bmw x3 e land rover freelander

srbig

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Assalto à liderança

BMW X3 2.0d vs Land Rover Freelander 2 2.2 TD4 SE

O novo Freelander procura recuperar o tempo perdido e destronar o BMW X3 de um lugar que outrora foi seu.
Longe vão os tempos em que o Freelander dominava o segmento dos todo-o-terreno na Europa. Depois de um início de vida conturbado, o mais pequeno dos Land Rover foi conquistando o seu espaço até chegar a uma liderança duradoura. O avançar da idade relegou-o quase para o anonimato.
Fica, assim, clara a importância e a missão do novo Freelander 2: recuperar a liderança das vendas na classe. Para tal, a Land Rover criou um carro totalmente novo, mais próximo, em imagem, tamanho e no preço, aos modelos superiores e equipado com um motor de 2.2 litros com 160 CV.
Para conseguir os seus objectivos o Freelander 2 terá que enfrentar o BMW X3, alvo de uma renovação estética e de interior e que tem ainda como aliado o motor 2.0d que continua a valer muito mais pelo preço do que pelas prestações proporcionadas.
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Carroçaria
Esforço compensador

A supremacia alemã no capítulo da qualidade de construção não sofre contestação. No entanto, apesar de o X3 ser um exemplo na classe, a diferença que o separa dos demais já não é assim tão grande. Prova disso é o Freelander 2 que protagoniza uma clara evolução face ao seu antecessor, faltando apenas limar algumas arestas, como é o caso das folgas dos vários painéis que constituem a carroçaria ou da rigidez estrutural que não é tão consistente. Ainda assim, aplaudimos este investimento , parecendo-nos que a marca está no bom caminho.
Menos favorável é a capacidade da mala, que não vai além dos 405 litros, valor muito abaixo da média e que o coloca bem atrás dos 480 litros apresentados pelo BMW.
Quanto à segurança activa, ambos contam com sistema de tracção integral permanente que, além de favorecer o comportamento, optimiza a função das ajudas activas, nomeadamente os controlos de estabilidade, de tracção e de travagem em curva.
À semelhança do seu antecessor, também no Freelander 2, a acessibilidade não convence, principalmente no caso dos lugares traseiros.
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Interior
Ao centímetro!

Nem sempre uma distância entre eixos e um comprimento maiores significam um habitabilidade superior. Que o diga o X3 (9744 pontos) que é ultrapassado pelo Freelander 2 (9764 pontos) que aproveita bem a maior altura e largura da carroçaria.
Seja como for, os índices de habitabilidade correspondem a interiores com realidades distintas. De um lado, o BMW com materiais sóbrios e bastante agradáveis à vista e ao tacto e onde os ocupantes usufruem de uns bancos acolhedores. Do outro, o Land Rover com materiais que vivem mais da aparência do que da sua verdadeira qualidade. Os bancos não são tão envolventes, mas mesmo assim, não deixam de cumprir a sua função.
No domínio da segurança passiva, o Freelander 2 mostra uma maior preocupação ao acrescentar aos airbags frontais, laterais e de cortina, o airbag para o joelho do condutor, enquanto o BMW apenas contempla os três primeiros. Onde não há desigualdades é na climatização – têm ar condicionado automático – e no conforto, com a prestação de ambos a ficar um pouco aquém do que seria de esperar, isto porque, apesar de apresentarem esquemas de suspensões que procuram obter o melhor compromisso entre o comportamento e o conforto, a verdade é que, devido às suas características de SUV, a parte dinâmica acaba por sobrepor-se ao bem estar a bordo. Para agravar a situação, os valores de níveis sonoros (insonorização) são também pouco abonatórios.
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Mecânica
Soluções conhecidas

Qualquer semelhança entre os motores das duas gerações Freelander é pura especulação. Oriundo da parceria entre a Ford e o grupo PSA, o TD4 de 2.2 litros utiliza uma injecção directa common rail de última geração com turbo de geometria variável com intercooler. O resultado são uns muito simpáticos 160 CV acompanhados de um generoso binário de 400 Nm às 2000 rpm. Números que lhe conferem o maior índice de elasticidade (2,84) e que acabam por ter repercussões positivas ao nível das recuperações (a única excepção é em sexta velocidade).
Por sua vez, o X3 recorre ao conhecido (mas já com alguma idade) motor 2.0 com 150 CV e um binário de 330 Nm. Menos exuberante, este tem a vantagem de permitir à BMW colocar o seu modelo num patamar mais convidativo em termos de preço. Porém, não se julgue que a sua acção se resume a este factor. Com uma caixa mais curta, o binário do motor 2.0d aproveita bem a potência disponível especialmente a partir das 2000 rpm .
Não são todo-o-terrenos verdadeiros, mas as suas características levam a que ambos estejam equipados com sistemas tracção integral permanente. Contudo, enquanto o sistema xDrive da BMW parte de uma repartição de binário entre os dois eixos de 40/60, passando depois, mediante as condições de aderência e de tracção, para uma situação que pode ir até aos 0/100, o sistema Haldex da Land Rover, assegura esta mesma repartição nos casos extremos, mas tem a particularidade de numa utilização normal, a maior parte do binário estar nas rodas dianteiras. Para além disso, o Freelander 2 dispõe, ainda, do precioso sistema “Terrain Response” .
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Ao volante
Duas formas de ser

Ao depararmos com estas mais valias técnicas, não podemos deixar de incluir na análise do comportamento os seus dividendos. É que, apesar de concorrentes, cada um tem a sua especialidade, o que nos transporta para dois cenários distintos. O primeiro, do BMW, que mais se assemelha a uma berlina. As suspensões um pouco mais rijas, as ajudas activas e a distribuição da potência pelas quatro rodas asseguram que o X3 revele uma eficácia em estrada assinalável. Porém, há o reverso da medalha, e como tal, qualquer incursão fora de estrada deverá ser bem planeada, pois o sistema de tracção não permite mais que alguns caminhos de terra.
O segundo, o Freelander, é possivelmente o SUV que mais se aproxima de um verdadeiro todo-o-terreno. As suas capacidades nesta matéria vão muito mais além que um mero passeio no campo, permitindo a transposição de obstáculos que à primeira vista seriam impensáveis de ultrapassar. Para além disso, o seu desempenho no asfalto, apesar de demonstrar uma ligeira tendência para adornar em curva a velocidades mais elevadas, pode considerar-se satisfatório.
Embora os valores das prestações anunciados pelas marcas ditem uma supremacia do BMW, a verdade é que as nossas medições registaram exactamente o contrário. O já referido melhor índice de elasticidade e a melhor relação peso/potência acabam por se tornar excelentes aliados do Land Rover.
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Economia
Preço enganador

Apesar de o preço do Freelander 2 ser mais elevado (439 euros) que o do X3, na prática essa diferença acaba por ser enganadora, isto porque, ao compararmos os equipamentos de série, verificamos que para os podermos igualar seria preciso ao cliente do BMW gastar mais 2.070 euros em opcionais.
Em compensação, o modelo alemão (média de 8,4 l/100 km) revelou-se bem mais comedido nos consumos. É verdade que nenhum dos dois é perfeito e que quem compra estes carros, na maior parte das vezes, não está muito preocupado com estes valores. Porém, não deixa de ser negativo o facto de o Land Rover gastar quase três litros mais (10,4 litros) do que aquilo que a marca anuncia.
De igual forma, o X3 é, também, o que propõe os custos de manutenção mais baixos. Como resposta, este último oferece os planos de garantia mais alargados, principalmente a garantia geral.
Conclusão turbo
Liderança X3
Não é fácil destronar o X3 da liderança do segmento. Eis a principal conclusão deste trabalho. Com uma qualidade que é das melhores da classe e um desempnho o em estrada que mais parece uma berlina, o BMW é, sem dúvida, um obstáculo difícil de ultrapassar. Ainda assim, não podemos deixar de lamentar a utilização de um motor que já começa a acusar a idade e um equipamento demasiado limitado. Recém chegado ao mercado, o Freelander 2 representa uma importante evolução face ao seu antecessor. Porém a excelente relação preço/equipamento, um motor mais enérgico e uma maior capacidade para todo-o-terreno revelam-se insuficientes para o colocar na linha da frente.

Texto: Miguel Rodrigues
FotografiaAdelino Gonçalves
Metrologia:Luís Miguel Gomes

Turbo Teste publicado na Revista Turbo de Março de 2007


O QUE ACHAM DESTE COMPARATIVO?
 
É um comparativo tipico de jornalista, o que é curioso é que até na alemanha consideram o freelander bem superior ao x3 que não é todo terreno pois
é um AWD. Pois, que o x3 venda às carradas, não é de admirar pois a clientela
de BMW é muito grande, contráriamente à do land rover que é muito mais restrita.
É uma questão de gosto, para quem não pensa andar na estrada, uns gostam do X3,
outros gostarão do freelander. É óbvio que no mato só existe o freelander. De resto,
não conheço o X3, o X5 conheço e considero um carro de grande qualidade, boas
caracteristicas dinâmicas para quem gosta de andar depressa, melhor mesmo que
o cayenne mas pouco confortável, com suspensão rija e direcção pesada. Como digo, é bom para uns, mau para outros.
Cumpts.
raul
 
pensamento.-.......

vou dizer o k penso.


nao quer dizer que o bmw seja melhor k o freelander, mas as pessoas ainda têm akele pensamento k bmw,audi e mercedes e k sao as marcas boas e o resto n valem nd.

mas hoje em dia ja n e assim.
 
Não só por ser fã da LR, mas porque sei que este Freelander é em tudo superior ao modelo anterior e que tem melhores aptidões TT que o BMW, era o Freelander que escolhia.
 
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