Acidente em rotunda

Pelos vistos, conheces bem o local (Red River City [:D]). Ele estava com 2.13... não via nada, muito menos um Stop...

Conheço mas não perdia nada se não conhecesse.. (Detesto a zona)

Eu não percebo nada do assunto mas diria que tens aí um caso difícil de resolver, se ele te bateu do lado esquerdo "dentro" de uma rotunda a culpa à partida é tua..

É que não será muito fácil provar que o tipo não parou no Stop. E espanta-me que ele te tenha consigo apanhar se tu dizes que quando te meteste ele ainda não estava na rotunda, das duas uma, ou tu foste muito lenta ou ele vinha muito rápido.

Mas boa sorte, só pelo facto de ele vir bêbado e sem seguro desejo que consigas resolver isto em teu favor.
 
Não interessa o STOP dele para o caso.

O STOP dele é para entrar na rotunda, ou seja, para dar prioridade a quem
circula na rotunda (à esquerda dele). Passado esse sinal, ele está efectivamente
na rotunda, e não tem nenhum outro sinal que o obrigue a dar-te prioridade, mas
tu tens um que te obriga a dar-lhe prioridade a ele.

O que podes é requerer um parecer científico (assinado por quem tenha capacidade
para certificar os cálculos apresentados) que possas usar como meio de prova.

Ou seja, terás de, cientificamente (cálculos baseados em Física), mostrar que os
estragos provocados na tua viatura implicam que o outro veículo circulava a uma
velocidade X (calculada cientificamente, com cálculos que o comprovem). E depois
provar que é impossível aquele veículo atingir essa velocidade X partindo de 0Km/h
do STOP (o STOP obriga a imobilizar mesmo a viatura). Demonstrando que esse
veículo não parou no STOP.

Depois, terás de provar que tu não violaste o dever de cedência de passagem. Ou
seja que, entre verificar se a tua manobra (entrar na rotunda) podia ser feita em
segurança (sem perigo de colisão com outros veículos), e o ponto de embate na
rotunda, qual a velocidade a que um outro veículo deveria seguir (da rua com STOP)
para que fosse impossível saber que vinha esse veículo a quem estivesse na rua
com triângulo. Provando que a velocidade a que seguia o jipe era superior a essa
velocidade limite na qual é possível o condutor da rua com o triângulo evitar o
acidente não entrando na rotunda.

Basicamente, tens de provar que é humanamente impossível ter conhecimento que
a tua entrada na rotunda poderia provocar um acidente, provando que o acidente nunca
poderia ter ocorrido se o outro condutor tivesse parado no STOP (ao provar que não
parou).
 
Não interessa o STOP dele para o caso.

O STOP dele é para entrar na rotunda, ou seja, para dar prioridade a quem
circula na rotunda (à esquerda dele). Passado esse sinal, ele está efectivamente
na rotunda, e não tem nenhum outro sinal que o obrigue a dar-te prioridade, mas
tu tens um que te obriga a dar-lhe prioridade a ele.

O que podes é requerer um parecer científico (assinado por quem tenha capacidade
para certificar os cálculos apresentados) que possas usar como meio de prova.

Ou seja, terás de, cientificamente (cálculos baseados em Física), mostrar que os
estragos provocados na tua viatura implicam que o outro veículo circulava a uma
velocidade X (calculada cientificamente, com cálculos que o comprovem). E depois
provar que é impossível aquele veículo atingir essa velocidade X partindo de 0Km/h
do STOP (o STOP obriga a imobilizar mesmo a viatura). Demonstrando que esse
veículo não parou no STOP.

Depois, terás de provar que tu não violaste o dever de cedência de passagem. Ou
seja que, entre verificar se a tua manobra (entrar na rotunda) podia ser feita em
segurança (sem perigo de colisão com outros veículos), e o ponto de embate na
rotunda, qual a velocidade a que um outro veículo deveria seguir (da rua com STOP)
para que fosse impossível saber que vinha esse veículo a quem estivesse na rua
com triângulo. Provando que a velocidade a que seguia o jipe era superior a essa
velocidade limite na qual é possível o condutor da rua com o triângulo evitar o
acidente não entrando na rotunda.

Basicamente, tens de provar que é humanamente impossível ter conhecimento que
a tua entrada na rotunda poderia provocar um acidente, provando que o acidente nunca
poderia ter ocorrido se o outro condutor tivesse parado no STOP (ao provar que não
parou).

E esse parecer científico pode ser solicitado ao CIMPAS? Ou tenho de ser eu a arranjar alguém com essas aptidões? É que a questão reside mesmo aí... Ele simplesmente seguiu caminho, a uma velocidade elevada, sem parar no STOP pois, se o tivesse feito nunca conseguiria embater no meu daquela forma.
Obrigada
 
Conheço mas não perdia nada se não conhecesse.. (Detesto a zona)

Eu não percebo nada do assunto mas diria que tens aí um caso difícil de resolver, se ele te bateu do lado esquerdo "dentro" de uma rotunda a culpa à partida é tua..

É que não será muito fácil provar que o tipo não parou no Stop. E espanta-me que ele te tenha consigo apanhar se tu dizes que quando te meteste ele ainda não estava na rotunda, das duas uma, ou tu foste muito lenta ou ele vinha muito rápido.

Mas boa sorte, só pelo facto de ele vir bêbado e sem seguro desejo que consigas resolver isto em teu favor.

Como é natural, eu ia a uma velocidade baixa pois tinha acabado de abrandar. Ele, por sua vez, nem por isso... Quando cheguei à rotunda, nem ele, nem nenhum outro veiculo, circulava na rotunda. Talvez seja difícil de entender e por isso, o teu espanto e a decisão do FGA, mas é a verdade!!
 
E esse parecer científico pode ser solicitado ao CIMPAS? Ou tenho de ser eu a arranjar alguém com essas aptidões? É que a questão reside mesmo aí... Ele simplesmente seguiu caminho, a uma velocidade elevada, sem parar no STOP pois, se o tivesse feito nunca conseguiria embater no meu daquela forma.
Obrigada

Das situações que conheço ou tenha ouvido falar, foram os próprios que procuraram por essas
pessoas. Mas recordo-me de ter visto na TV uma reportagem sobre umas simulações em
computador de alguns acidentes (atropelamentos, principalmente). Não me recordo se era um
serviço disponibilizado por alguém, ou apenas um projecto.

Às tantas, a reportagem era sobre este projecto do IST:
IDMEC/IST - PROJECTO MRRA

Mas se procurares deves encontrar quem preste esse tipo de serviço. Não sei é se o custo
compensa. Normalmente este tipo de coisas é usado em acidentes com feridos graves e/ou
mortos, por causa das avultadas indemnizações.
 
Dependendo dos casos não é preciso chegar a tanto.

Conheço um familiar que esteve envolvido num pequeno acidente (pelo menos sem feridos ou danos graves), circulava numa estrada principal dentro de uma localidade e embateu num tipo que saiu de uma estradinha secundária, sem prioridade claro.

Em tribunal o caso ficou resolvido com 50/50 porque os "especialistas" chegaram à conclusão que o meu familiar circulava a mais dos 50 Km/h permitidos, pela análise da longa marca de travagem que ficou no chão.
 
Obrigada a todos que aqui deixaram a sua opinião. Vou ter de me decidir se recorro ou não ao CIMPAS. Se o fizer, comprometo-me em vir aqui dar noticias!
Boa Páscoa a todos.
 
Obrigada a todos que aqui deixaram a sua opinião. Vou ter de me decidir se recorro ou não ao CIMPAS. Se o fizer, comprometo-me em vir aqui dar noticias!
Boa Páscoa a todos.

Obrigado e boa Páscoa também para ti.

Espero que tudo corra pelo melhor e quando houver alguma novidade venhas cá contar.
 
Boa noite.
Já cá não vinha há muito tempo e decidi vir hoje, exactamente para contar o desfecho da minha luta! Pois bem, não desisti, decidi recorrer ao CIMPAS (tribunal arbitrário) e consegui vencer a causa. Demorou, pois só em Setembro é que fui convocada para a audiência no tribunal. No entanto, acabei por nem sequer ser presente à juiza porque a advogada do FGA tinha um acordo que consistia no que eu reclamava, ou seja, o pagamento do orçamento de reparação. Nada mais poderia pagar, tipo juros e outros eventuais encargos, apenas a reparação. Aceitei o acordo que foi devidamente "despachado" pela juiza do CIMPAS e pronto, assunto encerrado. Não pode correr sempre mal, não é? :)
Agradeço a todos os que opinaram aqui no meu tópico e espero que, tão cedo, não tenha de vos voltar a pedir conselhos. :)
Felicidades para todos.
 
Boa noite.
Já cá não vinha há muito tempo e decidi vir hoje, exactamente para contar o desfecho da minha luta! Pois bem, não desisti, decidi recorrer ao CIMPAS (tribunal arbitrário) e consegui vencer a causa. Demorou, pois só em Setembro é que fui convocada para a audiência no tribunal. No entanto, acabei por nem sequer ser presente à juiza porque a advogada do FGA tinha um acordo que consistia no que eu reclamava, ou seja, o pagamento do orçamento de reparação. Nada mais poderia pagar, tipo juros e outros eventuais encargos, apenas a reparação. Aceitei o acordo que foi devidamente "despachado" pela juiza do CIMPAS e pronto, assunto encerrado. Não pode correr sempre mal, não é? :)
Agradeço a todos os que opinaram aqui no meu tópico e espero que, tão cedo, não tenha de vos voltar a pedir conselhos. :)
Felicidades para todos.

Demorou mas, correu tudo bem no final [;)] .
 
Boa noite.
Já cá não vinha há muito tempo e decidi vir hoje, exactamente para contar o desfecho da minha luta! Pois bem, não desisti, decidi recorrer ao CIMPAS (tribunal arbitrário) e consegui vencer a causa. Demorou, pois só em Setembro é que fui convocada para a audiência no tribunal. No entanto, acabei por nem sequer ser presente à juiza porque a advogada do FGA tinha um acordo que consistia no que eu reclamava, ou seja, o pagamento do orçamento de reparação. Nada mais poderia pagar, tipo juros e outros eventuais encargos, apenas a reparação. Aceitei o acordo que foi devidamente "despachado" pela juiza do CIMPAS e pronto, assunto encerrado. Não pode correr sempre mal, não é? :)
Agradeço a todos os que opinaram aqui no meu tópico e espero que, tão cedo, não tenha de vos voltar a pedir conselhos. :)
Felicidades para todos.

Muito bem! Este exemplo demonstra que não devemos desistir quando estamos correctos. Quem não quer pagar tenta sempre chutar para canto! :)
 
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