Porsche 718 Cayman/Boxster 2025

Acabaste de resumir o problema do Boxter/Cayman e demais concorrentes, muita pouca gente os compra... Os coupes e os descapotáveis estão a desaparecer aos poucos por causa das vendas fracas que muitas vezes não compensam o investimento nos mesmos.

Ainda por cima, o Boxter/Cayman situa-se num patamar estranho à nível de preços pois é demasiado caro para 80% dos potenciais clientes. Os restantes 20% têm capacidade para patamares mais altos e normalmente preferem comprar desportivos "melhores", como o 911 ou o Corvette para os americanos.

Para completar o ramalhete, temos carros familiares com potências e prestações malucas, principalmente os eléctricos, o que faz com que muitos já não queiram um desportivo de raiz pois o seu SUV anda o mesmo...
Claro que o comportamento é completamente diferente, mas poucos ligam à isso.

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Poucos ligam a isso, porque será que não gostam de conduzir em curvas?



No tópico ali ao lado dos elétricos é difícil passar mensagens, mas nas últimas páginas quase que se falava disso.



Só o factor peso torna um carro muito mais ágil em curva e muito mais divertido de conduzir.

Acho que para quem gosta de conduzir, como muitos que se juntaram por aqui ao longo do tempo percebem facilmente.


Mas até esta simples mensagem perde-se facilmente em conflitos desnecessários.



Also, sempre pensei num Cayman como carro para a crise da meia idade (há de chegar), mas é como dizem os preços sobem e sobem.

E a racionalidade depois impera.
 
Última edição:
A verdade é que as marcas vão reduzindo cada vez mais a oferta com base nas percepções daquilo que são as tendências do mercado e acabam por ostracizar clientes, que embora possam não ser maioritários, são ainda assim expressivos.

Olha por exemplo para o caso da Volvo. Uma marca que tinha uma gama alargada com vários formatos (coupés, cabritos, sedans, hatchbacks de grande volume como o V40), acabou primeiro com os carros de 2 portas, depois com o V40, acabou com a V90 e penso que vai acabar com a V60 também. Os sedan não faço ideia se ainda produzem algum ou não.

Acabou também com os Diesel que eram motores excelentes para os seus SUV obesos.

Claro que agora o cliente tradicional da marca que antes comprava as lendárias carrinhas Volvo, entre esperar 9 meses por uma das últimas carrinhas ou comprar um dos 5 modelos de SUV que estão em stock é provável que acabe por comprar o SUV.

Claro que depois a Volvo vai dizer que os seus clientes só querem SUV.

Ou seja, o que eu quero dizer é que as opções dos clientes estão distorcidas por um leque de escolha cada vez mais reduzido.

E isto depois é uma pescadinha de rabo na boca.

O mesmo para o caso dos roadster. Quem tem um SLK, TT, Z4 e quer comprar um modelo mais atual, tem atualmente muito poucas opções e é mais provável que compre outro formato qualquer...

Essa Volvo que tinha uma grande gama faliu, a Volvo hoje é apenas uma subsidiária da Geely, a questão é que o que o mercado quer são SUVs e o mercado doméstico da Volvo também compra muitos SUVs portanto faz sentido. Em última análise é por norma sempre o mercado doméstico que define a sua estratégia porque se uma marca não vender bem em casa não vende bem em lugar algum.
 
Estavas a ir bem até ao ultimo paragrafo, que nao digo que nao aconteça, mas mesmo que um familiar EV acelere de forma instantanea e faça 400km/h e acelere dos 100 aos 200 em 3 segundos, o comprador (escasso) do Boxster, do Z4, do TT-RS (me?), do Alpine nao quer saber disso, os Roadsters e Coupes estilo Alpine/Cayman oferecem uma experiência de conduçao que muitas vezes nem um Coupe/Cabrio derivado (Série 4, CLE, etc) consegue oferecer, quanto mais um familiar ou um SUV. No entanto, percebo o que dizes.

O problema do Boxster/Cayman e o facto de haver pouca gente a comprar é por causa do preço (como tudo nesta vida), o 718 vendeu extremamente bem no inicio da sua carreira comercial com o 2 litros, num país como Portugal entao aquela motorizaçao fazia todo o sentido, depois do 981 com motores 2.7 e 3.4 que sao vistos como exóticos em PT, aquele 2 litros assentou como uma luva, o Boxster e o Cayman com um price tag decente é um carro que tem cabida para ter sucesso, agora claro, nao é a pedirem 100k por Boxsters base que a coisa vai ao sitio.
as isto não é só o Boxster, eu também começo a duvidar da sustentabilidade das vendas do 911 a longo prazo em numero absoluto de carros vendidos (já nem vou entrar no capitulo da margem e dos resultados), mas estão-se a passar com coisas como o novo Turbo S a começar a partir dos 340 mil € que já me começam a fazer duvidar, cada modelo que sai novo é aos 40k 50k 60k em cima do valor do anterior, o Turbo S 992.1 em 2020 aqui em Espanha saia a partir dos 280k, agora 340k, epah calminha aí... É certo que há malta com dinheiro e que vai sempre comprar o carro, mas acho que já estão a ir longe demais.


Como escreveste, os clientes deste tipo de carros são (muito) escassos. E muitos dos que os que podem comprar muitas vezes preferem um carro familiar desportivo do que o desportivo de raiz.

Eu sempre tive a ideia de que para a maior parte do pessoal o que mais interessa são as prestações e sonoridade dos carros do que propriamente o comportamento dos mesmos, mas posso estar enganado.
Mas quando vejo mais SUVs com versões desportivas do que carros desportivos...


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Poucos ligam a isso, porque será que não gostam de conduzir em curvas?



No tópico ali ao lado dos elétricos é difícil passar mensagens, mas nas últimas páginas quase que se falava disso.



Só o factor peso torna um carro muito mais ágil em curva e muito mais divertido de conduzir.

Acho que para quem gosta de conduzir, como muitos que se juntaram por aqui ao longo do tempo percebem facilmente.


Mas até esta simples mensagem perde-se facilmente em conflitos desnecessários.



Also, sempre pensei num Cayman como carro para a crise da meia idade (há de chegar), mas é como dizem os preços sobem e sobem.

E a racionalidade depois impera.


Como já respondi, eu acho que muitos não ligam assim tanto as curvas, e ligam mais aos arranques e velocidades máximas. Afinal, quantos vezes já ouvimos conversas do tipo: "Tava parado no semáforo com um Mercedes/BMW ao lado mas quando mudou para verde, ele nunca mais me viu!" ou " Cheguei aos 260km/h ali na AI sentido Porto/Lisboa, e só não dei mais por causa do transito!"...

Claro que a maior parte das vezes é só conversa mas acho que isto quer dizer alguma coisa.


Já agora, também adorava comprar um brinquedo tipo Boxster, até um TT me fazia feliz, mas quando chega a parte financeira à conversa, fica logo tudo estragado...[s)]
 
Eu por acaso nos meus sonhos molhados acho que era gajo para bater uns 80k/90k por um Boxster S novo com um motor 6 cilindros, configurado a gosto (mesmo que chegasse aos 100k), cheirosinho, novinho...
 
Estavas a ir bem até ao ultimo paragrafo, que nao digo que nao aconteça, mas mesmo que um familiar EV acelere de forma instantanea e faça 400km/h e acelere dos 100 aos 200 em 3 segundos, o comprador (escasso) do Boxster, do Z4, do TT-RS (me?), do Alpine nao quer saber disso, os Roadsters e Coupes estilo Alpine/Cayman oferecem uma experiência de conduçao que muitas vezes nem um Coupe/Cabrio derivado (Série 4, CLE, etc) consegue oferecer, quanto mais um familiar ou um SUV. No entanto, percebo o que dizes.

O problema do Boxster/Cayman e o facto de haver pouca gente a comprar é por causa do preço (como tudo nesta vida), o 718 vendeu extremamente bem no inicio da sua carreira comercial com o 2 litros, num país como Portugal entao aquela motorizaçao fazia todo o sentido, depois do 981 com motores 2.7 e 3.4 que sao vistos como exóticos em PT, aquele 2 litros assentou como uma luva, o Boxster e o Cayman com um price tag decente é um carro que tem cabida para ter sucesso, agora claro, nao é a pedirem 100k por Boxsters base que a coisa vai ao sitio.
as isto não é só o Boxster, eu também começo a duvidar da sustentabilidade das vendas do 911 a longo prazo em numero absoluto de carros vendidos (já nem vou entrar no capitulo da margem e dos resultados), mas estão-se a passar com coisas como o novo Turbo S a começar a partir dos 340 mil € que já me começam a fazer duvidar, cada modelo que sai novo é aos 40k 50k 60k em cima do valor do anterior, o Turbo S 992.1 em 2020 aqui em Espanha saia a partir dos 280k, agora 340k, epah calminha aí... É certo que há malta com dinheiro e que vai sempre comprar o carro, mas acho que já estão a ir longe demais.

Tal e qual a minha opinião, tb estava a concordar até essa parte.

A democratização da potência com os EVs pode ser vista por dois prismas.

Prisma 1 - Objetivamente se formos 100% frios e racionais (e não falando de ambientes como pista, mas no mundo real com estradas reais) há muitos EVs que deixam verdadeiros desportivos a passar mal.

Prisma 2 - Esta democratização da potência está associada tipicamente a carros grandes familiares e pesados. Sim andam "pa crl" (e não digo que não tenha a sua piada), mas e depois? Falta o resto da experiência...

E acho que este excesso de oferta de carros super rápidos mas todos iguais (nos EVs não temos coisas como número de cilindros, N/A vs turbo vs compressor etc. etc.) vai e e já está a causar aborrecimento. Noto isso até na cara dos jornalistas auto que até podem achar os carros muito bons, muito rápidos etc., mas não os vejo a curtir realmente a coisa.


Por isso ironicamente, e aqui é uma mera opinião pessoal, acho que esta democratização da potência não deixa os desportivos em maus lençois mas sim o contrário. Por comparação parecem ainda mais interessantes!

Depois eu pessoalmente apesar de gostar de bons carros e boas banheiras (para viajar etc.) sou super anti carros pesados na ótica de um desportivo. Por mais que tentem ng me convence que "o peso não se sente" como há quem o diga por exemplo sobre o atual M5 G90.


Até pq eu concordo muito com este quote do sr Colin Chapman: "Adding power makes you faster on the straights. Subtracting weight makes you faster everywhere."

E veja-se as vantagens de um carro leve também na ótica do utilizador que usa um desportivo "como deve ser". Por exemplo pega num Lotus e usa-o para curtir rotundas, serras e pista. E vais ver que os pneus, pastilhas, discos, etc. duram muito mais que um qlq desportivo moderno da praça que pesa o dobro de um Lotus old school. E se calhar até pode nem ser super rápido mesmo nas curvas, mas provavelmente é mais divertido do que muito desportivo moderno xpto cheio de potência, pneux xpto super aderentes e suspensão M coisa e cenas.


Tenho noção que ter mais do que um carro não é exequível para muita gente (mais € empatado, mais seguros, impostos, manutenção etc.) mas ter um desportivo dedicado para curtir e um daily nestas coisas para mim é realmente o melhor de dois mundos, haja capacidade para tal.

Olhando para trás chegou a haver excelentes negócios em 718s. Tenho ideia de colega aqui (não me recordo do nick dele) ter importado um 718 Cayman por 50k, e o carro tinha para aí só 2 anos e nem 20k km acho.


Sobre sustentabilidade do modelo de negócio da Porsche nos últimos anos, tenho ideia que os efeitos de abuso já se estão a sentir, o ano passado as vendas desceram 10%. Mas talvez mesmo por isso precisem de aumentar as margens por unidade...

É tramado, maus tempos para ser petrolhead... Até pq no mercado de usados o único bom negócio no mundo Porsche é a pilhas :)[:D]
 
Eu por acaso nos meus sonhos molhados acho que era gajo para bater uns 80k/90k por um Boxster S novo com um motor 6 cilindros, configurado a gosto (mesmo que chegasse aos 100k), cheirosinho, novinho...


Eu se tivesse mais de 200.000€ para gastar, ia já comprar um Boxster Spyder R, que agora parece ser o único Boxster disponível, sem qualquer problema.

Já só me faltam os 200.000€...
 
Eu por acaso nos meus sonhos molhados acho que era gajo para bater uns 80k/90k por um Boxster S novo com um motor 6 cilindros, configurado a gosto (mesmo que chegasse aos 100k), cheirosinho, novinho...

O problema dessa combinação é que tens de tirar pelo menos um fator daí. Se for 80k não vai ser novo, se tiver 6 cilindros provavelmente passa os 100k...

A inflação está forte em tudo, e na Porsche isso nota-se bem.
 
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Primeiros testes para a imprensa.

  • O teste consiste em atuar como copilotos no futuro 718 Boxster EV na pista de testes da Porsche em Weissach, na Alemanha.
  • A bateria está localizada atrás dos bancos, em vez de sob o piso, proporcionando ao carro uma posição de condução baixa e uma dinâmica que imita a de um carro desportivo com motor central.
  • O Boxster elétrico testado tinha tração traseira e incorporava o sistema E-Shift encontrado no Taycan, que simula mudanças de caixa usando patilhas no volante.
Será apresentado em 2027.
...como já estão com dois anos e meio de atraso, talvez o lancem em conjunto com o primeiro restyling!:LOL:
 
Já aqui falei deste carro aí atrás há uns meses, e mantenho o que disse deste projeto em termos comerciais.

Mas como exercício de engenharia tenho enorme curiosidade sobre um possível Cayman a pilhas.

Particularmente curioso com isto:
  • A bateria está localizada atrás dos bancos, em vez de sob o piso, proporcionando ao carro uma posição de condução baixa e uma dinâmica que imita a de um carro desportivo com motor central.
  • O Boxster elétrico testado tinha tração traseira e incorporava o sistema E-Shift encontrado no Taycan, que simula mudanças de caixa usando patilhas no volante.

Posição de condução super baixa para mim é um must, até num carro banal como um BMW Série 3. Num desportivo é mesmo essencial na minha visão. Por isso ter a bateria atrás dos bancos parece-me uma ideia interessante.

O sistema E-Shift estreado no Taycan é algo que por um lado tenho mixed feelings pq não é real (e no caso do Taycan faz menos falta porque é um sedan, não um desportivo de raíz).

Agora num carro como um Cayman acaba por ser importante para tentar replicar a experiência ICE.

A grande questão para mim é o peso, não queremos um Cayman com 1800kg ou mais. Idealmente no máximo 1600kg, e se fosse menos melhor ainda.

Não é um carro para viajar de qlq forma pelo que não é preciso uma bateria enorme.

Mantenho a minha curiosidade sobre este projeto!
 
A versão testada, era eléctrica, mas a Porsche já afirmou que também haveria a versão a combustão…mas também já o “desdisse”.
Já aqui falei deste carro aí atrás há uns meses, e mantenho o que disse deste projeto em termos comerciais.

Mas como exercício de engenharia tenho enorme curiosidade sobre um possível Cayman a pilhas.

Particularmente curioso com isto:
  • A bateria está localizada atrás dos bancos, em vez de sob o piso, proporcionando ao carro uma posição de condução baixa e uma dinâmica que imita a de um carro desportivo com motor central.
  • O Boxster elétrico testado tinha tração traseira e incorporava o sistema E-Shift encontrado no Taycan, que simula mudanças de caixa usando patilhas no volante.

Posição de condução super baixa para mim é um must, até num carro banal como um BMW Série 3. Num desportivo é mesmo essencial na minha visão. Por isso ter a bateria atrás dos bancos parece-me uma ideia interessante.

O sistema E-Shift estreado no Taycan é algo que por um lado tenho mixed feelings pq não é real (e no caso do Taycan faz menos falta porque é um sedan, não um desportivo de raíz).

Agora num carro como um Cayman acaba por ser importante para tentar replicar a experiência ICE.

A grande questão para mim é o peso, não queremos um Cayman com 1800kg ou mais. Idealmente no máximo 1600kg, e se fosse menos melhor ainda.

Não é um carro para viajar de qlq forma pelo que não é preciso uma bateria enorme.

Mantenho a minha curiosidade sobre este projeto!

@strecht, no último plano de 5 anos desmentiram à hipótese de os novos Boxter/Cayman poderem ter motores à combustão. Falta saber se é verdade ou não..

@ClioIIIRS, se a bateria for para o grande, então o peso andará certamente nesses 1.800k que falaste. Se optarem por uma bateria pequena, nem que seja na versão de acesso, então talvez consigam ficar perto dos 1.600k.

O pior mesmo vão ser os preços, à versão de acesso provavelmente começara nos 80.000€...

Ainda me lembro do alarido que a Porsche fez quando comprou uma participação na Rimac, como se tivesse descoberto o ouro no que toca aos motores e baterias eléctricas e no final quase todas as marcas apresentaram sistema motrizes tão bons ou melhores que os da Porsche...
 
Depois eu pessoalmente apesar de gostar de bons carros e boas banheiras (para viajar etc.) sou super anti carros pesados na ótica de um desportivo. Por mais que tentem ng me convence que "o peso não se sente" como há quem o diga por exemplo sobre o atual M5 G90.

Gostava de experimentar esse M5, porque de facto vejo/ouço muito isso, que não parece ter as 2,5 ton. que tem e que a direcção super directa e sensível lhe dão muita precisão e capacidade de reacção aparente.

Os BMW (e os outros) estão todos em trajectória de aumento de peso, outro dia conduzi o F70 na versão M135i e até esse já pesa 1.550 kg, ou seja aproximadamente mais 200 kg que o meu golo, do mesmo segmento e também com um motor 2 litros.

Mas justiça seja feita a que a cx auto (DCT) e a tracção integral ajudam muito quando o tema é despachar uma estrada de montanha. Ou seja, mesmo com os 200 kg extra o carro é fantástico a curvar
 
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