Cábulas nos exames

Eu só usei a minha velhinha Casio Fx 9750G com algumas fórmulas, pouco mais. Agora que vi muita bandalheira vi.... e tenho ideia que muitos profs fecham os olhos.
Sempre fiz questão de fazer os meus próprios trabalhos e citar todas as fontes....
Também me faz confusão como é que um juri, em alguns casos, não consegue ter percepção de que uma tese foi feita por terceiros numa apresentação/defesa. Não deve ser muito difícil.....
 
Não li a noticia toda! Nem o vou fazer... vou só partilhar a minha experiência.

Fartei-me de copiar nos exames teóricos da universidade. Porquê? Porque (e aqui faço uma ressalva para as diferentes áreas) no meu curso a teoria foi palha.

Sou webdesigner. Trabalho o dia todo agarrado ao google. Porque raio é que vou precisar saber toda a sintaxe de uma linguagem de programação? É óbvio que com a prática acabo por saber muita coisa. Mas não faz sentido pedir a um estudante da minha área que memorize tudo e mais alguma coisa, quando no mundo laboral não há essa necessidade.

Muito menos preciso de ter na ponta da língua os nomes dos autores contemporâneos da historia de arte moderna. É sempre bom termos noção do que se passa nestes temas mais afastados na nossa área técnica, agora pedir-nos para saber de Historia de Arte o mesmo que um aluno de Belas Artes é simplesmente ridículo.

Quando deixarem de pedir aos alunos para estudar "o quê" para passarem a estudar o "porquê", deixa de haver cabulas.

Por outro lado, os trabalhos e exames práticos deram-me sempre muito gozo fazer e nunca tive sequer tentação em cabular. Embora não concorde que estando a fazer um teste prático de flash não se possa consultar o google, por exemplo.

Já li qualquer coisa de que na Dinamarca já deixavam os alunos usar a internet durante certo tipo de exames... o que quanto a mim faz todo o sentido.

É claro que um advogado tem que saber as leis (não todas). Um médico tem que saber a anatomia do corpo humano, porque não vai estar no consultório a procurar onde é o fémur do paciente. [:D]

De qualquer forma há que adaptar os métodos de ensino às diferentes áreas e sobretudo à tecnologia de que dispomos hoje. [;)]
 
A melhor maneira de encontrar tópicos antigos é mesmo usando o Google:

http://forum.autohoje.com/off-topic/1953-cabulas-nos-exames-6.html

Obrigado, rasec! É isso mesmo!
good.gif
 
No 12º metia as fórmulas na memória da máquina gráfica, excepto no exame nacional, claro.

Na faculdade, devo ter copiado apenas durante o 1º ano, em frequências/exames teóricos. A partir daí foi sempre sem "ajuda" e safei-me muito bem!

Não vou negar que durante um exame de Farmaco-toxicologia no 3º ano, tendo acabado o exame super cedo, estive a comparar pergunta a pergunta com uma amiga minha, só para nos certificarmos das respostas.[:D]

Quanto a trabalhos, sempre os fiz na íntegra, de uma ponta à outra! Orgulho-me muito da minha média de final de curso, especialmente devido à média dos estágios/relatórios e do projecto final![:cool:]
 
Última edição:
Quem nunca:
- utilizou uma cábula ou a fez
- "anotou" um código ou formulário
- utilizou a memória da máquina
- teve conhecimento de testes/ exames com perguntas iguais
- utilizou folhas de rascunho "anotadas"
- etc
- etc
- etc​

Quem nunca copiou que atire a primeira pedra.​

Mas não serei eu de certeza absoluta[:D]​


Ainda gostava que alguém me explicasse a lógica de decorar tanto lixo como fórmulas matemáticas (não falo de básicas), tanta coisa de métodos quantitativos, física, economia, etc, quando depois nas nossas áreas de trabalho temos todos os manuais à nossa disposição.​

Como dizia um Professor que tive na faculdade: Consultem nos exames o que quiserem, se não souberem para que serve, não vos vai ser útil em nada terem os meios à vossa frente.[;)]
Palavras sábias.​

De que vale a um aluno ter a memória da máquina com fórmulas de matemática, física ou estatistica, se não souber onde as aplicar? De nada, é chumbo certinho!​
 
Acabei de sair de um exame e usei cabulas pq não tive vontade d marrar.Limitei a passar o livro em pdf p/ Iphone e consultar o que queria.Alguns colegas foram apanhados:sh)

So começei a utilizar cabulas na faculdade e p/ cadeiras teoricas e não tou arrependido.[;)] cada um com as suas escolhas.
Tenho n colegas que são auténticos marrões,limitam a decorar a matéria e conseguem tirar grandes notas,não os considero mais inteligentes ou com mais capacidades pq muitos se estiverem diante de um problema são incapazes de resolve-lo pq limitaram-se a decorar,decorar,decorar.

E depois do que vale as cabulas se não termos a noção da matéria,dos conteudos,etc.
 
Última edição:
Acabei de sair e um exame e usei cabulas pq não tive vontade d marrar.Limitei a passar o livro em pdf p/ Iphone e consultar o que queria.Alguns colegas foram apanhados:sh)

So começei a utilizar cabulas na faculdade e p/ cadeiras teoricas e não tou arrependido.[;)] cada um com as suas escolhas.
Tenho n colegas que são auténticos marrões,limitam a decorar a matéria e conseguem tirar grandes notas,não os considero mais inteligentes ou com mais capacidades pq muitos se estiverem diante de um problema são incapazes de resolve-lo pq limitaram-se a decorar,decorar,decorar.

E depois do que valer cabulas se não termos a noção da matéria,dos conteudos,etc.

wise words... [;)]
 
Olha que não sei!! Hoje a médica aqui da medicina do trabalho teve de recorrer ao portátil para saber que análises deveria passar-me[8b]


Isso tudo depende... se não se lembrava apenas do nome do exame, qual é o problema?

Agora se não sabia que tipo de exame passar... aí é diferente. [;)]
 
Na faculdade, nunca usei cábulas e até agora tenho me safado bem. Aliás, a percepção que tenho na minha faculdade são raros os casos que tenho conhecimento de fraude em exames, pelo menos naqueles que tenho feito.

Sinceramente, só tenho que condenar quem tenta aldrabar o sistema, pois tanto criticamos os outros que têm posturas criminosas na sua actividade profissional, principalmente os políticos. Nós, estudantes, se tivermos essa postura só estamos perpetuar a corrupção no nosso país, e a desafiar os mais honestos a partirem para práticas corruptas. E além da injustiça que daí surge para com os outros, pois este aluno que copiou, fez cábulas e trinta por uma linha para subir de toda as formas a sua pontuação, vai ter uma nota inflacionada em relação ao seu trabalho e ao seu conhecimento, podendo num concurso público este aluno ficar favorecido em relação aos outros que nunca cometeram este tipo de crime.
 
Nunca fiz ou usei cábulas, claro que numa situação de bloqueio sou capaz de ter tentado "receber" umas dicas, mas normalmente ou não conseguia ler ou era caso para me mijar a rir.
Admito que tenho alguma relutância em deixar copiar mormente a estranhos, porque já fui tramado por isso.
A situação mais embaraçosa porque passei nesse aspecto acho que foi no 9º ou 10º ano, em que um teste (já não sei bem porque), acabou por ser divido em duas aulas. Em matemática, no intervalo resolvi o exercício de selecção e outro (os dois ultimos), de forma a dar positiva ao meu melhor amigo, e depois sem eu saber, aquilo espalhou-se e houve a maior taxa de positivas de "sempre" e quase todos os alunos com o exercício de selecção bem resolvido.
Resultado, repetição do teste e um mau estar com a professora. A prof tinha corrigido o meu no intervalo (cortesia da senhora) e percebeu logo.
Claro que agora me rio disso, mas na altura a responsável de turma queria convocar uma reunião de país e tudo...[:D]
 
Na faculdade, nunca usei cábulas e até agora tenho me safado bem. Aliás, a percepção que tenho na minha faculdade são raros os casos que tenho conhecimento de fraude em exames, pelo menos naqueles que tenho feito.


Tudo depende do curso... uns são mais propensos a cábulas do que outras...

Imagino que seja complicado copiar a línguas, ou a Português, mesmo história (só se for mesmo as datas).... ou sabes escrever num determinado idioma, ou não sabes... ou leste a obra, ou não leste...etc!

Já quando implica fórmulas, é pá... é mato!
 
Tudo depende do curso... uns são mais propensos a cábulas do que outras...

Imagino que seja complicado copiar a línguas, ou a Português, mesmo história (só se for mesmo as datas).... ou sabes escrever num determinado idioma, ou não sabes... ou leste a obra, ou não leste...etc!

Já quando implica fórmulas, é pá... é mato!
Eu andei num curso de História e lembro-me que numa cadeira de Hist.Geral, o copianço e o uso de cábulas era mato e não era só nas perguntas relacionadas com datas ou com personalidades, era também nas perguntas de desenvolvimento, que exigiam que o aluno relacionasse diversos pontos da matéria.[:p][:p][:p]
 
A minha opinião é que o recurso sistemático à cábula em exames é indicador de um mau aluno que, com quase toda a certeza, será mau profissional. Alunos que fazem fraude com trabalhos escritos, idem, ou pior ainda.

Por mim, todas (ou quase) as avaliações de disciplinas deveriam ser divididas em duas partes:

- Uma parte, sem recurso a qualquer consulta, que avalie competências fundamentais que devem ser adquiridas na disciplina (1);

- Outra parte, com consulta livre ou com elementos seleccionados pelo docente, que avalie essencialmente a capacidade prática dos alunos.

Alguns dizem que na vida real também se podem consultar coisas. Pois, mas essas coisas nem sempre estão disponíveis na vida real, instantaneamente.


(1) Nesta parte, também tenho a opinião que poderia ser exigido ao aluno uma classificação superior a 10 valores para aproveitamento à disciplina.
 
A minha opinião é que o recurso sistemático à cábula em exames é indicador de um mau aluno que, com quase toda a certeza, será mau profissional. Alunos que fazem fraude com trabalhos escritos, idem, ou pior ainda.


A minha experiência diz-me que não tem nada a ver... até porque a maturidade chega mais tarde, o gosto pelo que se está a fazer é chave, etc.

Conheço excelentes alunos (verdadeiros marrões) que são profissionais incapazes sem qualquer tipo de social skills... conheço maus alunos (tantos que nem o curso acabaram) que são excelentes profissionais ou empreendedores irrepreensíveis, etc!

Portanto, nada a ver!
 
A minha experiência diz-me que não tem nada a ver... até porque a maturidade chega mais tarde, o gosto pelo que se está a fazer é chave, etc.

Conheço excelentes alunos (verdadeiros marrões) que são profissionais incapazes sem qualquer tipo de social skills... conheço maus alunos (tantos que nem o curso acabaram) que são excelentes profissionais ou empreendedores irrepreensíveis, etc!

Portanto, nada a ver!

É verdade que as pessoas mudam. Mas não deve ser fácil a uma pessoa com vinte e tal anos, depois de conseguir ter sucesso graças a fraude, mudar o "estilo". É óbvio que há excepções (e ainda bem).

Também conheço pessoas sem curso (alguns que desistiram, outros que nem começaram) que são bastante profissionais, mas o profissionalismo baseia-se essencialmente no trabalho.
 
Quem nunca:

- utilizou uma cábula ou a fez
- "anotou" um código ou formulário
- utilizou a memória da máquina
- teve conhecimento de testes/ exames com perguntas iguais
- utilizou folhas de rascunho "anotadas"
- etc
- etc
- etc​

Quem nunca copiou que atire a primeira pedra.​

Mas não serei eu de certeza absoluta[:D]​


Ainda gostava que alguém me explicasse a lógica de decorar tanto lixo como fórmulas matemáticas (não falo de básicas), tanta coisa de métodos quantitativos, física, economia, etc, quando depois nas nossas áreas de trabalho temos todos os manuais à nossa disposição.​

Como dizia um Professor que tive na faculdade: Consultem nos exames o que quiserem, se não souberem para que serve, não vos vai ser útil em nada terem os meios à vossa frente.[;)]
Palavras sábias.​


De que vale a um aluno ter a memória da máquina com fórmulas de matemática, física ou estatistica, se não souber onde as aplicar? De nada, é chumbo certinho!​


Isso que falas são "delitos menores" quando comparados com actos muito mais graves como apresentar trabalhos feitos por encomenda ou copiados de outro lugar! :sh)

Isso sim, deve ser veementemente condenado e combatido! :mad:
 
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