Balança comercial

fmiguel79

Banido
Muito se tem falado em questões economicas mas gostaria de laçar uma questão (espero não ser repetida, se for desculpem):
Se cada vez mais a produção mundial esta a ser movida para Paises Asiaticos ou do Leste da Europa...
Se os maiores produtores de energia (Combustiveis fosseis) são os Paises Arabes e da Europa de Leste...
Como vamos poder continuar a "PAGAR" a factura (Europa Ocidental e Ibérica+USA) a estes Paises se cada vez se produz menos e gasta-se mais energia?
Como vamos conseguir manter as mesmas regalias sociais? (menos carga horaria, férias, subsidios, etc...)
 
Muito se tem falado em questões economicas mas gostaria de laçar uma questão (espero não ser repetida, se for desculpem):
Se cada vez mais a produção mundial esta a ser movida para Paises Asiaticos ou do Leste da Europa...
Se os maiores produtores de energia (Combustiveis fosseis) são os Paises Arabes e da Europa de Leste...
Como vamos poder continuar a "PAGAR" a factura (Europa Ocidental e Ibérica+USA) a estes Paises se cada vez se produz menos e gasta-se mais energia?
Como vamos conseguir manter as mesmas regalias sociais? (menos carga horaria, férias, subsidios, etc...)

A resposta é multifacetada, mas passa por alguns factores chave:

Produtividade - O importante é conseguir manter taxas de crescimento elevadas da produtividade. Nota que o que é verdadeiramente importante não é quanto se produz em quantidade, mas sim qual o valor acrescentado do que se produz. Por exemplo, a China é a maior produtora mundial de sapatos do mundo em volume de vendas, mas Portugal tem uma produtividade muito superior no sector do calçado. Ou seja, por cada par de sapatos produzido, ganhamos muito mais que os chineses.

Propriedade intelectual - intimamente relacionado com a produtividade. São os chineses quem fabrica os chips, mas são os americanos e europeus quem os desenha e desenvolve. Uma vez mais, a propriedade intelectual, isto é, a cadeia de valor está (ainda) sobretudo nos países ocidentais.

Serviços - Os países que apontaste cada vez mais asseguram a produção industrial de bens, mas os serviços de maior valor acrescentado ainda estão todos nos países ditos do "1º mundo". O turismo, principalmente o turismo de qualidade, é um excelente exemplo disto.

Marcas - As grandes marcas são ocidentais. Quando a BMW manda fabricar carros na China, está a tomar uma decisão lógica, porque recorre aos fabricantes mais baratos. Mas as margens de lucro da venda dos carros ao público ficam na sua esmagadora maioria na Alemanha, e não na China.

Crescimento do mercado potencial - A melhoria da situação dos países como a China, Paquistão, Vietname, Rússia, etc, constitui uma oportunidade para os países ocidentais alargarem os seus mercados. O florescimento de uma classe média e alta nestes países acarreta consigo uma grande vontade de aumentar o consumo de bens de prestígio. Marcas como a já referida BMW, coca-cola, macdonalds, Hugo Boss, Zara, etc, etc, etc, têm beneficiado muito com o dinamismo das economias florescentes.

Claro que os riscos estão aí. No fundo, tudo se resume à capacidade da Europa e EUA de se manterem sempre na vanguarda. Enquanto isso suceder, óptimo. Mas lá que e uma tarefa muito exigente, ninguém o pode negar.
 
Propriedade intelectual - intimamente relacionado com a produtividade. São os chineses quem fabrica os chips, mas são os americanos e europeus quem os desenha e desenvolve. Uma vez mais, a propriedade intelectual, isto é, a cadeia de valor está (ainda) sobretudo nos países ocidentais.

Marcas - As grandes marcas são ocidentais. Quando a BMW manda fabricar carros na China, está a tomar uma decisão lógica, porque recorre aos fabricantes mais baratos. Mas as margens de lucro da venda dos carros ao público ficam na sua esmagadora maioria na Alemanha, e não na China.

Crescimento do mercado potencial - A melhoria da situação dos países como a China, Paquistão, Vietname, Rússia, etc, constitui uma oportunidade para os países ocidentais alargarem os seus mercados. O florescimento de uma classe média e alta nestes países acarreta consigo uma grande vontade de aumentar o consumo de bens de prestígio. Marcas como a já referida BMW, coca-cola, macdonalds, Hugo Boss, Zara, etc, etc, etc, têm beneficiado muito com o dinamismo das economias florescentes.

Claro que os riscos estão aí. No fundo, tudo se resume à capacidade da Europa e EUA de se manterem sempre na vanguarda. Enquanto isso suceder, óptimo. Mas lá que e uma tarefa muito exigente, ninguém o pode negar.

Obrigado pela resposta, mas ainda me questiono como podemos por exemplo confiar que a "Propriedade intelectual" se mantem nos Paises de origem se por exemplo a China cada vez faz mais copias?
Não me parece que sejam um povo minimamente procupado com direitos do criador... Temos até carros totalmente copiados...
Outra questão, quem garante que se aumentar o consumo desses mesmos Paises eles não fecharão a torneirinha, dando prioridade ao mercado interno?
Cada vez mais parece-me que eles começam a ter os dados na mão... Não é assim?
 
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