citação:Originalmente colocada por gilmour
Ora ia eu hoje na A1 quando reparo num camião que transportava 4 veículos acidentados estrangeiros:
Aston Martin DB7
Jaguar XJ V8
BMW serie 5
Mercedes Classe E
Todos com mazelas graves de vários tipos ... já estou mesmo a ver daqui a uns meses estes automóveis a serem vendidos em optimo estado como novos [xx(]
Espero é que o Teodoro não apareça por aqui senão ninguém o cala [8)]
Só quem não quer é que não vê o enorme risco que se corre ao adquirir um importado. Se para comprar um usado nacional é preciso muiiito cuidadinho, então para um importado nem se fala...
Isto porque a partir do momento em que o carro passa a fronteira do país de oriegem, é como passar uma borracha no passado do dito cujo.
Não sei se já relatei isto aqui no fórum, mas nunca é demais lembrar. A mim serviu-me de aviso sério:
Conheço um tipo que esteve emigrado muitos anos em França, tendo trabalhado em oficinas oficiais VW e Audi nas décadas de 80 e 90. Em conversa o gajo lá contou o que se fazia por lá. Ele e mais uns quantos "sócios" andavam sempre de olho nos carros batidos que davam entrada nas oficinas. Se o seguro os desse como "perda total" eles ofereciam-se para adquirir aos respectivos donos os salvados e depois, na garagem de um deles, e usando material das oficinas onde trabalhavam, reconstruiam os carros, que depois despachavam para Portugal e para Espanha. O esquema é de loucos, digno de dar cadeia. Por exemplo, se precisavam de uma bomba de combustível para o carro que estivessem a reconstruir naquela altura, impingiam a um pobre coitado que lá fosse fazer a revisão de um modelo semelhante uam bomba nova, e ficavam com a usada, entregando ao pobre coitado uma bomba da sucata, só para ele ficar contente, pensando que tinha ali a bomba original. Isto e muito mais. Ao fim-de-semana, quando não estavam a reparar carros, iam passear para as sucatas a ver se aproveitavam coisas. Ele diz que faziam coisas de bradar aos céus, e de que hoje em dia se arrepende muito. Por exemplo, diz que chegaram soldar metades de carros, etc. Só trabalhavam em topos de gama Audi, Mercedes, BMW, e em pequenos desportivos, visto que eram os mais rentáveis. Inclusivamente tinham acordos com alguns responsáveis pouco escrupulosos das oficinais oficiais, que carimbavam os livros de revisões sem haver revisões nenhumas. Enfim, um rol de ilegalidades!
E ele diz que negócios como o dele eram mato, principalmente com espanhóis. Hoje em dia diz que a coisa está mais controlada, devido às inspecções surpresa que a direcção de viação francesa faz às oficinas, mas mesmo assim ainda há muitas maneiras de dar a volta às situações.
Diz que agora Espanha já não dá lucro. O que está a dar é a Tunisia, Turquia, Marrocos e... Portugal!
Portanto, muito cuidado![8][8]