Afinal o governo tem razão.

Mais um exemplo da falta de civismo, ou estupidez mesmo, do condutor português tipico:

- Conduzir na faixa do meio em estradas de 3 faixas...

É algo que me deixa porco... Não consigo entender... Quando se chama a atenção para usarem a faixa da direita fazem aquele ar espantado tipo "o que é que se passa?".
Corrijo... É estupidez mesmo...
 
Eu também concordo. E também faço um "mea culpa", porque estou longe de ser exemplo. Mais do que me preocupar em cumprir com o Código, preocupo-me em respeitar os outros. Aliás, o Código não passa de um conjunto de regras (já desactualizadas, a meu ver) que visam promover a harmonia, organização e civismo entre condutores (e peões) nas nossas estradas. A maior parte do que consta do Código é facilmente deduzido pelo bom senso. Depois foi só juntar algumas regras para "standartizar" comportamentos (a regra da prioridade, os limites de velocidade, etc...).

Não obstante, e como vejo algumas falhas no Código, opto por "transgredir" algumas regras (infrigir limites de velocidade de 50 em rectas planas, com espaço e qualidade, e boa visibilidade; não parar num "stop" quando a visibilidade é excelente e não há um carro à vista, etc...).
Também não respeito a prioridade, na medida em que, por vezes, acabo por ceder a minha prioridade a alguém que não a tem mas que vem mais lançado, distraído, etc., desde que não prejudique o trânsito com a minha atitude.

Mas é complicado exercer o civismo numa sociedade que não o é, e remar contra a maré tem, muitas vezes, este efeito de nos deixar desmotivados e até revoltados.

A isso não ajuda, como foi referido, a postura das autoridades, do governo, das escolas de condução, das IPO's... e de muitos condutores.

Já nem vou ao ponto de falar dos "street racers". Esses, para mim, não são só os putos "xungas" em carros "tunados". Há aí muito "street racer" em BMW's, A6's, Mercedes, etc... se calhar até com idade para serem nossos avós. Deixemo-nos de rótulos: o que está mal não é um "tipo de pessoa". É um tipo de comportamento. E esse é que tem que ser erradicado. Enquanto quiserem fiscalizar e corrigir as coisas com base em preconceitos, isto não há meio de sair da cepa torta.

Temos que trazer aí o Bibi para "abrir o olho" a muita gente [:D]


apr:) Embora essa ultima frase... mas pronto como tem lá o smile e tal...

Quanto ao post inicial, concordo com muita coisa e outras nem por isso, mas é sempre bom ler opinioes suficiente/ "imparciais".
 
Aplaudo.

Muito foi já dito, mas gostava de acrescentar que o poder não está tanto nas nossas mãos como pode parecer. Claro que podemos todos cumprir limites de velocidade máxima, por mais absurdos que possam ser nalgumas situações (exemplo da radial de Benfica, 80km/h [8b]), mas isso não é poder, é rendermo-nos ao jugo de quem governamos. E também não temos o poder de escolher quem nos governa, pois todas as opções que temos ao nosso dispôr provêm da mesma casta de hipócritas.

Hão-de aparecer os conformados, os frustrados e os reprimidos que aparecem a cada esquina, prontos a apontar ao dedo aos prevaricadores, sempre a soltar a sua língua afiada que sibila "transgrediste, agora paga, bem feito, ahahah!", aqueles que não merecem cada ganho que o povo possa conseguir em maior justiça para todos nós, ganhos que esses mesmos conformados, frustrados e reprimidos também hão-de beneficiar, ironicamente.

Mas para esses fica um "vai-te lixar", porque o povo tem o direito a reclamar e a fazer valer o seu ponto de vista, e enquanto houver autismo nas autoridades e nos media relativamente ao que realmente causa acidentes em Portugal hão-de haver pessoas informadas e inconformadas dispostas a colocar o dedo na ferida, porque feridas há muitas, tais como

*estradas mal sinalizadas
*estradas mal drenadas
*estradas com relevé ao contrário
*condutores que não respeitam sinais vermelhos
*condutores que não respeitam a circulação à direita
*condutores que não respeitam as distâncias de segurança
*condutores que não respeitam os radares de controlo de velocidade na passagem em vilas e aldeias à beira de estradas nacionais
*condutores que não respeitam as passadeiras
*condutores mal instruídos
*carros sem condições de segurança mas IPO em dia
*etc

Não há pachorra para engolir as patranhas que aparecem na "cassete" que nos é enviada todos os dias pelo ecrã ou papel dos media

*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade

É difícil viver num mundo em que os nossos sentidos recebem informação tão díspar. Enquanto os nossos olhos vêem atrocidades nas estradas, os nossos ouvidos são embalados pela cantiga melíflua que nos diz que o problema está só na velocidade.
 
Aplaudo.

Muito foi já dito, mas gostava de acrescentar que o poder não está tanto nas nossas mãos como pode parecer. Claro que podemos todos cumprir limites de velocidade máxima, por mais absurdos que possam ser nalgumas situações (exemplo da radial de Benfica, 80km/h [8b]), mas isso não é poder, é rendermo-nos ao jugo de quem governamos. E também não temos o poder de escolher quem nos governa, pois todas as opções que temos ao nosso dispôr provêm da mesma casta de hipócritas.

Hão-de aparecer os conformados, os frustrados e os reprimidos que aparecem a cada esquina, prontos a apontar ao dedo aos prevaricadores, sempre a soltar a sua língua afiada que sibila "transgrediste, agora paga, bem feito, ahahah!", aqueles que não merecem cada ganho que o povo possa conseguir em maior justiça para todos nós, ganhos que esses mesmos conformados, frustrados e reprimidos também hão-de beneficiar, ironicamente.

Mas para esses fica um "vai-te lixar", porque o povo tem o direito a reclamar e a fazer valer o seu ponto de vista, e enquanto houver autismo nas autoridades e nos media relativamente ao que realmente causa acidentes em Portugal hão-de haver pessoas informadas e inconformadas dispostas a colocar o dedo na ferida, porque feridas há muitas, tais como

*estradas mal sinalizadas
*estradas mal drenadas
*estradas com relevé ao contrário
*condutores que não respeitam sinais vermelhos
*condutores que não respeitam a circulação à direita
*condutores que não respeitam as distâncias de segurança
*condutores que não respeitam os radares de controlo de velocidade na passagem em vilas e aldeias à beira de estradas nacionais
*condutores que não respeitam as passadeiras
*condutores mal instruídos
*carros sem condições de segurança mas IPO em dia
*etc

Não há pachorra para engolir as patranhas que aparecem na "cassete" que nos é enviada todos os dias pelo ecrã ou papel dos media

*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade
*excesso de velocidade

É difícil viver num mundo em que os nossos sentidos recebem informação tão díspar. Enquanto os nossos olhos vêem atrocidades nas estradas, os nossos ouvidos são embalados pela cantiga melíflua que nos diz que o problema está só na velocidade.

Concordo, para mim é uma situação de inconformismo, eu digo isto muitas vezes a um amigo meu, nós ( portugueses ) podiamos ter um país muito melhor e um estilo de vida com muito mais qualidade do que aquele que temos, infelizmente, e via isso no meu antigo trabalho, o que está a dar e vai estar é prejudicar o próximo para obter mais proveito próprio e não perceber que estamos todos no mesmo barco.

Mas pronto fica o desabafo, e que nele me inclui em algumas coisas quando fiz o post inicial visto que não sou perfeito nem estou acima de ninguém, longe de mim.
 
Uma coisa que me faz confusão: o governo não serve, em teoria, para representar o povo? (eu sei que na prática estamos no extremo oposto dessa linha, mas ok).

Ora, se 10 milhões de pessoas, em Portugal, quisessem ver os limites em autoestrada aumentados para 160Km/h, o governo não era obrigado a fazê-lo? Não liguem ao conteúdo do exemplo, atentem apenas na ideia.

O governo tem que representar de forma fidedigna a vontade do povo, não?
Ou sou eu que sou parvo? [:D]
 
Uma coisa que me faz confusão: o governo não serve, em teoria, para representar o povo? (eu sei que na prática estamos no extremo oposto dessa linha, mas ok).

Ora, se 10 milhões de pessoas, em Portugal, quisessem ver os limites em autoestrada aumentados para 160Km/h, o governo não era obrigado a fazê-lo? Não liguem ao conteúdo do exemplo, atentem apenas na ideia.

O governo tem que representar de forma fidedigna a vontade do povo, não?
Ou sou eu que sou parvo? [:D]

Ora na minha óptica o governo é a representação do povo e os ministros aqueles que nos deveriam servir atendendo ao "seu poder" para resolver as necessidades da população em geral.

Ora o que se passa é o inverso, o governo não serve os interesses do povo, serve os seus próprios interesses, numa democracia tu e todos os demais, ou os seus representantes, seriam chamados a discutir e ponderar determinada decisão uma vez que certas decisões afectam o todo, outras apenas uma região ou localidade sendo que nas duas últimas seriam por exemplo os representantes locais com comunicação ao povo.

Como isso não aconteçe o que nós temos é assim a meio caminho da democracia, a meio caminho da ditadura, a meio caminho do governo capitalista.

A meio caminho da democracia porque de facto não tens escolha sobre quem votas, votas nas opções que eles escolhem.

A meio da ditadura porque não tens voto efectivo na matéria em lei ou decreto algum, tem que ser um grupo de parvos qq que se lembra de passar dias , ás vezes meses, a debater sobre uma qq lei para a passar ou não. Mais, esse grupo de parvos é eleito dentro do circulo do primeiro grupo de pessoas em que votaste, e pior ainda, eles são todos "amigos" quer á direita, quer á esquerda.

Capitalista porque epá, basta olhar para o modo como as instituições se comportam.

Logo, mesmo que quisessemos 160Kmh dificilmente o conseguiamos porque a voz do povo seria abafada por uma série de estudos dispendiosos e idiotas, executada por alguma empresa de amigos ou familiares, de confiança, dos governantes, que provavelmente concluiria que até seria mais vantajoso andarmos todos era a 90kmh com um distico colado na traseira dos nossos automóveis e com graves sanções para quem não tivesse o dito cujo autocolante colado nas bordas... do carro.
 
apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)

Acho que finalmente estamos a ficar mais iluminados e com melhor noção do que realmente se passa à nossa volta. Não tarda nada vêm os seguidistas a dizer que somos parvos e que está tudo perfeito e vivemos num paraiso
 
Caro Kronus:

Está um bom tópico e um bom texto, claro, critico e profundo......

Realmente podiamos ter um país excelente. A natureza e o D. Afonso Henriques deixaram aos seus vindouros um cantinho muito porreiro.

Falta um Salazar, Volta Salazar, estás perdoado !!!!!

Realmente os governos dos últimos 30 anos (os governos ditos da liberdade) só fizeram asneiras (muito pouco de coisas úteis onde incluo os grandes avanços conseguidos na medicina nos últimos anos, mas só acessíveis a muito poucos e noutros casos caríssimos).

Em termos de educação, já nem liberdade é o adjectivo, mas sim numa verdadeira atrocidade.....

Eu não penso que vá melhorar. Penso que terão de vir algumas gerações ou então um tratamento de choque, tipo injecção letal.

Realmente quando se fala em excesso de velocidade, o governo cria tantas aberrações na legislação automóvel, porque é que ainda não criou a obrigação da limitação electrónica, mecânica, como queira, da velocidade ????

A velocidade máxima admissível no nosso país, nas melhores estradas (AE) é 120 km/h, porque é que todos os carros conseguem andar a mais que isso? É mesmo para ganhar dinheirinho fácil....

Além disso, peguem em qualquer revista automóvel e vejam o que é apregoado acerca de todo e qualquer modelo que esteja em análise: AS SUAS PERFORMANCES DE RAPIDEZ, ou não é?

Portanto, quando até a imprensa especializada ainda "publicita" a velocidade, estamos à espera e quê?

Realmente falta-nos aquilo em que menos se investiu nos últimos 35 anos neste país: EDUCAÇÃO.

A culpa da sinistralidade, não é velocidade, más estradas, mau isto mau aquillo, para mim é a falta de EDUCAÇÃO e RESPEITO, a tua liberdade acaba onde começa a minha.

Pedindo desculpas pelo testamento, continua Kronus....
 
apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)

Acho que finalmente estamos a ficar mais iluminados e com melhor noção do que realmente se passa à nossa volta. Não tarda nada vêm os seguidistas a dizer que somos parvos e que está tudo perfeito e vivemos num paraiso

Sim, um paraíso onde os bens encarecem, onde os impostos nos são extorquidos a torto e a direito, criando-se cada vez mais deles sem que tenhamos algum retorno útil (ou algum retorno, sequer), onde a educação é uma treta e as condições de trabalho uma m3rda (generalizando, porque ainda há umas poucas excepções), onde se pede ao cidadão que deixe de fazer certas coisas de determinada forma, mas sem lhe dar alternativas, etc...

Tornou-se normal haver contractos de 8 horas de trabalho, em que se pagam 8 horas mas se exige que sejam feitas 10 ou 12 de trabalho, e uns sábados para aquecer. Tornou-se normal haver impostos cobrados em cima de outros impostos, tal como se tornou normal a caça à multa e o enchimento gratuito dos cofres do estado à conta de medidas de fiscalização que visam tudo menos proteger o cidadão e zelar pelo seu bem estar. Tornou-se normal o preço de uma casa elevar-se de tal forma que levamos uma vida inteira para a pagar, ainda que ela valha menos de metade do que pagamos, e o que pagamos (ao banco) é quase o dobro do que a casa nos custou... é um paraíso à maneira [:D]

Aposto que quem vive do lado do "governo" tem a sua vidinha bem facilitada. E, em troca, nem o seu trabalho fazem como deve ser [8b]
 
apr:) apr:) apr:)

Excelente texto, muito bem escrito e com bastante conteudo, sobre uma realidade actual do nosso país e não só a nivel do ramo automovel mas sim a todos os niveis, onde não só retrata bem a falta de respeito, civismo e educação da nossa sociedade, como também uma total incompetência por quem nos governa..
O maior problema é que somos governados por politicos incompetentes e como se não bastasse só olham para o seu umbigo.Mas maior problema ainda é que não existem opções sendo o sector da politica destinado a um grupo muito mas muito restrito, onde dificilmente consiga entrar alguem com ideias coerentes e novas de forma a servir realmente os interesses do povo, sendo este barrado logo á entrada.
Até quando nós Portugueses vamos conseguir sustentar as barrigas destes senhores, que se lembram de construir leis que nem lembram ao diabo, leis que são feitas para alguns e não para todos como numa verdadeira sociedade democrática..
E depois lá está "ahah e tal você ia em incumprimento so tem é que pagar", depois ainda há os que concordam que a lei é sempre pra se cumprir, independentemente do contexto e daquela realidade em particular, sendo completamente alheios à realidade actual e sem espirito de critica..

Bom texto Kronus
 
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