Destaco estes dois pontos.
O problema da Audi em tentar desenhar carros que permitam alguma personalização cromática, exceptuando talvez o primeiro R8, é parecer sempre algo pensado à posteriori.
O A1 já sofria desse problema e este Q2 não resolve a questão.
Aquele pilar C a cinzento, parece um engano. Como se alguém tivesse cometido um erro na linha de produção.
A preto resulta muito melhor, porque pelo menos, acaba por parecer um prolongamento da área vidrada. Mais valia terem lá colocado uma transparência. Pelo menos a visibilidade para trás seria beneficiada.
E fantástico, o homem aponta mesmo para o pormenor mais manhoso do estilo que define este carro.
Mas primeiro é de valorizar a tentativa da Audi em fugir da previsibilidade estética, ainda que com resultados dúbios. É certo que o Q2 ainda é representante dos ideais do predecessor do actual design boss, o sr. Lichte. E é visivel neste Q2 que saiu das mesmas mãos que nos deram o novo Q7, o que não é nada abonatório.
Isto para falar deste facetamento. Tem potencial visual para ser uma marca distinta e original no Q2, mas a sua integração deixa muito a desejar.
Sobretudo na forma e no sítio onde termina.
A área para onde ele aponta costuma ser das áreas mais complicadas de resolver no estilo de um automóvel, dado ser um ponto onde converge o pilar A e capot. Não ajuda nada que uma superfície plana termine exactamente nesse ponto, com a convergência de duas arestas, e de forma bastante rectilinea.
A resolução do estilo do carro não convence. Falta a excelência pela qual a Audi é conhecida. Tal e qual o Q7.
A frente é uma confusão, as óticas traseiras parecem encaixar melhor num VW, e aquele pilar C...
É bom que o Lichte tenha liberdade de movimentos para apagar estes exemplares infelizes, onde incluo não só os Q, mas o R8, ou aparentemente invisiveis, como o novo A4. Pelo menos, os seus concepts Prologue, revelam uma evolução mais interessante para a Audi.