Aconselhamento jurídico

olá,

Exmos,
À sensivelmente 2 meses, sofri uma queda na via publica, enquanto caminhava num passeio. Apresentei reclamação/exposição Junto da Autarquia, sendo que o responsável pela DIRECÇÃO MUNICIPAL DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS, reconheceu em conversa telefónica que efectivamente o passeio em causa apresenta um declive deveras exagerado, e que devido ao facto do mesmo ter uma tampa metálica no declive e musgo, reúne condições de perigo para a circulação de transeuntes, mas que o passeio sempre esteve assim desde a construção do edifício adjacente, e que à data não era ele o responsável pelo departamento.
Na sequência da Queda, tive múltiplas fracturas na perna direita, ficando internado 10 dias, sujeito a uma primeira cirurgia, e posteriormente uma segunda cirurgia.
Este Funcionário referiu que a Câmara Municipal aceita responsabilidade Civil até ao valor de €1500, mas que devido à gravidade do meu caso e aos possíveis montantes envolvidos por incapacidade para trabalhar e tratamentos, esse valor será largamente ultrapassado, pelo que o processo seria encaminhado para a empresa seguradora, sendo que a empresa seguradora apenas foi notificada pela Autarquia em causa, 54 dias após a minha reclamação à Câmara Municipal.
Passados 2 meses, a seguradora diz que tem que avaliar o caso, mas que eu devo ir fazendo todos os tratamentos e no final apresentar facturas comprovativas das despesas, pelas quais serei ressarcido, pois a Câmara municipal apenas encaminhou para análise, e na Câmara municipal dizem que fizeram tudo correctamente e que a seguradora acarreta todas as custas e que está apenas a tentar “sacudir a água do capote” (usando as palavras do responsável pela DMOSU (DIRECÇÃO MUNICIPAL DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS).
Na presente data, não tenho meios financeiros para efectuar tratamentos, para comprar os medicamentos prescritos, nem tão pouco para me deslocar ao centro de saúde a fim de fazer o penso e evitar complicações maiores neste período pós cirúrgico, em que inclusivamente tenho faltado aos tratamentos por incapacidade financeira para me deslocar e pagar a taxa moderadora.
Questiono assim, o que, e como me posso proteger neste caso, e dada a urgência de tratamento, o que deverei fazer no imediato?
Agradeço desde já a atenção dispensada.
Atentamente,
Bruno Peralta
 
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