bang-olufsen

Pensa assim: Se leres um ficheiro wav a 44.100, estarás a falar em cerca de 14xx K (não me lembro do valor exacto).
Logo os 128 nem um décimo é...
Se bem que não se pode analisar só assim, porque o mp3 ao ser um formato de compressão lossy vai ter muito menos informação...

1.
A maneira como a "informação" é tratada é que difere, os sistemas de compressão reduzem a equações simples a redundância dos dados, levando à consequente diminuição do tamanho final do ficheiro. O grau de 'negligência' desse algoritmo pode ser ajustado, a tal variação em bits. O bitrate variável permite uma melhor aproximação à fonte. Estamos a falar de matemática, pois claro, numa coisa que apela aos sentidos.

2.
Tomara todos nós podermos afirmar que "sentimos diferenças entre os ficheiros mp3 e os ditos formatos convencionais". Isso pressuporia que os nossos equipamento de som em casa seriam de altíssimo calibre. Acredito que hajam diferenças, também eu sou miudinho com os pormenores, mas a esmagadora maioria dos ouvintes não consegue notar diferenças, e não é por serem "duro de ouvidos": é preciso ter sistemas audio excelentes para apanhar as deficiências. (parto do princípio que um ficheiro mp3 esteja bem gravado).

3.
O mp3 revolucionou os suportes de registo, reprodução e transmissão da música, generalizando o seu acesso - e porque não, democratizando-o - e alargando em muito as situações onde ouvir música se tornou possivel, de uma maneira discreta. Bem-haja, portanto.
 
Última edição:
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2.
Tomara todos nós podermos afirmar que "sentimos diferenças entre os ficheiros mp3 e os ditos formatos convencionais". Isso pressuporia que os nossos equipamento de som em casa seriam de altíssimo calibre. Acredito que hajam diferenças, também eu sou miudinho com os pormenores, mas a esmagadora maioria dos ouvintes não consegue notar diferenças, e não é por serem "duro de ouvidos": é preciso ter sistemas audio excelentes para apanhar as deficiências. (parto do princípio que um ficheiro mp3 esteja bem gravado).
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Em mp3 128 k/b nunca falhei em testes cegos (ABX) em apontar qual era o original e qual era a cópia.

Com esse bitrate só tens 2 hipóteses: Ou limitas a frequência de resposta aos 16.000 hz (como o lame faz e notas a menor extensão dos agudos) ou deixas a frequencia subir acima disso e levas com artefactos perfeitamente audíveis.

É claro que um vulgar leitor de mp3 com os auscultadores de origem pode dificultar em muito a tarefa, mas basta ligares uns auscultadores minimamente decentes a um pc (100 euros chegam) e torna-se bastante óbvio.
 
1.
A maneira como a "informação" é tratada é que difere, os sistemas de compressão reduzem a equações simples a redundância dos dados, levando à consequente diminuição do tamanho final do ficheiro. O grau de 'negligência' desse algoritmo pode ser ajustado, a tal variação em bits. O bitrate variável permite uma melhor aproximação à fonte. Estamos a falar de matemática, pois claro, numa coisa que apela aos sentidos.

Estás a fazer confusão...

Os formatos lossless (como o flac, por exemplo) é que fazem isso. Matemáticamente reduzem a equações simples a redundância dos dados, tal como fazem os formatos de compressão de ficheiro .rar .

Ou seja, consegues uma determinada compressão, mas ao descomprimires ficas com um ficheiro igualzinho ao original (neste caso .wav) bit a bit.

É no fundo exactamente a mesma coisa que o rar, só que neste caso não tens de descomprimir o ficheiro todo antes para o utilizares, fazendo a descompressão em tempo real.

Já o mp3 é um formato lossy. Utilizando um exemplo muito básico da sony, imagina que numa sala silenciosa anda uma mosca a voar de um lado para o outro. Consegues portanto ouvir a mosca.

Imagina agora que na mesma sala acrescentavas um bebé a chorar. A mosca continuava a voar, mas tu já não a conseguias ouvir, porque o choro da criança tem um efeito 'mascara' sobre a mosca.

No mp3 (ou no atrac da sony) gravas apenas a criança e deixas a mosca de fora, não gastando espaço a gravar o que não consegues ouvir.

Os diversos graus de compressão (bem como os algorritmos utilizados) vão ditar a quantidade de informação que deixas de fora, e com 128k mandas fora informação a mais, porque continua a haver muita coisa audível que não é gravada. Mesmo 192k não garantem resultados em todas as situações musicais, razão pela qual o bitrate variável é mais interessante, alocando entre 320 e 128 (ou menos) consoante as exigências da música.
 
Em mp3 128 k/b nunca falhei em testes cegos (ABX) em apontar qual era o original e qual era a cópia.
E a partir de quanto começaste a falhar? Isso interessa, porque daria uma óptima indicação do nível de conversão a adoptar como referência.

Pessoalmente, converto os cd's convencionais a 192 Kbps... e não noto diferença alguma, mas isto sou eu... (a minha configuração de equipamento musical está descrita mais atrás).

O bit rate variável é uma excelente solução, porque molda a eficácia à complexidade da fonte.
 
E a partir de quanto começaste a falhar? Isso interessa, porque daria uma óptima indicação do nível de conversão a adoptar como referência.

Pessoalmente, converto os cd's convencionais a 192 Kbps... e não noto diferença alguma, mas isto sou eu... (a minha configuração de equipamento musical está descrita mais atrás).

O bit rate variável é uma excelente solução, porque molda a eficácia à complexidade da fonte.

Eu diria que 192 já é um bitrate aceitável com os codec's actuais.

Mas se quiseres ter o mp3 mais perfeito (segundo quem os estuda) usa o lame 3.90 (penso ser esta a referência, mas posso confirmar).
Funciona em bitrate variável, logo é extremamente complicado distinguir diferenças.

Eu passei bastante tempo a tentar descobrir diferenças neste codec (configuração alt preset standart) e tive de ir buscar os exemplos encontrados especificamente para esse efeito para notal alguma coisa. E mesmo assim é muito pouco óbvio (alguns nem consegui notar). É já no ponto em que deixas de ouvir música para estares com estétoscópios nas orelhas. [:D]

Ripar discos com o EAC v0.9 no modo secure consegues ripar até discos protegidos com a garantia de 100% de sucesso e sem qualquer falha em qualquer dos casos. Acrescentas-lhe o lame e estás lançado [;)]
 
Uma coisa que eu acho piada, nos MP3 e similares, são as palmas...


Nunca fica bom...


Inde ver ao youtube, por exemplo, (youtube = mp3 64 Kbit/s mono 22.1kHz sample rate)
 
A propósito de audio digital, bitrates e mp3s, outro dia reparei na lista de opcionais de um carro a possibilidade de trazer rádio com sintonizador digital DAB.
Se bem me lembro vai para uns 10 anos (Expo98) que se começou a falar da substituição do FM pelo DAB, rádio digital, menos interferência, suposta mais qualidade de som, possibilidades de informação sobre a estação mais avançadas que o RDS, etc.
Lembro-me de ler que na Inglaterra o DAB era a norma e um formato muito popular, lembro-me de ver na Fnac rádios relativamente baratos com sintonizador DAB (da Pure Digital, tipo rádio de cozinha), lembro-me de ler que a RDP (Antena 1/2/3) e o Grupo Renascença (RFM, RR) transmitiam em DAB e no entanto... nunca vi ninguém com um rádio desses!
Mais recentemente li numa revista que iam lançar uma nova norma, o DAB+.
Alguém sabe porque é que neste nosso cantinho o DAB nunca pegou?

Cumprimentos
 
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