A morte assusta-te?

BLADERUNNER

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Eis um tema de que ninguém gosta de falar mas que faz parte da vida: a morte.
Não me assusta tanto a morte em si mas sim a maneira como ela pode aparecer.
Desgosta-me as coisas que poderei deixar por fazer e aqueles a quem a minha ausência causará tristeza e sofrimento. Da mesma forma, o medo que sinto de que a morte me leve alguém querido é, essa sim, uma ideia ainda mais assustadora para mim.
A morte, até agora algo inevitável, quase que programada por deus para não podermos aspirar a ser eternos como ele, chegará um dia a todos nós. A grande diferença reside na forma como a encaramos: se a aceitamos com naturalidade ou se evitamos sequer falar dela.

Também é certo que há aqueles que vivem da morte, e não me refiro às agências “de viagens” funerárias, mas sim às religiões, ceitas e doutrinas que baseiam a sua existência na vida depois da morte. Essas vêm a vida como algo temporário que dará lugar a uma vida posterior, neste ou noutro mundo, dependendo dos credos. Vivem em função da morte, vendo este mundo como um lugar passageiro e o corpo como um invólucro que alberga o corpo espiritual. Aspiram à vida eterna post-mortem, pelo que defendem que a morte não é o fim mas um fim em si mesma. “As religiões, todas elas, por mais voltas que lhes dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca.”1
Talvez por esse motivo, com a velhice estes pensamentos de perenidade comecem a assolar os pensamentos humanos. Não será pois de estranhar que a maior parte dos fiéis religiosos que frequentam os seus templos sejam de idade mais avançada. É a ideia de que o fim está próximo que faz com que as pessoas necessitem de acreditar que a vida irá continuar, assim como reencontrar aqueles que mais amamos e que já perdemos ou iremos perder.

A minha morte não me assusta; apenas a daqueles que eu amo e que não quero ver acontecer.
Mas para mim, a nossa morte é apenas um instante ao qual não devemos subjugar toda uma vida.
“O pensamento da morte engana-nos, pois faz-nos esquecer de viver.”2

1(Saramago, José)
2(Vauvenargues, Luc de Clapiers)
 

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A morte não me assusta, quando morrer, quero que seja de uma vez, nada de andar para aí a anhar e a dar trabalho às pessoas.

Mas o que me assusta mais, é a morte de pessoas, queridas e próximas de mim, isso sim, assusta-me imenso. [s)]
 
Eu penso um pouco como tu: "Não me assusta tanto a morte em si mas sim a maneira como ela pode aparecer."

Por outro lado espero andar "aqui" durante o maior tempo possível. Só não consigo imaginar, nem penso muito para já, como será viver até aos 90 e estar desde os 80 numa cama completamente dependente dos outros, etc.

Confesso também que tenho alguma curiosidade para saber o que está depois.


 
Vejo a morte como mais uma etapa da vida e nao receio de forma alguma morrer.

Tenho medo de ver morrer pessoas proximas de mim.

E gosto mais de pensar na vida do que na morte.

Apesar de ser novo, se morrer amanha, ja vou muito feliz com esta passagem pela vida.

Obvio que quero viver o mais que possa e com qualidade de vida, mas sinto que tenho aproveitado muito bem ate agora.[;)]
 
A morte assusta-me e muito :( mas a maneira como pode aconteçer assusta-me ainda mais!

-É melhor nem falar mais que ja estou a penssar coisas [:D]
 
A morte não me assuta, se tiver que morrer, seja de uma vez. Não gostava nada de ter uma morte lenta.

Tenho é alguma curiosidade no que vem depois da morte. Será melhor? Será pior? Será que acaba-se de vez?
 
Definitivamente não, a única coisa que me assusta é poder fazer outros sofrer por minha causa.

A morte em si, por ser certa, só me motiva a aproveitar enquanto cá estou, ser e fazer outros felizes, quando vier que não traga sofrimento a ninguém.
 
A morte não me assusta... mas já a assustei um par de vezes [:p] i am imortal, i have inside me blood of kings YEAH, i have no rival, no one can be my equal, bla bla [:D] MUAHAHAHAH
 
A morte é algo que devemos encarar com naturalidade pois temos a noção concreta que irá acontecer;o melhor que temos a fazer é viver uma vida cheia,sem grandes arrependimentos,na esperança que a nossa hora de partir seja o mais tarde possível mas também da melhor forma possível,isto é sem desaparecermos aos poucos aos olhos de quem nos ama... se possível a dormir descansado.É a morte perfeita, se é que isso existe... :(

Quero só dizer que este ano tive o infeliz privilégio de ver uma pessoa morrer à minha frente.Esse pessoa era minha mãe.Naquele momento sofri uma descarga de adrenalina perante tal experiência que só passados uns segundos consegui chorar;esperamos que algo de transcendente aconteça mas não... a luz dos olhos esvai-se e fica apenas um corpo inerte.Naquele momento soube que a minha mãe já não estava ali,tinha partido.Jamais esquecerei tal momento.Desculpem o desabafo mas para mim a morte agora já não é algo que olhe de lado.Eu via-a ali mesmo à minha frente e isso ajuda a pôr tudo em perspectiva...
 
Última edição:
Saber o que é a morte é o derradeiro conhecimento q podemos ter. Não estou com pressa para chegar lá, mas quando vier vem e pronto.
 
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