Aumentar ou não a cavalagem?

Antonio74

Membro
Boas.
Tenho a carrinha Renault Mégane 1.5 dCi de 100 Cv de 2005 e gostaria de aumentar para 120 Cv na empresa Turbotec.
O que vocês acham? Devo ou não fazê-lo? Consequências ? Benefícios? Contrapartidas?
Obrigado pela vossa colaboração.

Cumprimentos

António Dias
 
Eu não percebo nada de reprogramações mas tenho um bocado de dúvidas em mexer no motor. Afinal aquilo está afinadinho para uma determinada prestação e, alterar aquilo, vai mudar completamente o equilibrio do carro.

Mas tenho um colega de trabalho que meteu o Golf TDI 140CV dele com 150CV e, até agora, diz que não teve problemas.
 
Eu não percebo nada de reprogramações mas tenho um bocado de dúvidas em mexer no motor. Afinal aquilo está afinadinho para uma determinada prestação e, alterar aquilo, vai mudar completamente o equilibrio do carro.

Mas tenho um colega de trabalho que meteu o Golf TDI 140CV dele com 150CV e, até agora, diz que não teve problemas.

Para quê estar a mexer só para aumentar 10cv? Compensará assim tanto? A mim faz-me confusão essas atitudes. Depois é o que vemos aí nas estradas, só fumarada.
 
Para quê estar a mexer só para aumentar 10cv? Compensará assim tanto? A mim faz-me confusão essas atitudes. Depois é o que vemos aí nas estradas, só fumarada.


10 cv? fumo? onde?!

nunca na vida esse aumento de potência cria fumo, agora passar de 140 para uns 175...[:)] a repro é sempre bem vida mesmo com 10cv, o carro ganha mais força e mexerás menos com a caixa
 
10 cv? fumo? onde?!

nunca na vida esse aumento de potência cria fumo, agora passar de 140 para uns 175...[:)] a repro é sempre bem vida mesmo com 10cv, o carro ganha mais força e mexerás menos com a caixa

Quanto ao fumo não me referia a esta alteração mas todos nós sabemos porque é que andam por aí os "máquinistas das estradas".

Abraço.
 
Para quê estar a mexer só para aumentar 10cv? Compensará assim tanto? A mim faz-me confusão essas atitudes. Depois é o que vemos aí nas estradas, só fumarada.

os 10 cavalos podem nao querer dizer grande coisa

existem muito boas reprogramações que nao alteram muito os cavalos, tudo tem a ver com a potencia disponível na faixa de rotações[;)]

o clio vem limitado para nao rebentar a caixa, se aumentares um pouco os cavalos sem aumentar muito o binario pode ser que nao dê raia ja que ela traz uma margem

atençao ao aumento de binario
 
não é preciso reprogramar para partir, se eu quiser pego num carro de origem e passado 10 minutos está partido.... tudo depende de como é tratado pelo condutor. Reprogramei o meu Ibiza 70cv para 105cv aos 2000km neste momento conta com 80.000km, é por gasóleo a andar com revisões a tempo e a horas



Desse 1.5DCI até 130cv, se for estimado, não deves ter problemas
 
não é preciso reprogramar para partir, se eu quiser pego num carro de origem e passado 10 minutos está partido.... tudo depende de como é tratado pelo condutor. Reprogramei o meu Ibiza 70cv para 105cv aos 2000km neste momento conta com 80.000km, é por gasóleo a andar com revisões a tempo e a horas



Desse 1.5DCI até 130cv, se for estimado, não deves ter problemas


é tudo muito bonito mas meu o turbo já assobia mais.... antes de o reprogramar já tinha metido na cabeça meter um dia um turbo e uma embraigem mais forte, por isso não me queixo. A verdade é uma, abuso um pouco mais mas também tenho mais cuidados com o turbo, mesmo assim queixa-se:sh). Com um carro reprogramado é impossível não abusar:sh):sh). Quando tiver nos meus 50 sou capaz de ter mais calma.
 
Independentemente do fumo, das opiniões, etc, na minha opinião o fabricante dedica-se àquilo, afina, mete determinados componentes com certas características, não é por acaso.

Faz-me um bocado de confusão ligar ao PC e meter mais uns cavalos e tá a andar!
 
Já aqui disseram que a embraiagem desse veículo só suporta até 200Nm de binário, logo só mudando a embraiagem para uma que suporte mais binário.

Ou então fazer uma repro que não aumente o binário, algo que é francamente difícil.
 
Pois, é melhor tirares essa ideia da cabeça, conforme já te disseram, esse conjunto motor/caixa é limitado (tanto que pouco tempo durou na gama Megane), e podes vir a ter sérios problemas ao reprogramar o motor, principalmente se depois fores fazer uso dos cavalos extra (o que certamente quererás, senão não fazias repro).
 
Pois, é melhor tirares essa ideia da cabeça, conforme já te disseram, esse conjunto motor/caixa é limitado (tanto que pouco tempo durou na gama Megane), e podes vir a ter sérios problemas ao reprogramar o motor, principalmente se depois fores fazer uso dos cavalos extra (o que certamente quererás, senão não fazias repro).


Ok...Obrigado pelas opiniões.
Fico com a ideia que não será de todo bom para o carro fazer a alteração. O meu uso seria esporádico, gostava de ter mais cavalos, para poder ter mais aceleração com o carro pesado (5 pessoas e bagagem), tipo fazer uma ultrapassagem mais segura e rápida, porque para andar ela já anda fixe, era essa a ideia, que a partir dos 140 Km/h a multa já pode aparecer... :)
Obrigado a todos.
Cumprimentos
António
 
é tudo muito bonito mas meu o turbo já assobia mais.... antes de o reprogramar já tinha metido na cabeça meter um dia um turbo e uma embraigem mais forte, por isso não me queixo. A verdade é uma, abuso um pouco mais mas também tenho mais cuidados com o turbo, mesmo assim queixa-se:sh). Com um carro reprogramado é impossível não abusar:sh):sh). Quando tiver nos meus 50 sou capaz de ter mais calma.

Que motor é?

À quantos km o reprogramaste?

Quantos km tinha quando o reprogramaste?


Quanto ao ser impossível não abusar, acho que isso depende não só da pessoa como também do carro.

Se tiveres um carro com 65cv e reprogramares para 85, é facílimo andares sempre a utilizar a potência (e esforço) adicional.

Jà se tiveres um carro com 200 cv e o reprogramares para 270cv, é pouco provável que uses regularmente a potência extra. É mais por uma questão de ter mais potência para umas "sapatadas" ocasionais.

Quanto a alterar algo que o construtor pensou, estou de acordo.

Mas é uma verdade que o construtor é obrigado a fazer algumas decisões por conservação, dado que não se sabem diversos pontos da sua utilização.

Esses pontos variáveis podem ser:

- Qualidade de combustível, que varia de zona para zona (falando em termos mundiais);

- Restrições ambientais: Mesmo sem entrar na loucura das chaminés que andam aí (que para mim deviam ser apreendidas), é possível reprogramar um carro de forma a que nem consuma mais, mas possa poluir mais em determinados parâmetros, ainda que possa nem se ver fumo nenhum.
Lembro-me do caso do civic 1.5 iLS, que sendo um carro com uma economia ainda hoje ao alcance de muito poucos, teve de mudar de tecnologia pois libertava um composto qualquer a mais para o ambiente. No entanto, o CO2 é baixo fruto dos baixos consumos.

- Margem de tolerância: Se há clientes que compram carros e sabem o que têm na mão, há outros que é sempre a fundo e aquilo "tem de aguentar". O fabricante tem de tentar fazer carros o mais "à prova de bala" possível, ainda que nem sempre isso seja conseguido.

Por outro lado, existem condicionantes regionais e legais que influenciam muito isso.
Vamos imaginar um 320d de 177cv na Alemanha. Não há nada que impeça o comprador deste carro de fazer todos os dias imensos km a fundo, pois ele pode-o fazer legalmente nas estradas que até têm condições para isso.

Em Portugal isso já é mais complicado. Para além de nem todas as nossas autoestradas permitirem isso em segurança (até pelos carros que se metem à frente constantemente), é acima de tudo ilegal, com punições que em termos de apreensão de carta não têm muita piada.


O facto é que existem muitas pessoas com carros reprogramados com imensos km sem qualquer problema, e outros cheios de problemas de origem.

Depois existem ainda casos como este. Se de facto essa caixa está limitada a 200 nm, a Turbotec devia saber e não aconselhar a reprogramação.
Se a fizer, é porque está a mexer no que não conhece.

Do mesmo modo que se sabe que essa caixa não aguenta mais de 200 nm, em muitos outros casos sabe-se que o carro tem x nm de origem, e aguenta sem problemas até x+y, e que com x+y+z anda, mas já vai ser para estragar.

É aqui que a decisão do tipo de reprogramação escolhida tem mais importância.

Mesmo pensando num carro de mecânica simples, sem turbos, sem reprogramações, é fácil de entender que um motor que anda sempre perto do redline a ser todo puxado, vai ter um desgaste maior do que se andar maioritariamente na metade inferior do conta-rotações.

Resumindo, a reprogramação é um misto de conhecimento de quem reprograma com quem o utiliza.

O Ibiza do Crysis já tem mais km sem problemas do que uma xsara picasso que eu conheço cujo condutor está longe de ser um acelera. Antes dos 80.000 km já estava a levar um turbo novo, ou de uma série de meganes 1.5 dci que também mandaram todas turbos para o lixo...de origem.
 
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