Chirac

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Então ninguem comenta sobre o Chirac, o alegado defensor da DEMOCRACIA?

O Bush comparado ao Chirac é um aprendiz...

É que ao menos nos EUA existe o "impeachment", no qual o Nixon já sofreu...
 
Dados indicam que Chirac conhecia origem do caso "Clearstream"

Paris, 11 mai (EFE).- O jornal francês "Le Monde" publica hoje novas informações que indicam que o presidente Jacques Chirac conhecia a origem do caso "Clearstream" e deu instruções sobre a investigação efetuada pelos serviços secretos.

O vespertino publica fragmentos das notas manuscritas do general Philippe Rondot, que foi quem investigou o caso das falsas contas bancárias na sociedade luxemburguesa "Clearstream", em cuja lista estavam políticos, empresários e agentes secretos.

O escândalo gerou uma polêmica na França porque entre os nomes dos políticos estava o do ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, provável candidato às eleições presidenciais de 2007. Sarkozy quer que o assunto seja investigado até o fim para saber quem quis prejudicar sua imagem. Segundo a imprensa, os responsáveis são Chirac e o primeiro-ministro Dominique de Villepin, rivais de Sarkozy. Os dois criticaram as "calúnias" e "rumores" que rodeiam este caso, segundo sua opinião.

O "Le Monde" publica hoje notas manuscritas do general Rondot que estão nas mãos dos juízes responsáveis pelo caso, que interrogarão o militar na próxima semana.

O general não destruiu as notas, apesar de algumas delas mostrarem qual era sua intenção. As notas ganharam importância agora porque revelam que tanto Chirac como Villepin sabiam do caso "Clearstream" desde o começo.

A ministra da Defesa, Michelle Alliot-Marie, chefe de Rondot, também sabia do caso, mas preferiu "não se envolver" e autorizou o general a despachar diretamento com Villepin, que ao longo de todo o processo ocupou os Ministérios de Exteriores e do Interior.

As notas do general, analista dos serviços secretos, apontam o empresário Jean-Louis Gergorin como informante inicial das falsas contas bancárias e mencionam reuniões com altos funcionários de diversas instituições do Governo.

A imprensa francesa já se refere a Gergorin como o informante anônimo que deu início ao caso, sem que isso tenha sido confirmado.

Para se defender melhor das acusações, Gergorin renunciou na quarta-feira ao cargo de vice-presidente da empresa aeroespacial e de defesa EADS.

Nas notas do general Rondot há várias alusões à necessidade de "proteger" a imagem de Chirac no caso e há um pedido de cautela feito por Villepin, já que se fosse descoberta sua implicação e a do presidente eles "cairiam".

O semanário "Le point", também muito ativo na investigação do caso, publica hoje uma entrevista com o jornalista Stephane Denis, que afirma que, por indicação de Rondot, falou em duas ocasiões com Sarkozy e lhe disse que era alvo de uma investigação. O ministro do Interior desmentiu esta informação.

Sarkozy assegura que os outros membros do Governo esconderam dele que seu nome estava em uma lista de falsas contas bancárias, mas o jornalista Denis, parente de Rondot, insiste em que em duas ocasiões disse isso ao ministro e até mesmo ofereceu a ele um relatório elaborado pelo general

http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/05/11/ult1808u64592.jhtm
 
General Rondot iliba Villepin e Chirac

15/05/2006

O general Philippe Rondot, antigo chefe dos serviços secretos do Ministério da Defesa francês, defendeu o Presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, das críticas sobre o seu presumível interesse em prejudicar o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, no chamado caso Clearstream, numa entrevista ontem publicada pelo semanário Le Journal du Dimanche.

"Nunca esteve em causa investigar Sarkozy ou outros políticos cujos nomes surgiram nas listas" de contas bancárias ocultas na Clearstream, assegura Rondot, indicando que "desde Julho de 2004 ficou claro que as listas eram uma montagem". O general refere que Sarkozy "é uma vítima e foi caluniado" e confessa que vive atormentado com o facto de as suas notas terem servido "para manchar o Presidente e Villepin".

Algumas notas do general sobre o caso Clearstream, relativo a listas falsas de contas de eventuais beneficiários de "luvas" pagas pela venda de seis fragatas francesas a Taiwan, enviadas em 2004 ao juiz que investigava a transacção desde 2001, foram publicadas na imprensa. E alimentaram a teoria já existente de que Chirac e Villepin sabiam do caso desde o início e alimentaram-no.

Mas Rondot garantiu que as suas notas "eram memorandos de conversas, muitas vezes sem ligação", acusando a imprensa de só publicar "alguns excertos com fins duvidosos para pôr em causa Chirac e Villepin". O general, que já foi ouvido pelos dois juízes que investigam o caso das listas de contas na Clearstream a 28 de Março, revelou ainda que pensa já ter dito tudo o que sabia nessa altura e que não pretende comparecer nas audiências dos dias 18 e 22. E precisou: "Mesmo que me levem à força, negar-me-ei a responder."

http://dn.sapo.pt/2006/05/15/internacional/general_rondot_iliba_villepin_e_chir.html
 
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