A Pararede registou perdas de 14 milhões de euros em 2005, depois de resultados positivos de 5,4 milhões em 2004.
A empresa explica esta evolução com a contabilização, em 2004, de um imposto diferido activo no montante de 8,4 milhões de euros, dos quais 1,5 milhões de euros foram anulados no presente exercício, na sequência de uma comunicação do Ministério das Finanças que indeferiu o pedido de transmissibilidade de prejuízos fiscais relativamente à Eurociber Portugal e impôs limites à dedução anual de prejuízos fiscais provenientes das sociedades ParaRede Information and Communication Technology e ParaRede Serviços Financeiros e Administrativos.
No ano de 2005, o Grupo obteve receitas consolidadas de 54,6 milhões, um crescimento de 44% face ao período homólogo. Mas em comunicado, a empresa sublinha que em 2005 ocorreu a integração do Grupo WhatEverNet, da Damovo e a aquisição do negócio dos POS¿s.
Já a Margem Bruta cresceu 13%, passando de 16 milhões de euros para 18,2 milhões, um crescimento inferior ao do volume de negócios dado a alteração do mix por via das alterações do perímetro de consolidação ocorrido em 2005.
O comportamento dos custos fixos operacionais traduz igualmente a alteração no perímetro de
consolidação, evidenciando um crescimento agregado de 49%, que pode ser decomposto em 39% nos Custos com Pessoal e 73% nos Fornecimentos e Serviços de Terceiros.
Os valores agora apresentados estão influenciados em cerca de 1,1 milhões de euros pelos custos de reorganização interna cujo reflexo positivo se fará naturalmente sentir já em 2006. Por outro lado foram contabilizados cerca de 0,6 milhões de euros relativos a custos de arranque da operação em Angola.