Chávez em Portugal

dvx

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Boas
pois o presidente da venezuela foi agora recebido pelo Excelentíssimo Engenheiro Sócrates....([:D] )
Eu acho verdadeiramente parvo é o chávez a querer entrar no edifício e o sócrates como que a não o deixar entrar para deixarem tirar mais fotos juntos com o Sócrates a sorrir um sorriso amarelo de orelha a orelha...
enfim...[8b]
 
Não tratem bem o cromo, e lá vai o negócio do petróleo por água abaixo...

O que vale é que este encontro estava marcado há muito, caso contrário choveriam as críticas espanholas sobre o oportunismo português...
 
Boas
pois o presidente da venezuela foi agora recebido pelo Excelentíssimo Engenheiro Sócrates....([:D] )
Eu acho verdadeiramente parvo é o chávez a querer entrar no edifício e o sócrates como que a não o deixar entrar para deixarem tirar mais fotos juntos com o Sócrates a sorrir um sorriso amarelo de orelha a orelha...
enfim...[8b]

"Porque não te mexes?" [:D]
 
até me arrepiei quando vi mais de uma centena de pessoas a apoiar o chavez em figo maduro... era manda-los para a venezuela de vez...

Por acaso [8b]

Espero que o SIS não anda a dormir, e se lembre (isto se não começou antes, e já devia..)de começar a recolher informações sobre aquelas pessoas, e mante-las debaixo de olho.

(afinal não são menos nem mais que a extrema-direita... não passam de um revolucionários que podem ter umas ideias meio malucas que seria "chato" se acontecem.)
 
Por acaso [8b]

Espero que o SIS não anda a dormir, e se lembre (isto se não começou antes, e já devia..)de começar a recolher informações sobre aquelas pessoas, e mante-las debaixo de olho.

(afinal não são menos nem mais que a extrema-direita... não passam de um revolucionários que podem ter umas ideias meio malucas que seria "chato" se acontecem.)

Lá teriamos o SIS aqui no forum [:D]
 
Eu acho que fica bem a Portugal mostrar-se à comunidade internacional como amigalhaço do Chavez...que por sua vez é amigo do maluco do Irão...que por sua vez ....and so on...and so on...

Com agora é habito dizer, os países não têm amigos, têm interesses...

Eu acresecento, esta "amizade" não tem interesse nenhum. Porque o Chavez, se quiser, está-se lichando para o Portugal e para os Portugueses, sendo isso que vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.

Com isto tudo, já so falta ver Portugal na cimeira dos não alinhados.
 
até me arrepiei quando vi mais de uma centena de pessoas a apoiar o chavez em figo maduro... era manda-los para a venezuela de vez...

São os mesmos que convidam terroristas da Colômbia para a festa do Avante e andaram todos indignados com a vitória do Salazar naquele concurso idiota.

Sobre o Chavez, deixo dois artigos quanto a mim interessantes:

Quem é amigo, quem é?
A Presidência da República já anunciou que não vai receber Hugo Chávez. Mas o primeiro-ministro aparentemente tem assuntos importantes a debater com o presidente venezuelano e vai recebê-lo oficialmente em S. Bento, terça-feira à tarde. Naturalmente que não conhecemos a agenda do encontro, mas podemos facilmente aventurar algumas hipóteses. Vamos explorar aqui três possibilidades.

Primeiro cenário possível – O presidente venezuelano podia estar a tentar uma aproximação à Espanha, em cujo caso Portugal podia ser-lhe de utilidade, já que, além de país vizinho, detém a presidência da UE. Não seria a primeira vez que um tal volte face aconteceria na política exterior venezuelana. Lembremos que a Venezuela tem andado a tentar restabelecer relações diplomáticas com o México depois de o presidente Fox ter cortado relações com o governo venezuelano porque Chávez lhe chamou “cachorro do imperialismo”. Lembremos ainda que a Venezuela tem andado a pôr água na fervura com o Peru depois de Chávez ter intitulado o presidente Alan García de “ladrão carteirista de meia-tigela”. Também o presidente Bush tem sido sistematicamente alvo de um interminável arsenal de insultos – desde “burro” a “bêbedo” –, mas, curiosamente, nunca reagiu. Na cimeira ibero-americana realizada no Chile, há poucos dias, o rei Juan Carlos ainda se dignou ouvir como o senhor Chávez insultava o ex-primeiro-ministro Aznar, mas quando o presidente venezuelano interrompeu a réplica de Zapatero, o rei perdeu completamente as estribeiras e mandou-o calar da forma mais taxativa e vexatória. A resposta de Chávez ao incidente foi que iria passar as contas das empresas espanholas a “pente fino”, a mais perfeita e descarada manifestação do caudilho que se sente dono do país e por cima da lei. A Espanha é o único país do mundo que nos últimos anos tem feito investimentos avultados na Venezuela, ao abrigo de umas excelentes relações diplomáticas que o governo de Zapatero tem mantido com o país sul-americano. O Ministério dos Negócios Estrangeiro espanhol, através do próprio ministro Moratinos, tem defendido as trafulhices pseudo-democráticas de Chávez, ultrapassando os limites do defensável, mas, em compensação, tem sido generosamente retribuído. As grandes empresas espanholas – Telefónica, Santander, BBVA, Repsol, etc. – constituem o último grupo de grandes empresas estrangeiras que ainda não abandonaram a Venezuela e que continuam a realizar investimentos neste país. O governo de Zapatero tem sido ainda um recurso de legitimidade que tem mantido abertas as portas da Europa ao senhor Chávez. Mas, se é a própria Espanha que está num processo de reavaliação desta posição (ao que tudo indica, face ao que está a acontecer com a reforma constitucional venezuelana) e que lhe quer fechar agora essas portas, o governo português só podia fazer um papel ridículo ao tentar mediar um conflito de “comadres”.

Segundo cenário possível – Tem-se vindo a afirmar que o governo venezuelano podia estar eventualmente interessado em comprar leite a Portugal e que, nesse caso, o senhor Sócrates se prestaria a propiciar tais negócios. Não cabe na cabeça de ninguém que fosse preciso um encontro ao mais alto nível para tratar um assunto que podia ser discutido por funcionários de terceiro nível, mas examinemos ainda assim tão peregrina hipótese. Por um lado, basta dar um passeio por um hipermercado português para se perceber imediatamente que Portugal não tem capacidade para abastecer de leite um país de quase trinta milhões de habitantes. Além disso, a Venezuela tem a tradição de comercializar e de consumir o leite quase exclusivamente em pó, o que em Portugal é muito pouco comum. E, por último, convém explicar que a falta de leite (e de muitos outros produtos básicos) que tem assolado a Venezuela nos últimos tempos é resultado da política económica do senhor Chávez, que obriga os empresários venezuelanos a venderem os produtos a um preço estipulado pelo governo – e que há anos que não é actualizado –, sob pena de fecho e expropriação das instalações fabris e comerciais. Dado que os produtores e as entidades comerciais não podem vender a preços inferiores ao custo, os produtos desaparecem do mercado e os industriais e comerciantes são acusados de boicote à revolução. Esta situação não é nova e tem-se estado a resolver à força de petro-dólares: o governo compra (trigo, leite, frango, etc.) no estrangeiro e depois revende estes produtos através da sua própria rede de supermercados (Mercal), a preços exorbitantemente subsidiados, demonstrando assim que, afinal, os produtos nacionais não se vendiam aos preços estipulados porque os “burgueses oligarcas” não queriam, “obviamente” implicados em grandes conspirações para derrubar o governo. Com este procedimento já se comprou trigo à Argentina e carne ao Brasil, mas seria verdadeiramente lamentável que, por falta de informação, Portugal se chegasse a ver envolvido em negócios que não são nada transparentes do ponto de vista formal e totalmente condenáveis do ponto de vista moral. Grande parte da comunidade portuguesa na Venezuela, que ocupa variadas posições na cadeia logística alimentar daquele país, desde posições humildes até grandes conglomerados industriais e comerciais, são vítimas directas destas políticas, que, em última análise, visam arrasar com o tecido industrial do país, porque é nesses sectores mais cultos e informados da população que se encontram mais objecções à natureza pseudo-democrática do regime bolivariano.

Terceiro cenário possível – Uma última hipótese que justificaria a presença de Chávez em S. Bento seria a existência de uma importante comunidade de portugueses na Venezuela. Encontros bilaterais deste tipo têm-se vindo a realizar ao longo de muitos anos, sem que a comunidade portuguesa tenha daí colhido grandes frutos. Para mencionar um exemplo, a princípios dos anos noventa, o então ministro da Segurança Social do governo de Cavaco Silva, Silva Peneda, foi à Venezuela assinar um protocolo de reciprocidade em matéria de segurança social. Tal acordo nunca entrou em vigor e um emigrante português que pode ter passado vinte ou trinta anos a enviar remessas para Portugal, que investiu todas as suas poupanças numa casa em solo português para o seu regresso à terra natal, encontra-se de súbito desprovido de reforma e de direitos básicos de segurança social – e nesta situação encontram-se milhares de famílias. Aparentemente o senhor Sócrates e o senhor Chávez interessam-se ambos pela comunidade portuguesa, mas os portugueses residentes na Venezuela sentem que não lhes têm nada que agradecer porque vêem que as suas lojas, as suas fábricas, os seus supermercados todos os dias são ameaçados, como estão a ser ameaçadas as suas mais elementares liberdade civis, como a liberdade de escolher os seus governantes, a escola onde estudam os filhos ou a rua por onde preferem transitar para não serem tão facilmente sequestrados.

Percebo que a Presidência da República não tenha manifestado interesse em receber uma personalidade que cada dia com mais força se revela contrária aos princípios democráticos e até aos mais elementares princípios da boa educação e do bom senso. Lamento, por isso, que o senhor Sócrates ainda não consiga enxergar bem o assunto Chávez com a mesma clareza franca que mostra o professor Cavaco Silva.

Jaime Senra
Filho de emigrantes portugueses nascido na Venezuela
http://intervencaomaia.blogspot.com/2007/11/quem-amigo-quem.html

VOTO A VOTO ATÉ À DITADURA
João Miranda

Hugo Chávez controla neste momento a presidência da Venezuela, a Assembleia Nacional, o Supremo Tribunal, o exército, a administração pública, parte dos sindicatos, parte da comunicação social, a comissão eleitoral e o petróleo. Conseguiu este controlo quase total sobre o país através da criação de instituições paralelas às instituições legítimas e da manipulação engenhosa dos processos democráticos. Para contornar a oposição da Assembleia Nacional, convocou (em 1999) um referendo que lhe permitiu instituir uma nova Assembleia Constituinte e dissolver a antiga Assembleia Nacional. Alargou o número de membros do Supremo Tribunal e infiltrou-o com juízes da sua confiança. Assumiu o controlo do petróleo venezuelano e utilizou as receitas para criar serviços públicos paralelos (as misiones) dominados pelos seus partidários. Convocou um referendo que lhe deu mais poder sobre os sindicatos e criou um sindicato paralelo constituído por sindicalistas da sua confiança. Recusou-se a renovar a licença de uma televisão que lhe era hostil e criou para si próprio um programa diário de propaganda na televisão pública. Está a criar um exército paralelo com base nas suas milícias privadas. Está a governar por decreto desde Janeiro, porque a Assembleia Nacional, constituída exclusivamente por chavistas, atribuiu-lhe uma autorização legislativa praticamente ilimitada.

Em menos de dez anos, a Venezuela transformou-se num regime que pouco se distingue de uma ditadura. Mas deve realçar-se que as decisões políticas que levaram à concentração de todo o poder em Hugo Chávez foram aprovadas pela maioria da população em vários actos eleitorais. Os venezuelanos fizeram as opções que os estão a conduzir à ditadura. Isto só foi possível porque a Venezuela se transformou numa democracia sem quaisquer limites ao poder da maioria. A vontade da maioria é sempre respeitada, mesmo quando essa vontade conduz à eliminação dos limites constitucionais ao abuso de poder. Há dois momentos cruciais na História recente da Venezuela em que isso é evidente. O primeiro foi quando Hugo Chávez utilizou o voto da maioria para dissolver uma Assembleia Nacional legítima. O segundo foi quando utilizou um referendo para submeter os sindicatos à tutela do Governo.

No próximo dia 2 de Dezembro, os venezuelanos vão referendar uma nova constituição que alarga ainda mais os poderes do Presidente. Terão outra vez o direito de eliminar limites constitucionais ao abuso de poder. Já não restam muitos para eliminar. Por isso, o próximo referendo pode ser o último. Pode-se argumentar que se o povo venezuelano votar pela instituição definitiva de um ditador, tem o que merece. Mas tem se se ter em conta que a minoria não merece ser conduzida à ditadura pela maioria.
http://dn.sapo.pt/2007/11/17/opiniao/voto_a_voto_a_ditadura.html
 

Respondo a esses artigos com este:

Pequeno manual crítico duma Venezuela desprezada
Para uso de curiosos, neófitos e cidadãos


Por acaso é de um site "comuna"... e dai? Por acaso este artigo prima pela transparencia e honestidade, coisa que não se ve ultimamente quando se critica a Chavez. Desta vez dou 1 ponto para a "comunagem".
 
Os negocios devem ser apoliticos.

Notou-se ...

dalai_lama.jpg




Ahhhh pois, esqueci, não há relações comerciais com o Tibete, só com a RP China. :sh)
 

E o que diz esse artigo de propaganda comunista ? Diz coisas notáveis, que não há problema do Chavez alterar aconstituição para ser eleito de novo porque essa alteração vai ser submetida a referendo, passando magicamente a ser democrática. Como se o autor não conhecesse os mecanismos de utilização do populismo para a perpetuação no poder.

Diz coisas do género que o Chavez criou uma TV para falar do povo que os outros meios de comunicação social não falavam. Hahaha... O autor do artigo também nada diz sobre o tempo de antena que o Chavez tem em variados orgãos de comunicação social estatal, chegando a dar secas de 7 horas de propaganda contínua como sucedeu em Agosto.

Felizes os cegos que não querem ver. Mendes, daqui a poucos anos falaremos...
 
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