E que medidas tomarias para aumentar a "construção em massa"
O que eu vou escrever não é uma resposta a tua pergunta, é apenas uma divagação minha
Também é algo que eu me pergunto ("quais as medidas?"), principalmente em relação a quem acha que o estado conseguiria construir em barda (se quisesse e investisse), pois eu acho que muita gente se esquece que o estado não construiria por artes mágicas ... o pool de profissinais do sector é o que é, e o estado estaria sempre limitado por esse factor.
Todos sabemos que muitas empresas faliram na altura do subprime e posterior fase da troika em PT. Podemos especular se com os preços da construção não foram criadas novas empresas? Com certeza, mas na mesma escala das falências citadas? Eu especularia que não.
Para essa fase pós 2007 eu já ouvi dados que citam a saída de profissionais da área em
70 mil até 120 mil trabalhadores. É uma perda de profissionais numa escala colossal. E quantos mais não terão já falecido, ficaram incapacitados ou reformaram-se? Com certeza mais uns milhares.
Certamente alguns estrangeiros terão colmatado uma parte dessa hecatombe, mas do pouco que eu sei a maioria do pessoal que saiu foram profissionais com mais experiência e que fez falta para orientar quem começa e ainda está "verde".
Soma-se a isso as exigências legais e técnicas e parece-me utópico pensar que vamos chegar perto dos valores de pico (~125 mil/ano).
Neste momento devemos estar perto dos 30 mil fogos anuais e a realidade é o que é. Construir - sistematicamente - perto de 50 mil/ano já seria muito bom.
Quem tiver dúvidas que olhe bem para os números: até 2008 foram anos e anos seguidos a construir acima dos 60 mil/ano e
em alguns anos muito acima; em 2009 ~50 mil ... e depois buuuum! Houve uma mudança completa de paradigma.
Não se fiem no que eu digo, vejam pelos vossos próprios olhos em
Fogos concluídos em construções novas para habitação familiar: total e por tipologia do fogo