Alpiger
Suspenso
Roy Den Hollander, advogado em Manhattan, interpôs num tribunal federal uma acção que, caso a ganhe, terá repercussões a nível nacional - ele alega que as «Ladies Nights» nos bares são inconstitucionais porque fazem discriminação de preços com base no género.
«Estou cansado de ver violados os meus direitos e de ser tratado como um cidadão de segunda classe», alega o causídico.
O que tanto enfurece Hollander é a prática das «Ladies Nights», generalizada pelos bares e clubes da cidade de Nova Iorque, noites em que as mulheres não pagam entrada e têm desconto nas bebidas ou lhes são oferecidas algumas bebidas.
«Este processo é sobre uma questão constitucional, o que quer dizer que se eu ganhar, em teoria qualquer pessoa na América poderá interpor um processo semelhante e utilizar este como precedente», explica Hollander.
Os analistas consideram ser muito difícil a Hollander ganhar o processo, pois terá que provar que se trata de uma questão genuinamente constitucional.
No processo, Hollander afirma que os descontos e as regalias das «Ladies Nights» violam a 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante igual protecção a todas as pessoas em «situações semelhantes».
Hollander cita vários clubes que frequenta e que têm «Ladies Nights», como o China Club, o Copacabana Nightclub, o AER Nightclub e o Sol. Os donos desses estabelecimentos estão furiosos.
John Juliano, proprietário do Copacabana Club (que fechou as suas portas recentemente e vai reabrir em novas instalações) diz que «as Ladies Nights beneficiam tanto homens como mulheres, tanto o clube como a sociedade. O único perdedor nisto é o falhado que tem um ponto de vista idiota».
O exemplo de Hollander está a espalhar-se pelos Estados Unidos.
John Banzhaf, professor de Direito na Universidade George Washington, em Washington DC, propôs aos seus alunos que preparassem um processo contra as «Ladies Nights», argumentando que «essas promoções fazem parte de uma mais vasta discriminação de preços com base no género, como as que são usadas pelos cabeleireiros e pelas lojas de limpeza a seco, que cobram a homens e mulheres preços diferentes pelos mesmos serviços».
É esse o ponto de vista de Hollander, dizendo que, se todos pagassem o mesmo, os homens acabariam por pagar menos ou o mesmo que as mulheres.
«Cada pessoa que entra num clube tem dinheiro para pagar bebidas a uma mulher e, quanto mais ela beber, mais divertidos tanto ela como ele ficarão».
in: PortugalDiario
«Estou cansado de ver violados os meus direitos e de ser tratado como um cidadão de segunda classe», alega o causídico.
O que tanto enfurece Hollander é a prática das «Ladies Nights», generalizada pelos bares e clubes da cidade de Nova Iorque, noites em que as mulheres não pagam entrada e têm desconto nas bebidas ou lhes são oferecidas algumas bebidas.
«Este processo é sobre uma questão constitucional, o que quer dizer que se eu ganhar, em teoria qualquer pessoa na América poderá interpor um processo semelhante e utilizar este como precedente», explica Hollander.
Os analistas consideram ser muito difícil a Hollander ganhar o processo, pois terá que provar que se trata de uma questão genuinamente constitucional.
No processo, Hollander afirma que os descontos e as regalias das «Ladies Nights» violam a 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante igual protecção a todas as pessoas em «situações semelhantes».
Hollander cita vários clubes que frequenta e que têm «Ladies Nights», como o China Club, o Copacabana Nightclub, o AER Nightclub e o Sol. Os donos desses estabelecimentos estão furiosos.
John Juliano, proprietário do Copacabana Club (que fechou as suas portas recentemente e vai reabrir em novas instalações) diz que «as Ladies Nights beneficiam tanto homens como mulheres, tanto o clube como a sociedade. O único perdedor nisto é o falhado que tem um ponto de vista idiota».
O exemplo de Hollander está a espalhar-se pelos Estados Unidos.
John Banzhaf, professor de Direito na Universidade George Washington, em Washington DC, propôs aos seus alunos que preparassem um processo contra as «Ladies Nights», argumentando que «essas promoções fazem parte de uma mais vasta discriminação de preços com base no género, como as que são usadas pelos cabeleireiros e pelas lojas de limpeza a seco, que cobram a homens e mulheres preços diferentes pelos mesmos serviços».
É esse o ponto de vista de Hollander, dizendo que, se todos pagassem o mesmo, os homens acabariam por pagar menos ou o mesmo que as mulheres.
«Cada pessoa que entra num clube tem dinheiro para pagar bebidas a uma mulher e, quanto mais ela beber, mais divertidos tanto ela como ele ficarão».
in: PortugalDiario