A "caça à multa"

Viva,

Qual a razão da multa pessadíssima e da cassação da carta? Não me parece que tenha sido uma pequena infracção que causasse tamanha punição. Talvez essa pessoa tenha merecido essa coima e esteja a carpir lágrimas desresponsabiizando-se pelo que fez.

Possuo 11 anos de estrada com uma média de 30.000 km/h. Ou seja um condutor banal. Nunca fui multado embora passe em estradas onde é frequenter encontrar patrulhas da BT com radar (que honestamente não sei onde e quando mas é uma situação muito badalada). O meu pai possui carta há 30 anos e boa parte do seu trabalho baseia-se na estrada a conduzir veículos de carga. Apenas foi multado uma única vez, com uma coima de 19€, e com o carro pessoal, por ter estado muito tempo parado na entrada de um Aeroporto. Multa merecida, o sinal estava lá, ele é que não se apercebeu, nem da risca amarela. E presumo que como eu e o meu pai, muitos condutores os há que possuem dezenas de anos de experiência na estrada, procuram cumprir e como tal nunca foram sancionados, ou se foram, receberam pequenas multas por pequenas infracções. Se alguém leva uma coima bem pesada por alguma razão será. Será ingenuidade minha esta forma de ver as coisas. Admito essa possibilidade.

Mas uma coisa é certa: qualuqer um de nós que faça um acto de contricção: a culpa é sempre do outro. Raros são aqueles que afirmam ter responsabilidade num erro ou falha. As estatísticas da estradas são o que são, mas sempre que um condutor é entrevista, ele é bom condutor, os outros é que são irresponsáveis. Num dos primeiro acidentes que sofri (estive envolvido em 5 e isento de qualquer culpa em todos eles), uma senhora não pára perante um stop e não dá prioridade a quem se apresentou pela direita (infelizmente, eu). Bate-me do lado esquerdo do veículo na porta traseira. A primeira coisa que essa senhora expressou ao sair do veículo foi: "A culpa não é minha!". Na altura só lhe apontei para a sinalização. O primeiro instinto dela foi desresponsabilizar-se.

Ingenuamente ou não, muitos dos que são multados ao invés de assumirem a sua culpa, de terem cometido uma infracção, procuram desresponsabilizar-se isso, movendo a culpa para o "sistema" ou para um comportamento mais perigoso de outros condutores.

Quando o novo CE (e respectivas coimas) entrou em vigor, uma reportagem que acompanhava uma brigada da BT apanhou um condutor a 100km/h num zona de 50km/h. Os agentes mostraram as imagens ao condutor e afirmaram que por aquela infração a multa era de 500€. Claro está, o condutor "passou-se" e procurou logo desresponsabilizar-se "mas é uma recta, não vem ninguém, porque raio me multam e porque raio está aqui um 50km/h". O agente respondeu pragmaticamente: "a nossa responsabilidade não é verificar se os limites estão correctos, mas se são cumpridos". Provavelmente naquela zona até deveria existir um limite superior. Mas não há. O condutor só tem que o cumprir. Se não o fizer, estando em infracção, habilita-se a ser multado, como aconteceu. E sabendo que ia a 200% da velocidade permitida, a coima deveria ser elevada. Logo ele deveria pagar e "não bufar". Posteriormente poderia apresentar uma reclamação à CM ou ao IEP para apreciarem aquele limite. Mas não desresponsabilizar-se pelo seu erro. Ao fim ao cabo os agentes apenas puniram quem cometeu uma infracção (grave).

Outra situação muito conhecida foi quando a PSP andou numa fase a verificar os transportes de crianças, tanto em veículos ligeiros como em pesados. Todos os que eram apanhados com crianças à frente, sem cadeira (ou autocarros sem as condições e licenças) desresponsabilizavam-se dzendo que a polícia devia era preocupar-se com quem excede a velocidade numa determinada zona. Esta é a mentalidade vigente, e todos nós temos um pouco disse. E embora possa existir uma "máquina de fazer dinheiro" como já aqui foi apresentado, onde apolícia procura passra multas para "encher os cofres do Estado", uma boa parte das multas são passadas com toda a legítimidade.

Na situação relatada pelo João Nascimento:
(...)
Posso te relatar um caso que sucedeu à uma série de anos, em que um agente da PSP - Transito se meteu a multar tudo o que era carro no Largo do Andaluz, que é o inicio da Rua de Santa Marta, onde está a sede da Divisão de Trânsito.

Eu também fui contemplado. Fui falar com ele. Notava-se uma frustação muito grande no homem que desabafou...
"não posso fazer nada... quando cheguei hoje ao serviço disseram-me para ir para a rua e só voltar quando tivesse passado 75 multas.."
(...)

De certeza que só os automóveis que estavam estacionados a infringir um qualquer artigo do CE foram multados. Se estivessem bem estacionados de certeza não seriam autuados. Nesta situação, não se deve culpar o sistema pela "caça à multa", mas assumir que efectivamente foi punido por um erro.

Aliás, se as multas não existissem seria um caos. Todo o código de estrada seria desresponsabilizado. Ultrapassagens, limites de velocidade, estacionamento. Foi referido que por vezes as pessoas cumprem, não por respeito ao CE mas por medo. Eu acho muito bem. Por alguma razão as pessoas não cumprem o que devem. Seja na evasão fiscal, seja a atirar um papel para o chão. Só cumprem quando alguém os obriga. Acontece um pouco na estrada. Muitos só cumprem por medo. Mas se esse medo não existisse garantidamente não cumpriam.

Se existe um movimento de caça à multa? Eu penso que não, mas alguns relatos fazem pensar que sim. Agora, que nós usualmente culpamos tudo o resto pelos nossos erros e encontramos um bode espiatório que não nós, isso é muito certo (na situação do meu pai no aeroporto, mesmo com a sinalzação vertical e horizontal, a primeira reacção foi desculpar-se porque o check in estava atrasado!). Em muitos caços será que existe uma caça à multa ou nós é que não queremos admitir (consciente ou inconscientemente) os nossos erros?

Marco
basta seres caçado duas vezes , que á segunda tens direito a umas centenas de euros de multa e ficas sem carta pelo menos 45 dias. tudo isto por coisas que nem sequer foram verdade ou porque caiste numa qualquer armadilha. atenção, estou a falar de situações reais .
quanto ao resto, tu e o teu pai são uns sortudos.
 
basta seres caçado duas vezes , que á segunda tens direito a umas centenas de euros de multa e ficas sem carta pelo menos 45 dias. tudo isto por coisas que nem sequer foram verdade ou porque caiste numa qualquer armadilha. atenção, estou a falar de situações reais .
quanto ao resto, tu e o teu pai são uns sortudos.

Armadilhas?
Tipo uma gaja boa num descapotável à tua frente, a fazer com que tu aceleres e ultrapasses o limite?
Cerveja à borla num sítio onde é proibído estacionar?
Um sinal que passa de amarelo para vermelho?
Que tipo de armadilhas te referes?
 
Por muita caça à multa que exista, só multam quem não cumpre a lei, ou não?

não!

Por isso, quem cumprir a lei, não tem de se preocupar com a caça à multa, ou tem?

tem!

Se eles esconderem radares numa zona onde só é permitido 90, e alguem for a 85, não se preocupar com o radar, ao contrário de alguém que vá a 120...

Há coisas fantásticas, não há?

há, a tua ingenuidade.
 
Humm tenho de ter mais cuidado a passar lá... costumo passar na zona dos 60 por causa que normalmente levo a quinta engatada e deixo o carro ir(e mesmo assim tenho de travar)[8b]

Deves estar mesmo no limite da multa, com erro de velocímetro e o desconto que eles dão no radar. Mas há por aí um tópico em que um membro do fórum confirma que recebeu em casa uma multa por ter sido apanhado a 55 kmh, cuidadinho.[;)]
 
Este tipo de discussão já foi feito aqui várias vezes e o resultado é sempre o mesmo.

O pessoal só se porta bem na presença da autoridade, assim na zonas mais críticas ou perigosas, deveria estar um agente para evitar que os condutores cometessem infracções e pudessem ter algum acidente. A isto chamam prevenção.

Nos autoestradas as patrulhas em vez de andarem em carros descaracterizados, deveriam andar bem visíveis para que todos os condutores se portem bem. Continua-se a chamar a isto prevenção.

Quando é atribuída a carta de condução parte-se do princípio que toda a gente percebeu o que tem de fazer e as regras que tem de cumprir.

Cumprir estas regras no dia a dia e tentar evitar situações perigosas é que é a verdadeira prevenção, mas pelos vistos a prevenção é só para os outros.

Já lá diz o ditado "A ocasião é que faz o ladrão".
 
Este tipo de discussão já foi feito aqui várias vezes e o resultado é sempre o mesmo.

O pessoal só se porta bem na presença da autoridade, assim na zonas mais críticas ou perigosas, deveria estar um agente para evitar que os condutores cometessem infracções e pudessem ter algum acidente. A isto chamam prevenção.

Nos autoestradas as patrulhas em vez de andarem em carros descaracterizados, deveriam andar bem visíveis para que todos os condutores se portem bem. Continua-se a chamar a isto prevenção.

Quando é atribuída a carta de condução parte-se do princípio que toda a gente percebeu o que tem de fazer e as regras que tem de cumprir.

Cumprir estas regras no dia a dia e tentar evitar situações perigosas é que é a verdadeira prevenção, mas pelos vistos a prevenção é só para os outros.

Já lá diz o ditado "A ocasião é que faz o ladrão".

O único senão dos carros descaracterizados é quando o pessoal vai a 130 e quando vê o carro trava a fundo, com medo... é complicado.
 
O único senão dos carros descaracterizados é quando o pessoal vai a 130 e quando vê o carro trava a fundo, com medo... é complicado.

Pois, esses é que são os perigosos, muito cumpridores na presença da autoridade mas depois...

Eu costumo passar pela BT a 140 kmh, até hoje nunca tive qualquer problema. Não compreendo a atitude de cordeirinho que tanta gente tem nessa situação, os guardas que vão nos carros patrulha devem-se rir á gargalhada com a procissão que se gera atrás deles.[:D]
 
Pois, esses é que são os perigosos, muito cumpridores na presença da autoridade mas depois...

Eu costumo passar pela BT a 140 kmh, até hoje nunca tive qualquer problema. Não compreendo a atitude de cordeirinho que tanta gente tem nessa situação, os guardas que vão nos carros patrulha devem-se rir á gargalhada com a procissão que se gera atrás deles.[:D]

Eu se for a 130~140 sigo sempre... como é raro andar a mais do que isso, não há problema.

Pode ser que um dia peguem por isso, mas até lá, antes isso que travar a fundo com medo do Xôr Agente...
 
Bom escrevo este post porque hoje fui "contemplado" com uma contra-ordenação muito grave, na A1, na zona de Vialonga. Pois bem, naquela zona, o limite é 100km/h, e não 120; Sinceramente não me tinha apercebido disso. Passei pelos radares da BT a 171km/h...Pois bem, 300 euros de coima e 2 meses sem conduzir, que podem ser 30 dias uma vez que nunca tive contra ordenação grave ou muito grave.

De facto dói-nos. Mas se as multas não existissem, seria o caos. Não é pelos 300 euros, valor até baixo para a transgressão, mas pelos 2 meses sem carro!!!!

Vai ter concerteza a sua vertente pedagógica, e na proxima vez que for pela A1, vou lembrar-me dos dias que vou passar sem carro, e certamente não passarei dos 120!!


Provavelmente os limites de 120 estão obsuletos. A maioria dos automóveis modernos circula a mais de 140km/h com uma muito maior segurança do que os carros da década de 80 a 120km/h....

Mas lá está. Só é multado quem quer. O que não se justifica é perder-se 50 vidas neste mês de Agosto, vitimas da estrada...

MEA CULPA pelos 171km/h...
 
Bom escrevo este post porque hoje fui "contemplado" com uma contra-ordenação muito grave, na A1, na zona de Vialonga. Pois bem, naquela zona, o limite é 100km/h, e não 120; Sinceramente não me tinha apercebido disso. Passei pelos radares da BT a 171km/h...

Carro na berma ou radar escondido?
 
Carro na berma ou radar escondido?


Pois não sei. Acho que se fosse carro na berma teria dado por eles...
Ia mais para o radar escondido...não os estou a ver parados na A1 com o carro...

Nem costumo abusar mas vinha com pressa...fui logo fotografado...

PS: o radar chama-se 'multanova'.....
Sem comentários.
 
Última edição:
Caça à multa é por exemplo numa rotunda com uma só saída e uma só faixa um BT multar pq nao se fez pisca pra direita a sinalizar a saída como já foi relatado aqui no forum.
O cerne da questao é que temos gente incompetente a fazer leis sobre conducao. Qdo foram postos os radares, de repente a camara municipal de Lisboa lembrou-se de pedir autorizacoes para haver zonas com circulacao a 80kmsh, o que significa que andámos décadas a circular nessas zonas em infracao à lei, devido à propria lei ser ridicula.
O autor deste topico ou nao conduz, ou se conduz nao deve ter consciencia das vezes que por dia infrige alguma regra
 
Pois não sei. Acho que se fosse carro na berma teria dado por eles...
Ia mais para o radar escondido...não os estou a ver parados na A1 com o carro...

Nem costumo abusar mas vinha com pressa...fui logo fotografado...

PS: o radar chama-se 'multanova'.....
Sem comentários.

Tenho de me pôr a pau, passo aí muitas vezes não a 170 mas normalmente a 150.:sh)
 
O autor deste topico ou nao conduz, ou se conduz nao deve ter consciencia das vezes que por dia infrige alguma regra

Viva,

Conduz e tem consciência. E o "autor" (eu próprio) já afirmou que reconhece os seus erros no dia-a-dia, as situações que infringe a lei, onde e como o executa, e assume que o faz. Mais ainda, assumo que devo ser multado por incumprimento da lei. E se algum dia tiver a infelicidade de ser multado não contestarei, pois saberei que estou a infringir o CE e devo ser responsabilizado por isso.

Mas cada vez fico com mais impressão que qualquer multa é considerada "caça à multa". Esta expressão tornou-se um pouco mode afirmar. Se alguém excede a velocidade na AE ou numa Estrada Nacional e é detectado por um radar é imediatamente referido como caça à multa. Se alguém é autuado por um estacionamento incorrecto é caça à multa. Toda e qualquer multa é considerada "caça à multa", mesmo que se relate uma situação grave, e, embora existam excelentes contribuições e reflexões neste tópico, na generalidade, pouca abertura há para reconhecer que talvez seja uma medida para obrigar os condutores a cumprirem o código de estrada.

Uma coisa é certa: as multas são necessárias pois é por demais evidente que a generalidade dos condutores transgride o CE. E usualmente estas transgressões são extremamente abusivas. Embora o excesso de velocidade possa não ser a transgressão mais grave (mas é a responsável pela maior percentagem de acidentes), numa AE nacional, circular a 120km/h implica ser ultrapassado por todos os veículos que circulam nessa via. E mesmo a 140km/h essa tendência se mantém. Na IC1 e IC2 as zonas sinalizadas com limite de 50km/h são zonas de circulação usual de 90 a 100 km/h. E se algum "otário" se lembra de respeitar o limite de velocidade alguém se colará imediatamente à sua traseira. Aliás, em Portugal existe pouca paciência e tolerância para quem respeita efectivamente o código de estrada. É vulgo ouvir colegas berrando "volta para a tua terra" ou insultarem o outro condutor com "abémia" por verificarem que um carro adquirido noutra zona do país cumpre todas as imposições de trânsito.

Haja ou não "caça à multa", seja um fait-divers ou complô, penso que se os condutores deixassem de responsabilizar o sistema, e assumissem os seus erros (e os corrigissem, claro), a percentagem de multas reduziria drasticamente. E uma tendencia é certa: se existe uma zona, perigosa ou não, mas que os condutores embirrem em transgredir uma disposição do CE (usualmente excesso de velocidade) é racional que a polícia fiscalize mais essa situação. Se os condutores passarem a transgredir substancialmente menos nessa zona, a polícia abandonará o local. Não porque a multa já não dá lucro, mas porque as transgressões diminuiram, logo existe mais respeito e cumprimento pelo CE. Este é o princípio da generalização da multa. Punir para que não se volte a cometer o mesmo erro.

Agora, tanto eu como o meu pai, não me parece que tenhamos sorte. Acho que será mais responsabilidade e procurar cumprir o melhor possível (reconhecendo sempre os seus erros). E aqui acrescento o meu sogro, que sengo motorista de pesados, muitos devem possuir a mesma escola. Centenas de milhares de km anualmente, em todas as zonas do país. Foi fiscalizado inúmeras vezes e após 3 décadas de estrada não teve uma única multa. Sorte? Não, ele cumpre, e procura cumprir escrupulosamente. Esporadicamente tem os seus pequenos desvaneios, como circular a 125/130km/h numa AE, ou a 95km/h numa nacional. Não é uma transgressão grave, é tão ínfima que talvez já tenha sido apanhado por radares mas tenham ignorado. Foram relatadas situações onde que a própria disposição do terreno pode levar a que se infrinja inconscientemente a velocidade, por exemplo. Se as infracções fossem pequenas e em toda a via só ocorressem nesse preciso local, respeitando os condutores todas as imposições ao longo do resto da via, é bem possível que esse troço até fosse ignorado.

Renovo a minha ideia: as pessoas devem deixar de culpar os outros, o sistema, tudo o resto e assumir as suas responsabilidade. Se continuarmos a transgredir excessivamente existirá garantidamente mais fiscalização e um aumento das coimas/penas associadas a essas transgressões. Se existir uma diminuição drástica das transgressões, existirá um efeito contrário: diminui a fiscalização e as coimas, pois os condutores tornaram-se racionais. O limite de 120km/h nas AE nunca será levantado enquanto existir o tipo de condução que se presencia, pois essa condução denota irresponsabilidade. Aumentar esse limite era oferecer um isqueiro a um pirómano. Se existir um cumprimento generalizado pelo limite de velocidade nas AE, aí existirão argumentos e abertura para alterar a limitação da velocidade piois os condutores denotam responsabilidade. É necessário pensar de forma mais abrangente e apercebermo-nos que se a polícia actua bem ou mal, se as multas são bem ou mal aplicadas, isso apenas se deve ao ambiente de condução que existe em Portugal. E uma coisa é certa: se todos cumprirem o CE ninguém será multado, e se algumas pequenas transgressões forem feitas mais facilmente são desculpadas.

Marco
 
Última edição:
Por muita caça à multa que exista, só multam quem não cumpre a lei, ou não?

Por isso, quem cumprir a lei, não tem de se preocupar com a caça à multa, ou tem?

Se eles esconderem radares numa zona onde só é permitido 90, e alguem for a 85, não se preocupar com o radar, ao contrário de alguém que vá a 120...

Há coisas fantásticas, não há?

Então sff explica esta: em Junho fiz a estrada entre Monforte e Portalegre e a meio do caminho fizeram-me sinais de luzes e sinal com o braço para ir devagar, imaginei logo que se tratasse do radar. Não foi preciso muito tempo e um par de kms à frente num cruzamento lá estavam eles escondidos com o radar apontado, mas como tinha sido avisado vinha a cumprir os 50kms do sinal. Até aqui tudo bem.

Passaram-se cerca de dois meses e voltei a passar e já não encontrei o sinal dos 50 que entretanto mais tarde vim a descobrir que já tinham passado para 80kms/h. Como tenho familia (incluindo forças da autoridade) nessa zona do País indaguei acerca do acontecido, quando me disseram que tinham alterado o limite e desde essa altura nunca mais o radar voltou a parar nesse cruzamento, sendo que agora apenas é colocado junto à estação de Portalegre onde o limite ainda é 50.

Agora pergunto. A estrada é precisamente a mesma, os carros que lá passam os mesmos, antes seria um ponto perigoso e agora deixou de ser?

Ele há coisas fantásticas não há??????
 
Já agora lanço apenas um pequeno desafio: O ano passado atingimos a meta estipulada para 2010 pela UE para redução do numero de mortos na estrada.

Já alguem ouviu quem quer que seja congratular-se com tal redução? Como é lógico não nos vamos congratular com o numero de mortos, mas sim com o numero dos que deixaram de morrer. O numero veio para metade.

Já pelo contrario, continuarem a dizer que somos maus condutores, que não respeitamos o CE, que somos umas bestas, uns bebados, uns aceleras, agora juntam-se que ainda somos uns drogados... penso não me ter esquecido de nada, mas não afianço, é praticamente diário.

Por outro lado pergunto: o que foi que eles fizeram para nos ajudar a reduzir o numero de mortos? Eu respondo, apertaram-nos tanto o cinto que há muitos que nem dinheiro para o petroleo têm.
 
Eu aí já me tinham alertado e por norma nessa descida baixo para os 110/120...

Mas nessa descida costumam ter radares escondidos ou carro estacionado?

Faço esse troço pelo menos 2 vezes por semana desde há 7 anos, quando começei a faculdade, e foi a primeira vez no dia 22-07-2007 que fui apanhado...

Além do mais, costumo fazer essa descida a 120km/h. Naquele dia, como era domingo a tarde, quase sem transito, lá cheguei aos 171km/h, embora sem consciencia, pois vinha distraído.

Mas como já disse, não acho mal a multa. 170km/h é velocidade bastante excessiva para a via em questão.

É uma questão de mentalidade. Fica o aviso ao forum: A1- Vialonga é mesmo para ir a 100km/h
 
Caça á multa em casa!!

Caça á multa em casa!!

ISTO É QUE É CAÇA Á MULTA!!!!!!![8b]

Leiam!!!!!

Manuel Tobias tem 57 anos e no sábado passado foi surpreendido por dois militares da Brigada de Trânsito que se deslocaram a sua casa, uma quinta em Évora, para o multarem. As infracções em causa foram a condução sem cinto de segurança e a falta de inspecção ao veículo. A Brigada de Trânsito esclarece que é tudo «legal e louvável».

O condutor terá sido visto a circular sem cinto na variante da zona industrial de Évora e por «alguma razão os militares não puderam autuar o condutor no momento. Podiam estar ocupados com um acidente, por exemplo», explicou ao PortugalDiário o porta-voz da Brigada de Trânsito (BT), major Lourenço da Silva.

Os militares da BT de Évora apontaram a matrícula do Mercedes E300 diesel e posteriormente verificaram, através da base de dados da direcção-geral de Viação, que o veículo em questão não tinha a inspecção periódica obrigatória realizada. O passo seguinte foi, ao contrário do que é mais comum, uma deslocação ao domicílio do condutor.

«O que aconteceu foi que os militares pouparam dinheiro ao Estado. Ou seja, em vez de o cidadão receber em casa os autos com as respectivas multas, os militares foram presencialmente verificar a falta de inspecção e a identidade do condutor. É um acto absolutamente legítimo e até louvável», explicou a mesma fonte.

«Caça à multa»
Manuel Tobias queixa-se em declarações ao PortugalDiário que «é uma perseguição. Uma caça à multa». O condutor admite, no entanto, que a inspecção não estava em dia. Mas salienta que não se recorda de conduzir sem cinto já que a «primeira coisa» que costuma fazer quando entra no carro é pô-lo. «Estranho que não me tenham mandado parar na altura da eventual infracção», disse.

Segundo conta, os dois militares bateram à porta e confirmaram que se tratava do proprietário do veículo e depois solicitaram os documentos do veículo para tirar uma «dúvida». «Eu, de boa fé, fui buscar os documentos e entreguei-os julgando que era normal. Depois de ter os ditos na mão, disse-me que estava autuado porque fui encontrado há dias a circular sem cinto de segurança e que pela matrícula verificaram que a inspecção terminou no dia 31/07/2007».

As duas multas ascendem a 370 euros, 120 do cinto e 250 da inspecção. Manuel Tobias optou por não pagar e viu os seus documentos serem apreendidos. Depois de consultar um advogado, disse ao PortugalDiário que pretende pagar as multas, para depois reclamar. O condutor põe em causa a legitimidade do acto fora de flagrante delito, assim como a abordagem ao domicílio «que nem cordeirinhos» para depois o autuarem.
A Brigada de Trânsito adiantou que as multas podem ser passadas «directa ou indirectamente» e garantiu que a «lei permite» que o militar se desloque à residência. «Não é a situação mais comum, mas acontece várias vezes. Normalmente, não chega ao conhecimento do público, mas não deixa de ser um serviço bem feito».

@ http://www.portugaldiario.iol.pt
 
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