Passam hoje 68 anos que após uma persiguição de dois dias seguido de um feroz combate com uma esquadra da Royal Navy, composta por 1 porta-aviões ligeiro, 3 cruzadores pesados, e 5 destroyeres (antes tinha afundado o couraçado "Hood"), o couraçado alemão "Bismarck" foi afundado ao largo da costa francesa, levando consigo para o fundo do Atlantico 2.300 marinheiros.
Com a perca deste principe dos mares, a "Kriegmarine" deixou de utilizar grandes navios na batalha do Atlantico, ficando esta quase exclusivamente a cargo dos "U-Boots"
Algumas correcções e informações adicionais:
- O HMS Hood era um cruzador de batalha e não um couraçado. E deve ter sido isso que causou a sua destruição porque em termos de blindagem ficava aquém dos couraçados ingleses, quanto mais do Bismarck.
- Na batalha inicial entre o couraçado Bismarck mais o Cruzador pesado Prinz Eugen contra o cruzador de batalha Hood e o couraçado Prince of Wales (irmã gémea do King George V e facilmente distinguivel pela torre frontal com quatro peças principais, que vieram a provar ser uma treta de design naval), o Hood foi afundado ao fim de poucas salvas, muito provavelmente porque uma delas acertou nos paióis de munições, tendo provocado uam explosão que partiu o navio em dois e o afundou em três minutos, tendo havido apenas três sobreviventes.
Quanto ao Prince of Wales, que nem sequer estava acabado quando entrou em combate (ainda levava civis a bordo a fazer os acabamentos) ficou tão danificado com o combate (só tinha já uma peça principal em funcionamento) que fugiu para evitar males maiores, e incompreensivelmente o comandante do Bismarck não acedeu ao pedido do comandante do Prinz Eugen para perseguirem o Prince of Wales e afundá-lo de vez.
Perder dois navios daquele calibre em combate directo com equivalentes alemães teria sido muito mauzinho para a Royal Navy ainda por cima porque a classe King Beorge V era a mais recente a entrar em serviço.
- Os combates que "afundaram" o Bismarck foram levados a cabo pelo porta-aviões Ark Royal, dois couraçados, o Nelson e o King George V (dois navios de arquitectura bizarra, para dizer o minimo. O King George com a sua torre quadrupla e o Nelson com as três torres principais todas à frente da sua superestrutura. Este de facto era uma ideia que vinha do tempo dos dreadnoughts, colocar o navio de frente para o inimigo para reduzir a sua área exposta. No entanto este conceito nunca se revelou muito eficaz e os dois navios gémeos HMS Nelson e HMS Rodney nunca tiveram assim tanto sucesso já que eram lentos e possuiam uma blindagem deficiente)
Estiveram também envolvidos dois cruzadores pesados, o HMS Norfolk e o HMS Dorsetshire.
Mesmo depois de todas as munições praticamente esgotadas contra o Bismarck, este mantinha-se à tona de água. E não é claro que de facto o tenham conseguido afundar.
Continua a afirmar-se que o Bismarck foi afundado pela tripulação. E quando o investigador que descobriu o Titanic, foi em busca dos restos do Bismarck, conseguiu-o encontrar assente no fundo do Atlântico, mas sem danos que justificassem o afundamento, dando assim mais peso à teoria do afundamento pela tripulação.
Neste combate final o Prinz Eugen já não estava presente, visto que os dois navios se tinham separado pouco depois do combate que afundou o HMS Hood.
Curiosamente o Prinz Eugen sobreviveu a segunda guerra mundial e só foi afundado por torpedos após ter sobrevivido a dois blasts atómicos de testes norte-americanos.
Saudações