[Saúde] Alzheimer

A demência é uma doença terrível.

Ceifa a vida lentamente, e ceifa a vida aos familiares também.

Actualmente o tratamento é de todo ineficaz.

Os fármacos são caríssimos e a eficácia muito pequena.
Não existe cura, não existe menos.

Os fármacos só tratam os sintomas, não a doença, e não alteram o curso da doença, ou seja, lá por os tomarem não aumenta o tempo de vida.

E depois, o verdadeiro drama.. estes pacientes acabam acamados, e por experiencia própria, morrem maioritariamente por duas causas: incapacidade de deglutir e incapacidade de tossir...

Morrem engasgados ou com infecções respiratórias... não tenho nenhum estudo na mão, só a experiencia pessoal.
 
Ainda li há pouco tempo sobre esta terrivel doença..que é reduzida a probabilidade para 1/3 se praticarem exercício físico e mental durante muitos anos..

Depois quando tiver tempo,vou dar uma alhadela ao livreo e trago aqui mais considerações que achar oportunas..

Força e determinação..e muita paciência..
 
Meu caro, a minha velhota tb tem. E para ajudar, o meu pai ficou sem poder andar quase ao mesmo tempo.
Das últimas vezes que saiu, não sabia como voltar e tiveram que ser pessoas da vizinhança a acompanha-la a casa.
Também tinha tendencia a sair pelas escadas do prédio e a deambular.

Contratei uma pessoa que olha pelos 2 (até à hora do jantar).
Enquanto estavam ainda bem lúcidos perguntei aos meus Pais se alguma vez tivessem uma doença chata que os tornasse dependentes, se queriam ir para um lar em condições ou preferiam ficar em casa. O voto foi ficarem em casa juntos e respeitarei essa decisão até morrerem.

À noite fica a porta de casa fechada e a chave escondida.
Convém ter mto cuidado com o gás e fechar a torneira exterior qdo n esta ninguem por perto.
Também temos uma dispensa da qual só eu, o meu mano e a empregada têm a chave onde colocamos coisas que não queremos que leve ao meu pai (diabetico).
É complicado ver um ente querido a deteriorar-se, sendo que mtas vezes já nem nos conheçe. Tem dias. Os medicamentos ajudam algo mas pouco: não travam a doença.Também n quero ver a m/mãe feita um vegetal por causa de tanto medicamento.

Contudo, aquela velhinha querida não deixa de ser a pessoa que passou inumeras noites acordada qdo estavamos doentes e precisavamos dela, que sempre colocou as nossas necessidades à frente das dela, sempre pronta a ajudar em tudo.

Enfim.... em tdo aquilo que eu puder ajudar, conta comigo e força.
 
Última edição:
CONFERÊNCIA - “Doença de Alzheimer: Que Políticas?”

CONFERÊNCIA - “Doença de Alzheimer: Que Políticas?”

Existem em Portugal cerca de 90.000 pessoas com doença de Alzheimer. Na Europa são já mais de 7,3 milhões. Prevê-se que estes números dupliquem até 2040.

Face a este cenário, já diversos países conceberam e estão a implementar Planos Nacionais para a Doença de Alzheimer. A Comissão Europeia e o Parlamento Europeu reconheceram a Doença de Alzheimer como uma prioridade de saúde pública, contribuindo deste modo para melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e de todos aqueles que as rodeiam.

E em Portugal? Que equipamentos e repostas? Que modelos? Que apoios?

Estas são algumas das questões a que importa responder e para as quais pedimos uma reflexão capaz de identificar os recursos disponíveis e as necessidades a suprir, contribuindo, deste modo, para uma participação mais activa.

O objectivo desta Conferência é sensibilizar os decisores políticos, e o público em geral, para esta problemática e transformar a Doença de Alzheimer numa prioridade de Saúde Pública Nacional.

A Conferência abordará a necessidade de um Plano Nacional Alzheimer, discutindo alguns Planos Nacionais de Demências já existentes no espaço europeu com especialistas, jornalistas, membros da classe política, etc., contribuindo para uma sociedade mais informada, mais exigente, mais responsável e mais solidária.

http://alzheimerportugal.sensocomum.pt/scid/webAZprt/defaultArticleViewOne.asp?articleID=366&categoryID=808

descarregar documento associado ao artigo (pdf)
 
Olá a todos.

Bem este será a minha primeira participação neste forum, já o acompanho há algum tempo sem nunca intervir, mas este assunto toca-me particularmente, e já agora dou o meu testemunho.

O meu pai sofre de doença de Alzheimer, foi detectada e começou a ser medicada à cerca de 3 anos, no entanto eu e a minha mãe já há algum tempo que notávamos atitudes estranhas do meu pai: o esquecimento de objectos, não saber onde tinha estacionado o carro, tentar fazer rotundas em sentido contrário e a agressividade. O meu pai estava tão agressivo que a minha mãe via-se obrigada a esconder os objectos que pudessem representar algum perigo para nós. Essa agressividade levou a que nunca o conseguíssemos levar ao médico mais cedo. A não ajudar a situação estava a atitude passiva dos meus tios (irmãos do meu pai) que não queriam aceitar esta situação e diziam que a minha mãe é que estava maluca.

Bem, estes três anos passaram e nós não vemos a medicação a fazer qualquer efeito a nível de estabilização da doença. A única coisa que fez foi acabar com a agressividade. Infelizmente a doença progrediu a olhos vistos, nem os médicos que acompanham o meu pai conseguem compreender o que se passa.

Neste momento o meu pai já não me conhece, nem à minha mãe que é quem o acompanha 24 horas sobre 24 horas. Até há bem pouco tempo ainda conhecia os irmãos, mas agora se falarmos neles já não sabe quem são. Só pergunta pelo pai e pela mãe q já faleceram há 30 anos...diz que não tem família...que não tem nada..e chora...chora muito. Para nós que o acompanhamos é muito difícil. No dia em que este tópico foi aberto eu fiz 23 anos, foi o aniversário mais difícil...com o meu pai a perguntar sempre o que se passava, quem fazia anos, que os pais da menina têm muito bom gosto para as prendas...enfim. Peço desculpa por este testemunho em jeito de desabafo.

Relativamente a acompanhamento médico, o meu pai tem, então, sido seguido por um neurologista, fez ginástica cognitiva, e agora está a fazer fisioterapia para ver se consegue aguentar mais uns tempos sem ter de ficar acamado. É muito importante começar-se a ser seguido pelo médico o mais cedo possível. E deve procurar-se a Associação de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer, porque dão um grande apoio.

Só mais uma coisa, para quem é familiar directo de doentes de Alzheimer, no Hospital de Santa Maria e penso que no Hospital Universitário de Coimbra, fazem recolha de cromossomas ao doente de forma a fazerem um estudo sobre a probabilidade dos seus familiares virem a ter ou não a doença. O meu pai já fez e estou à espera dos resultados que demoram bastantes meses.

Desculpem este testamento. Resta-me apenas desejar força a todos, porque os familiares são quem sofrem mais no meio disto tudo.

Cumprimentos.
 
Sabendo que é uma situação sem retorno resta-me tentar dar-te as maiores forças para superar esses momentos, lidar com a situação e garantir-lhe os melhores cuidados e humanidade possivel.

O melhor para ele e vocês que o acompanham.[;)]
 

Confesso que não consegui ver a reportagem toda, fiquei um bocado abalado :(

Cá em "casa" tivemos a sorte de não ter sido ( pelo menos para já, e esperemos que nunca venha a ser ) diagnosticado Alzheimer quando se efectuaram os ultimos testes médicos.

A situação não era a melhor em termos de saúde e ainda não é, mas pelo menos não é Alzheimer e isso deixou-nos muito mais sossegados.

Mas deixo aqui uma palavra de apoio a todos os que têm de lidar com esta doença ou com alguém que a tenha, muita força e muita paciência.

Não desejo ao meu pior inimigo um fim de vida com esta doença, deve ser horrível.

Cumprimentos
 
Voltar
Superior