Auto*Empregabilidade >>> Refreshing Portugal

Achei este texto interessante, partilho uma vez que vai ao encontro do tema inicial deste topico.
Extraido daqui: Onde estão os nossos jovens? | cinco dias

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Onde estão os nossos jovens?
Posted on Agosto 9, 2013 por Raquel Varela

O problema do nosso país não são os reformados, eles são parte da solução. Não temos «velhos a mais», temos jovens a menos. O problema é a total ausência dos jovens na luta social e política. Jovens (entre os 16 e os 25 anos), que estão em casa, a vegetar. Filhos e netos dos reformados que fizeram o Maio de 68 e a revolução de Abril. Os precários, que estão na rua, são adultos, desempregados e dependentes, mas adultos.
Os jovens estão, literalmente, a ver a banda passar, sem fazer parte da música, alvos passivos da história, sujeitos de coisa nenhuma. E pensar que a geração que fazia política na universidade e perdia 1 ou 2 anos, sem pagar propinas, era considerada preguiçosa??!! Trabalhadores, cheios de iniciativa, força emocional, são estes jovens, mortos de medo, incultos, ignorantes, competitivamente convencidos que a política não lhes diz respeito porque eles «pensam pela própria cabeça». 40 a 60% estão desempregados, portanto, no estado animal de comer, dormir e ler 2 parágrafos no facebook, que mais do que isso dá trabalho. Já os avós estão a organizar partidos, associações e manifestações.

Quem estuda movimentos sociais será sempre confrontado com esta variável, a que devemos procurar responder e que urge compreender. A crise de 2008 tem como sujeitos sociais uma novidade histórica – os reformados, que nunca até aqui tinham tido um papel de relevância na luta social -, e tem como ausência, pela primeira vez desde os anos 60, a juventude.

É verdade que estas palavras são uma caricatura, portanto, uma imagem deformada. Mas ainda assim, reconheçam, com algo de verdade. Há uma geração inteira que vai ser queimada, sem futuro, calada, inamovível, imagino, em frente da televisão ou do computador. Ser empreendedor era começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós, e virem para a rua e tornar esta política ingovernável. Assim, como fizeram todos os utópicos – tantos deles com 18 anos – que nos deixaram a civilização.
 
Sempre fui um defensor da autoempregabilidade e do empreendorismo.
Entretanto, fui contemplado com um mail daqueles que suscitaram em mim uma série de questões que prefiro nem trazer para aqui a quente .
Mas deixo à vossa consideração se vale a pena empreender / apostar num pais que trata assim quem trabalha e empreende .
Tanto se fala no estigma que há em falhar, ou nas dificuldades / adversidades, mas ser ameaçado de ir para a prisão até 3 anos , ultrapassa o inimaginavel .

Pelos vistos os precarios inflexiveis tambem receberam o mesmo mail e não gostaram:

Governo está a usar regime de regularização de dívidas para ameaçar precários | Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis

O mail é assim:

From: <regex-noreply@seg-social.pt>
Date: 2013/10/31
Subject: Regime excecional de regularização de dívidas

Na sequência da entrada em vigor do regime excecional de regularização de dívidas à segurança social, e tendo em conta que V. Exas., apresentam, nesta data, em execução fiscal, dívida de capital no valor de xxxx,xx, dívida de juros de mora e custas no valor de xxxx,xx, informamos que caso procedam ao pagamento total ou parcial da divida de capital, até dia 20 de Dezembro de 2013, poderão beneficiar deste regime obtendo a dispensa dos juros de mora e das custas do processo de execução fiscal na parte correspondente ao capital pago.

Caso efetuem o pagamento da totalidade do capital, além da dispensa do pagamento da totalidade dos juros de mora e das custas beneficiam <strong>da possibilidade de dispensa da pena no caso de dívida à segurança social que consubstancie a prática de crime punível com pena de prisão igual ou inferior a três anos </strong>e caso o pagamento ocorra até à dedução da acusação.

Para aderirem aos referidos benefícios, devem solicitar a emissão do respetivo documento de cobrança nas Secções de Processo Executivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, IP, ou através dos seguintes canais alternativos:

Segurança Social Directa: Sou Cidadão - Segurança Social
Endereço eletrónico: IGFSS-REGEX@seg-social.pt
Linha telefónica: 707 200 217, disponível de Segunda a Sexta-feira das 9:00 às 20:00,
e Sábados das 9:00 às 13:00.

Cumprimentos,
Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P.
Departamento de Gestão da Dívida
Tel.: 707 200 217
E-mail: igfss-regex@seg-social.pt
Sou Cidadão - Segurança Social
 
Eu li, aplaudo e concordo na integra. Tem de se atirar pedras ao charco e remar contra a maré.

A ideia de criar um hub Europeu para jovens empreendedores em Portugal é excelente, mas para tal teria de haver incentivo do governo (pouca burocracia e incentivos fiscais nos dois primeiros anos de actividade).

Vou partilhar, como sugeres, uma ideia. O governo deveria incentivar os empresários emigrantes, já estabelecidos no exterior, a investir em Portugal.
Que fosse criado um departamento exclusivamente para tal, onde a captação, papelada e trâmites fosse feita em só um lugar.

Existem vários empresários Portugueses bem sucedidos por esse mundo fora.

ora ai esta uma boa ideia

Sabes eu queria voltar a Portugal as minhas origens então fiz um estudo, as dificuldades como que me deparei foram exatamente de acordo com o aqui já foi dito para não contar com a percentagem de risco quase sinonimo de suicídio empresarial os altos custos e altos impostos, burocracia, depois incluindo o baixo consumo devido a situação, deixaram-me super desanimado, chamem as grandes impressas milionárias essas ainda tem uma possível ipotese e mesmo assim não vejo um futuro promissor.
sem um consumo interno viável não vejo nenhum interesse pratico em Portugal, esta è a minha openiao ! o problema creio eu infelizmente è bem maior do que estas a descrever, por isso desisti simplesmente
 
Partilho hoje mais uma ideia no espirito do "refreshing Portugal".

Sou da opinião que todas as escolas deveriam ter uma quinta . Todas: Preparatorias, primarias, ciclos, secundarias... e até as universidades.

A quinta deveria ser anexa sempre que possivel, mas quando tal não fosse possivel não seria problemático se ficasse num terreno proximo .

A participação nestas quintas deveria ser voluntaria.
Acredito que isto traria bastantes benificios para com as crianças / jovens que lá participassem: Valores, respeito e afectividade / ligação com os animais, responsabilidade, gestão, apetencias manuais, etc.
Mais ainda: os participantes destas quintas teriam que se organizar por forma a que mesmo nas férias assegurassem entre si que tudo continuaria normalmente.

Poderia haver várias vertentes:
>Criação de animais numa prespectiva pedagógica (não alimentar) : Galinhas, patos, coelhos, cabras, ovelhas, e ate animais maiores como vacas ou cavalos
>Simultaneamente poderia haver uma parte de gatil / canil (o que por si só resolveria o problema dos canis / gatis apinhados na maioria das cidades).
>Horta / estufas
>Plantação de arvores de varias espécies (e posterior manutenção).

Deveriam haver adultos a supervisionar, por ex professores com horarios com poucas horas.

Está lançada a ideia, aceitam-se opiniões!

ChildrenHelpingAnimals.jpg
 
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