Carro do ano 2010 - VW Polo

Tentar descodificar a coisa...

O iQ interessa sobretudo pelas inovações que traz ao nivel do packaging e que em muito provavelmente contribuirá para o avanço da arquitectura FWD, conseguindo um muito melhor aproveitamento de espaço, que, caso fosse aplicado já amanhã (através de um processo conhecido como abracadabra[:D]) em todos os automóveis FWD com motor em posição transversal, teríamos a frente dos carros 10-15cm mais curtas do que actualmente têm.
Carros mais pequenos, em teoria, usam menos material, logo poupa-se uns kilinhos, uns tostões nos materiais, serão mais fáceis de arrumar, etc...

A Toyota, para evidenciar isso, concebeu o 4 lugares mais curto do mercado!
A plataforma do mesmo será reaproveitada numa versão longa para o sucessor do Yaris. Daí a largura "enorme" do iQ, uns 13, 14cm superior à do Smart.

Agora... o que interessa avaliar no mundo real, é como o carro se comporta nas situações do dia-a-dia.
É mais espaçoso, económico, confortável, performante, dinâmico, ergonómico, seguro que o Smart?
Tem melhor qualidade de construção, de material, de percepção que o outro?

Ou seja, o facto de ter trazido um monte de inovações faz dele um carro superior ao que já havia?
A meu ver acho que não.

É um óptimo cartão de visita sobre as possibilidades que o re-Packaging inovador que o mesmo permite.

O Smart, a nivel de packaging é tão brilhante como o iQ, mas tendo em conta que 90% do parque automóvel é FWD e não vejo grande tendência na mudança do paradigma, o iQ acaba por ser uma criatura muito mais essencial à evolução do automóvel, ou melhor, à optimização do automóvel actual, já que dá um grande passo em frente na questão de optimização de espaço que é usado pelo hardware, beneficiando o espaço usado pelos ocupantes.

Mas o iQ, como em carro em si, não resolve nenhum problema de forma melhor que o seu concorrente mais directo.

E daí acredito que a opinião da EVO vá por aí.
O iQ inova, mas do ponto de vista do consumidor, poderá não apresentar reais vantagens perante o Smart, apesar de ter os 2 lugares traseiros

Além de que a EVO tem sempre um foco especial sobre outras questões.
E como tal, o iQ também não traz nada de novo nessas questões mais especificas, e, para quem gosta de conduzir, o Aygo, referenciado, será sempre uma máquina superior (e já testado por um par de vezes na EVO), elogiado pela sua dinâmica a tender bastante para o divertida e um 3 cil a gasosa cheio de genica.

Em relação ao carro do ano, apesar de cada vez mais estes trofeus terem menos importância, seria sempre agradavel dar o voto aos modelos que evoluem a espécie.

Ou seja, se o iQ, na realidade não resolve nenhum problema no dia-a-dia da mobilidade individual (e para mais, sendo largo como é), o Polo resolverá menos.
Mais convencional que o Polo não pode haver.
No entanto, tal como o iQ, tem uma série de caracteristicas que podem ser avaliadas, como aqueles pontos que costumam vir à baila nos comparativos do costume, e se fôr económico, bem construido, espaço suficiente, bom valor, boas mecânicas, etc, etc, etc... não deixará de ser um bom produto.
Mas será sempre mais um... não contribui em realmente nada para a nossa "felicidade"
É apenas uma optimização do modelo anterior, a um nivel básico.

E nesse campo, o iQ é superior, porque apresenta um conjunto de soluções que têm o poder de influenciar a forma de se fazer as coisas no futuro.

E curiosamente, já "influencia" na VW.
Os futuros A3/Golf e todos os outros derivados desta plataforma terão soluções semelhantes ao iQ na forma como a "arrumação" do compartimento do motor será feita.
A audi, aliás, já usa algo semelhante para os seus FWD/4wd com motor longitudinal, como o a4 e a5, e agora vão fazê-lo para os FWD/4wd com motor tranversal.

Por isso, venham lá mais coisas algo estranhas como o iQ, que realmente merecem ser premiadas.
Não interessa às vezes tanto o que nos é oferecido como embalagem, mas mais o potencial das soluções oferecidas, e nesse campo, o iQ mostrou-nos um novo e melhor caminho.

O "problema" neste trofeu Carro do Ano é que o que acaba por ser avaliado, tem mais a ver com questões racionais do ponto de vista do consumidor (a procura do melhor em diversos items), e logo, o que acaba por ser avaliado poderá deixar para segundo plano, soluções tecnológicas que muito poderão contribuir para termos carros melhores, mais eficientes a diversos niveis.

Como exemplo, imaginemos um carro com motor super xpto, que permite niveis de eficiência super brutais, mas o que está à volta do motor é apenas um monte de sucata, com qualidade pobre, má ergonomia, ou com problemas estruturais que lhe dão deficiências a nivel de segurança activa ou passiva.
Ou seja... tem uma solução que pemite contribuir para um cenário global de motores muito mais eficientes, com menos desperdicios, mas o carro em si, como produto é uma trampa completa...
Boa análise.

É realmente uma pena que os critérios valorizem o mais homogéneo e não o que mais poderá contribuir para a "evolução da espécie". A performance comercial do Polo agradece o troféu, a indústria agradece à Toyota a ideia.
 
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Análise interessante da coisa.

E parece que estamos em sintonia.[:D]
Why no Polo on my list, then? Because a CotY should be the car that best does the job it is designed to do while most advancing the art of the car. It has to be, in the words of the judging sheet, the most outstanding car for 2010. And the Polo clearly can't fit that role, especially when a Fiesta is better yet lost out on last year's COTY by one point – one point! – to the capable but not very outstanding Vauxhall Insignia.

E mais um páragrafo interessante
All of which suggests that the judging system needs an overhaul if the result is to be credible. 'Most outstanding' does not mean 'most quite-liked'. A better guide might be the number of full 10-point scores a car achieved: Polo three, Toyota iQ six. On that basis the tiny Toyota should have won, for in the mass market no car launched in 2009 has shown greater originality of thought and concept even if it is slightly flawed in execution.

E como o artigo termina, parece que esta organização que elege o carro do ano vai se reunir no inicio do próximo ano para rever os critérios de avaliação dos candidatos e sistema de pontuação.

Esperemos que arranjem algo a permitir resultados que valorizem os carros que respondem às diversas questões na problemática automóvel de forma inovadora e eficaz.
 
O prémio foi bem atribuído, concordo que o IQ é original e acho que dava também um bom 1º lugar, mas o Polo também assenta bem no pódio [;)]

Claro que sim, pois ambos são muito interessantes, mas esta nomeação foi uma chapada de luva branca em muita gente.

«La petite allemande tire ainsi les fruits d'une évolution spectaculaire, qui lui a permis de rejoindre les références de la catégorie dans nos différents essais.»

Em http://www.automobile-magazine.fr/actualites/volkswagen/voiture_de_l_annee_2010
 
Claro que sim, pois ambos são muito interessantes, mas esta nomeação foi uma chapada de luva branca em muita gente.

«La petite allemande tire ainsi les fruits d'une évolution spectaculaire, qui lui a permis de rejoindre les références de la catégorie dans nos différents essais.»

Em Voiture de l'année 2010 - La Polo prend la couronne - Actualités - L'Automobile Magazine


"évolution spectaculaire"[:)]
pois...
A única coisa digna de destaque no Polo foi aquilo que se viu no seu irmão Ibiza um ano antes, ou seja, o quebrar de um ciclo de engorda constante, com o novo Polo a perder umas boas dezenas de quilos comparativamente ao seu antecessor.

Curioso é o Polo ter ganho este trofeu agora, quando o ano passado o seu irmão Ibiza, que usa basicamente as mesmas entranhas e soluções nem sequer ter chegado aos 7 finalistas!

Será o Polo assim tão melhor que o Ibiza? hum....
 
E se disseres que foram os italianos que deram a vitória ao Polo vai dar ao mesmo. Sem a pontuação deles, ambos os carros ficariam empatados, mas o iQ tinha mais pontuações máximas. E daí? Comichão?
 
Mas se quiseres aqui vão alguns dos comentários à mega-revolução do mundo automóvel:


Horst Bauer (Austria)
One point for the concept of a sub-3-meter city-car offering more than two seats and no cargo-space like its well known competitor. It is truly impressive, how the Toyota-Engineers managed to squeeze all this technology in a car of this size. On the other hand, a modern city- car with a real-life fuel-consumption of up to 7 liters for 100 km is not a very glorious chapter for a fuel-saving-pioneer like Toyota. And the lack of traction in the wet is a pity for a front-wheel-drive car.

Peter Aaboe (Denmark)
Toyota iQ is the outsider as the tiny car challenging both brains and heart within a length of one centimetre less than three meters. I have spent time with iQ and must admit I miss the plot. What does the iQ do better than the full four seater Fiat Panda of 3,5 meter? Nothing in my book other than being different and having a tiny turning circle that makes iQ nippy in the city. Thank you for trying. It is worth 3 point.

Diego Eramo (Italy)
Not much more than a variation on the theme of the Smart, the Toyota iQ is wider and has three seats+one rather than two, sacrificing the boot space in the process. And if you want to put down the rear seat backs to load luggage, the operation is complicated by having to remove the headrests. Extremely agile and responsive in city traffic, it has no problems tackling long stretches of motorway with a good level of comfort, apart from a certain noisiness of the engine during acceleration. Braking and consumption could be improved, while the construction quality reflects the high Toyota standards.

Jos Vroomans (Netherlands)
The iQ scores high on innovation. The Toyota engineers have created a lot of interior space in a three metre car. Handling and comfort are surprisingly good for a car this size. It’s relatively expensive though, and in many cases an Aygo would be a more sensible choice.
 
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Mas se quiseres aqui vão alguns dos comentários à mega-revolução do mundo automóvel:

comentários interessantes dos juris e que vão ao encontro do que se tem discutido aqui.

É inegável que o iQ trouxe uma série de soluções inovadoras ao nivel do packaging que têm o potencial de se disseminar e tornarem-se standard em todos os FWD do mercado, de forma semelhante à que foi conseguida pela colocação tranversal do motor no Mini de 59 e ao uso de semi-eixos de diferente comprimento (devido à colocação da caixa ao lado do motor e não por baixo, como no Mini) no Fiat 128, sendo os 2 modelos que nos deram os FWD que conduzimos hoje em dia.
O iQ é o passo seguinte, ao trocar posição entre diferencial e embraiagem, e reposicionamento da coluna de direcção.

Mas depois temos outra análise, que é o carro em si e o que vale em questões de uso do mesmo. Ergonomia, Conforto, Dinâmica, Qualidade, etc...

E as opiniões dos juris parecem cair nesta dualidade de criterios.
Uns valorizam o conjunto de inovações, que permitem no futuro a possibilidade de carros mais compactos, com uso mais eficiente de espaço.

Outros parecem apenas avaliar o carro nos pârametros que encontramos nos comparativos habituais, e também acabo por concordar com eles, porque acaba por não responder aos problemas da mobilidade individual ou urbana de forma diferente que os outros todos.

Temos um layout FWD melhor e optimizado, mas o carro em si, do ponto de vista do consumidor e da problemática da mobilidade não difere de outras soluções que já se encontram no mercado, como o Smart.

Tivéssemos na estrada uma solução de mobilidade como as que parecem vir ai, com veículos estreitinhos, como o Nissan LandGlider, e acredito que ganharia sem espinhas, já que inova não só ao nivel da técnica, como ao nivel da morfologia, respondendo de forma mais eficaz à problemática da mobilidade individual e sobretudo urbana
 
Porque não aplicar essas soluções num carro como o Aygo?! Distribuição dos custos de R&D pelas 3 marcas, um carro muito mais espaçoso por mais meio metro, e escusavam de ter 2 carros dentro do mesmo segmento.

Para mim foi um carro muito bem pensado, mas muito mal executado.
 
"évolution spectaculaire"[:)]
pois...
A única coisa digna de destaque no Polo foi aquilo que se viu no seu irmão Ibiza um ano antes, ou seja, o quebrar de um ciclo de engorda constante, com o novo Polo a perder umas boas dezenas de quilos comparativamente ao seu antecessor.

Curioso é o Polo ter ganho este trofeu agora, quando o ano passado o seu irmão Ibiza, que usa basicamente as mesmas entranhas e soluções nem sequer ter chegado aos 7 finalistas!

Será o Polo assim tão melhor que o Ibiza? hum....

A evolução terá sido em relação ao último modelo do Polo, não?
É que a plataforma usada era mais do que velha.
E o Ibiza a meu ver não tem um design muito feliz, mas isso é só a minha opinião ( além de estar «gordo»).
Quanto ao IQ, se houvesse um prémio de INOVAÇÃO, seria para ele. É óptimo haver iniciativas destas em prol do desenvolvimento do mundo automóvel. Como consumidor é isso que me interessa que é para ter para onde escolher mais.
Agora em termos práticos, onde as inovações devem fazer a diferença, o assunto complica-se.
 
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Parabens VW.


Parabens Polo, já tive a oportunidade de analisar bem o carro ( parado) não conduzi.

fiquei impressionado com a qualidade geral e equipamentos, até o design me cativou.


de de atribuição a um segnmento alto (D)

agora ao segmento (B)

foi bem atribuido
 
Apartir do momento que tens dezenas de jornalistas de diferentes nacionalidades e países a participar, chegares a essa conclusão é fantástico! [:D]

Certamente alguém nos outros países estará a fazer o mesmo para os "seus" jornalistas deixa lá! ;)

Eu disse aqui que o Polo ganhou bem.
Gosto do Polo e de carros tipo IQ não. Mas isso é o meu gosto.
Se votasse até poderia dar mais pontos ao Toyota, consoante as inovações e características.
Agora dar 8 a um Polo e só 2 ao Toyota parece-me absurdo.
Mais absurdo, para não dizer ridículo e completamete descarado é um Alemão dar zéro pontos ao Toyota como se fosse uma lata de lixo com um motor a carvão e 10 ao Polo como se fosse um Porsche super barato.
Aliás parece que este tipo de coisas está a causar mossa pois vai para lá grande confusão e de futuro o método de votação será alterado.
Um bom princípio era os Jornalistas não poderem votar num carro cuja marca seja do seu país.

No entanto não deixa de ser um facto objectivo que a sem a votação dos dois Portugueses era o Toyota que ganhava.
São factos.

Não deixa de ser um facto que a revista Autohoje parece um portal grupo VW, sempre com notícias desses carros; inclusivamente o site é irritante pois estamos a navegar e sem querermos aparece sempre uma publicidade ao SEAT Ibiza à nossa frente (neste momento, pois em tempos era o VW Tiguan com uma música irritante).
 
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