecto e tem obrigatoriamente que ser investido na investigação científica, vai ser repartido entre os três grupos que colaboram no projecto. Um é o do IMM, liderado por Jacinto, outro está na universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e é coordenado por Shane Hutson, e o terceiro, liderado por Wayne Brodland, é da universidade canadiana de Waterloo.
"Estamos agora a discutir entre nós como vamos distribuir o dinheiro do prémio", adianta António Jacinto. Mas, uma coisa o investigador português sabe. Parte da verba que cabe ao seu grupo já tem destino. "Vamos comprar um microscópio mais sofisticado e mais potente para desenvolver a nossa parte do trabalho", diz.
Mesmo não tendo a totalidade do dinheiro, a parte que aí vem "é uma boa folga, que permite um investimento um pouco maior do que o habitual, já que os financiamentos correntes são sempre à conta".
Depois, há o prestígio que um prémio como este confere. "Havia mais de 500 candidatos, fomos um dos 25 projectos premiados", explica António Jacinto.
Haverá a cerimónia internacional de entrega do prémio e, depois, mãos trabalho. Há ali pesquisa (e verba) para três anos de actividade.
A ideia do projecto é compreender e, a partir daí, construir um modelo teórico que descreva (e permita portanto fazer previsões) sobre um processo que é ainda muito obscuro para os cientistas: o da reparação dos tecidos orgânicos quando eles são danificados por uma ferida, por exemplo. Os três grupos envolvidos no projecto vão utilizar embriões de moscas da fruta - "muito cómodos porque nos permitem fazer manipulações genéticas", nota António Jacinto - para trabalhar nesta questão minuciosa e complexa.
A parte genética será feita no IMM pelo grupo português, os canadianos e americanos vão contribuir com a parte computacional do projecto. "Graças a um software desenvolvido por um dos outros grupos, vamos poder modelizar o processo de reparação dos tecidos e trabalhá--lo a nível computacional", explica o investigador português.
Dentro de três anos, os cientistas esperam ter feito descobertas significativas, que se traduzam na publicação de artigos científicos com impacto nos conhecimentos nesta área da ciência. Sem dúvida, boas metas.
Fonte
Muitos parabéns.
A prova final que os Portugueses quando tem meios são produtivos.
Um exemplo para todos.
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